sábado, 17 de outubro de 2026

Guardiões da Galáxia Vol. 3

Título no Brasil: Guardiões da Galáxia Vol. 3 
Título Original: Guardians of the Galaxy Vol. 3
Ano de Lançamento: 2023
País: Estados Unidos
Estúdio: Marvel Studios
Direção: James Gunn
Roteiro: James Gunn, Jim Starlin
Elenco: Chris Pratt, Chukwudi Iwuji, Bradley Cooper, Vin Diesel, Pom Klementieff, Karen Gillan

Sinopse:
Rocket precisa enfrentar velhos fantasms do passado. Ele foi fruto de um processo inovador de engenharia genética e agora vai se ver frente a frente com o mesmo vilão que de certa maneira foi o responsável por sua própria transformação. Filme indicado ao Oscar na categoria de Melhores Efeitos Especiais. 

Comentários:
Eu gostei desse filme! E isso não deixa de ser uma surpresa porque eu ando mais do que saturado de ver esses filmes baseados em quadrinhos. Só que verdade seja dita, não tem nenhum filme ruim dessa boa franquia dos Guardiões da Galáxia. No mundo dos gibis a Marvel desenvolveu uma linha de publicações baseadas em personagens de ficção que viviam suas aventuras no espaço. Era pura Sci-fi dos anos 60. O tempo passou e muitos desses personagens ganharam uma nova roupagem e deram muito certo, ainda nos dias atuais. Esse terceiro filme inclusive tem o melhor roteiro de todos, usando muito bem de duas linhas narrativas que se complementam, uma no passado, outra no presente. E o destaque vai para o Rocket. Na história desse filme você vai entender porque ele sempre foi tão inteligente e ranzinza ao mesmo tempo. Enfim, uma ótima aventura para entretenimento e passatempo, nunca ofendendo a inteligência do espectador. 

Pablo Aluísio.

Guardiões da Galáxia Vol. 2

Guardiões da Galáxia Vol. 2
A Marvel voltou a acertar no cinema com esse segundo filme da franquia "Guardians of the Galaxy". Não deixa de ser irônico o fato da empresa estar acertando tanto no cinema e errando também tanto na mesma proporção em seu próprio universo, a dos quadrinhos. Como se sabe a Marvel fez uma remodelação radical de seus personagens nesse ano e conseguiu desagradar a todo mundo. Com vendas baixas, está mais uma vez tentando consertar seus erros. Isso, claro, nos quadrinhos, porque no cinema o estúdio tem acertado cada vez mais. Esse é mais um bom filme para provar isso. Mesmo que você não tenha a menor ideia do que seja esse grupo chamado Guardiões da Galáxia, vai acabar no mínimo se divertindo no final. Outro ponto positivo: não é necessário ter visto o primeiro filme, pois esse aqui funciona perfeitamente bem sozinho.

A trama gira em torno do fato de que Peter Quill (Chris Pratt) finalmente encontrou seu pai! E ele é nada mais, nada menos, do que Kurt Russell! Brincadeiras à parte, é isso mesmo. Russell interpreta um sujeito chamado Ego. No começo parece ser mais um viajante espacial, um cara boa praça, muito amigável. Só que no fundo ele é uma espécie de deus antigo que tem ambições nada sutis sobre o universo. Colocar Kurt Russell no elenco foi certamente uma das melhores decisões dos produtores, porque esse veterano das telas, de tantos filmes de ação, acaba sendo um chamariz a mais para um público mais velho se interessar em assistir a esse filme. E por falar em filmes de ação dos anos 80, os fãs desse estilo terão outra surpresa com a participação especial de Sylvester Stallone. Tudo bem, ele só tem duas cenas no filme inteiro, mas que não deixam de agradar aos cinéfilos que cresceram vendo seus filmes. Em termos de produção também não há o que reclamar. A direção de arte optou por um universo muito colorido, com uso de toneladas de efeitos especiais de bom gosto (o que era previsível). O roteiro também está bem OK, com trama interessante, se fechando muito bem no final. Então é isso, mais um acerto da Marvel nos cinemas. Um filme divertido, que vai agradar tanto aos leitores de quadrinhos, como aos espectadores que só gostam de cinema.

Guardiões da Galáxia Vol. 2 (Guardians of the Galaxy Vol. 2, Estados Unidos, 2017) Direção: James Gunn / Roteiro: James Gunn, Dan Abnett / Elenco: Chris Pratt, Kurt Russell, Sylvester Stallone, Zoe Saldana, Dave Bautista, Vin Diesel, Bradley Cooper, Michael Rooker / Sinopse: Peter Quill (Chris Pratt) nunca conheceu seu pai. Durante mais uma viagem pela galáxia acaba encontrando com Ego (Kurt Russell) que se apresenta como seu pai perdido. Ele teve um romance com a mãe de Peter na Terra e desse relacionamento Quinn nasceu. Só que Ego não é uma pessoa comum, ele é uma antiga entidade, com poderes realmente divinos. Filme vencedor do Golden Trailer Awards, indicado ao Teen Choice Awards.

Pablo Aluísio.

Guardiões da Galáxia

Título no Brasil: Guardiões da Galáxia
Título Original: Guardians of the Galaxy
Ano de Produção: 2014
País: Estados Unidos
Estúdio: Marvel Studios
Direção: James Gunn
Roteiro: James Gunn, Nicole Perlman
Elenco: Chris Pratt, Vin Diesel, Bradley Cooper
  
Sinopse:
Um improvável grupo, formado por membros com problemas criminais diversos pela galáxia, se reúne para tentar deter uma incrível ameaça contra todos os seres livres do universo. Adaptação para o cinema dos personagens de histórias em quadrinhos criados por Dan Abnett e Andy Lanning para a editora Marvel Comics. Filme indicado ao Oscar nas categorias de Melhor Maquiagem e Melhores Efeitos Especiais. Também indicado ao BAFTA Awards nas mesmas categorias.

Comentários:
Baseado em personagens não tão famosos do universo Marvel, "Guardians of the Galaxy" acabou caindo no gosto do público, dando continuidade à incrível série de sucessos do cinema baseados em histórias em quadrinhos. Ao custo de 170 milhões de dólares o filme certamente acertou seu alvo, a do público jovem que lota os cinemas atualmente em busca da mais pura diversão. E o filme não nega suas intenções em nenhum momento, pois é de fato uma fita produzida para divertir, acima de tudo. Para o cinéfilo mais veterano será fácil encontrar semelhanças demais com o universo "Star Wars", mas mesmo assim o divertimento estará garantido. Os personagens são claramente carismáticos, o roteiro valoriza a mais pura ação, com muita adrenalina e os efeitos especiais são realmente muito bem realizados. Apesar de tudo isso, de ser um filme tecnicamente irrepreensível em termos de produção de um modo em geral, o filme também passa longe de ser a obra prima que alguns críticos disseram por aí. É bom, divertido e tudo o mais, porém não chegaria ao ponto de qualificar como excelente ou algo próximo a isso. Como fez sucesso nas bilheterias é certo que teremos mais sequências nos próximos anos, provavelmente uma ou duas continuações, porém sem maiores surpresas. Não vá assistir esperando por um filmão e se divirta sem maiores compromissos.

Pablo Aluísio.

Guardiões da Galáxia

Título no Brasil: Guardiões da Galáxia
Título Original: Guardians of the Galaxy
Ano de Produção: 2014
País: Estados Unidos
Estúdio: Marvel Studios, Columbia Pictures
Direção: James Gunn
Roteiro: James Gunn, Nicole Perlman
Elenco: Chris Pratt, Vin Diesel, Bradley Cooper, Josh Brolin, Glenn Close, John C. Reilly

Sinopse:
Um grupo formado por seres de diversos planetas da galáxia se une contra o terrível Ronan (Lee Pace) que está em busca de uma poderosa partícula que fez parte da origem do universo. Adaptação para o cinema dos personagem criados em quadrinhos por Stan Lee. Filme indicado aos prêmios Annie Awards e Black Reel Awards.

Comentários:
Não achei tão excepcional como muitos diziam. Na verdade temos aqui uma adaptação correta dos quadrinhos e nada muito além disso. É fato que de uma forma ou outra está ocorrendo uma certa saturação em filmes adaptados de HQs, então quando o espectador se depara com um filme que seja pelo menos bem realizado, tentando ser o mais fiel possível ao material original, se cria um certo exagero em relação aos méritos cinematográficos do mesmo. O roteiro é bem centrado, porém não foge muito da velha fórmula de heróis tentando salvar o mundo (no caso aqui a galáxia). Para a Marvel sem dúvida é um excelente investimento já que esses personagens não são tão populares do público em geral como um Homem-Aranha ou um Thor. Na verdade esse grupo de estranhos seres só é mais conhecido mesmo dentro do universo dos fãs de quadrinhos. A sorte para os roteiristas do filme é que Stan Lee (sempre ele, o maior criador de heróis da Marvel), deu personalidades marcantes para todos os membros do grupo. 

Peter Quill (Chris Pratt) é o único terráqueo da trupe. Sequestrado quando ainda garoto em plenos anos 80, logo após a morte de sua mãe, ele passa seus dias enfrentando vilões enquanto ouve música oitentista em seu velho walkman (quem se lembra dessa velharia?). Rocket Raccoon (Bradley Cooper) é um mercenário durão que tem um inegável talento com máquinas, porém como é apenas um guaxinim precisa de alguém com força bruta ao seu lado, função desempenhada por Groot, que mais parece uma árvore ambulante. Os vilões também são bacanas, com destaque para Ronan e Thanos (tão conhecido vilão do universo Marvel). O filme tem um excelente elenco, mas infelizmente a imensa maioria dos atores está desperdiçada. Josh Brolin, Glenn Close e John C. Reilly praticamente não servem para nada. Para ser bem sincero nem deveriam estar aqui. Fora isso muitos efeitos especiais e uma direção de arte que se não chega a ser brilhante pelo menos se mostra certeira. Pelas expectativas criadas fiquei com um leve sabor de decepção após o fim da exibição. De fato "Guardiões da Galáxia" é uma boa aventura, divertida, porém passa muito longe de ser uma obra prima.

Pablo Aluísio.

sábado, 10 de outubro de 2026

Quarteto Fantástico: Primeiros Passos

Quarteto Fantástico: Primeiros Passos
Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, lançado nos cinemas em julho de 2025, representa uma nova tentativa da Marvel Studios de levar às telas a equipe de super-heróis criada por Stan Lee e Jack Kirby para os quadrinhos. Dirigido por Matt Shakman, o longa apresenta uma realidade alternativa inspirada visualmente na década de 1960, com arquitetura futurista, tecnologia imaginativa, figurinos coloridos e uma atmosfera que remete à ficção científica clássica. O elenco principal reúne Pedro Pascal como Reed Richards, o Senhor Fantástico; Vanessa Kirby como Sue Storm, a Mulher Invisível; Joseph Quinn como Johnny Storm, o Tocha Humana; e Ebon Moss-Bachrach como Ben Grimm, o Coisa. Ralph Ineson interpreta Galactus, a entidade cósmica que ameaça devorar a Terra, enquanto Julia Garner vive Shalla-Bal, uma versão do Surfista Prateado. A narrativa começa apresentando o cotidiano dos quatro heróis, que já são conhecidos e admirados pela população de seu mundo. Reed e Sue, além de parceiros na luta contra ameaças extraordinárias, estão prestes a enfrentar as responsabilidades da maternidade e da paternidade. Essa dimensão familiar torna-se central quando Galactus surge com a intenção de consumir o planeta e exige um preço pessoal para poupar a humanidade. Diferentemente de outras adaptações anteriores, o filme não gasta muito tempo com a origem dos poderes da equipe, preferindo apresentar os protagonistas já estabelecidos em suas funções. A proposta é combinar aventura cósmica, humor, drama familiar e a estética retrofuturista dos quadrinhos publicados durante a chamada Era de Prata. Produzido por Kevin Feige e lançado pela Marvel Studios em parceria com a Disney, o longa também marcou a introdução oficial do Quarteto Fantástico no Universo Cinematográfico Marvel, depois de anos em que os direitos cinematográficos da equipe estiveram ligados à 20th Century Fox.

A recepção da crítica americana foi majoritariamente positiva, especialmente pela química entre os protagonistas e pela identidade visual da produção. No Rotten Tomatoes, o filme alcançou aproximadamente 86% de aprovação da crítica, com base em mais de quatrocentas avaliações, enquanto a aprovação do público chegou a cerca de 90%. O consenso crítico destacou que a boa sintonia do elenco e o desenho de produção inspirado nos anos 1960 finalmente fizeram justiça à Primeira Família da Marvel. Peter Debruge, da revista Variety, considerou que a nova abordagem funcionava como um recomeço para uma franquia que havia enfrentado dificuldades nas adaptações anteriores. Em sua avaliação, o filme apresentava uma identidade própria e oferecia uma alternativa bem-vinda à necessidade constante de acompanhar dezenas de produções interligadas do universo Marvel. David Rooney, do The Hollywood Reporter, também valorizou a decisão de apresentar uma história relativamente independente, capaz de ser compreendida sem que o espectador precisasse conhecer todos os filmes anteriores do estúdio. Entre os aspectos mais elogiados estavam a direção de Matt Shakman, a fotografia de Jess Hall, o trabalho de cenografia de Kasra Farahani e a trilha sonora de Michael Giacchino. A interpretação de Vanessa Kirby recebeu atenção especial, pois Sue Storm é retratada não apenas como integrante fundamental da equipe, mas como uma personagem com autoridade, inteligência e força emocional. Joseph Quinn também foi apontado como uma presença carismática, acrescentando humor e energia ao papel de Johnny Storm. Nem todos os críticos, entretanto, ficaram inteiramente satisfeitos: algumas avaliações consideraram o roteiro excessivamente convencional, com um antagonista pouco desenvolvido e uma conclusão que recorria a fórmulas conhecidas do gênero. Ainda assim, o conjunto foi recebido como uma das produções mais visualmente distintas da Marvel em vários anos, principalmente por abandonar parte da aparência padronizada que caracterizou muitos filmes anteriores do estúdio. 

Na Europa, a recepção também foi predominantemente favorável, embora os comentários tenham ressaltado algumas limitações dramáticas. O jornal britânico The Guardian elogiou o tom descontraído e a atmosfera retrofuturista, observando que o filme recuperava uma dimensão lúdica do cinema de super-heróis. A crítica destacou a combinação de aventura espacial com elementos de comédia familiar, além da influência visual da televisão e da ficção científica dos anos 1960. A produção foi elogiada por construir uma Nova York alternativa que parece pertencer a outro período histórico, mas que incorpora tecnologias imaginárias, veículos voadores e edifícios monumentais. Essa concepção estética permite que o filme se diferencie de outras histórias de super-heróis ambientadas em cidades contemporâneas. A trilha de Michael Giacchino também recebeu elogios por seu caráter grandioso e melódico, reforçando a ideia de uma aventura espacial clássica. Por outro lado, parte da crítica europeia observou que o desenvolvimento dos antagonistas não acompanha a riqueza visual da produção e que algumas passagens dramáticas poderiam ter sido aprofundadas. O filme não foi concebido como uma cinebiografia nem como uma adaptação de um acontecimento histórico, mas como uma aventura de ficção científica baseada em personagens dos quadrinhos; por isso, seu reconhecimento crítico esteve ligado sobretudo à direção artística, ao elenco e à renovação da franquia. No momento de seu lançamento, a produção ainda não possuía um histórico consolidado de grandes prêmios cinematográficos, e sua relevância era avaliada principalmente pela recepção dos críticos e pelo desempenho nas salas de cinema. O consenso internacional foi de que Matt Shakman havia encontrado uma abordagem mais adequada para os personagens, ainda que a narrativa não estivesse livre de problemas. A combinação de aventura, humor, emoção e referências à cultura visual de meados do século XX foi considerada uma das maiores virtudes da obra.

Comercialmente, Quarteto Fantástico: Primeiros Passos teve uma estreia mundial expressiva. O filme arrecadou aproximadamente US$ 218 milhões em seu primeiro fim de semana, incluindo cerca de US$ 118 milhões nos Estados Unidos e Canadá e US$ 100 milhões nos mercados internacionais. A estreia em primeiro lugar demonstrou que a marca ainda possuía grande capacidade de atrair espectadores, apesar das dificuldades enfrentadas por algumas produções recentes de super-heróis. Ao longo de sua exibição, o longa acumulou aproximadamente US$ 274,3 milhões na América do Norte e US$ 247,6 milhões nos demais territórios, chegando a cerca de US$ 521,9 milhões em bilheteria mundial. O resultado foi importante para a Marvel, embora a análise de sua rentabilidade dependa também do orçamento de produção, dos gastos de divulgação e da parcela da arrecadação efetivamente recebida pelo estúdio. Estimativas publicadas apontaram um orçamento de produção bruto próximo de US$ 230 milhões, com valores líquidos inferiores após incentivos e ajustes financeiros. A campanha promocional apostou na novidade de apresentar uma equipe já estabelecida, em vez de repetir uma longa narrativa de origem, e destacou o visual retrofuturista como um dos principais atrativos para as salas premium. No Brasil, o lançamento também teve desempenho expressivo: em aproximadamente duas semanas, o filme havia atraído cerca de 2,58 milhões de espectadores e arrecadado R$ 54,8 milhões. Esses números indicaram que o interesse do público não se limitava ao mercado americano e que a combinação entre personagens conhecidos, espetáculo visual e uma nova identidade estética funcionava em diferentes territórios. A bilheteria mundial confirmou que o filme era comercialmente relevante, embora não tenha atingido as cifras extraordinárias dos maiores sucessos históricos do Universo Cinematográfico Marvel. Seu desempenho também contribuiu para manter o Quarteto Fantástico no centro dos planos futuros do estúdio.

A importância de Quarteto Fantástico: Primeiros Passos está, sobretudo, na maneira como tenta recuperar a essência da equipe: quatro personagens diferentes que precisam agir como uma família antes de conseguirem funcionar como um grupo de super-heróis. Nas histórias originais de Stan Lee e Jack Kirby, publicadas a partir de 1961, os conflitos domésticos, as divergências de personalidade e a curiosidade científica eram tão importantes quanto as batalhas contra monstros e ameaças cósmicas. O filme de Matt Shakman procura recuperar esse espírito, dando destaque à relação entre Reed e Sue, à impulsividade de Johnny e à humanidade de Ben Grimm. A escolha de ambientar a narrativa em uma realidade alternativa também permite que a produção estabeleça sua própria identidade sem depender diretamente dos acontecimentos de todos os filmes anteriores da Marvel. A estética dos anos 1960 não funciona apenas como decoração: ela evoca uma época em que a exploração espacial, os avanços científicos e a ideia de um futuro tecnológico despertavam grande fascínio popular. Galactus, por sua vez, representa uma ameaça de escala verdadeiramente cósmica, ampliando o horizonte da franquia para além dos conflitos urbanos e das disputas entre heróis e vilões convencionais. O filme também procura equilibrar o espetáculo visual com questões sobre responsabilidade, sacrifício e proteção dos entes queridos. Embora alguns críticos tenham considerado o roteiro menos original do que sua concepção visual, a recepção geral indicou que o longa conseguiu reconquistar parte da confiança do público na adaptação desses personagens. 

Sua contribuição mais duradoura poderá ser a consolidação de uma versão cinematográfica do Quarteto Fantástico capaz de sustentar novas histórias dentro do universo Marvel. Mais do que apresentar uma equipe poderosa, a produção enfatiza que o vínculo entre seus integrantes é sua principal fonte de força. Nesse sentido, o título Primeiros Passos funciona tanto como referência à nova fase da franquia quanto como declaração de intenções: estabelecer uma base emocional e visual para aventuras futuras.

Quarteto Fantástico: Primeiros Passos (The Fantastic Four: First Steps, Estados Unidos, 2025) Direção: Matt Shakman / Roteiro: Josh Friedman, Eric Pearson, Jeff Kaplan e Ian Springer / Elenco: Pedro Pascal, Vanessa Kirby, Joseph Quinn, Ebon Moss-Bachrach, Julia Garner e Ralph Ineson / Sinopse: Em uma realidade retrofuturista inspirada nos anos 1960, Reed Richards, Sue Storm, Johnny Storm e Ben Grimm precisam proteger a Terra de Galactus, uma entidade cósmica que ameaça consumir o planeta. Enquanto enfrentam essa ameaça extraordinária, os quatro heróis também precisam lidar com as responsabilidades familiares e com a difícil decisão que pode determinar o destino da humanidade.

Erick Steve. 

Quarteto Fantástico: Primeiros Passos

Título no Brasil: Quarteto Fantástico
Título Original: The Fantastic Four: First Steps
Ano de Lançamento: 2025
País: Estados Unidos
Estúdio: Marvel Studios
Direção: Matt Shakman
Roteiro: Josh Friedman, Eric Pearson
Elenco: Pedro Pascal, Vanessa Kirby, Joseph Quinn, Ebon Moss-Bachrach, Julia Garner, Ralph Ineson

Sinopse:
Nesta nova adaptação do clássico grupo de super-heróis da Marvel, o Quarteto Fantástico — Reed Richards (Sr. Fantástico), Sue Storm (Mulher Invisível), Johnny Storm (Tocha Humana) e Ben Grimm (Coisa) — enfrenta uma ameaça cósmica de proporções épicas no contexto de um mundo de estética retro-futurista inspirado nos anos 1960. Já consolidados como heróis após seus poderes, eles devem confrontar seres de imenso poder, entre eles Galactus, a entidade devoradora de mundos, e seu arauto Surfista Prateado, enquanto lutam para proteger o planeta e sua própria unidade como “família” de heróis.

Comentários:
Eu curti bastante esse novo filme do Quarteto Fantástico e isso me surpreendeu porque sinceramente pensei que seria bem cansativo, ainda mais depois de tantos filmes, sendo o último lançado, o pior deles. Só que escolheram uma direção de arte vintage, o que eu gosto de chamar de "Futuro do Passado", ou seja, como as pessoas dos anos 60 pensavam que seria o futuro! Ficou ótimo, um clima de Jetsons em cada cena. Até o uniforme dos primeiros quadrinhos foi resgatado, uma atitude ousada, uma vez que poderia passar como algo ultrapassado e até mesmo cafona! Felizmente, ao meu crivo, isso passou longe de acontecer. E o roteiro segue o itinerário de uma boa revista em quadrinhos bem velha, daqueles que você encontra por acaso no porão da casa do seu tio avô! Muita gente pode achar tudo empoeirado, mas penso diferente. Esses filmes com esse tipo de design de produção me soam muito atrativos. Afinal eu sempre fui um grande fã da estética retrô, vintage, em todos os seus menores aspectos e detalhes. 

Pablo Aluísio. 

Quarteto Fantástico (2015)

De todas as adaptações cinematográficas baseadas em quadrinhos essa nova versão do Quarteto Fantástico foi a que mais decepcionou público e crítica. O filme foi mal nas bilheterias, os fãs que entendem de comics odiaram e a produção não agradou a praticamente ninguém. O resultado foi tão ruim que há poucas semanas o estúdio anunciou que uma continuação está definitivamente fora de cogitação. O futuro desses personagens assim segue incerta. Apesar do mal humor generalizado ainda volto a afirmar que não é tão ruim como dizem. Como um filme de origens, que tenta explicar de onde teriam vindo todos os heróis, o roteiro realmente se perde um pouco, fica truncado, mas passa longe de ser um desastre completo. Depois do lançamento do filme o diretor Josh Trank acusou a Twentieth Century Fox de ter mudado o filme e que não teria culpa sobre o que se vê na tela.

Essa acabou sendo mais uma polêmica envolvendo o filme. Logo na apresentação do material promocional muitos leitores de quadrinhos ficaram revoltados com a escalação do ator negro Michael B. Jordan como o Tocha Humana já que o personagem original era loiro. Acusações de oportunismo barato foram dirigidas contra os produtores. Após isso parece que o inferno astral se instalou e se agravou ainda mais quando o filme surgiu nos cinemas. Deixando as brigas e ofensas de lado o filme só se perde mesmo na divisão errada da trama. Se perde tempo demais tentando desenvolver psicologicamente cada personagem e quando finalmente eles partem para enfrentar o vilão em uma realidade de outra dimensão não há mais tempo para nada. Tudo se resolve rápido demais, sem capricho e sem cuidado. Todos torcem que agora os personagem de Stan Lee sejam adaptados pela Marvel Studios. Problemas legais envolvendo direitos autorais parecem ser o grande empecilho para que isso venha a acontecer. Porém com o fracasso desse reboot é bem provável que a Fox largue mão e entregue tudo para a Marvel realmente, ficando apenas com parte do lucro nas bilheterias. Vamos esperar para ver o que acontecerá.

Quarteto Fantástico (Fantastic Four, Estados Unidos, 2015) Direção: Josh Trank / Roteiro: Jeremy Slater, Simon Kinberg / Elenco: Miles Teller, Kate Mara, Michael B. Jordan, Jamie Bell, Toby Kebbell /  Sinopse: Dois amigos de infância acabam criando um mecanismo que permite a transposição de matéria entre universos paralelos. O tempo passa e eles acabam envolvidos em acontecimentos extraordinários que acabarão dando origem a uma equipe de super-heróis, o Quarteto Fantástico. Adaptação para o cinema dos quadrinhos criados por Stan Lee.

Pablo Aluísio.

Quarteto Fantástico (2015)

Título no Brasil: Quarteto Fantástico
Título Original: Fantastic Four
Ano de Produção: 2015
País: Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Canadá
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Josh Trank
Roteiro: Jeremy Slater, Simon Kinberg
Elenco: Miles Teller, Kate Mara, Michael B. Jordan, Jamie Bell, Toby Kebbell
  
Sinopse:
Amigos desde a infância, Reed (Miles Teller) e Ben (Jamie Bell), decidem criar uma máquina revolucionária, que consegue transportar matéria entre dimensões diversas. Assim logo chamam a atenção de um órgão governamental que os leva para um laboratório de última geração. Lá a ideia inicial de Reed é desenvolvida e eles conseguem finalmente criar a ferramenta tecnológica perfeita para essa viagem interdimensional. Os problemas começam quando um grupo deles resolve realizar uma travessia para a outra dimensão sem autorização, o que desencadeia uma série de eventos que mudará suas vidas para sempre. Filme premiado na CinemaCon, EUA.

Comentários:
Desde o seu lançamento esse novo filme sobre o Quarteto Fantástico tem sido massacrado pela crítica e pelos fãs de quadrinhos em geral. Muita coisa foi dita e escrita sobre a produção e por essa razão fui assistir esperando encontrar uma bomba, um verdadeiro abacaxi cinematográfico pela frente. Sinceramente falando não vi nada do que foi tão alardeado por aí. Tudo bem, passa longe de ser uma obra prima ou de ser considerado algum filme marcante. Longe disso. Na verdade é um filme que não vai além do que se vê de forma cotidiana por aí, mas também não desce a níveis abissais em termos de qualidade como foi afirmado por alguns. A maior crítica que faria seria mesmo em relação ao roteiro. Como se trata de um filme de origens percebi que os roteiristas perderam muito tempo com certos detalhes menores, fazendo com que o ritmo da história seja mais lenta do que seria esperado pelos fãs dos personagens. O filme vai avançando e pouca coisa de importante acontece. Como é pequeno (pouco mais de 90 minutos de duração) muita coisa fica pelo meio do caminho. 

Além disso a própria origem deles foi modificada, o que levou muitos dos fãs mais radicais a criarem um tipo de indignação desproporcional com o que se vê na tela. Tudo bobagem. A fita é na média, volto a afirmar. Não chega a decepcionar completamente como foi dito por alguns. Apenas acredito que o próprio Quarteto Fantástico seja algo meio fora de moda nos dias de hoje. Eles foram criados na década de 1960 e na época até poderia ser legal ver um sujeito cujo poder era se esticar, tal como se fosse um homem de borracha. Hoje em dia será que algo assim ainda vai interessar a alguém? O mesmo pode-se dizer do jovem que se torna uma tocha humana e da garota que fica invisível. O único personagem que poderia render algo a mais no cinema atualmente seria justamente a coisa, mas ele surge nesse filme até mesmo apagado, como uma figura soturna e abalada pelo seu próprio destino inglório. Enfim, tudo isso são meros devaneios. A questão principal é que realmente não estamos na presença de algo tão ruim como foi amplamente noticiado desde o seu lançamento. "Fantastic Four" versão 2015 é cinema pipoca plenamente digerível, sem maiores problemas.

Pablo Aluísio.

Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado

Título no Brasil: Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado
Título Original: 4 - Rise of the Silver Surfer
Ano de Produção: 2007
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Tim Story
Roteiro: Don Payne, Mark Frost
Elenco: Ioan Gruffudd, Jessica Alba, Chris Evans, Michael Chiklis, Laurence Fishburne, Julian McMahon
  
Sinopse:
O Sr. Fantástico Reed Richards (Ioan Gruffudd) e a Mulher Invisível Susan Storm (Alba) planejam finalmente se casar. Afinal o mundo passa por um momento de paz e tranquilidade. Seus planos de núpcias porém são interrompidos quando surge nos céus de Nova Iorque um estranho ser, o Surfista Prateado (dublado pelo ator Laurence Fishburne). Ao lado do Tocha Humana (Evans) e da Coisa (Chiklis) eles partem para combater essa nova ameaça. Filme indicado ao prêmio da Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films na categoria de Melhor filme de Ficção do ano.

Comentários:
Sinceramente eu gostei dessa primeira franquia do Quarteto Fantástico que chegou ao fim justamente nessa fita. Durante muito tempo alguns fãs de quadrinhos (sempre eles!) reclamaram muito dessa primeira série de filmes, mas agora devem estar arrependidos depois que foi lançado o novo filme (que foi considerado ruim pela maioria da crítica e público). Pois bem, nessa primeira franquia nada disso havia acontecido. A pura verdade é que o Quarteto Fantástico é um produto pop dos anos 60 com tudo de bom (e ruim também) que isso possa significar. Os heróis desse grupo são datados realmente, porque era parte da mentalidade da época. Os efeitos especiais são bons, isso é inegável e o roteiro conta com a presença desse personagem bem interessante do universo Marvel, o Surfista Prateado. Certa vez assisti a uma entrevista do criador Stan Lee explicando que usava o "The Silver Surfer" para dar voz aos seus pensamentos mais, digamos assim, existencialistas. Faz todo o sentido. No fim, quando chegamos na conclusão que o personagem roubou o filme para si, ficamos com a pergunta na cabeça: será que algum dia haverá uma franquia apenas com ele? Bom, tantos filmes já foram feitos com personagens bem menos relevantes que essa é uma possibilidade bem plausível. Só nos resta aguardar. Enquanto não vem fique com a dica dessa boa produção (caso você ainda não tenha visto). Boa diversão.

Pablo Aluísio.

Quarteto Fantástico (2007)

Título no Brasil: Quarteto Fantástico
Título Original: Fantastic Four
Ano de Produção: 2005
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Tim Story
Roteiro: Mark Frost, Michael France
Elenco: Ioan Gruffudd, Michael Chiklis, Chris Evans, Jessica Alba, Julian McMahon

Sinopse:
Um grupo de astronautas ganha superpoderes depois de uma exposição à radiação cósmica no espaço. Agora deverão usá-los para se opor aos planos de seu inimigo, Victor Von Doom (Julian McMahon). Adaptação das famosas histórias em quadrinhos da Marvel. Indicado ao prêmio Saturn Award na categoria Melhor Filme de Ficção.

Comentários:
Para celebrar os dez anos desse filme a Marvel anunciou recentemente que irá produzir um reboot em 2015 chamado "The Fantastic Four" com novo elenco, direção e produção. Uma boa notícia para os fãs desses heróis carismáticos do universo Marvel. Particularmente sempre gostei dessa galeria de personagens até porque eles são tão "anos 60" que fica complicado não gostar de todo esse clima vintage. E por que são a cara dos 60´s? Pense bem. Aqui temos um quarteto (tal como os Beatles), de uma coletividade de heróis (algo que soava como novidade quando eles foram criados) e contando com uma origem que remete totalmente à corrida espacial travada entre Estados Unidos e União Soviética, tão tipicamente daqueles anos! Mas deixando de lado todas essas observações, o que temos aqui é uma aventura redondinha, bem escrita, que não ofendeu aos fãs dos quadrinhos (que sempre são tão chatos em relação à adaptações para o cinema). Some-se a isso os bons efeitos especiais e a inteligente (e bem adequada) direção de arte e você terá um ótimo entretenimento Marvel. Para quem gosta desse tipo de filme é uma excelente pedida.

Pablo Aluísio.