sábado, 22 de agosto de 2026
Thor: Amor e Trovão
Thor Ragnarok
Assim se você curtiu as HQs, provavelmente vai gostar do que verá na tela. Todos os efeitos especiais são muito bons, o que era mesmo de se esperar de uma produção conjunta entre a Marvel e a Disney. Fora isso temos coadjuvantes impagáveis, como o mestre Anthony Hopkins se divertindo bastante com seu Loki travestido de Odin e Jeff Goldblum, como um mestre de cerimônias transgênero, afetado e engraçado. A crítica gostou do filme por ser despretensioso, com um roteiro que flui muito bem. Nada de exageros e excessos de personagens secundários sem importância, o que acaba deixando qualquer filme pesado e enfadonho. No geral é a mais pura diversão, como deve ser sempre que se adapta esses personagens para o cinema. Do contrário tudo fica muito chato e pretensioso. Stan Lee (que também está no filme, em participação especial, uma das últimas antes de falecer) certamente assinaria embaixo desse roteiro.
Thor Ragnarok (Estados Unidos, 2017) Direção: Taika Waititi / Roteiro: Eric Pearson, Craig Kyle / Elenco: Chris Hemsworth, Tom Hiddleston, Cate Blanchett, Mark Ruffalo, Anthony Hopkins, Jeff Goldblum / Sinopse: Enquanto seu mundo está sob forte ataque de forças poderosas, Thor acaba indo parar em um estranho planeta, onde domina a violência, os jogos e a corrupção.
Pablo Aluísio.
Thor: Ragnarok
O enredo é bem simples: a filha mais velha de Odin (Anthony Hopkins), chamada Hela (Cate Blanchett), volta para reivindicar o trono do pai. Ela é a Deusa da Morte, o que significa que está disposta a eliminar qualquer ameaça que surja pela frente. A única força capaz de parar suas ambições seria justamente o Deus do Trovão Thor (Chris Hemsworth), mas ele, por sua vez, está tentado resolver seus próprios problemas, pois foi preso em um estranho planeta, feito gladiador para lutar nas arenas, onde acaba enfrentando, vejam só, o Hulk (Mark Ruffalo)! Parece mesmo estranho, até pueril o enredo, mas foi justamente essa a intenção dos roteiristas. É um roteiro que poderia facilmente ter sido escrito por Stan Lee, com ilustrações de Jack Kirby. O traço desse desenhista aliás foi a fonte de inspiração da direção de arte desse filme, com muitas cores e exageros, típicos dos quadrinhos dos anos 60. Por causa dessa referência histórica e artística, o filme se mantém bem até o final, quando finalmente surge no horizonte o tal Ragnarok, o apocalipse dos deuses! Tudo muito divertido, leve e saboroso! Em nenhum aspecto achei o filme ruim, muito pelo contrário, ele é mais honesto com o verdadeiro Thor original dos quadrinhos do que qualquer outra produção que tenha sido feita com o personagem. Está tudo muito adequado. Assista e se divirta sem culpas.
Thor: Ragnarok (Estados Unidos, 2017) Direção: Taika Waititi / Roteiro: Eric Pearson, Craig Kyle, baseados na obra de Stan Lee / Elenco: Chris Hemsworth, Tom Hiddleston, Cate Blanchett, Jeff Goldblum, Mark Ruffalo, Anthony Hopkins, Karl Urban, Tessa Thompson / Sinopse: A primogênita de Odin está de volta. Exilada por milênios nas sombras, a Deusa da morte Hela quer vingança. Sua intenção é assumir o trono do pai em Asgard, mas para que isso aconteça precisará enfrentar os irmãos Thor e Loki.
Pablo Aluísio.
sábado, 15 de agosto de 2026
Thor - O Mundo Sombrio
Título Original: Thor - The Dark World
Ano de Produção: 2013
País: Estados Unidos
Estúdio: Marvel Studios
Direção: Alan Taylor
Roteiro: Christopher Yost, Christopher Markus
Elenco: Chris Hemsworth, Natalie Portman, Anthony Hopkins, Tom Hiddleston, Stellan Skarsgård, Christopher Eccleston
Sinopse:
Após os eventos do primeiro filme, Thor (Chris Hemsworth) precisa trazer novamente paz para os nove reinos. Seu irmão Loki (Tom Hiddleston) vai para a prisão e Odin (Anthony Hopkins) decide que fará de Thor o seu próximo Rei. O que todos não percebem é que a agora pacificada Askart está prestes a ser invadida por poderosas forças do mal, entidades milenares que desejam levar todo o universo de volta para a era das sombras.
Comentários:
E a Marvel segue sua trilha de grandes sucessos de bilheteria. Agora é a vez da sequência do personagem Thor, uma adaptação da velha mitologia viking para os dias de hoje pelas mãos do talentoso Stan Lee. Certamente é um tipo de filme que exige uma produção mais requintada do que a dos demais personagens Marvel, isso em razão do fato de Thor viver a maior parte do tempo em seu próprio universo, Askart, e isso significar obviamente ter uma direção de arte própria, com figurinos luxuosos e tudo mais. Assim como aconteceu com a sequência do Capitão América, essa segunda aventura de Thor se mostrou mais bem realizada e com roteiro muito mais redondinho do que o primeiro filme da franquia. Os atores do filme original retornaram e a trama flui com mais naturalidade. Além disso, como convém a todo bom filme de super-herói, esse aqui conta com vilões bem interessantes, bacanas mesmo, entre eles o tal de Malekith (Christopher Eccleston), que deseja levar o universo de volta às sombras eternas. Chris Hemsworth continua o mesmo bombadão de sempre, um ator não muito expressivo, mas que pelo menos não compromete. Já Natalie Portman não me convenceu muito. Surge abatida, envelhecida (e o problema não é do seu personagem). Parece que a Portman é daquelas mulheres que não se dão muito bem com a maternidade, perdendo um pouco de sua beleza estética após terem filhos. Isso até seria normal, pena que ela própria não parece lá muito empolgada pelo material. Provavelmente retornou ao seu papel apenas por causa do cachê milionário, até porque convenhamos esse tipo de personagem não deve significar muito para ela, principalmente depois de se consagrar em cena no filme "Cisne Negro". Mas isso é de menor importância pois no final "Thor - The Dark World" cumpre aquilo que prometeu, diversão escapista para fãs de personagens em quadrinhos.
Pablo Aluísio.
sábado, 8 de agosto de 2026
Homem de Ferro 3
Em “Homem de Ferro 3” ele está fora de controle. Como toda celebridade que se preze o astro interferiu em muitos aspectos do roteiro inserindo uma quantidade enorme de piadas sem graça em cada momento. Em certa altura o espectador começa a questionar se está assistindo a um filme de super-herói ou uma comédia boboca cheia de “cacos” inseridos pelo ator principal. Outro problema muito sério desse filme: nenhuma adaptação de quadrinhos funciona sem um grande vilão por trás. Esse aliás sempre foi o segredo do sucesso de todos os filmes da franquia Batman. Infelizmente o Homem de Ferro sempre foi carente nesse aspecto (até nos quadrinhos) e aqui o problema se repete. O tal de Mandarim mais parece um palhaço do que um antagonista de verdade. Fazer de sua participação uma mera escada cômica é seguramente um enorme equívoco. Em suma, “Homem de Ferro 3” é uma terceira seqüência digna de Hollywood: preguiçosa, com atuações negligentes, sem novidades e esbanjando sinais de cansaço por todos os lados. Melhor encerrar a franquia por aqui.
Homem de Ferro 3 (Iron Man 3, Estados Unidos, 2013) Direção: Shane Black / Roteiro: Shane Black, Drew Pearce / Elenco: Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Guy Pearce, Ben Kingsley, Paul Bettany, Rebecca Hall / Sinopse: O milionário industrial Tony Stark (Robert Downey jr) tem que enfrentar um novo vilão ao mesmo tempo em que tenta lidar com inúmeros problemas pessoais e profissionais.
Pablo Aluísio.
Homem de Ferro 2
Homem de Ferro 2Achei que o filme também não cumpriu as expectativas no quesito Efeitos Especiais. Todas as principais cenas com o Homem de Ferro são mostradas à noite onde pouca ou quase nada se vê (geralmente só se consegue visualizar pontos de luz indo de lá pra cá). Os robôs vilões também são outra decepção. Seu visual é completamente ultrapassado e retrô, nada originais. Em relação ao restante do elenco não há muito o que dizer: Gwyneth Paltrow está patética, dando gritinhos nervosos a todo momento, se tornando aborrecida e irritante e Scarlett Johansson entra muda e sai calada (sua dublê até que luta direitinho). Enfim, o diretor Jon Favreau realizou um filme burocrático, quase uma cópia fiel do primeiro (com efeitos especiais inferiores) De maneira geral achei um filme bem clichê, sem nenhum traço de personalidade.
Homem de Ferro 2 (Iron Man 2, Estados Unidos, 2010) Direção de Jon Favreau / Roteiro: Justin Theroux baseado nos personagens criados por Stan Lee / Elenco: Robert Downey Jr, Mickey Rourke, Gwyneth Paltrow / Sinopse: Ivan Vanko (Mickey Rourke) constrói equipamento de última geração para enfrentar o Homem de Ferro (Robert Downey Jr). Seu objetivo é se vingar de uma situação ocorrida com ele no passado.
Pablo Aluísio.
sábado, 1 de agosto de 2026
Homem-Aranha: Sem Volta para Casa
Outro aspecto interessante que percebi nesse filme é que todos os melhores vilões são da primeira trilogia do Homem-Aranha no cinema. Parece até que os outros filmes não tinham nada a oferecer nesse ponto a essa nova produção. O Duende Verde, o Dr. Octopus, o Homem de Areia, todos vieram dos filmes estrelados por Tobey Maguire. O próprio ator inclusive poderia ter sido melhor aproveitado, mas isso não acontece como já frisei. Os vilões também seguem nessa linha. Eles estão lá, mas o roteiro não sabe direito o que fazer com eles. Agora, de todas as coisas que me decepcionaram nesse novo filme do Aranha, nada se compara com os efeitos digitais. Achei tudo fraco demais. Preste atenção nas cena final. Parece game. Os Aranhas voam de um lado para outro, enfrentam os vilões, mas nada parece ter consistência. Eles não parecem ter massa corporal ou peso. Sua interação com o ambiente é igualmente mal produzida. Ruim demais! Dizem que para enganar o cérebro humano é algo complicado. Dificilmente vemos um personagem digital sem perceber que ele é digital. No caso desse filme a coisa ficou tão sem veracidade que acredito que até mesmo as crianças mais pequenas vão perceber que o herói é na verdade um programa de computador, feito de pixel. Então é isso. Um filme que, pelos números envolvidos, poderia ser muito melhor. Do jeito que ficou é apenas interessante, mas igualmente repetitivo de velhas fórmulas e nada muito original.
Homem-Aranha: Sem Volta para Casa (Spider-Man: No Way Home, Estados Unidos, 2021) Direção: Jon Watts / Roteiro: Chris McKenna, Erik Sommers, baseados nos personagens criados por Stan Lee e Steve Ditko / Elenco: Tom Holland, Tobey Maguire, Andrew Garfield, Benedict Cumberbatch, Jamie Foxx, Willem Dafoe, Alfred Molina, Marisa Tomei / Sinopse: O mundo descobre que Peter Parker é o Homem-Aranha. Depois disso a vida dele se torna um inferno. Procurando por uma saída ele pede ao Dr. Stranger que mude a realidade, para que o mundo esqueça essa informação, só que o feitiço criado para esse fim acaba dando errado, abrindo portas para universos paralelos, de onde chegam vilões extremamente perigosos.
Pablo Aluísio.
Homem-Aranha: Longe de Casa
Título Original: Spider-Man - Far from Home
Ano de Produção: 2019
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures, Marvel Studios
Direção: Jon Watts
Roteiro: Chris McKenna, Erik Sommer
Elenco: Tom Holland, Samuel L. Jackson, Jake Gyllenhaal, Marisa Tomei, Jon Favreau, Zendaya
Sinopse:
Finalmente Peter Parker (Holland) vai tirar suas férias na Europa, ao lado de amigos da escola. Ele acredita ser o momento ideal para finalmente conquistar a garota pelo qual está apaixonado, só que a viagem, que deveria ser de diversão e relaxamento, logo se torna uma aventura com monstros e um estranho novo super-herói.
Comentários:
É o filme mais leve já feito sobre esse famoso personagem da Marvel. É quase um filme de adolescentes normais, isso se não houvesse um super-herói entre eles. O roteiro inclusive poderia muito bem ter saído de alguma revistinha em quadrinhos dos anos 60, criada por Stan Lee. É bem na levada comics. Divertido e de certa forma inofensivo, caiu no gosto do público imediatamente. Com quase 1 bilhão de dólares de bilheteria acabou se tornando o maior sucesso do Homem-Aranha nos cinemas. Só que não adianta celebrar muito pois certamente será o fim dessa (terceira) franquia do herói na tela grande. Isso tudo porque houve uma guerra de bastidores envolvendo duas empresas que detém os direitos do personagem. A Marvel tem os direitos para quadrinhos e a Sony tem os direitos para o cinema. Eles chegaram em um acordo de cavaleiros para a inclusão do personagem nos filmes dos Vingadores e depois nessa produção aqui. Só que o acordo chegou ao fim, com acusações de ambos os lados. Com isso é bem provável que o próximo filme do Homem-Aranha seja um reboot, começando do zero (de novo!). E pensar que o cabeça de teia teve seus direitos vendidos lá atrás por um preço abaixo do valor, porque a Marvel estava em crise. Hoje em dia a empresa fatura bilhões no cinema. Se arrependimento matasse...
Pablo Aluísio.
sábado, 25 de julho de 2026
Homem-Aranha: De Volta ao Lar
O Espetacular Homem-Aranha 2
O Espetacular Homem-Aranha
domingo, 19 de julho de 2026
Homem-Aranha 3
Homem-Aranha 2
sábado, 11 de julho de 2026
Rebelião em Alto Mar
Antes de embarcar Bligh resolve contratar seu amigo pessoal, Fletcher Christian (Mel Gibson), para ser seu homem de confiança dentro do navio. A viagem começa e durante a navegação o Capitão Bligh informa para sua tripulação que tem a vontade de contornar o Cabo Horn, um lugar terrível, cheio de tempestades, onde vários navios afundaram e homens morreram. Essa é a primeira decisão do Capitão que vai contra a vontade de seus marinheiros. A coisa porém não cessa por aí. Bligh se mostra um tirano, sempre açoitando e torturando os membros do navio pelos menores deslizes de disciplina.
Homem duro, pouco propenso a fazer concessões, o Capitão acaba vendo a situação piorar quando o navio finalmente chega nas paradisíacas ilhas do Taiti. Com lindas praias, frutas e mulheres nativas bonitas (e nuas), sempre prontas para transar com os tripulantes, a disciplina e a moral piora ainda mais. Após ficar algumas semanas nessas ilhas, o Bounty finalmente parte em direção à Jamaica, porém os marinheiros resolvem se revoltar contra o Capitão e seu método de comando. O motim, punido por enforcamento pela lei inglesa, logo se torna incontrolável, tendo como mentor justamente o imediato Christian, a quem o Comandante parecia confiar tanto, por considerá-lo seu amigo leal. A traição é duplamente violenta e mortal.
O elenco conta com grandes nomes. O primeiro deles, central em todos os acontecimentos, é Sir Anthony Hopkins, perfeito como o Capitão que perde o controle da situação do barco ao seu comando. Mel Gibson que trava um verdadeiro duelo de interpretação com Hopkins em cena, obviamente leva uma surra nesse aspecto, pois ele era ainda muito jovem quando atuou no filme. Melhor se sai o ícone do cinema e teatro inglês Laurence Olivier. Quando o filme começa o Capitão do Bounty é levado a uma corte marcial e Laurence interpreta seu superior, um almirante, que preside o julgamento. Daniel Day-Lewis também está na tripulação do navio, com o primeiro imediato do capitão que acaba perdendo seu posto durante a viagem. Não há muito espaço para Lewis brilhar, mas ele cumpre perfeitamente bem seu papel no meio de tantas feras da arte de atuar. Por fim Liam Neeson dá vida a um marinheiro bom de briga, meio animalesco, que se torna um pesadelo para seus superiores enquanto atravessa o Atlântico. Em suma, um filme realmente muito bom, com ótima fotografia, roteiro bem escrito, coeso e um time de atores de primeira linha. Imperdível para cinéfilos em geral.
Rebelião em Alto Mar (The Bounty, Estados Unidos, Inglaterra, 1984) Direção: Roger Donaldson / Roteiro: Robert Bolt, baseado no livro histórico escrito por Richard Hough / Elenco: Mel Gibson, Anthony Hopkins, Daniel Day-Lewis, Laurence Olivier, Liam Neeson, Edward Fox / Sinopse: No século XVIII o Capitão William Bligh (Anthony Hopkins) é surpreendido por um motim em sua embarcação, o navio da armada inglesa HMS Bounty. Os amotinados liderados por Fletcher Christian (Mel Gibson) tomam o controle do navio alegando não mais suportar a tirania de seu comandante. Filme indicado à Palma de Ouro do Cannes Film Festival. Também indicado ao British Society of Cinematographers na categoria de Melhor Fotografia (Arthur Ibbetson).
Pablo Aluísio.
O Rio do Desespero
sábado, 4 de julho de 2026
A Cor da Noite
Como se não bastasse ser bem ruim a fita, o espectador ainda tinha que aguentar os ataques de ego do peladão Willis! Acredito que ele hoje em dia tenha muita vergonha dessas sequências. E a estória? Do que se trata? Willis interpreta um psiquiatra que fica abalado com o suicídio de uma de suas pacientes. Depois tenta recuperar o equilíbrio com um colega de profissão, porém descobre alarmado que ele foi morto, provavelmente por uma de suas clientes. Enfim, bobagem pura, sendo que esse filme você pode dispensar sem maiores problemas. Mesmo assim conseguiu ser indicado ao Globo de Ouro na categoria de Melhor Canção Original ("The Color of the Night"). Porém depois foi "vencedor" do Framboesa de Ouro na categoria de Pior Filme do Ano! Realmente não houve salvação...
A Cor da Noite (Color of Night, Estados Unidos, 1994) Direção: Richard Rush / Roteiro: Billy Ray, Matthew Chapman / Elenco: Bruce Willis, Jane March, Rubén Blades / Sinopse: A história de um homem mais velho que se envolve sexualmente com uma garota mais jovem.
Pablo Aluísio.
Olha Quem Está Falando
Título Original: Look Who's Talking
Ano de Produção: 1989
País: Estados Unidos
Estúdio: TriStar Pictures,
Direção: Amy Heckerling
Roteiro: Amy Heckerling
Elenco: John Travolta, Kirstie Alley, Bruce Willis, Olympia Dukakis, George Segal, Jason Schaller
Sinopse:
Um casal jovem acaba recebendo a visita da cegonha de surpresa! Assim nasce o bebezinho Mikey (na voz de Bruce Willis) que passa a compartilhar com o espectador os seus pensamentos e visões do novo mundo que se abre ao seu redor.
Comentários:
Foi um dos filmes mais lucrativos dos anos 80. Custou a bagatela de 7 milhões de dólares e nas bilheterias faturou mais de 460 milhões de dólares! Números que realmente surpreendem. E qual era o segredo do sucesso? Simples, colocar os pensamentos de um bebezinho na voz irônica e mordaz de Bruce Willis. Claro, nada de muita acidez, a tônica aqui era meio bobinha mesmo, um típico produto "family friendly", feito para toda a família. Para John Travolta foi um alívio, pois o ator vinha colecionando fracassos por duas décadas e então surgiu esse sucesso estrondoso na carreira. Ele deve ter levantado as mãos aos céus agradecendo a Deus. Caso ficasse mais alguns anos na baixa sua carreira seguramente chegaria ao fim. E Bruce Willis, bem, ele não precisou fazer muitos esforços. Seu trabalho de dublagem foi muito bem feito, porém como ele mesmo disse depois não levou mais de três dias para ficar pronto. Alvo certo, dinheiro no bolso de todo mundo, a má notícia só veio pelo fato de que uma continuação bem ruinzinha iria ser realizada. Essa porém é uma outra história que depois contaremos por aqui. E sobre esse primeiro filme, bom, a coisa pode ser resumida em apenas poucas palavras: bobinho, mas simpático.
Pablo Aluísio.
O Anjo da Guarda
Esse clima de fantasia que o diretor Rob Reiner quis a todo custo manter não conseguiu agradar a todo mundo, alguns inclusive detestaram, a ponto até do filme ser indicado a várias categorias no Framboesa de Ouro (pior filme, direção, ator, roteiro, etc). Não era para tanto, acredito que o Framboesa tenha vindo em retaliação a Bruce Willis, que vinha em uma época turbulenta com a imprensa, com muitas trocas de acusações e ofensas. De qualquer maneira, se você não conhece a fita e queira arriscar um programa bem diferente deixo aqui a dica. Não posso afirmar que você vai gostar do resultado, mas posso garantir que será algo bem diferente.
O Anjo da Guarda (North, Estados Unidos, 1994) Direção: Rob Reiner / Roteiro: Alan Zweibel / Elenco: Elijah Wood, Bruce Willis, Jason Alexander / Sinopse: Um filme com toques infantis, estrelado pelo astro de ação dos anos 80 Bruce Willis.
Pablo Aluísio.
sábado, 27 de junho de 2026
Inferno Vermelho
O personagem interpretado por Arnold Schwarzenegger surgia como um policial soviético austero, disciplinado mas longe da caracterização de vilão, papel que era sempre reservado para personagens vindos de Moscou nos filmes americanos da época. Como não poderia deixar de ser o policial interpretado por James Belushi era um clichê ambulante baseado naquela visão um tanto quanto boba que os americanos tem de si mesmos. Um sujeito boa praça, chegado numa piada, sempre mascando chicletes, ou seja, o extremo oposto do russo feito por Arnold Schwarzenegger. De qualquer modo, mesmo com todos os clichês possíveis e imagináveis, “Inferno Vermelho” se revelou um bom filme de ação e o mais importante de tudo, com roteiro bem antenado com o que acontecia no mundo naquele momento. O diretor Walter Hill já havia trabalhado em bons filmes como “Ruas de Fogo”, “48 Horas” e “A Encruzilhada” e manteve o bom nível técnico aqui. Enfim, “Inferno Vermelho” é certamente uma fita de ação dos anos 80 que não irá decepcionar os fãs do estilo. Se ainda não assistiu não deixe de conferir.
Inferno Vermelho (Red Heat, Estados Unidos, 1988) Direção: Walter Hill / Roteiro: Walter Hill, Harry Kleiner / Elenco: Arnold Schwarzenegger, James Belushi, Peter Boyle / Sinopse: Dois policiais, um soviético (Arnold Schwarzenegger) e um americano (James Belushi), unem forças para colocar na prisão um perigoso assassino e traficante russo que se encontra solto pelas ruas de Chicago.
Pablo Aluísio.
Irmãos Gêmeos
Nunca consegui gostar desse filme. Nunca achei divertido ou engraçado. Sempre me soou muito forçado e artificial. E o Arnold Schwarzenegger ainda não tinha entendido que ele basicamente só funcionava bem em filmes de pura ação. Ele sempre foi muito limitado e fazer comédia nunca foi para qualquer um. É bom sempre lembrar que todo bom comediante é também um grande ator. Não existem muitas exceções nessa afirmação. Eu só vi esse filme uma única vez, ainda nos anos 80, numa fita VHS. Ver uma vez bastou. Tudo muito chato, sem graça, sem charme. A única coisa positiva foi ver a linda Kelly Preston ainda bem jovem e esbanjando beleza. Isso foi muito antes dela casar com o John Travolta. Pois é, meus caros, o mundo nunca foi perfeito mesmo.
Irmãos Gêmeos (Twins, Estados Unidos, 1988) Direção: Ivan Reitman / Roteiro: William Davies, William Osborne / Elenco: Arnold Schwarzenegger, Danny DeVito, Kelly Preston, David Caruso / Sinopse: O grandalhão halterofilista Julius Benedict (Arnold Schwarzenegger) descobre que tem um irmão gêmeo... ou quase isso. Enquanto um é forte e atlético, o outro é baixinho e está muitos quilos acima do peso. Pior do que isso, Vincent (DeVito) é do tipo encrenqueiro, sempre se envolvendo em confusões de todos os tipos.
Pablo Aluísio.
sábado, 20 de junho de 2026
O Sobrevivente
Quando assisti recentemente "Jogos Vorazes" me lembrei imediatamente desse "The Running Man". O argumento é praticamente o mesmo. Em um futuro distante Ben Richards (Arnold Schwarzenegger) se vê em um terrível jogo mortal onde terá que sobreviver a inúmeros combates e lutas.O diferencial é que tudo é consumido pelo povo em geral como simples diversão, numa verdadeira releitura das antigas arenas romanas de gladiadores. Assim tudo não passaria de um grande Game Show, na mais pura tradição do pão e circo para as massas empobrecidas e alienadas. Agora que você leu a sinopse de "O Sobrevivente" me diga com sinceridade: Existe alguma diferença com "Jogos Vorazes"? Eu sinceramente acho que não. O filme é bem realizado, tem boa produção e direção segura de Paul Michael Glaser, que curiosamente vinha do mesmo mundo da TV que criticava no filme. Tendo dirigido os sucessos "Miami Vice" e "Starsky e Hutch" ele certamente sabia lidar com o tema. Embora tenha sido lançado no auge da carreira do ator Arnold Schwarzenegger o filme, para surpresa de todos, não conseguiu fazer o sucesso esperado. Talvez o tema tenha soado muito complexo para aquele universo de filmes de ação da década de 80 ou então o público não comprou a ideia. De qualquer modo a produção funciona tanto como filme de ação como de Sci-Fi e merece ser redescoberto pelos fãs de ambos os gêneros. No fundo é uma crítica corrosiva sobre a futilidade reinante em nossos canais de TV, tal como o sucesso "Jogos Vorazes".
O Sobrevivente (The Running Man, Estados Unidos, 1987) Direção: Paul Michael Glaser / Roteiro: Steven E. de Souza baseado na obra de Stephen King / Elenco: Arnold Schwarzenegger, Maria Conchita Alonso, Yaphet Kotto, Jim Brown, Jesse Ventura / Sinopse: Em um futuro distante Ben Richards (Arnold Schwarzenegger) se vê em um terrível jogo mortal onde terá que sobreviver a inúmeros combates e lutas. Tudo não passando de um Game Show realizado para entreter as massas ociosas e desocupadas.
Pablo Aluísio.
sábado, 13 de junho de 2026
Rocky IV
Já sob a ótica da ideologia política Rocky IV realmente não tem nenhum mistério. É uma apologia aos ideais da América, sem sombra de dúvidas. Stallone surge enrolado na bandeira americana, seu uniforme esportivo segue o padrão listas e estrelas da mesma bandeira, enfim tudo remete ao American Way Of Life. Em certos aspectos a produção é ainda mais ufanista do que Rambo III, que também seguia essa mesma linha mais patriótica. O problema é que o bloco soviético ruiu em 1989 e o suporte ideológico que sustentava esse tipo de filme deixou de existir. Assim os filmes ficaram sem esse conflito de ideologias, se tornando politicamente obsoletos, tanto que Stallone deixaria esse tipo de roteiro para trás definitivamente - Rocky V voltaria para o lado mais dramático dos primeiros filmes, por exemplo. De qualquer modo como o roteiro é muito enxuto e eficiente Rocky IV até hoje consegue funcionar muito bem. Stallone soube revitalizar antigos mitos como a luta de Davi contra Golias. Colocando seu personagem como um lutador desacreditado que luta sozinho, treinando com dificuldades ele criou uma simpatia imediata com o público. O lutador soviético Drago é um produto do Estado soviético, anabolizado, altamente preparado, sem um pingo de emoção; No fim das contas a luta acaba sendo não apenas entre USA x URSS mas também entre a paixão e o coração americano contra a frieza e a tecnologia dos russos. De certa forma quem acaba ganhando ao final é o público pois Rocky IV é divertido e empolgante, mesmo nos dias de hoje.
Rocky IV (Rocky IV, Estados Unidos, 1985) Direção: Sylvester Stallone / Roteiro: Sylvester Stallone / Elenco: Sylvester Stallone, Talia Shire, Burt Young, Brigitte Nielsen, Dolph Lundgren, Carl Weathers / Sinopse: No quarto filme do personagem Rocky Balboa para o cinema, o lutador americano terá que enfrentar o boxeador soviético Drago (Dolph Lundgren), um atleta sem emoções e programado para vencer a todo custo.
Pablo Aluísio.
sábado, 6 de junho de 2026
Rambo II - A Missão
Além do relançamento do filme original o sucesso de Rambo II consolidou o personagem como herói multimídia no mercado. Rambo virou coleção de brinquedos, desenho animado e marca para licenciamento de produtos como lancheiras, cadernos e tudo o mais que se possa imaginar. Nascido como personagem de literatura Rambo virou ícone da cultura pop moderna. Muito disso se deve a visão dos produtores Mario Kassar e Andrew G Vajna que sabiam que poderiam transformar Rambo em um produto de sucesso no mercado. Outro aspecto curioso de Rambo II é que ele virou tema de uma boba patrulha ideológica em seu lançamento. O personagem Rambo logo foi associado ao setor mais reacionário da política externa americana, sendo ligado ideologicamente ao estilo linha dura do presidente americano Ronald Reagan (que chegou a declarar publicamente que Rambo era um de seus personagens preferidos). Pura bobagem. "Rambo II - A Missão" é apenas um competente filme de ação dirigido com maestria pelo especialista George P. Cosmatos (falecido em 2005). Qualquer leitura política ou social de Rambo é mera bobagem. O que vale em si é a aventura e o entretenimento aqui, coisa que o filme cumpre muito bem, diga-se de passagem.
Rambo II - A Missão (Rambo: First Blood Part II, Estados Unidos, 1985) Direção: George P. Cosmatos / Roteiro: Sylvester Stallone, Kevin Jane e James Cameron baseados no personagem criado por David Morrell / Elenco: Sylvester Stallone, Richard Grenna, Charles Napier, Steven Berkof / Sinopse: Após os acontecimentos do primeiro filme John Rambo (Sylvester Stallone) é enviado em uma missão secreta pelo governo norte-americano para o sudeste asiático. Seu objetivo é se infiltrar na selva para confirmar ou não a existência de campos de prisioneiros americanos da guerra do Vietnã. Tudo que deveria fazer era fotografar os campos caso existentes e retornar para os EUA. Porém Rambo tem outros planos para seus antigos companheiros de guerra, agora prisioneiros em condições deploráveis.
Pablo Aluísio.
sábado, 30 de maio de 2026
A Morte Pede Carona
Esse roteiro era tão bom que chegou a interessar até mesmo ao diretor Steven Spielberg que só não dirigiu o filme por não ter espaço livre em sua agenda. Melhor assim, pois tudo acabou resultando em um excelente filme sob direção de Robert Harmon. Ele soube muito bem explorar as nuances do suspense, colocando em evidência o modo suave e gentil do assassino, em momentos em que ele estaria prestes a revelar sua verdadeira natureza. E os dois atores em cena, Rutger Hauer e C. Thomas Howell (de "ET" e "Admiradora Secreta") contribuiu bastante para o ótimo resultado final. Houve um remake recente desse filme, mas esqueça essa nova versão. Não vela a pena. Fique mesmo com o original dos anos 80. Esse sim é um ótimo road movie.
A Morte Pede Carona (The Hitcher, Estados Unidos, 1986) Direção: Robert Harmon / Roteiro: Eric Red / Elenco: Rutger Hauer, C. Thomas Howell, Jennifer Jason / Sinopse: Jovem viajante dá carona a um estranho numa noite de chuva e acaba se arrependendo amargamente de sua decisão. Ele esqueceu do velho conselho de não dar caronas a estranhos.
Pablo Aluísio.
























