sábado, 3 de outubro de 2026

O Justiceiro: Em Zona de Guerra

Título no Brasil: O Justiceiro: Em Zona de Guerra
Título Original: Punisher: War Zone
Ano de Lançamento: 2008
País: Estados Unidos
Estúdio: Lionsgate Films
Direção: Lexi Alexander
Roteiro: Nick Santora, Art Marcum
Elenco: Ray Stevenson, Dominic West, Julie Benz

Sinopse:
Frank Castle (Ray Stevenson), conhecido no submundo do crime como "O Justiceiro", acaba se envolvendo bem no meio de uma guerra que está acontecendo entre a máfia e grupos do crime organizado. E essa verdadeira zona de guerra transforma as ruas da cidade em um grande banho de sangue. 

Comentários:
Nessa altura do campeonato eu já assisti a todos os filmes do Justiceiro para o cinema, além da série que começa bem, mas que vai ficando bem ruim conforme os episódios vão passando. Pois bem, esse filme não traz nada de novo ao que já vimos antes nos demais. Provavelmente exagera demais na violência, mas é a tal coisa, não há como fazer um filme com esse personagem que não seja de extrema violência. Faz parte mesmo do conceito dele. Não tem saída. No geral achei o mais cartunesco dos filmes. Esse tem mesmo cara de história em quadrinhos, inclusive o vilão que é bem caricato, com seu rosto retalhado. Os cenários de neon com muitas cores, também demonstram e reforçam bem esse aspecto. De qualquer maneira se você for com expectativas moderadas quem sabe vai até gostar um pouco. No meu caso, no meu julgamento pessoal, achei apenas mais do mesmo. O Justiceiro ainda não ganhou um grande filme. 

Pablo Aluísio.

O Justiceiro (2004)

Título no Brasil: O Justiceiro
Título Original: The Punisher
Ano de Produção: 2004
País: Estados Unidos
Estúdio: Lions Gate Films, Marvel Enterprises
Direção: Jonathan Hensleigh
Roteiro: Jonathan Hensleigh, Michael France
Elenco: Thomas Jane, John Travolta, Ben Foster, Samantha Mathis

Sinopse:
Frank Castel (Thomas Jane) acaba tendo que lidar com a morte de sua esposa e filha. Inconformado pela falta de resultados por parte das autoridades resolve ele mesmo trazer justiça para as ruas da América. Disposto a varrer o crime da sociedade assume a identidade do Justiceiro, para isso porém terá que passar por cima de vilões ricos e poderosos, como o infame Howard Saint (John Travolta), que apesar do nome não tem nada de santo.

Comentários:
Esse personagem de segundo escalão da Marvel ainda não encontrou seu filme definitivo e olha que não foi por falta de tentativas. Embora muitos não gostem devo admitir que até gosto da versão realizada em 1998 com Dolph Lundgren no papel do justiceiro Frank Castle. O problema é que naquela época ainda não havia a moda da transposição dos personagens Marvel para o mundo do cinema. O filme é modesto mas bom, temos que admitir. Já esse aqui contou com um orçamento bem mais generoso, a ponto inclusive de ter um elenco de apoio de luxo com John Travolta brincando de vilão e Ben Foster, ótimo ator, dando uma canja com seu talento. Até achei acertado a escolha de Thomas Jane como o Justiceiro. Ele até pode não ser muito forte fisicamente mas tem cara de durão e poucos amigos, algo conveniente para seu personagem. O filme certamente poderia ter sido bem melhor, com um roteiro mais caprichado e menos apelações em relação aos clichês do gênero mas do jeito que ficou até que não está tão mal, vale a pena dar uma espiada.

Pablo Aluísio.

O Justiceiro (2017)

O Nefflix tem adaptado vários personagens secundários da Marvel em suas novas séries. A maioria delas não me despertou maior curiosidade em conferir, porém essa nova versão do Justiceiro me chamou a atenção. No primeiro episódio já chegamos na conclusão de que tudo foi muito bem adaptado. A saída dos quadrinhos para filmes e séries nem sempre dá muito certo, mas aqui não há maiores críticas a se fazer. O enredo segue sendo o mesmo das HQs. Frank Castle é um homem que precisa superar uma enorme tragédia que aconteceu em seu passado, quando criminosos mataram sua esposa e sua filha, de forma brutal e covarde. Ele sobreviveu e faz da vingança a profissão de fé que moverá sua vida dali em diante.

Nesse primeiro episódio Castle está trabalhando na construção civil. Ele apenas sobrevive um dia de cada vez. Calado e com jeito de poucos amigos, acaba virando alvo de chacotas de outros operários. Uma péssima ideia para eles que nem sabem no que estão se metendo. Pior acontece depois quando resolvem participar de um assalto. Enquanto combinam o crime percebe que Castle está por perto e ouviu tudo. Partem para um acerto de contas e aí... não sobra pedra sobre pedra. O roteiro da série não agride o bom senso do leitor de quadrinhos. Tudo parece muito bem respeitoso com o personagem original. Claro que tudo gira em torno do mesmo tema, a do justiceiro que transforma sua dor em fúria contra os bandidos. É a trajetória da vingança. Sim, é uma fórmula bem gasta e batida, tanto no cinema como nas comics, mas isso no final é o que menos importa. Mesmo uma estória saturada ainda pode render muito bem, caso o roteiro saiba desenvolver bem a história que pretende contar...

O Justiceiro (Estados Unidos, 2017) Direção: Andy Goddard, Tom Shankland, Jeremy Webb / Roteiro: Ross Andru, Gerry Conway / Elenco: Jon Bernthal, Amber Rose Revah, Ebon Moss-Bachrach / Sinopse: Após a morte de sua família,  Frank Castle (Jon Bernthal) decide que é chegada a hora de fazer justiça com as próprias mãos. Adaptação para as telas do personagem de quadrinhos do universo Marvel.

Episódios Comentados: 

O Justiceiro 1.04 - Resupply
Muitas séries da Marvel em parceria com a Netflix estão sendo canceladas. Pouca receptividade do público, baixa qualidade, entre outras coisas, minaram essa parceria. Uma das poucas que ainda não foram canceladas foi essa do "Justiceiro". Penso que os roteiros aqui são um pouco mais caprichados, com os personagens mais bem desenvolvidos, o que se é de admirar já que esse personagem não é de primeiro escalão nos quadrinhos. Ele fica bem atrás de um Homem-Aranha, Homem de Ferro, Hulk, etc. Mesmo assim parece que funcionou nesse formato. Nesse episódio há uma boa cena de ação, já no final, quando o Justiceiro interfere numa operação do FBI para apreender armas contrabandeadas do exterior. Ele está ali não apenas para atrapalhar os agentes federais, mas também para colocar as mãos naquele arsenal. Fora isso, indo pelas beiradas, o roteiro ainda mostra as dificuldades de adaptação de veteranos de volta ao lar. Um deles, completamente traumatizado, só consegue dormir em paz se fizer uma trincheira no quintal de casa! Não é fácil viver agora na paz de um bairro periférico tipicamente americano! Enfim, bom episódio de uma série que ainda tem bastante potencial. / O Justiceiro 1.04 - Resupply (Estados Unidos, 2017) Estúdio: Marvel Studios, Marvel Television, Netflix / Direção: Kari Skogland / Roteiro: Dario Scardapane / Elenco: Jon Bernthal, Ebon Moss-Bachrach, Ben Barnes.

O Justiceiro 1.05 - Gunner
Esse episódio traz um longo flashback. Isso tudo porque na narrativa encontramos Frank Castle contando parte de sua história para um jornalista. Ele volta no tempo e mostra como foi duro seu serviço militar, como quase morreu no campo de batalha. Ao mesmo tempo, no presente, o cerco vai se fechando para o Justiceiro. Pessoas poderosas e influentes querem que ele morra, numa verdadeira operação de queima de arquivo. Ficar vivo será o grande desafio para ele daqui em diante. Destaque para as cenas na floresta, com a batalha sendo travada até mesmo com armas antigas, como flechas! / O Justiceiro 1.05 - Gunner (Estados Unidos, 2017) Direção: Dearbhla Walsh / Roteiro: Gerry Conway, John Romita Sr. / Elenco: Jon Bernthal, Ebon Moss-Bachrach, Ben Barne.

O Justiceiro 1.06 - The Judas Goat  
Frank Castle vai se recuperando da flechada que levou no episódio anterior. A coisa toda é tensa. Ele reencontra um velho amigo, mas que no presente pode muito bem passar para o outro lado, se tornando um traidor. Não há como confiar em ninguém nesse mundo. E não é que ele acaba mesmo caindo numa cilada? Pois bem, eu juro que tentei gostar dessa série, mas não deu. De forma regular acabava ficando entediado ao assistir aos novos episódios. E isso, se tratando de uma série de ação, é para desistir mesmo. Nos Estados Unidos novas temporadas foram contratadas, mas eu vou ficando por aqui. Cansei. Não empolgou, não me fez tornar fã. E como não sou fã dos quadrinhos originais também (nunca li um gibi do Justiceiro) isso contribuiu ainda mais para que eu largasse essa série justamente nesse ponto. Não considerei um perda de tempo assistir esses seis episódios, mas apenas não gostei da série. Acontece. / O Justiceiro 1.06 - The Judas Goat (Estados Unidos, 2017) Direção: Jeremy Webb / Roteiro: Gerry Conway, John Romita Sr. / Elenco: Jon Bernthal, Ebon Moss-Bachrach, Ben Barne.

Pablo Aluísio.

O Justiceiro (1989)

Título no Brasil: O Justiceiro
Título Original: The Punisher
Ano de Produção: 1989
País: Estados Unidos, Austrália
Estúdio: New World Pictures
Direção: Mark Goldblatt
Roteiro: Boaz Yakin
Elenco: Dolph Lundgren, Louis Gossett Jr., Jeroen Krabbé

Sinopse:
Frank Castle (Dolph Lundgren) é um homem honrado e íntegro que acaba vendo sua família ser morta brutalmente e covardemente por um grupo insano de criminosos. Cansado da lentidão dos órgãos oficiais e sua ineficiência em punir os bandidos, ele resolve assumir a identidade de "Justiceiro", para limpar com as próprias mãos as ruas da escória da criminalidade, se tornando assim juiz, júri e executor desses assassinos.

Comentários:
Hoje em dia as adaptações dos personagens da Marvel geralmente envolvem milhões de dólares em mega produções dos principais estúdios de Hollywood. Bom, nos anos 80 a coisa era bem diferente. Veja o caso dessa primeira transposição do personagem Justiceiro ao cinema. Um filme de orçamento bem modesto, realizado com poucos recursos e produzido por um pequeno estúdio (nessa época a New World ainda era pequena e modesta). Para interpretar Frank Castle o ator Dolph Lundgren foi escalado. Não era a primeira vez que ele interpretava um personagem assim, pois não fazia muito tempo tinha encarnado o poderoso He-Man em "Mestres do Universo". O público porém o conhecia muito mais por causa de seu papel marcante do lutador soviético Drago em "Rocky IV". As fitas de Dolph Lundgren nem sempre encontravam espaço nos cinemas brasileiros, mas viravam sucesso de locações dentro do mercado VHS com o selo da Paris Filmes ou da América Vídeo. Assim "The Punisher" acabou seguindo o rastro de "Red Scorpion", lançado pouco antes, fazendo sucesso entre o público fã de fitas de ação estreladas pelo grandalhão de Estocolmo.

Pablo Aluísio.

sábado, 26 de setembro de 2026

Capitão América: Admirável Mundo Novo

Capitão América: Admirável Mundo Novo 
Eu não sei vocês, mas eu já estou um tanto farto desses filmes de super-heróis da Marvel. É aquele tipo de filme que já saturou demais, entretanto como ainda consegue render boas bilheterias eles vão seguindo em frente, esmigalhando e tirando o último suco desse cana triturada! Aqui temos mais um filme do Capitão América, ou quase isso... Não se trata do personagem original, do Steve Rogers que foi criado por Joe Simon e Jack Kirby na década de 1940 para socar nazistas... nada disso. É outro Capitão América, seu sucessor, um personagem chamado Sam Wilson! Ele tem asas mecânicas e voa... Pois é, temos aqui um Capitão América da cultura Woke! Complicado, mas sigamos em frente...

O filme também traz o Hulk, mas (de novo!) não é o Hulk verde do Stan Lee que estamos acostumados. É o Hulk vermelho, transformação do velho general e agora presidente dos Estados Unidos Thaddeus Ross. Esse personagem é interpretado por um envelhecido e cansado Harrison Ford. Eu sou um espectador de cinema das antigas, que cresceu vendo o Harrison Ford sendo o Han Solo e o Indiana Jones. Aos 82 anos de idade o veterano astro do passado já deveria ter se aposentado. Ele parece muito aborrecido de fazer esse filme, com muita antipatia no rosto. Deveria estar curtindo seus milhões em algum rancho no interior dos Estados Unidos. Chega Ford, vá cuidar dos seus netos nesses anos que lhe restam... você já fez o suficiente na história do cinema. 

Fora isso, nada muito a acrescentar. O roteiro é fraco. O que se salva desse novo e saturado filme da Marvel são os bons efeitos especiais, principalmente quando o Hulk vermelho entra em cena. Aí melhora, mas fique sabendo que tudo termina numa grande pancadaria que parece não ter mais fim. Também pudera, algumas histórias em quadrinhos são exatamente assim. Entre mortos e feridos essa é apenas mais uma produção Marvel de rotina, com tudo de ruim que isso possa significar. 

Capitão América: Admirável Mundo Novo (Captain America: Brave New World, Estados Unidos, 2025) Direção: Julius Onah / Roteiro: Rob Edwards, Malcolm Spellman / Elenco: Anthony Mackie, Harrison Ford, Liv Tyler / Sinopse: Um novo Capitão América precisa enfrentar um novo desafio, nada mais, nada menos do que o Presidente dos Estados Unidos que esconde um grave segredo, ele é na verdade o furioso e perigoso Hulk vermelho! 

Pablo Aluísio. 

Falcão e o Soldado Invernal

Falcão e o Soldado Invernal
Mais uma série nova da Marvel. Já perdeu a conta? Eu também... São tantas séries e filmes com o selo Marvel que está ficando quase impossível acompanhar tudo! Nem a rival DC Comics consegue chegar perto. Pois bem, aqui mais dois personagens secundários ganham suas próprias séries. O Falcão é um herói bem coadjuvante dos Vingadores. O Soldado Invernal é um vilão dos quadrinhos do Capitão América. Ele é tão forte como o seu inimigo, igualmente velho, mas basicamente um vilão. Um sujeito que faz trabalhos para a Hydra. Curiosamente aqui tentaram desenvolver melhor sua personalidade, trazendo mais conteúdo. Ele não tem amigos, exceto um senhor idoso oriental que lhe aconselha arranjar uma namorada. Algo para sair da solidão. Coisa um pouco complicada de se fazer quando se tem mais de 100 anos de idade!

Em relação ao Falcão também somos apresentados à sua família, uma irmã em dificuldades financeiras e tudo mais. O Falcão inclusive protagoniza a melhor cena da série, um resgate em pleno ar, tentando tirar de dentro de um avião cargueiro um sujeito que é importante para o governo dos Estados Unidos. A cena é excepcionalmente bem produzida. Cheia de efeitos visuais de primeira linha poderia estar em qualquer filme da Marvel para o cinema sem problemas. Investiram alto, investiram pesado nessa série, uma das grandes apostas da Marvel nesse setor. Só nos resta aguardar para ver se vai dar certo.

Falcão e o Soldado Invernal (The Falcon and the Winter Soldier, Estados Unidos, 2021) Direção: Kari Skogland / Roteiro: Malcolm Spellman, Ed Brubaker / Elenco: Anthony Mackie, Sebastian Stan, Wyatt Russell, Erin Kellyman / Sinopse: O herói voador Falcão está sempre pronto para ajudar a combater o mal, ainda mais depois do desaparecimento do Capitão América. Enquanto isso o Soldado Invernal, um antigo vilão, tenta reconstruir sua vida pessoal de alguma forma.  

Pablo Aluísio. 

Guia de Episódios - Falcão e o Soldado Invernal:

Falcão e o Soldado Invernal 1.02 - The Star-Spangled Man
O novo Capitão América parece ser um cara legal. Ele não tem a força descomunal do herói original, nem é um super soldado, mas condecorado no passado é considerado o homem ideal para herdar o escudo e o título de Steve Rogers. E isso não quer dizer que seja do agrado de Buck, o Soldado Invernal. Para quem não sabe ele foi o fiel escudeiro do Capitão em um passado distante e fica muito contrariado quando descobre que o escudo será usado pelo novo Capitão América. Pior quando o Falcão, Buck, o Capitão América e outros aliados decidem enfrentar um grupo de super soldados da Hydra. Eles levam uma tremenda surra! Quem poderia imaginar algo assim? / Falcão e o Soldado Invernal 1.02 - The Star-Spangled Man (Estados Unidos, 2021) Direção: Kari Skogland / Roteiro: Michael Kastelein / Elenco: Anthony Mackie, Sebastian Stan, Wyatt Russell. 

Falcão e o Soldado Invernal 1.03 - Power Broker
Vejo sinais de desgaste nesse episódio? Sim, vejo. E é muito cedo para isso acontecer, vamos convir. O roteiro agora parece se resumir a colocar os heróis em busca dos soros que transformou seres humanos normais em super soldados e o pior de tudo é que eles parecem estar a serviço da Hydra! Então nesse episódio o Falcão e o Soldado Invernal vão até um laboratório escondido que supostamente teria produzido 20 fracos do soro! Claro que os inimigos também chegam por lá e tudo vai para os ares - explosões por todos os lados! A novidade nesse episódio é a participação da atriz Emily VanCamp no papel de Sharon Carter. Sua personagem pode tanto estar do lado do bem, como do mal. É o que veremos nos proximos episódios. / Falcão e o Soldado Invernal 1.03 - Power Broker (Estados Unidos, 2021) Direção: Kari Skogland / Roteiro: Derek Kolstad / Elenco: Anthony Mackie, Emily VanCamp, Sebastian Stan, Daniel Brühl. 

Falcão e o Soldado Invernal 1.04 - The Whole World Is Watching
O soro dos super soldados foi tomado por um grupo de jovens que se dizem revolucionários, que dizem lutar contra o sistema! O Falcão abre uma linha de conversação com a líder deles que se autodenominam "Os Apátridas", só que o novo Capitão América não pensa dessa forma, acha que são meros terroristas e precisam ser detidos de qualquer forma. E durante uma luta, por um lance de sorte, ele acaba pegando um dos frascos com o soro, algo que se tomado o transformará em um super soldado, tal como o Capitão América original. Só que sua sorte está selada quando é filmado por pessoas numa praça, usando o famoso escudo para matar um inimigo. Ele é filmado com o escudo manchado de sangue de sua brutalidade. No mínimo sua imagem pública está destroçada para sempre! / Falcão e o Soldado Invernal 1.04 - The Whole World Is Watching (Estados Unidos, 2021) Direção: Kari Skogland / Roteiro: Derek Kolstad / Elenco: Anthony Mackie, Sebastian Stan, Daniel Brühl. 

Falcão e o Soldado Invernal 1.05 - Truth
O novo Capitão América cai em desgraça. Ele perde o escudo e o direito de usar a roupa do Capitão. Também se dá mal em seu julgamento militar, perdendo todos os benefícios a que teria direito. O Falcão também perde, só que suas asas, perdidas numa briga ferrenha. E o Soldado Invernal, ou melhor dizendo, o Buck. Aparece bem boa praça aqui, ajudando na reforma do barco da família do Falcão. O escudo vai parar nas mãos justamente do Falcão e ele começa a treinar com simbólico escudo que um dia pertenceu ao Capitão. Seria o nascimento de um Capirão América negro? Complicado, um veterano super soldado lhe diz que isso seria impossível, por causa do preconceito. Teria ele razão? / Falcão e o Soldado Invernal 1.05 - Truth (Estados Unidos, 2021) Direção: Kari Skogland / Roteiro: Dalan Musson / Elenco: Anthony Mackie, Sebastian Stan, Daniel Brühl.

Falcão e o Soldado Invernal 1.06 - Episódio final sem grandes surpresas de uma série que tem roteiros meramente regulares que são realizados com boa produção. Nesse final o Falcão Negro agora vestido de uma versão negra do Capitão América, enfrenta os super soldados. Tem muita pancadaria e efeitos especiais de primeira, mas é como eu disse, a série não chega a empolgar em momento algum. Eu não me arrependi de assistir, mas dessas séries Marvel que venho acompanhando até agora, essa certamente tem se revelada uma das séries mais fracas. Valeu, mas não recomendo muito. / Falcão e o Soldado Invernal 1.06 (Estados Unidos, 2021) Direção: Kari Skogland / Roteiro: Malcolm Spellman / Elenco: Anthony Mackie, Sebastian Stan, Emily VanCamp.

Pablo Aluísio.

sábado, 19 de setembro de 2026

Capitão América: Guerra Civil

Capitão América: Guerra Civil 
Eu já ando um tanto saturado de filmes com super-heróis de quadrinhos. Não é questão de gostar mais da Marvel ou da DC Comics, a questão é outra. Acho que esse gênero já anda sem novidades há tempos. Essas são palavras ao vento porque enquanto os filmes renderem bilhões de dólares eles continuarão a serem produzidos. Cinema é indústria e indústria precisa de receitas e lucros. Tudo bem, nada contra. O cinema comercial precisa existir para que filmes mais artísticos sejam realizados. Pois bem, mesmo com essa opinião formada, diria até má vontade, confesso que ainda consegui me divertir com esse Civil War.

Não, eu não li nenhuma revista da saga Civil War nos quadrinhos. Sei porém de antemão que a trama desenvolvido foi infinitamente mais complexa, com dezenas de outros personagens que simplesmente foram ignorados no filme. É normal, como condensar uma trama extensa, cheia de detalhes, em apenas uma película cinematográfica de duas horas e meia de duração? É impossível. Por isso os roteiristas passaram a tesoura sem dó. Personagens foram descartados e a longa estória mostrada nos quadrinhos foi reduzida a uma fac-símile, um resumão do que foi usado nas revistas. É o preço a se pagar em toda adaptação, seja em relação a livros, seja em relação a HQs.

Como não sou expert em quadrinhos entrei no cinema sem saber de muita coisa a não ser que os Vingadores iriam rachar ao meio, sendo um grupo formado liderado pelo Homem de Ferro e outro pelo Capitão América. Esse formato de enredo onde os super-heróis acabam quebrando o pau entre si mesmos é indiscutivelmente bem sucedido nas bancas. E isso vale para as duas maiores editoras. Se o Superman pode sair no braço com o Batman, porque a turma da Marvel não pode fazer o mesmo? É uma ideia até muito simplista e diria até boba, coisa de adolescente, mas que no final das contas funciona muito bem. De quebra ainda traz a participação do Homem-Aranha numa canja. Assim tudo se torna mesmo irresistível para quem é fã desses personagens.

Dito isso devo dizer que o roteiro de "Captain America: Civil War" não é nenhuma maravilha e começa muito mal. Há excesso de personagens, situações e subtramas. A primeira meia hora do filme é dispersa demais, pouco objetiva, mal escrita, complicada e confusa (pelo menos para quem nunca leu os gibis). O roteiro se mostra vacilante, mal arranjado e sem rumo a seguir. As coisas só melhoram mesmo quando os roteiristas finalmente resolvem enxugar tudo o que vinha acontecendo de forma um tanto aleatória na trama. Sim, há um tratado internacional que quer colocar freios nos Vingadores. Sim, eles não concordam em assinar ou não o tal tratado e sim, eles quebram o pau por essa razão. Quem diria que uma questão de direito internacional público iria ser o estopim dessa guerra entre eles? O resto é curtir a briga entre Homem de Ferro e Capitão América e todos os demais super-heróis (com a sentida ausência do Hulk no meio da briga!).

Assim o filme se revela um pouco problemático, mas ao mesmo tempo divertido, bem pipoca. As lutas andam cada vez mais bem coreografadas e os efeitos especiais são classe A. Em termos de narrativa a única coisa que achei bem esquisito foi a ausência de um vilão melhor, mais bem resolvido. Filme de super-herói sem um vilão bacana - e igualmente espalhafatoso - quase nunca funciona muito bem. De qualquer maneira se você estiver em busca de pura diversão, daquelas bem escapistas, "Civil War" pode funcionar que é uma beleza. Só não vá esperar por cinema como sétima arte. Aqui o que vale mesmo são os sopapos e a pipoca. Uma overdose pop sem culpas. Todo o resto é mero detalhe secundário.

Capitão América: Guerra Civil (Captain America: Civil War, EUA, 2016) Direção: Anthony Russo, Joe Russo / Roteiro: Christopher Markus, Stephen McFeely / Elenco: Chris Evans, Robert Downey Jr., Scarlett Johansson, Don Cheadle, Jeremy Renner, Elizabeth Olsen, Paul Rudd, Emily VanCamp / Sinopse: O grupo de super-heróis dos Vingadores racha ao meio quando um tratado internacional é ratificado por centenas de países ao redor do mundo colocando um freio em suas atividades. O Homem de Ferro concorda com as novas medidas, mas o Capitão América se recusa a concordar com ele. Assim duas equipes antagônicas são formadas dentro dos Vingadores e elas logo entram em conflito.

Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Capitão América 2 - O Soldado Invernal

Título no Brasil: Capitão América 2 - O Soldado Invernal
Título Original: Captain America - The Winter Soldier
Ano de Produção: 2014
País: Estados Unidos
Estúdio: Marvel Studios
Direção: Anthony Russo, Joe Russo
Roteiro: Christopher Markus, Stephen McFeely
Elenco: Chris Evans, Samuel L. Jackson, Scarlett Johansson, Robert Redford, Sebastian Stan

Sinopse:
Depois de ser trazido de volta, o Capitão América (Chris Evans) tem novos desafios, entre eles o resgate de um grupo de reféns de um navio sob controle de terroristas e criminosos internacionais. Trabalhando ao lado de Nick Fury (Samuel L. Jackson) e os agentes da SHIELD, o herói tenta se adaptar aos novos tempos até que algo parece ter saído fora do controle. Fury sofre um terrível atentado à sua vida e a organização parece ter sido infiltrada por agentes do mal. Estaria a antiga agência nazista Hidra por trás desses acontecimentos?

Comentários:
No geral foi uma boa surpresa. Há tempos que já venho ficando meio cansado desse tipo de diversão blockbuster. Em minha opinião os filmes de super heróis estão, com seu grande sucesso, asfixiando um pouco o cinema mais sério e comprometido. Mas temos que reconhecer que o cinema americano é antes de tudo uma indústria de massa e filmes como esse precisam existir. Esse aqui até que tenta ser bem mais inteligente que os demais. Tem uma trama mais bem elaborada, um roteiro mais bem escrito, muitas cenas de ação de tirar o fôlego e, é claro, vilões bacanas. O interessante é que o Capitão América nunca foi conhecido por ter uma boa galeria de vilões mas os roteiristas deram um jeito e aqui temos dois bons personagens. O primeiro deles pratica suas vilanices em um nível mais intelectual. Estou em referindo ao papel de Alexander Pierce, interpretado por Robert Redford, que aliás é o responsável por algumas das melhores cenas do filme. O outro faz mais o gênero força bruta, um super soldado tal como o próprio Steve Rogers, só que sem memória, como se fosse um Robocop do universo Marvel. Curiosamente o Capitão passa sufoco, não para vencer os bandidos, mas sim para não ter o filme roubado por Nick Fury - na pele mais uma vez de Samuel L. Jackson. Por que digo isso? Ora, basta assistir ao filme. Fury tem inclusive a melhor cena de ação da película quando é perseguido pelas ruas por falsos policiais que abrem chumbo quente contra seu carro. Outra que quase rouba a cena para si é a agente da SHIELD Natasha Romanoff, interpretada pela bela Scarlett Johansson. Com tantos bons partners o Capitão ficou meio ofuscado mas tudo bem pois quem acabou ganhando mesmo no final das contas foi o espectador. Uma aventura redondinha que, livre das amarras de contar a origem do herói, conseguiu chegar no ponto certo entre o puro entretenimento pipoca e a extrema competência técnica para sua realização. Pode assistir sem maiores receios, a diversão certamente estará garantida.

Pablo Aluísio.

Capitão América 2 - O Soldado Invernal

Título no Brasil: Capitão América 2 - O Soldado Invernal
Título Original: Captain America: The Winter Soldier
Ano de Produção: 2014
País: Estados Unidos
Estúdio: Marvel Studios, Sony Pictures
Direção: Anthony Russo, Joe Russo
Roteiro: Christopher Markus, Stephen McFeely
Elenco: Chris Evans, Frank Grillo, Robert Redford

Sinopse:
Steve Rogers (Chris Evans) ainda se esforça para se adaptar aos novos tempos. Além disso luta para encontrar seu papel nesse mundo moderno, onde as ideologias parecem perder sua força original, se tornando meras peças de oportunismo no quadro político mundial. Se os tempos são outros algo do passado acaba surgindo no caminho do Capitão América, um agente soviético dos tempos da guerra fria chamado Winter Soldier (Sebastian Stan).

Comentários:
Ficou estranho esse título nacional de "Soldado Invernal"! Não soa muito bem, além de criar confusão pois muitos vão confundir com "Soldado Infernal". Enfim, títulos nacionais bizarros não faltam. Esse "Capitão América 2" chega para manter em alta o lucro dos filmes baseados em personagens da Marvel (que nesse aspecto está dando baile nas adaptações da DC Comics). O filme, que custou a bagatela de mais de 100 milhões de dólares, está sendo esperado com ansiedade pelos fãs de quadrinhos. Para cinéfilos em geral o interesse vem da presença de Robert Redford no elenco! Quem diria que esse veterano conceituado iria se envolver em um projeto como esse? Capitão América é um representante máximo do que há de mais comercial em Hollywood atualmente. Em minha forma de ver o tão intelectualizado e cult Redford abriu uma concessão em sua carreira para valorizar um pouco mais o lado industrial da máquina de fazer filmes em Hollywood, já que algo assim em nada iria acrescentar em sua rica e brilhante filmografia. De qualquer forma sua presença já garante o interesse. O filme vai estrear nas telas americanas no dia 10 de abril. Vamos aguardar.

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Capitão América: O Primeiro Vingador

Capitão América: O Primeiro Vingador
A Marvel levou décadas para acertar no cinema, mas quando acertou, foi tiro no alvo, direto na mira. Esse aqui deu origem a outra franquia de sucesso. Como se sabe os filmes da Marvel, todos eles, formam um elo entre si, se passam no mesmo universo. Depois do sucesso dos filmes do Homem-Aranha, Homem de Ferro e Hulk, era de se esperar que fossem mesmo ressuscitar esse antigo herói dos quadrinhos. E quando escrevo antigo, não é força de linguagem. O Capitão América nasceu durante a II Guerra Mundial e foi usado, como era de se esperar, como personagem propaganda do esforço de guerra. Logo havia uma longa história para se contar, mais de 50 anos de histórias em quadrinhos para se adaptar ao cinema. Os fãs dessa longa tradição tinham que ser respeitados. Não poderia como ignorar tantas edições ao longo de todos esses anos.

E esse filme não esqueceu esse histórico em seu roteiro. É, como se sabe, também um filme de origens. Assim vemos como surgiu o herói, fruto de uma experiência para criar uma "super soldado". De garoto franzino, ele virou uma máquina de combate. E tem sua personalidade também, com sentimentos patrióticos fora do normal. Inclusive combatendo o nazismo e o fascismo, naquele momento histórico tentando dominar a Europa e o resto do mundo. Agora imagine parar para pensar... faz dez anos que esse filme foi lançado! Como o tempo passa rápido...

Capitão América: O Primeiro Vingador (Captain America: The First Avenger, Estados Unidos,2011) Direção: Joe Johnston / Roteiro: Christopher Markus, Stephen McFeely / Elenco: Chris Evans, Hugo Weaving, Samuel L. Jackson / Sinopse: Steve Rogers, um soldado  rejeitado, se transforma no Capitão América após tomar uma dose de um "soro do Super Soldado". Mas ser o Capitão América tem um preço quando ele tenta derrubar um traficante de guerra e uma organização terrorista.

Pablo Aluísio.