sábado, 16 de maio de 2026
O Príncipe das Mulheres
48 Horas - Parte 2
Título Original: Another 48 Hrs
Ano de Produção: 1990
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Walter Hill
Roteiro: Roger Spottiswoode, Walter Hill
Elenco: Eddie Murphy, Nick Nolte, Brion James, Kevin Tighe, Ed O'Ross, David Anthony Marshall
Sinopse:
O policial Jack Cates (Nick Nolte) está prestes a ser expulso do departamento, por causa de seu jeito violento de lidar com criminosos. Sua única chance de não ser expulso é se unir novamente com Reggie Hammond (Eddie Murphy) que finalmente está saindo da prisão, após cumprir sua pena.
Comentários:
Eddie Murphy havia dirigido o seu filme anterior, chamado de "Os Donos da Noite" e o filme não tinha dado boa bilheteria. Assim a Paramount o pressionou para que ele atuasse em uma nova continuação de "Um Tira da Pesada", só que Murphy não queria interpretar de novo o personagem do detetive Axel Foley. A solução para esse impasse foi a produção da continuação de um outro sucesso do comediante, "48 Horas". É inegável que o primeiro filme foi realmente muito bom. Um filme policial com toques de humor na medida certa, só que essa sequência não trazia nada de novo. Aliás o roteiro era praticamente o mesmo, sem colocar ou tirar quase nenhuma vírgula. Um remake disfarçado! Esse clichê de duplas em filmes policiais já estava desgastado na época. Inútil, sem graça e repetitivo, o filme não foi o fracasso comercial que muitos disseram na época. Ele custou 38 milhões e rendeu nas bilheterias 109 milhões, ou seja, se não foi um sucesso espetacular, tampouco foi um fracasso. Pagou seu custos e trouxe algum lucro para o estúdio. Se comercialmente o resultado foi mediano, artisticamente não há o que celebrar. O filme é realmente um exercício de inutilidade.
Pablo Aluísio.
Um Príncipe em Nova York
Com produção refinada, luxuosa e direção do sempre eficiente e competente John Landis, "Um Príncipe em Nova York" conta em seu roteiro a estorinha do Príncipe Akeem (Eddie Murphy), herdeiro do trono de um distante país africano chamado Zamunda. Ele está em conflito com seu pai, o Rei Jaffe Joffer (James Earl Jones), que deseja que ele se case com uma moça de tradicional família. Sem querer se submeter a um casamento arranjado ele decide ir até a América onde tem a esperança de encontrar, quem sabe, o amor de sua vida. Para isso ele finge ser um pobre estudante africano com a intenção de evitar que sua fortuna e seu status real atraia alguma interesseira. No filme Murphy, como dito, interpreta vários personagens, com maquiagem pesada. Em todos eles (a saber: Clarence, Randy Watson e Saul) se sai muito bem. O problema é que o roteiro não ajuda, o filme é muito meloso para fazer rir realmente. Para Eddie a produção acabou servindo de laboratorio para algo que ele iria usar em filmes futuros, interpretando vários personagens ao mesmo tempo, com resultados bem melhores é bom frisar.
Um Príncipe em Nova York (Coming to America, Estados Unidos, 1988) Direção: John Landis / Roteiro: Eddie Murphy, David Sheffield / Elenco: Eddie Murphy, Arsenio Hall, James Earl Jones / Sinopse: Príncipe africano vai até Nova Iorque para tentar encontrar o amor de sua vida, para isso se faz passar por um jovem estudante pobre.
Pablo Aluísio.
sábado, 9 de maio de 2026
Os Donos da Noite
Título Original: Harlem Nights
Ano de Produção: 1989
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Eddie Murphy
Roteiro: Eddie Murphy
Elenco: Eddie Murphy, Richard Pryor, Danny Aiello, Redd Foxx, Michael Lerner, Della Reese
Sinopse:
Durante a década de 1930, o proprietário ilegal de uma casa de apostas na cidade de Nova York e seus associados devem lidar com forte concorrência, gângsteres e policiais corruptos para permanecer no negócio. Filme indicado ao Oscar na categoria de melhor figurino (Joe I. Tompkins).
Comentários:
Esse filme foi uma verdadeira egotrip do comediante Eddie Murphy. Ele escreveu o roteiro, bancou a produção e como se isso não fosse o suficiente ainda escreveu o roteiro. Praticamente foi tudo feito por ele. E a Paramount, como associada, também deu carta branca para que ele trouxesse excelentes figurinos, cenários, carros de época, etc. É um filme de gângsteres ao velho estilo, mas procurando ser diferenciado. Ao invés de mostrar a histórias de criminosos como Al Capone, Murphy decidiu contar o outro lado da moeda, mostrando membros de gangs do bairro negro do Harlem. O filme foi massacrado pela crítica na época de seu lançamento, mas sinceramente falando acho que a reação desses críticos foi um tanto exagerada. Não considero esse um filme ruim, nem nada do tipo. Ele não peca por falta de qualidade cinematográfica. É um filme normal, OK, sem maiores problemas. E ao contrário do que muitos disseram não foi um fracasso comercial de Eddie Murphy no cinema, fazendo 120 milhões de dólares de bilheteria em um filme que custou meros 30 milhões. Deu lucro e não prejuízo. Assim deixo a dica dessa verdadeira despedida de Eddie Murphy aos anos 80, a década onde ele mais fez sucesso em sua carreira.
Pablo Aluísio.
sábado, 2 de maio de 2026
É Difícil Dizer Adeus
Título Original: Every Time We Say Goodbye
Ano de Produção: 1986
País: Estados Unidos
Estúdio: TriStar Pictures
Direção: Moshé Mizrahi
Roteiro: Moshé Mizrahi
Elenco: Tom Hanks, Cristina Marsillach, Benedict Taylor, Anat Atzmon, Gila Almagor, Moni Moshonov
Sinopse:
Um piloto norte-americano, de formação protestante, durante a Segunda Guerra Mundial, conhece uma jovem garota judia e se apaixona por ela enquanto está servindo as forças armadas dos Estados Unidos em Jerusalém. Embora suas origens fossem diversas, eles acabam lutando por esse amor, apesar das adversidades.
Comentários:
O filme é uma tentativa de reviver aqueles antigos filmes das décadas de 1940, 1950, onde havia um pano de fundo da guerra e um amor inesquecível entre os dois protagonistas, aqui lutando por um romance que parece fadado a terminar. Entretanto esse casal apaixonado não se rende, fazendo de tudo para continuarem juntos. Será que nesse filme dos anos 80 essa antiga fórmula de fazer cinema ainda funcionou? Olha, o filme é bom, mas há sim uma certa superficialidade envolvida na trama que nem é tão especial como se pensa. Quem for atrás de cenas de ação da guerra, melhor esquecer. A guerra, como já escrevi, é mero pano de fundo. Essa história, apesar de se passar em um período histórico de guerra mundial, se concentra mais na paixão, no amor dos personagens. No fundo é apenas um filme romântico, uma remodelagem de mais uma produção ao estilo Love Story. Se for isso que você estiver buscando, então aproveite bem o filme. Vai ser no mínimo interessante.
Pablo Aluísio.
quarta-feira, 29 de abril de 2026
Estranhos Vizinhos
Título Original: Neighbors
Ano de Produção: 1981
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: John G. Avildsen
Roteiro: Larry Gelbart
Elenco: John Belushi, Dan Aykroyd, Kathryn Walker, Tim Kazurinsky, Tino Insana, Henry Judd Baker
Sinopse:
Earl Keese (John Belushi) é o sujeito normal da vizinhança que descobre que seus novos vizinhos são completamente fora do padrão. Vic (Dan Aykroyd), o novo morador da casa ao lado, não quer saber de nenhuma convenção social careta e leva a vida em seus próprios termos, o que dará origem a várias confusões com Keese, um conservador antigado e fora de moda.
Comentários:
Essa comédia acabou se tornando o último filme da carreira de John Belushi. Como se sabe ele morreu precocemente, por causa de uma overdose de drogas que tomou em um hotel de Los Angeles, enquanto esperava pela aprovação do script que seria seu próximo filme. Nessa última aparição no cinema ele voltou a contracenar com seu velho amigo Dan Aykroyd. Era uma velha parceria que vinha desde os tempos do programa de TV "Saturday Night Live". E o mais curioso de tudo é que os papéis tradicionais se inverteram. Geralmente John Belushi interpretava o sujeito doidão que atormentava a todos e Dan Aykroyd era o careta, o cara de classe média bobão. Nesse roteiro o maluco é Aykroyd, enquanto Belushi é o conservador boboca que só pensa em se livrar os estranhos vizinhos que se mudaram para a casa ao lado. Eu considero um dos melhores momentos de John Belushi no cinema, onde ele teve mesmo chance de atuar bem. Essa fórmula seria repetida em "Meus Vizinhos são um Terror", feito alguns anos depois, mas essa primeira versão é bem mais divertida, pois brinca com o americano médio, meio ignorante, centrado em seus próprios preconceitos e crendices pessoais. Sob esse ponto de vista, como uma divertida crítica social da classe WASP, o filme funciona muito bem.
Pablo Aluísio.
terça-feira, 28 de abril de 2026
A Pequena Loja dos Horrores
Título Original: Little Shop of Horrors
Ano de Produção: 1986
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Frank Oz
Roteiro: Howard Ashman
Elenco: Rick Moranis, Steve Martin, Bill Murray, John Candy, James Belushi
Sinopse:
Em uma floricultura de Nova Iorque as coisas vão mal. Poucos clientes, quase nenhum faturamento. Até que surge uma estranha planta carnívora que cresce em ritmo assombroso após se alimentar de sangue humano! Não demora e Audrey II acaba virando uma grande atração, atraindo uma nova clientela e gerando altos lucros para a empresa que estava praticamente falida. O preço para esse sucesso porém será bem alto! Adaptação em ritmo de divertido musical do clássico de terror B.
Comentários:
O primeiro "The Little Shop of Horrors" foi lançado em 1960. Não era um musical mas sim um filme B de horror e fantasia muito bem bolado que ao longo dos anos acabou virando cult. Não era para menos. Dirigido pelo mestre Roger Corman e contando no elenco com um jovem e inexperiente Jack Nicholson em começo de carreira a produção simples era muito carismática e cativante. Vinte e seis anos depois a Warner Bros resolveu bancar um remake daquele saboroso pequeno filme. A temática porém seria bem outra. O tom agora seria de um musical ao velho estilo, com várias sequências onde a música seria a principal protagonista. O enredo continuaria o mesmo mas agora tudo soaria como se o espectador estivesse assistindo a um show na Broadway (ou quase isso). Para dar vida à planta Audrey II o estúdio investiu na tecnologia dos animatronics, com ótimos resultados (os efeitos de fato não envelheceram em nada, não ficaram datados). Some-se a isso as excelentes participações de humoristas famosos e você terá uma pequena obra prima. O elenco é liderado pelo simpático Rick Moranis (de "Os Caça-Fantasmas" e "Querida, encolhi as Crianças) mas quem rouba o show mesmo é Steve Martin em hilariante papel, a de um dentista sádico e alucinado, misto de motoqueiro dos anos 50 com maluco de plantão que tem enorme prazer em causar muita dor em seus aterrorizados pacientes. O filme é isso, uma saborosa e engraçada diversão para toda a família.
Pablo Aluísio.






