Tom Hanks hoje em dia é um ator respeitado e consagrado em Hollywood. Com dois Oscars no currículo ele certamente é um dos profissionais mais cotados dentro da indústria de cinema americano. Um quadro bem diferente de quando era apenas um comediante escrachado que estrelava comédias como “A Última Festa de Solteiro”, “Splash – Uma Sereia em Minha Vida” e “Quero Ser Grande”. Na década de 1980 Tom Hanks não fazia dramas e nem filmes ditos sérios, pelo contrário, sua carreira era completamente direcionada para as comédias de verão, leves, divertidas, sem muita noção. Foi justamente nessa fase de pura diversão descompromissada que ele estrelou esse divertido “Um Dia a Casa Cai”, uma produção de Steven Spielberg em uma das primeiras parceiras ao lado do ator – parceria essa que daria excelentes frutos no futuro como “O Resgate do Soldado Ryan”. Mas isso ainda era tão distante para Hanks por essa época quanto a Lua. Aqui ele apenas repete seu personagem cômico preferido, a do cara normal, que tenta levar a vida da melhor forma possível mas que acaba se enrolando numa situação absurda e sem sentido.
No caso de “Um Dia a Casa Cai” Tom Hanks interpreta Walter, que ao lado da esposa, resolve comprar uma grande e bela casa por uma pechincha! A casa realmente é das mais bonitas mas por baixo da fachada se encontra um imóvel literalmente caindo aos pedaços! Quem já passou por uma reforma de casa sabe o quanto isso pode ser estressante e fonte de problemas! Sem alternativas Walter (Hanks) e Anna (Shelley Long) resolvem começar a reformar toda a casa – e isso abre margem para muitas situações cômicas, das mais diversas e divertidas que a mente dos roteiristas conseguiram criar. Eles não têm muita grana e por isso ficam dentro do imóvel enquanto a reforma segue em frente (algo pra lá de desaconselhável). Algumas das situações que surgem disso são realmente extremamente engraçadas como a queda da escada principal, onde o personagem de Hanks tem um acesso de riso e fúria que se torna desespero total! Afinal não é fácil gastar tanto dinheiro para colocar aquela casa de pé novamente! Os trabalhadores que vão até o imóvel também são divertidíssimos – os encanadores, por exemplo, andam em carrões, não dão a menor bola para Walter e se comportam como verdadeiros pernósticos! Enfim, um retrato muito bem humorado e sarcástico do modo de vida da classe média americana que passa por vários apuros para morar bem. Depois de rever comédias como essa cheguei numa conclusão: nos anos 80 Tom Hanks certamente não tinha o prestígio que tem hoje em dia mas era seguramente um ator muito mais divertido do que agora! Bons tempos aqueles.
Um Dia a Casa Cai (The Money Pit, Estados Unidos, 1986) Direção: Richard Benjamin / Roteiro: David Giler / Elenco: Tom Hanks, Shelley Long, Alexander Godunov, Maureen Stapleton / SInopse: Walter (Tom Hanks) e Anna (Shelley Long) resolvem comprar uma velha mansão por uma verdadeira pechincha. Mal sabiam no pepino que estavam se metendo. A casa caindo aos pedaços necessita de uma reforma urgente – o que dará origem a várias confusões, colocando em risco inclusive o relacionamento do casal.
Pablo Aluísio.
No caso de “Um Dia a Casa Cai” Tom Hanks interpreta Walter, que ao lado da esposa, resolve comprar uma grande e bela casa por uma pechincha! A casa realmente é das mais bonitas mas por baixo da fachada se encontra um imóvel literalmente caindo aos pedaços! Quem já passou por uma reforma de casa sabe o quanto isso pode ser estressante e fonte de problemas! Sem alternativas Walter (Hanks) e Anna (Shelley Long) resolvem começar a reformar toda a casa – e isso abre margem para muitas situações cômicas, das mais diversas e divertidas que a mente dos roteiristas conseguiram criar. Eles não têm muita grana e por isso ficam dentro do imóvel enquanto a reforma segue em frente (algo pra lá de desaconselhável). Algumas das situações que surgem disso são realmente extremamente engraçadas como a queda da escada principal, onde o personagem de Hanks tem um acesso de riso e fúria que se torna desespero total! Afinal não é fácil gastar tanto dinheiro para colocar aquela casa de pé novamente! Os trabalhadores que vão até o imóvel também são divertidíssimos – os encanadores, por exemplo, andam em carrões, não dão a menor bola para Walter e se comportam como verdadeiros pernósticos! Enfim, um retrato muito bem humorado e sarcástico do modo de vida da classe média americana que passa por vários apuros para morar bem. Depois de rever comédias como essa cheguei numa conclusão: nos anos 80 Tom Hanks certamente não tinha o prestígio que tem hoje em dia mas era seguramente um ator muito mais divertido do que agora! Bons tempos aqueles.
Um Dia a Casa Cai (The Money Pit, Estados Unidos, 1986) Direção: Richard Benjamin / Roteiro: David Giler / Elenco: Tom Hanks, Shelley Long, Alexander Godunov, Maureen Stapleton / SInopse: Walter (Tom Hanks) e Anna (Shelley Long) resolvem comprar uma velha mansão por uma verdadeira pechincha. Mal sabiam no pepino que estavam se metendo. A casa caindo aos pedaços necessita de uma reforma urgente – o que dará origem a várias confusões, colocando em risco inclusive o relacionamento do casal.
Pablo Aluísio.
Em Cartaz: Um Dia a Casa Cai
A comédia Um Dia a Casa Cai estreou nos cinemas em março de 1986, dirigida por Richard Benjamin e estrelada por Tom Hanks e Shelley Long. O filme acompanha um jovem casal que compra uma mansão aparentemente perfeita, mas que rapidamente se revela um pesadelo estrutural, transformando a reforma da casa em uma sucessão de desastres cômicos. Lançado em um período em que Tom Hanks consolidava sua imagem como astro da comédia, o longa foi divulgado como uma sátira moderna do sonho da casa própria e dos excessos da classe média americana.
Em termos de bilheteria, o filme teve um desempenho sólido, embora não espetacular. Com um orçamento estimado em cerca de US$ 10 milhões, arrecadou aproximadamente US$ 54 milhões mundialmente, sendo mais de US$ 21 milhões apenas nos Estados Unidos. O resultado foi considerado satisfatório para uma comédia de estúdio e garantiu ao filme uma boa circulação internacional, especialmente após seu lançamento em vídeo doméstico, onde conquistou ainda mais popularidade.
A reação da crítica na época foi mista, com elogios ao humor físico e reservas quanto ao roteiro. O The New York Times escreveu que o filme era “mais uma coleção de esquetes cômicos do que uma narrativa coesa”, destacando que as situações funcionavam melhor isoladamente do que como um todo. Já a revista Variety descreveu o longa como “uma comédia barulhenta, sustentada quase inteiramente pela energia de Tom Hanks”, reconhecendo o carisma do ator como o principal motor do filme.
Outros críticos foram mais severos. Roger Ebert, do Chicago Sun-Times, comentou que “a piada central se repete tantas vezes que perde impacto”, embora tenha elogiado algumas sequências específicas, como a famosa cena da escada. Em contraste, o Los Angeles Times observou que o filme “encontra sua força no exagero e no timing cômico de seu protagonista”, sugerindo que o humor físico remetia às comédias clássicas do cinema americano.
Com o passar dos anos, Um Dia a Casa Cai passou por uma reavaliação crítica positiva, tornando-se um clássico da comédia dos anos 1980. Embora as críticas publicadas em 1986 tenham sido cautelosas, o público manteve o filme vivo na memória popular, especialmente pela atuação de Tom Hanks e por suas cenas icônicas. Hoje, o longa é frequentemente citado como um retrato bem-humorado e exagerado das frustrações da vida adulta, confirmando que seu impacto cultural acabou sendo maior do que a recepção inicial da imprensa indicava.


Cine Review
ResponderExcluirPablo Aluísio.
Eu asisti na estreia no cinema.
ResponderExcluirQuase rachei de rir. Outro dia revi com a minha filha, quase rachei de rir, ela também.
Uma pena que não tenha mais atualmente filmes tão divertidos como esse. Perderam a fórmula depois dos anos 80..
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