sábado, 30 de maio de 2026

A Morte Pede Carona

A Morte Pede Carona
Outro filme de Rutger Hauer que merece menção é esse thriller de suspense e ação chamado "A Morte Pede Carona". E aqui o roteiro mostra como uma história simples pode resultar em um bom filme. A história começa quando o jovem Jim Halsey (C. Thomas Howell) viaja por uma estrada secundária. É noite de chuva intensa e ele avista um homem andando a pé, pedindo carona. Seu sentimento de solidariedade fala mais alto e ele decide ajudar aquele andarilho. Péssima ideia, o sujeito logo se revela um psicopata perigoso, que não pensa duas vezes antes de atacar a pessoa que afinal lhe ajudou, dando carona.

Esse roteiro era tão bom que chegou a interessar até mesmo ao diretor Steven Spielberg que só não dirigiu o filme por não ter espaço livre em sua agenda. Melhor assim, pois tudo acabou resultando em um excelente filme sob direção de Robert Harmon. Ele soube muito bem explorar as nuances do suspense, colocando em evidência o modo suave e gentil do assassino, em momentos em que ele estaria prestes a revelar sua verdadeira natureza. E os dois atores em cena, Rutger Hauer e C. Thomas Howell (de "ET" e "Admiradora Secreta") contribuiu bastante para o ótimo resultado final. Houve um remake recente desse filme, mas esqueça essa nova versão. Não vela a pena. Fique mesmo com o original dos anos 80. Esse sim é um ótimo road movie.

A Morte Pede Carona (The Hitcher, Estados Unidos, 1986) Direção: Robert Harmon / Roteiro: Eric Red / Elenco: Rutger Hauer, C. Thomas Howell, Jennifer Jason / Sinopse: Jovem viajante dá carona a um estranho numa noite de chuva e acaba se arrependendo amargamente de sua decisão. Ele esqueceu do velho conselho de não dar caronas a estranhos.

Pablo Aluísio.

Os Gladiadores do Futuro

Título no Brasil: Juggers - Os Gladiadores do Futuro
Título Original: The Blood of Heroes
Ano de Lançamento: 1989
País: Estados Unidos
Estúdio: Kings Road Entertainment
Direção: David Webb Peoples
Roteiro: David Webb Peoples
Elenco: Rutger Hauer, Joan Chen, Vincent D'Onofrio, Delroy Lindo, Anna Katarina, Gandhi MacIntyre

Sinopse:
Um mundo pós-apocalíptico serve de cenário para um jogo brutal e futurista. Rutger Hauer interpreta uma ex-estrela em desgraça liderando um grupo desorganizado de "Juggers" para uma das Nove Cidades restantes em busca de glória e redenção. E a violência explodirá em cada nova competição de luta e violência extrema. 

Comentários:
Rutger Hauer estrelou uma série de filmes de ação nos anos 80. Ele obviamente foi bem malhado pela crítica de cinema da época, mas a verdade é que sua carreira foi em frente e muitos desses filmes ditos mais alternativos hoje em dia são cultuados por quem amava o gênero de ação produzido naqueles anos. O clima aqui lembra filmes como Mad Max 3. Embora no Brasil se falasse que o tal esporte violento do filme se parecia com o nosso futebol, na realidade estava mais para rugby. Bastava trocar as bolas de esporte por cabeças humanas! Um aspecto interessante é que  o filme foi todo rodado no meio do deserto, para criar aquele clima de devastação de um planeta sem salvação, o que acentuou ainda mais o clima de brutalidade daquele mundo. A luta pela água deixava os tais gladiadores ainda mais insanos. Ficou bem legal para dizer a verdade. 

Pablo Aluísio.

sábado, 23 de maio de 2026

Denzel Washington

Denzel Washington
Denzel Washington é considerado um dos maiores atores da história do cinema contemporâneo e uma das figuras mais respeitadas de Hollywood. Nascido em 1954, em Mount Vernon, no estado de Nova York, Denzel Hayes Washington Jr. cresceu em uma família disciplinada e fortemente ligada à religião. Seu pai era pastor pentecostal e sua mãe trabalhava em serviços públicos e educação. Durante a juventude, Denzel inicialmente não pensava em seguir carreira artística e chegou a cursar jornalismo na universidade. Entretanto, após participar de produções teatrais estudantis, descobriu talento e paixão pela atuação. Pouco tempo depois, passou a estudar teatro de forma mais séria e começou a trabalhar em pequenas produções para televisão e palco. Seu carisma natural, voz marcante e enorme intensidade dramática rapidamente chamaram atenção da indústria cinematográfica americana. Nos anos 1980, Denzel começou a conquistar papéis mais importantes em filmes e séries de televisão, destacando-se especialmente pelo talento em interpretar personagens complexos e emocionalmente fortes. Diferentemente de muitos atores da época, ele buscava personagens profundos e desafiadores, recusando estereótipos frequentemente impostos a atores negros em Hollywood. Sua ascensão representou também uma transformação importante na representação racial dentro do cinema americano.

O reconhecimento internacional começou a crescer após suas atuações em filmes dramáticos e históricos durante os anos 1980. Um dos trabalhos que consolidaram sua reputação foi Cry Freedom, no qual interpretou o ativista sul-africano Steve Biko. Sua performance recebeu elogios da crítica e lhe garantiu indicação ao Oscar. Pouco tempo depois, Denzel venceu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por Glory, drama sobre soldados negros durante a Guerra Civil Americana. O prêmio confirmou definitivamente sua posição entre os grandes atores de Hollywood. Durante os anos seguintes, participou de filmes variados que demonstravam enorme versatilidade artística. Denzel conseguia atuar com igual competência em dramas políticos, thrillers policiais, filmes de guerra e produções biográficas. Obras como Malcolm X, dirigido por Spike Lee, tornaram-se marcos de sua carreira. Sua interpretação do líder Malcolm X foi considerada uma das maiores atuações da década de 1990 e recebeu enorme aclamação internacional. Muitos críticos acreditavam que Denzel merecia ter vencido o Oscar naquele ano. A intensidade emocional e o compromisso com seus personagens tornaram-se marcas registradas de seu trabalho.

Durante os anos 1990 e 2000, Denzel Washington consolidou-se como uma das maiores estrelas do cinema mundial. Ele passou a combinar filmes artisticamente respeitados com grandes sucessos comerciais de bilheteria. Produções como The Hurricane, Training Day e Man on Fire ampliaram ainda mais sua popularidade. Em Training Day, Denzel interpretou um policial corrupto e violento em uma atuação extremamente intensa e diferente dos papéis heroicos que costumava fazer. O trabalho lhe rendeu o Oscar de Melhor Ator, tornando-o apenas o segundo ator negro da história a conquistar essa categoria até aquele momento. O filme demonstrou sua capacidade de interpretar personagens moralmente ambíguos sem perder carisma diante do público. Além do talento dramático, Denzel também ganhou fama por sua presença forte nas telas e pela maneira elegante com que conduzia entrevistas e aparições públicas. Hollywood passou a vê-lo como símbolo de profissionalismo, disciplina e respeito artístico. Sua carreira tornou-se exemplo de longevidade e consistência dentro de uma indústria extremamente competitiva. Poucos atores conseguiram manter tanto prestígio crítico e popular ao longo de tantas décadas consecutivas.

Além de atuar, Denzel Washington também construiu carreira importante como diretor e produtor. Filmes como Antwone Fisher e Fences mostraram sua habilidade em conduzir histórias humanas profundas também atrás das câmeras. Em “Fences”, adaptação da famosa peça teatral de August Wilson, Denzel recebeu mais uma série de elogios por sua direção e atuação. Ao longo da carreira, tornou-se defensor importante do fortalecimento da presença negra no cinema americano, apoiando novos artistas e projetos ligados à diversidade racial. Apesar da enorme fama, sempre manteve vida pessoal relativamente discreta em comparação com outras celebridades de Hollywood. Seu casamento duradouro com Pauletta Washington tornou-se raro exemplo de estabilidade dentro do universo artístico americano. Denzel também é conhecido por sua forte espiritualidade e por frequentemente mencionar fé e disciplina como pilares fundamentais de sua vida. Muitos colegas de profissão o descrevem como extremamente dedicado, respeitoso e concentrado no trabalho. Sua influência ultrapassou o cinema e passou a atingir também debates culturais e sociais dentro dos Estados Unidos. Diversas gerações de atores negros consideram Denzel Washington uma referência fundamental para suas carreiras.

Denzel Washington permanece até hoje como uma das figuras mais admiradas do entretenimento mundial. Sua filmografia reúne alguns dos filmes mais importantes das últimas décadas e demonstra impressionante capacidade de adaptação entre diferentes estilos cinematográficos. Críticos frequentemente destacam sua habilidade rara de transmitir intensidade emocional apenas com expressões sutis, olhares e controle de voz. Ao longo da carreira, recebeu inúmeros prêmios, homenagens e reconhecimentos internacionais, consolidando-se como um verdadeiro ícone cultural. Seu impacto na representação de protagonistas negros em Hollywood foi gigantesco, ajudando a abrir portas para novas gerações de artistas. Filmes estrelados por Denzel Washington continuam sendo amplamente assistidos e estudados por admiradores de cinema ao redor do mundo. Sua combinação de talento dramático, carisma e presença forte diante das câmeras transformou-o em um dos atores mais respeitados de sua geração. Mesmo após décadas de carreira, ele continua participando de produções importantes e mantendo enorme prestígio junto ao público e à crítica especializada. Poucos artistas conseguiram unir sucesso comercial, reconhecimento artístico e influência cultural de forma tão consistente. O nome de Denzel Washington já ocupa lugar definitivo entre as maiores lendas da história do cinema americano.

História de um Soldado

Título no Brasil: História de um Soldado
Título Original: A Soldier’s Story
Ano de Lançamento: 1984
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: Norman Jewison
Roteiro: Charles Fuller
Elenco: Howard E. Rollins Jr., Adolph Caesar, Denzel Washington, Art Evans, David Alan Grier, Patti LaBelle

Sinopse:
O filme A Soldier's Story acompanha a investigação do assassinato do sargento Vernon Waters, ocorrido em uma base militar segregada da Louisiana durante a Segunda Guerra Mundial. O exército envia o capitão Richard Davenport, um oficial negro vindo de Washington, para descobrir o responsável pelo crime. Conforme interroga soldados e oficiais, Davenport enfrenta o racismo dos militares brancos e também conflitos internos entre os próprios soldados negros. Aos poucos, os depoimentos revelam tensões profundas relacionadas à discriminação, identidade racial, ressentimento e ambição pessoal, transformando a investigação em um poderoso retrato das divisões sociais dentro do próprio exército americano.

Comentários:
Baseado na peça vencedora do Pulitzer A Soldier’s Play, escrita por Charles Fuller, o filme foi amplamente elogiado pela crítica americana por unir drama racial, suspense policial e estudo psicológico de personagens. A revista Variety descreveu a produção como “tensa e envolvente”, destacando o roteiro “inteligente e politicamente relevante”, além do excelente elenco. The New York Times elogiou a direção de Norman Jewison por expandir visualmente a peça teatral sem perder sua força dramática. Rotten Tomatoes registra mais de 90% de aprovação crítica, ressaltando especialmente as “observações incisivas sobre raça nos Estados Unidos”. O desempenho de Adolph Caesar foi particularmente celebrado, recebendo indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por sua interpretação intensa e contraditória do sargento Waters. Muitos críticos consideraram o personagem um dos retratos mais complexos já vistos no cinema americano sobre conflitos raciais internos dentro da comunidade negra.

Embora alguns críticos tenham apontado limitações na estrutura investigativa do roteiro, o filme acabou sendo reconhecido como uma das produções mais importantes do cinema americano dos anos 1980 sobre relações raciais. Roger Ebert elogiou a força temática da obra, embora tenha criticado parte da construção do suspense, afirmando que o filme era “mais interessante como estudo humano do que como mistério policial”. Já Pauline Kael, da revista The New Yorker, destacou o ritmo e a atmosfera criados por Jewison, comparando o longa ao clássico In the Heat of the Night. O filme também é lembrado por reunir vários futuros nomes importantes do cinema e da televisão, incluindo um jovem Denzel Washington em início de carreira. Com o passar dos anos, A Soldier’s Story consolidou-se como um clássico moderno do cinema dramático americano, frequentemente citado em debates sobre racismo estrutural, segregação militar e representação afro-americana em Hollywood. Além de três indicações ao Oscar, o longa tornou-se uma referência importante dentro do cinema social produzido nos Estados Unidos durante os anos 1980.

Erick Steve. 

Filmografia Denzel Washington


Filmografia Denzel Washington
A História de um Soldado
Os Donos do Poder
Uma Lição de Coragem
Um Grito de Liberdade
Herói Sem Pátria
O Poderoso Quinn
Tempo de Glória
Um Espírito Grudou em Mim
Mais e Melhores Blues
Sem Limite Para Vingar
Malcolm X
Muito Barulho Por Nada
O Dossiê Pelicano
Filadélfia
Marè Vermelha
Assassino Virtual
O Diabo Veste Azul
Coragem Sob Fogo
Um Anjo em Minha Vida
Possuídos
Jogada Decisiva
Nova York Sitiada
O Colecionador de Ossos
Hurricane - O Furacão
Duelo de TItãs

Pesquisa: Pablo Aluísio. 

sábado, 16 de maio de 2026

O Príncipe das Mulheres

Título no Brasil: O Príncipe das Mulheres
Título Original: Boomerang
Ano de Lançamento: 1992
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Reginald Hudlin
Roteiro: Barry W. Blaustein, David Sheffield
Elenco: Eddie Murphy, Robin Givens, Halle Berry, David Alan Grier, Martin Lawrence

Sinopse:
O filme Boomerang acompanha Marcus Graham, um executivo de publicidade bem-sucedido, elegante e extremamente mulherengo. Acostumado a conquistar mulheres sem se envolver emocionalmente, ele vê sua vida mudar quando uma nova chefe assume a empresa. Inteligente, sedutora e manipuladora, ela passa a tratá-lo da mesma forma que ele sempre tratou suas conquistas amorosas. Enquanto tenta lidar com o orgulho ferido e com os próprios sentimentos, Marcus começa a repensar sua visão sobre relacionamentos e maturidade emocional.

Comentários:
O Príncipe das Mulheres é uma das comédias românticas mais populares da carreira de Eddie Murphy nos anos 1990. O filme combina humor, romance e crítica aos jogos de sedução no ambiente corporativo, apresentando um elenco carismático e elegante. A produção também ajudou a impulsionar a carreira de Halle Berry, ainda em início de trajetória em Hollywood. A direção de Reginald Hudlin traz um estilo sofisticado e moderno para a época, destacando a cultura urbana afro-americana de maneira rara nas grandes produções românticas daquele período. Com diálogos afiados, boa trilha sonora e forte química entre os atores, o filme permanece como uma comédia romântica marcante dos anos 1990.

Erick Steve. 

48 Horas - Parte 2

Título no Brasil: 48 Horas - Parte 2
Título Original: Another 48 Hrs
Ano de Produção: 1990
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Walter Hill
Roteiro: Roger Spottiswoode, Walter Hill
Elenco: Eddie Murphy, Nick Nolte, Brion James, Kevin Tighe, Ed O'Ross, David Anthony Marshall

Sinopse:
O policial Jack Cates (Nick Nolte) está prestes a ser expulso do departamento, por causa de seu jeito violento de lidar com criminosos. Sua única chance de não ser expulso é se unir novamente com Reggie Hammond (Eddie Murphy) que finalmente está saindo da prisão, após cumprir sua pena.

Comentários:
Eddie Murphy havia dirigido o seu filme anterior, chamado de "Os Donos da Noite" e o filme não tinha dado boa bilheteria. Assim a Paramount o pressionou para que ele atuasse em uma nova continuação de "Um Tira da Pesada", só que Murphy não queria interpretar de novo o personagem do detetive Axel Foley. A solução para esse impasse foi a produção da continuação de um outro sucesso do comediante, "48 Horas". É inegável que o primeiro filme foi realmente muito bom. Um filme policial com toques de humor na medida certa, só que essa sequência não trazia nada de novo. Aliás o roteiro era praticamente o mesmo, sem colocar ou tirar quase nenhuma vírgula. Um remake disfarçado! Esse clichê de duplas em filmes policiais já estava desgastado na época. Inútil, sem graça e repetitivo, o filme não foi o fracasso comercial que muitos disseram na época. Ele custou 38 milhões e rendeu nas bilheterias 109 milhões, ou seja, se não foi um sucesso espetacular, tampouco foi um fracasso. Pagou seu custos e trouxe algum lucro para o estúdio. Se comercialmente o resultado foi mediano, artisticamente não há o que celebrar. O filme é realmente um exercício de inutilidade.

Pablo Aluísio.