sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Willow

Willow
O filme Willow foi lançado nos Estados Unidos em 20 de maio de 1988, com direção de Ron Howard e produção executiva de George Lucas, que também idealizou a história. O elenco principal é liderado por Warwick Davis, em seu primeiro grande papel como protagonista, interpretando o camponês Willow Ufgood, ao lado de Val Kilmer como o espadachim Madmartigan, Joanne Whalley como Sorsha e Jean Marsh como a rainha Bavmorda. A narrativa se inicia em um reino dominado por uma tirana obcecada por uma antiga profecia que anuncia sua queda, quando um bebê nasce com um destino extraordinário. Willow, um membro de um povo pequeno e marginalizado, acaba envolvido nessa trama ao assumir a missão de proteger a criança. O ponto de partida da história estabelece uma clássica jornada de fantasia, misturando magia, aventura e amadurecimento pessoal, sem jamais revelar o desfecho da missão ou o destino final dos personagens.

No momento de seu lançamento, Willow foi recebido pela crítica americana com reações mistas, especialmente por ser comparado diretamente a outras fantasias épicas da época. O The New York Times descreveu o filme como “uma aventura simpática, embora excessivamente familiar”, destacando o carisma de Warwick Davis, mas apontando a previsibilidade da trama. O Los Angeles Times elogiou os efeitos visuais e a ambição do projeto, afirmando que o filme “oferece espetáculo suficiente para encantar o público jovem”. A revista Variety ressaltou o valor de produção elevado e a trilha sonora épica de James Horner, mas observou que a narrativa seguia fórmulas já bem conhecidas do gênero.

Por outro lado, a The New Yorker foi mais severa, comentando que o filme parecia “uma colagem de ideias de fantasia já vistas anteriormente”, sem a força mítica necessária para se destacar. O Washington Post observou que, embora visualmente atraente, Willow carecia de originalidade e profundidade emocional. Val Kilmer, no entanto, foi amplamente elogiado por trazer humor e energia ao filme, sendo apontado como um dos elementos mais memoráveis da produção. No balanço geral, a crítica da época considerou Willow uma obra tecnicamente competente e agradável, porém derivativa, resultando em uma recepção moderada, distante do entusiasmo gerado por outros épicos de fantasia lançados na década.

Comercialmente, Willow teve um desempenho razoável, mas abaixo das expectativas iniciais. Produzido com um orçamento estimado em cerca de US$ 35 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 57 milhões nas bilheterias dos Estados Unidos. No mercado internacional, a arrecadação adicionou cerca de US$ 80 milhões, elevando o total mundial para algo em torno de US$ 137 milhões. Embora não tenha sido um fracasso financeiro, o resultado foi considerado decepcionante para um projeto associado aos nomes de George Lucas e Ron Howard. Esse desempenho acabou afastando, por muitos anos, a possibilidade de uma continuação direta no cinema.

Com o passar do tempo, Willow passou por uma reavaliação crítica significativa. Atualmente, o filme é amplamente considerado um clássico cult da fantasia, especialmente entre o público que cresceu assistindo à obra em VHS e sessões televisivas. A atuação de Warwick Davis ganhou reconhecimento histórico por representar um raro protagonismo de um personagem com nanismo em uma grande produção hollywoodiana. O tom aventureiro, os efeitos práticos e a trilha sonora passaram a ser valorizados como marcas de uma era anterior ao domínio dos efeitos digitais. Hoje, Willow é visto com carinho e nostalgia, sendo reconhecido por seu charme, imaginação e importância cultural dentro do gênero.

Willow (Willow, Estados Unidos, 1988) Direção: Ron Howard / Roteiro: Bob Dolman (história baseada em argumento de George Lucas) / Elenco: Warwick Davis, Val Kilmer, Joanne Whalley, Jean Marsh, Billy Barty, Patricia Hayes / Sinopse: Um camponês relutante é forçado a deixar sua aldeia para proteger uma criança destinada a mudar o destino de um reino, embarcando em uma jornada repleta de magia, perigos e aliados improváveis.

Erick Steve. 

Um comentário: