sábado, 25 de abril de 2026

Curtindo a Vida Adoidado

Curtindo a Vida Adoidado
Quando os filmes de John Hughes eram lançados na década de 80 eles nunca eram levados à sério, até porque eram em sua maioria comédias juvenis mostrando aspectos da vida dos jovens daqueles anos. Hoje em dia a obra de John Hughes sofre uma justa revisão e finalmente tem ganho status de bom cinema, realmente relevante. Sim, é cultura pop em essência, mas cultura pop de ótima qualidade. Um exemplo é esse filme que muito provavelmente seja o mais famoso da filmografia de Hughes. 

A estória, muito simpática por sinal, gira em torno de um dia na vida do estudante colegial Ferris Bueller (Matthew Broderick). Cansado da vida entediante da escola ele resolve matar aula. Finge estar doente para seus pais e sai para um dia de curtição ao lado do amigo hipocondríaco Cameron (Alan Ruck) e da namoradinha Sloane (Mia Sara). A partir daí tudo pode acontecer, com o carro do pai de Cameron eles saem por Chicago em busca de divertimento e festa. O filme é até hoje um dos mais queridos do grande público porque foi tão reprisado na Sessão da Tarde que virou um tipo de ícone dos filmes sobre adolescentes - para muitos seria mesmo o melhor filme adolescente de todos os tempos. O roteiro esperto e com clima jovial escrito por John Hughes brinca o tempo todo com a figura carismática de Ferris que desfila na tela vários "pensamentos" profundos, que no fundo apenas mostram a chatice da escola, a escolha por curtir melhor a vida e é claro fazer de bobos todas as autoridades escolares.

É curioso que Hughes tenha captado tantas nuances juvenis em uma comédia tão despretensiosa como essa. No fundo ele apenas adaptou algumas coisas de sua própria vida pessoal. Vivendo em Chicago ele, como todos os estudantes do mundo, também sentia necessidade de uma vez ou outra dar uma escapada do colégio, de seus professores chatos e do tédio avassalador que impera ainda hoje em nosso atrasado e obsoleto sistema educacional. Ferris é jovem, divertido, irônico e só quer mesmo aproveitar o dia da melhor forma possível, mesmo que para isso faça todos os adultos de bobocas. O elenco encontrou em Matthew Broderick não só um talentoso ator como também um tipo ideal para viver o safo Ferris. O elenco de apoio também é destaque e alguns jovens que fariam grande sucesso depois como Charlie Sheen e Jennifer Grey tem pequenos papéis mas bem significativos. Em suma, "Curtindo a Vida Adoidado" é aquilo mesmo que se propõe, uma crônica bem humorada na vida de um estudante colegial dos anos 80. O filme certamente resistiu bem ao tempo e hoje é tão divertido e simpático como foi há 20 anos em seu lançamento.

Curtindo a Vida Adoidado (Ferri's Bueller Day Off, Estados Unidos, 1986) Direção: John Hughes / Roteiro: John Hughes / Elenco: Matthew Broderick, Alan Ruck, Mia Sara, Charlie Sheen, Jeffrey Jones. Jennifer Grey, Charlie Sheen / Sinopse: Ferris Bueller (Matthew Broderick) é um estudante de saco cheio da escola que resolve se fazer passar por doente para matar a aula e sair para um dia em busca de diversão e festa ao lado do amigo e da namorada.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Celular - Um Grito de Socorro

Título no Brasil: Celular - Um Grito de Socorro
Título Original: Cellular
Ano de Produção: 2004
País: Estados Unidos
Estúdio: New Line Cinema
Direção: David R. Ellis
Roteiro: Larry Cohen, Chris Morgan
Elenco: Kim Basinger, Chris Evans, Jason Statham, Jessica Biel

Sinopse:
A vida segue tranquilamente para Ryan (Chris Evans) até o momento em que ele recebe o telefonema desesperado de uma mulher, Jessica Martin (Kim Basinger), que pede por socorro pois está sendo sequestrada. Ela teme pela vida não apenas dela, mas também pela de seu marido e filho. Caberá a Ryan tentar descobrir onde Jessica está, antes que a bateria de seu celular chegue ao fim. Filme indicado na Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films na categoria de Melhor Atriz (Kim Basinger).

Comentários:
Um thriller que pega carona nesse aparelho que faz parte da vida de praticamente todo mundo hoje em dia e as possibilidades que podem surgir de seu uso. O livro que deu origem ao filme inclusive se baseou em um fato real ocorrido em Los Angeles quando uma jovem garota foi sequestrada. O que os criminosos não perceberam era que ela estava com seu celular (na época ainda um dispositivo para poucos) e assim logo entrou em contato com a polícia que saiu na perseguição dos bandidos. Em termos gerais não é um filme ruim, pelo contrário, o qualificaria como boa diversão. Talvez o roteiro tenha sido esticado ao máximo por causa da situação central que vai se estendendo durante praticamente toda a trama. O elenco é interessante pois reúne novatos (como o futuro Capitão América Chris Evans) com veteranos (Kim Basinger, diva dos anos 80, aqui tentando levantar a carreira). Até o elenco de apoio é de luxo, contando com as presenças de Jason Statham e da gracinha Jessica Biel! Uma diversão passageira que vale a pena ser assistida, mas apenas uma única vez pois na segunda já não funcionará mais, por causa da falta de maiores surpresas para o espectador. 

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Um Grito de Liberdade

Título no Brasil: Um Grito de Liberdade
Título Original: Cry Freedom
Ano de Produção: 1987
País: Estados Unidos, Inglaterra
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Richard Attenborough
Roteiro: John Briley
Elenco: Denzel Washington, Kevin Kline, John Matshikiza, Josette Simon, Penelope Wilton, Kate Hardie

Sinopse:
Filme baseado em fatos históricos reais. O jornalista sul-africano Donald Woods (Kevin Kline) é forçado a fugir do país, depois de tentar investigar a morte sob custódia de seu amigo, o ativista negro Steve Biko (Denzel Washington). Filme indicado ao Oscar nas categorias de melhor ator (Denzel Washington), melhor música original e melhor trilha sonora incidental.

Comentários:
Esse filme foi baseado no livro escrito por John Briley. Em suas páginas o autor relembrou parte do crime que foi cometido pelo Estado da África do Sul em relação ao ativista negro Steve Biko e a luta de um jornalista branco em revelar toda a verdade sobre sua morte. Ele foi um nome importante na luta contra o regime racista da África do Sul durante as décadas de 1970 e 1980. Nesse período histórico existiu um regime de Estado que não escondia seu racismo contra pessoas negras, dentro de um país africano! Foi algo realmente impressionante pois a máquina estatal foi conduzida para massacrar os direitos dos negros (que formavam a maioria da população) em favor da parte branca da população (uma pequena parte do país). O resultado, como não poderia deixar de ser, foi o sistemático sistema de violação de direitos humanos e civis, além do cometimento de crimes por parte do aparato estatal. Esse filme é muito bom, muito importante em denunciar tudo o que aconteceu. A consagração veio na indicação de três categorias do Oscar, entre elas a de melhor ator para Denzel Washington. No Globo de Ouro o filme foi ainda indicado ao prêmio de melhor filme do ano no gênero Drama. Poderia ter vencido tranquilamente. É sem dúvida uma obra cinematográfica importante, que inclusive deveria ser exibida em escolas e universidades com mais regularidade. É o cinema em favor das boas causas, denunciando regimes criminosos ao redor do mundo.

Pablo Aluísio.

sábado, 11 de abril de 2026

O Ano que Vivemos em Perigo

Título no Brasil: O Ano que Vivemos em Perigo
Título Original: The Year of Living Dangerously
Ano de Produção: 1982
País: Estados Unidos, Austrália
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)
Direção: Peter Weir
Roteiro: David Williamson, Peter Weir
Elenco: Mel Gibson, Sigourney Weaver, Linda Hunt, Michael Murphy, Paul Sonkkila, Bill Kerr

Sinopse:

Durante uma revolução na Indonésia, na década de 1960, um jornalista acaba se apaixonando por uma mulher americana. No meio do caos e da guerra eles tentam construir uma história de amor. Filme vencedor do Oscar na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante (Linda Hunt).

Comentários:
Esse filme é puro anos 80! Imagine unir em um mesmo elenco dois ícones cinematográficos daquela época (Mel Gibson e Sigourney Weaver) e com eles ainda bem jovens, no auge do sex appeal. A temperatura só poderia ficar alta mesmo. Palmas para o cineasta Peter Weir, um diretor que sempre admirei. Ele foi seguramente um dos diretores mais subestimados dos anos 80, pois fez excelentes filmes, com lindas fotografias, mas nunca conseguiu o reconhecimento que lhe era devido. O roteiro desse filme (também de autoria de Weir) tinha um subtexto político bem elaborado, ético e muito interessante, porém o que se sobressaía mesmo era o casal principal, soltando faíscas em cada cena. Dizem que Gibson e Weaver tiveram um caso durante as filmagens porém tudo foi devidamente abafado porque eles eram comprometidos. Que pena, deveriam ter assumido tudo publicamente, as revistas de fofoca iriam se divertir bastante. Deixando tudo isso de lado é bom reconhecer os méritos do filme como cinema. Um dos destaques mais lembrados veio da marcante atuação da atriz Linda Hunt, aqui interpretando um personagem masculino chamado Billy Kwan. Ela estava plenamente convincente como um homem em cena. Chega a impressionar. Não é a toa que levou o Oscar para casa!. Enfim, um filme bem indicado, com excelentes cenas e bela direção de fotografia. É sem favor algum  uma das produções mais marcantes daquela década. Coisa fina.

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 9 de abril de 2026

O Último Boy Scout

O Último Boy Scout
Tony Scott realizava um cinema muito mais modesto e sem pretensões do que seu irmão famoso. Um exemplo é esse “O Último Boy Scout” (um título nacional simplesmente risível onde o tradutor mistura inglês e português sem nenhum motivo aparente). Com o sucesso de “Duro de Matar” Bruce Willis não tinha outro caminho a seguir a não ser tentar repetir mais cedo ou mais tarde seu maior sucesso de bilheteria. Ele até tentou trilhar um caminho mais condizente com sua veia de ironia e bom humor, deixando o gênero de ação de lado, mas não deu para aguentar por muito tempo pois as propostas milionários se acumulavam na mesa de seu agente. Assim depois dos fracassados “A Fogueira das Vaidades” e “Hudson Hawk – O Falcão Está à Solta”, o velho e bom Willis resolveu embarcar em mais uma fita de ação sem muitas firulas ou perda de tempo. Seu personagem, um detetive em crise, após falhar como agente do serviço secreto, era na realidade um genérico do policial que havia interpretado em “Duro de Matar”.

Para melhorar um pouco a trama superficial Tony Scott resolveu investir um pouco mais no desenvolvimento de seu protagonista mas sem se estender muito sobre isso. Ao seu lado resolveu escalar o ator e comediante Damon Wayans que era bem popular na época. A dobradinha obviamente era outra derivação da dupla de “Máquina Mortífera” que tanto sucesso fazia nas telas. A trama girava em torno de uma stripper que após receber várias ameaças de morte era finalmente assassinada, sem motivo aparente. Indignado pela falta de empenho da policia em desvendar o mistério de sua morte o namorado da vítima, um jogador de futebol aposentado, resolve então se unir ao detetive Joe Hallenbeck (Bruce Willis) para solucionar a morte da garota.  Durante as investigações novas pistas acabam levando a algo muito maior envolvendo um grande esquema de corrupção no mundo dos esportes com vários políticos influentes envolvidos. “O Último Boy Scout” é bem realizado, não há como negar, Tony Scott tinha pleno domínio sobre esse tipo de produção, com muita ação e cenas espetaculares, mas isso não impediu do resultado ser muito descartável e esquecível. Massacrado pela crítica o filme acabou se saindo bem nas bilheterias apesar de tudo o que iria determinar de uma vez por todas os rumos da carreira de Bruce Willis nos anos seguintes.  

O Último Boy Scout – O Jogo da Vingança (The Last Boy Scout, Estados Unidos, 1991) Direção: Tony Scott / Roteiro: Greg Hicks, Shane Black / Elenco: Bruce Willis, Damon Wayans, Chelsea Field, Noble Willingham, Taylor Negron, Danielle Harris, Halle Berry / Sinopse: Detetive e ex-jogador de futebol Americano tentam desvendar a morte da namorada desse, uma stripper que é assassinada de forma misteriosa.

Pablo Aluísio.

sábado, 4 de abril de 2026

O Predador

O Predador 
O filme O Predador (Predator) foi lançado em 12 de junho de 1987, dirigido por John McTiernan e estrelado por Arnold Schwarzenegger, Carl Weathers, Jesse Ventura, Bill Duke, Sonny Landham e Kevin Peter Hall. A história acompanha um grupo de elite das forças especiais enviado à selva da América Central para resgatar reféns de guerrilheiros. Liderados pelo major Dutch, interpretado por Schwarzenegger, os soldados inicialmente enfrentam inimigos humanos em uma missão aparentemente convencional. No entanto, à medida que avançam pela selva, tornam-se alvo de uma força invisível e extremamente letal. Um a um, os membros da equipe são caçados por uma criatura alienígena altamente tecnológica que utiliza camuflagem e armas avançadas. O filme rapidamente se transforma de um típico longa de ação militar em um intenso thriller de ficção científica e horror. A luta final entre Dutch e a criatura se torna um duelo de inteligência e sobrevivência. O ambiente hostil da selva contribui para a sensação constante de perigo. Assim, O Predador combina ação explosiva com elementos de suspense e terror.

Quando foi lançado, O Predador recebeu uma recepção crítica mista, embora com diversos elogios pontuais. O The New York Times destacou que o filme era “eficiente como entretenimento de ação, mas limitado em profundidade narrativa”. Já o Los Angeles Times reconheceu a habilidade da direção de John McTiernan em construir tensão, afirmando que o filme “se destaca pela maneira como transforma um cenário familiar em algo ameaçador e imprevisível”. A revista Variety comentou que o longa era “um espetáculo de ação sólido, impulsionado pelo carisma de Arnold Schwarzenegger e por uma criatura memorável”. Muitos críticos elogiaram o conceito central do filme, especialmente a ideia de um caçador alienígena enfrentando soldados altamente treinados. No entanto, alguns apontaram que os personagens secundários eram pouco desenvolvidos. A crítica também destacou a mudança de tom do filme, que começa como ação militar e evolui para horror. Essa mistura de gêneros foi vista como interessante, embora nem sempre totalmente equilibrada. Ainda assim, o filme chamou atenção por sua intensidade e originalidade dentro do gênero.

Com o passar do tempo, a recepção crítica se tornou mais positiva, com muitos analistas reavaliando o filme como um clássico cult da década de 1980. Publicações como The New Yorker e outras revistas especializadas passaram a destacar o longa como um exemplo eficaz de cinema de gênero. A criatura alienígena, conhecida como Predador, tornou-se um dos monstros mais icônicos da cultura pop. O design do personagem, aliado aos efeitos especiais inovadores para a época, foi amplamente elogiado. O filme não recebeu grandes prêmios como o Oscar em categorias principais, mas foi indicado ao Oscar de Melhores Efeitos Visuais, evidenciando seu impacto técnico. A performance de Arnold Schwarzenegger também foi reavaliada, sendo vista como essencial para o sucesso do filme. Muitos críticos passaram a apreciar a simplicidade da narrativa, que foca na sobrevivência e no confronto direto entre homem e criatura. A direção de McTiernan também ganhou reconhecimento por sua eficiência e estilo. Assim, o filme conquistou um status mais respeitado ao longo dos anos.

Do ponto de vista comercial, O Predador foi um grande sucesso de bilheteria. Com um orçamento estimado em cerca de 15 milhões de dólares, o filme arrecadou aproximadamente 98 milhões de dólares mundialmente. Nos Estados Unidos, teve uma excelente performance, consolidando Arnold Schwarzenegger como uma das maiores estrelas de ação da época. O público respondeu de forma extremamente positiva à mistura de ação intensa e ficção científica. As cenas de combate e a presença do alienígena geraram forte impacto entre os espectadores. O boca a boca contribuiu para manter o filme em cartaz por várias semanas. Além disso, o longa teve grande sucesso em exibições televisivas e no mercado de vídeo doméstico. O personagem do Predador rapidamente se tornou popular, levando à criação de sequências e produtos derivados. Assim, o filme não apenas foi lucrativo, mas também deu origem a uma franquia duradoura. Seu sucesso consolidou sua posição como um dos grandes filmes de ação dos anos 1980.

Atualmente, O Predador é amplamente considerado um clássico do cinema de ação e ficção científica. O filme é frequentemente citado como um dos melhores trabalhos de Arnold Schwarzenegger e um exemplo marcante do cinema de ação da década de 1980. Sua influência pode ser vista em diversas produções posteriores que exploram o conceito de caça entre humanos e criaturas alienígenas. O design do Predador continua sendo uma referência no cinema e na cultura pop. A estrutura simples, porém eficaz, da narrativa é frequentemente elogiada por sua intensidade. O filme também é lembrado por suas frases marcantes e personagens carismáticos. Ao longo dos anos, conquistou uma base fiel de fãs ao redor do mundo. Novas gerações continuam descobrindo o longa e reconhecendo seu valor. Dessa forma, sua reputação como clássico está plenamente consolidada. O Predador permanece como uma obra essencial dentro do gênero.

O Predador (Predator, Estados Unidos, 1987) Direção: John McTiernan / Roteiro: Jim Thomas e John Thomas / Elenco: Arnold Schwarzenegger, Carl Weathers, Jesse Ventura, Bill Duke, Sonny Landham e Kevin Peter Hall / Sinopse: Durante uma missão na selva, um grupo de soldados de elite se torna alvo de um caçador alienígena invisível e altamente tecnológico, levando a um confronto mortal onde apenas o mais astuto poderá sobreviver. 

Erick Steve. 

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Rhinestone - Um Brilho na Noite

Título no Brasil: Rhinestone - Um Brilho na Noite
Título Original: Rhinestone
Ano de Produção: 1984
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Bob Clark
Roteiro: Phil Alden Robinson
Elenco: Sylvester Stallone, Dolly Parton, Richard Farnsworth

Sinopse:
Jake Farris (Parton) é uma cantora nascida no Tennessee que vai até Nova Iorque para tentar se tornar uma estrela. Contratada por um night club as coisas não se mostram tão simples como ela imaginava. Assim ela decide voltar para sua terra natal, mas é impedida por seu contrato. Para tentar se livrar ela decide fazer uma aposta com o dono do club. Ela treinará um taxista brutamontes chamado Nick (Stallone) para tomar seu lugar. Se o sujeito realmente aprender a cantar ela estará finalmente liberada!

Comentários:
Já que falamos de Sylvester Stallone que tal recordar um de seus filmes menos lembrados? Hoje em dia "Rhinestone - Um Brilho na Noite" é pouco citado, mesmo entre cinéfilos veteranos. A fita já mostra a vontade que Sly tinha em fazer algo diferente na carreira. Assim quando esse roteiro caiu em suas mãos ele deixou a vergonha de lado e abraçou o projeto - agora imagine ver uma comédia em que Stallone tenta soltar o vozeirão ao lado de ninguém menos do que a estrela country Dolly Parton! O humor nasce justamente desse choque de pessoas tão diferentes. Dolly cheia de vida, esbanjando exageros, tanto nos figurinos como no modo de agir contrasta completamente com o jeito rude e fora de ambiente do personagem de Sly. Afinal Stallone interpreta um bronco de Nova Iorque, um taxista que não leva o melhor jeito para a música. O resultado não é grande coisa, mas se salva por alguns poucos momentos realmente divertidos. O curioso é que a recepção fria do filme não mudaria a opinião de Stallone que tentaria voltar para a comédia muitos anos depois com películas como "Oscar" e "Pare, Senão Mamãe Atira!", duas outras bombas da carreira do eterno Rocky Balboa.

Pablo Aluísio.