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sábado, 24 de janeiro de 2026

Tuff Turf: O Rebelde

Tuff Turf: O Rebelde
Quem é mais jovem provavelmente só conhece o ator James Spader por causa da série "Lista Negra". Porém quem é fã veterano de cinema lembra de outra fase da carreira desse ator. Lembra dos anos 80 quando ele se especializou em fazer papéis de jovens riquinhos e malvados, principalmente nos filmes memoráveis de adolescentes dirigidos pelo genial John Hughes. Pois bem, esse filme "Tuff Turf: O Rebelde" é justamente dessa época. Claro que os melhores filmes sobre rebeldes foram feitos nos anos 1950, mas é aquela coisa, certos nichos cinematográficos resistem ao passar dos anos. Nunca morrem e estão sempre se renovando, de uma maneira ou outra.

Não é dos melhores filmes do Spader nessa fase de sua vida, temos que reconhecer bem isso. Entretanto fez um sucesso considerável no Brasil por ter sido lançado em VHS por aqui pelo selo SBT Vídeos. Isso mesmo, o Silvio Santos entrou no mercado das locadoras de vídeos nos anos 80 e promoveu demais essa fita em seu canal de TV. Talvez justamente por essa razão esse filme tenha ficado tão conhecido entre os jovens brasileiros. No geral é uma fita B que até tem seus bons momentos, mas certamente durante a década de 1980 o James Spader fez coisa muito, mas muito melhor.

Tuff Turf: O Rebelde (Tuff Turf, Estados Unidos, 1985) Direção: Fritz Kiersch / Roteiro: Jette Rinck, Greg Collins O'Neill / Elenco: James Spader, Kim Richards, Paul Mones, Matt Clark / Sinopse: O novo garoto da escola, o novato, deve lutar contra uma gangue de jovens valentões do bairro depois de roubar a garota do líder dasse grupo de delinquentes.

Pablo Aluísio.


Em Cartaz: Tuff Turf - O Rebelde
Tuff Turf – O Rebelde chegou aos cinemas em 1985, dirigido por Fritz Kiersch e estrelado por James Spader, com Kim Richards no papel feminino principal. O filme se insere diretamente na onda de dramas juvenis dos anos 1980, explorando conflitos de classe, violência urbana e romance proibido. A história acompanha um jovem rico que se muda para um bairro dominado por gangues e acaba se envolvendo em confrontos físicos e emocionais que testam sua identidade e seu lugar naquele ambiente hostil.

Do ponto de vista comercial, Tuff Turf teve uma bilheteria modesta, sem alcançar o sucesso de títulos contemporâneos mais populares do gênero, como The Karate Kid ou Footloose. Ainda assim, o filme conseguiu boa circulação nos cinemas de bairro e posteriormente ganhou visibilidade no mercado de vídeo doméstico, onde encontrou um público fiel entre adolescentes e jovens adultos. A trilha sonora, com forte presença de rock e new wave, também ajudou a manter o filme em evidência além de sua passagem inicial pelas salas.

A recepção crítica em 1985 foi predominantemente negativa, embora não totalmente hostil. O The New York Times descreveu o longa como “um drama juvenil previsível, sustentado mais pelo estilo do que pela substância”, observando que a narrativa seguia fórmulas já conhecidas do cinema adolescente da época. Já a Variety comentou que o filme era “energeticamente encenado, mas dramaticamente raso”, destacando que o roteiro não aprofundava de forma convincente os conflitos sociais que propunha abordar.

As atuações, no entanto, receberam atenção especial. James Spader foi citado por alguns críticos como um ator carismático, ainda em início de carreira, capaz de transmitir vulnerabilidade e arrogância ao mesmo tempo. Jornais regionais americanos chegaram a afirmar que Spader “tem presença de astro, mesmo quando o material não o favorece”, enquanto Kim Richards foi vista como adequada ao papel, embora limitada por um roteiro pouco desenvolvido.

Com o passar dos anos, Tuff Turf – O Rebelde passou a ser reavaliado como um típico produto de seu tempo, mais lembrado por sua estética oitentista — figurinos, trilha sonora e clima urbano — do que por seus méritos narrativos. Embora não tenha sido um sucesso crítico nem comercial em 1985, o filme conquistou status de cult menor, especialmente entre fãs de James Spader e do cinema juvenil da década. Hoje, é visto como um retrato cru e estilizado das ansiedades adolescentes daquele período, ainda que preso às convenções de sua época.