sábado, 10 de outubro de 2026

Quarteto Fantástico: Primeiros Passos

Quarteto Fantástico: Primeiros Passos
Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, lançado nos cinemas em julho de 2025, representa uma nova tentativa da Marvel Studios de levar às telas a equipe de super-heróis criada por Stan Lee e Jack Kirby para os quadrinhos. Dirigido por Matt Shakman, o longa apresenta uma realidade alternativa inspirada visualmente na década de 1960, com arquitetura futurista, tecnologia imaginativa, figurinos coloridos e uma atmosfera que remete à ficção científica clássica. O elenco principal reúne Pedro Pascal como Reed Richards, o Senhor Fantástico; Vanessa Kirby como Sue Storm, a Mulher Invisível; Joseph Quinn como Johnny Storm, o Tocha Humana; e Ebon Moss-Bachrach como Ben Grimm, o Coisa. Ralph Ineson interpreta Galactus, a entidade cósmica que ameaça devorar a Terra, enquanto Julia Garner vive Shalla-Bal, uma versão do Surfista Prateado. A narrativa começa apresentando o cotidiano dos quatro heróis, que já são conhecidos e admirados pela população de seu mundo. Reed e Sue, além de parceiros na luta contra ameaças extraordinárias, estão prestes a enfrentar as responsabilidades da maternidade e da paternidade. Essa dimensão familiar torna-se central quando Galactus surge com a intenção de consumir o planeta e exige um preço pessoal para poupar a humanidade. Diferentemente de outras adaptações anteriores, o filme não gasta muito tempo com a origem dos poderes da equipe, preferindo apresentar os protagonistas já estabelecidos em suas funções. A proposta é combinar aventura cósmica, humor, drama familiar e a estética retrofuturista dos quadrinhos publicados durante a chamada Era de Prata. Produzido por Kevin Feige e lançado pela Marvel Studios em parceria com a Disney, o longa também marcou a introdução oficial do Quarteto Fantástico no Universo Cinematográfico Marvel, depois de anos em que os direitos cinematográficos da equipe estiveram ligados à 20th Century Fox.

A recepção da crítica americana foi majoritariamente positiva, especialmente pela química entre os protagonistas e pela identidade visual da produção. No Rotten Tomatoes, o filme alcançou aproximadamente 86% de aprovação da crítica, com base em mais de quatrocentas avaliações, enquanto a aprovação do público chegou a cerca de 90%. O consenso crítico destacou que a boa sintonia do elenco e o desenho de produção inspirado nos anos 1960 finalmente fizeram justiça à Primeira Família da Marvel. Peter Debruge, da revista Variety, considerou que a nova abordagem funcionava como um recomeço para uma franquia que havia enfrentado dificuldades nas adaptações anteriores. Em sua avaliação, o filme apresentava uma identidade própria e oferecia uma alternativa bem-vinda à necessidade constante de acompanhar dezenas de produções interligadas do universo Marvel. David Rooney, do The Hollywood Reporter, também valorizou a decisão de apresentar uma história relativamente independente, capaz de ser compreendida sem que o espectador precisasse conhecer todos os filmes anteriores do estúdio. Entre os aspectos mais elogiados estavam a direção de Matt Shakman, a fotografia de Jess Hall, o trabalho de cenografia de Kasra Farahani e a trilha sonora de Michael Giacchino. A interpretação de Vanessa Kirby recebeu atenção especial, pois Sue Storm é retratada não apenas como integrante fundamental da equipe, mas como uma personagem com autoridade, inteligência e força emocional. Joseph Quinn também foi apontado como uma presença carismática, acrescentando humor e energia ao papel de Johnny Storm. Nem todos os críticos, entretanto, ficaram inteiramente satisfeitos: algumas avaliações consideraram o roteiro excessivamente convencional, com um antagonista pouco desenvolvido e uma conclusão que recorria a fórmulas conhecidas do gênero. Ainda assim, o conjunto foi recebido como uma das produções mais visualmente distintas da Marvel em vários anos, principalmente por abandonar parte da aparência padronizada que caracterizou muitos filmes anteriores do estúdio. 

Na Europa, a recepção também foi predominantemente favorável, embora os comentários tenham ressaltado algumas limitações dramáticas. O jornal britânico The Guardian elogiou o tom descontraído e a atmosfera retrofuturista, observando que o filme recuperava uma dimensão lúdica do cinema de super-heróis. A crítica destacou a combinação de aventura espacial com elementos de comédia familiar, além da influência visual da televisão e da ficção científica dos anos 1960. A produção foi elogiada por construir uma Nova York alternativa que parece pertencer a outro período histórico, mas que incorpora tecnologias imaginárias, veículos voadores e edifícios monumentais. Essa concepção estética permite que o filme se diferencie de outras histórias de super-heróis ambientadas em cidades contemporâneas. A trilha de Michael Giacchino também recebeu elogios por seu caráter grandioso e melódico, reforçando a ideia de uma aventura espacial clássica. Por outro lado, parte da crítica europeia observou que o desenvolvimento dos antagonistas não acompanha a riqueza visual da produção e que algumas passagens dramáticas poderiam ter sido aprofundadas. O filme não foi concebido como uma cinebiografia nem como uma adaptação de um acontecimento histórico, mas como uma aventura de ficção científica baseada em personagens dos quadrinhos; por isso, seu reconhecimento crítico esteve ligado sobretudo à direção artística, ao elenco e à renovação da franquia. No momento de seu lançamento, a produção ainda não possuía um histórico consolidado de grandes prêmios cinematográficos, e sua relevância era avaliada principalmente pela recepção dos críticos e pelo desempenho nas salas de cinema. O consenso internacional foi de que Matt Shakman havia encontrado uma abordagem mais adequada para os personagens, ainda que a narrativa não estivesse livre de problemas. A combinação de aventura, humor, emoção e referências à cultura visual de meados do século XX foi considerada uma das maiores virtudes da obra.

Comercialmente, Quarteto Fantástico: Primeiros Passos teve uma estreia mundial expressiva. O filme arrecadou aproximadamente US$ 218 milhões em seu primeiro fim de semana, incluindo cerca de US$ 118 milhões nos Estados Unidos e Canadá e US$ 100 milhões nos mercados internacionais. A estreia em primeiro lugar demonstrou que a marca ainda possuía grande capacidade de atrair espectadores, apesar das dificuldades enfrentadas por algumas produções recentes de super-heróis. Ao longo de sua exibição, o longa acumulou aproximadamente US$ 274,3 milhões na América do Norte e US$ 247,6 milhões nos demais territórios, chegando a cerca de US$ 521,9 milhões em bilheteria mundial. O resultado foi importante para a Marvel, embora a análise de sua rentabilidade dependa também do orçamento de produção, dos gastos de divulgação e da parcela da arrecadação efetivamente recebida pelo estúdio. Estimativas publicadas apontaram um orçamento de produção bruto próximo de US$ 230 milhões, com valores líquidos inferiores após incentivos e ajustes financeiros. A campanha promocional apostou na novidade de apresentar uma equipe já estabelecida, em vez de repetir uma longa narrativa de origem, e destacou o visual retrofuturista como um dos principais atrativos para as salas premium. No Brasil, o lançamento também teve desempenho expressivo: em aproximadamente duas semanas, o filme havia atraído cerca de 2,58 milhões de espectadores e arrecadado R$ 54,8 milhões. Esses números indicaram que o interesse do público não se limitava ao mercado americano e que a combinação entre personagens conhecidos, espetáculo visual e uma nova identidade estética funcionava em diferentes territórios. A bilheteria mundial confirmou que o filme era comercialmente relevante, embora não tenha atingido as cifras extraordinárias dos maiores sucessos históricos do Universo Cinematográfico Marvel. Seu desempenho também contribuiu para manter o Quarteto Fantástico no centro dos planos futuros do estúdio.

A importância de Quarteto Fantástico: Primeiros Passos está, sobretudo, na maneira como tenta recuperar a essência da equipe: quatro personagens diferentes que precisam agir como uma família antes de conseguirem funcionar como um grupo de super-heróis. Nas histórias originais de Stan Lee e Jack Kirby, publicadas a partir de 1961, os conflitos domésticos, as divergências de personalidade e a curiosidade científica eram tão importantes quanto as batalhas contra monstros e ameaças cósmicas. O filme de Matt Shakman procura recuperar esse espírito, dando destaque à relação entre Reed e Sue, à impulsividade de Johnny e à humanidade de Ben Grimm. A escolha de ambientar a narrativa em uma realidade alternativa também permite que a produção estabeleça sua própria identidade sem depender diretamente dos acontecimentos de todos os filmes anteriores da Marvel. A estética dos anos 1960 não funciona apenas como decoração: ela evoca uma época em que a exploração espacial, os avanços científicos e a ideia de um futuro tecnológico despertavam grande fascínio popular. Galactus, por sua vez, representa uma ameaça de escala verdadeiramente cósmica, ampliando o horizonte da franquia para além dos conflitos urbanos e das disputas entre heróis e vilões convencionais. O filme também procura equilibrar o espetáculo visual com questões sobre responsabilidade, sacrifício e proteção dos entes queridos. Embora alguns críticos tenham considerado o roteiro menos original do que sua concepção visual, a recepção geral indicou que o longa conseguiu reconquistar parte da confiança do público na adaptação desses personagens. 

Sua contribuição mais duradoura poderá ser a consolidação de uma versão cinematográfica do Quarteto Fantástico capaz de sustentar novas histórias dentro do universo Marvel. Mais do que apresentar uma equipe poderosa, a produção enfatiza que o vínculo entre seus integrantes é sua principal fonte de força. Nesse sentido, o título Primeiros Passos funciona tanto como referência à nova fase da franquia quanto como declaração de intenções: estabelecer uma base emocional e visual para aventuras futuras.

Quarteto Fantástico: Primeiros Passos (The Fantastic Four: First Steps, Estados Unidos, 2025) Direção: Matt Shakman / Roteiro: Josh Friedman, Eric Pearson, Jeff Kaplan e Ian Springer / Elenco: Pedro Pascal, Vanessa Kirby, Joseph Quinn, Ebon Moss-Bachrach, Julia Garner e Ralph Ineson / Sinopse: Em uma realidade retrofuturista inspirada nos anos 1960, Reed Richards, Sue Storm, Johnny Storm e Ben Grimm precisam proteger a Terra de Galactus, uma entidade cósmica que ameaça consumir o planeta. Enquanto enfrentam essa ameaça extraordinária, os quatro heróis também precisam lidar com as responsabilidades familiares e com a difícil decisão que pode determinar o destino da humanidade.

Erick Steve. 

Quarteto Fantástico: Primeiros Passos

Título no Brasil: Quarteto Fantástico
Título Original: The Fantastic Four: First Steps
Ano de Lançamento: 2025
País: Estados Unidos
Estúdio: Marvel Studios
Direção: Matt Shakman
Roteiro: Josh Friedman, Eric Pearson
Elenco: Pedro Pascal, Vanessa Kirby, Joseph Quinn, Ebon Moss-Bachrach, Julia Garner, Ralph Ineson

Sinopse:
Nesta nova adaptação do clássico grupo de super-heróis da Marvel, o Quarteto Fantástico — Reed Richards (Sr. Fantástico), Sue Storm (Mulher Invisível), Johnny Storm (Tocha Humana) e Ben Grimm (Coisa) — enfrenta uma ameaça cósmica de proporções épicas no contexto de um mundo de estética retro-futurista inspirado nos anos 1960. Já consolidados como heróis após seus poderes, eles devem confrontar seres de imenso poder, entre eles Galactus, a entidade devoradora de mundos, e seu arauto Surfista Prateado, enquanto lutam para proteger o planeta e sua própria unidade como “família” de heróis.

Comentários:
Eu curti bastante esse novo filme do Quarteto Fantástico e isso me surpreendeu porque sinceramente pensei que seria bem cansativo, ainda mais depois de tantos filmes, sendo o último lançado, o pior deles. Só que escolheram uma direção de arte vintage, o que eu gosto de chamar de "Futuro do Passado", ou seja, como as pessoas dos anos 60 pensavam que seria o futuro! Ficou ótimo, um clima de Jetsons em cada cena. Até o uniforme dos primeiros quadrinhos foi resgatado, uma atitude ousada, uma vez que poderia passar como algo ultrapassado e até mesmo cafona! Felizmente, ao meu crivo, isso passou longe de acontecer. E o roteiro segue o itinerário de uma boa revista em quadrinhos bem velha, daqueles que você encontra por acaso no porão da casa do seu tio avô! Muita gente pode achar tudo empoeirado, mas penso diferente. Esses filmes com esse tipo de design de produção me soam muito atrativos. Afinal eu sempre fui um grande fã da estética retrô, vintage, em todos os seus menores aspectos e detalhes. 

Pablo Aluísio. 

Quarteto Fantástico (2015)

De todas as adaptações cinematográficas baseadas em quadrinhos essa nova versão do Quarteto Fantástico foi a que mais decepcionou público e crítica. O filme foi mal nas bilheterias, os fãs que entendem de comics odiaram e a produção não agradou a praticamente ninguém. O resultado foi tão ruim que há poucas semanas o estúdio anunciou que uma continuação está definitivamente fora de cogitação. O futuro desses personagens assim segue incerta. Apesar do mal humor generalizado ainda volto a afirmar que não é tão ruim como dizem. Como um filme de origens, que tenta explicar de onde teriam vindo todos os heróis, o roteiro realmente se perde um pouco, fica truncado, mas passa longe de ser um desastre completo. Depois do lançamento do filme o diretor Josh Trank acusou a Twentieth Century Fox de ter mudado o filme e que não teria culpa sobre o que se vê na tela.

Essa acabou sendo mais uma polêmica envolvendo o filme. Logo na apresentação do material promocional muitos leitores de quadrinhos ficaram revoltados com a escalação do ator negro Michael B. Jordan como o Tocha Humana já que o personagem original era loiro. Acusações de oportunismo barato foram dirigidas contra os produtores. Após isso parece que o inferno astral se instalou e se agravou ainda mais quando o filme surgiu nos cinemas. Deixando as brigas e ofensas de lado o filme só se perde mesmo na divisão errada da trama. Se perde tempo demais tentando desenvolver psicologicamente cada personagem e quando finalmente eles partem para enfrentar o vilão em uma realidade de outra dimensão não há mais tempo para nada. Tudo se resolve rápido demais, sem capricho e sem cuidado. Todos torcem que agora os personagem de Stan Lee sejam adaptados pela Marvel Studios. Problemas legais envolvendo direitos autorais parecem ser o grande empecilho para que isso venha a acontecer. Porém com o fracasso desse reboot é bem provável que a Fox largue mão e entregue tudo para a Marvel realmente, ficando apenas com parte do lucro nas bilheterias. Vamos esperar para ver o que acontecerá.

Quarteto Fantástico (Fantastic Four, Estados Unidos, 2015) Direção: Josh Trank / Roteiro: Jeremy Slater, Simon Kinberg / Elenco: Miles Teller, Kate Mara, Michael B. Jordan, Jamie Bell, Toby Kebbell /  Sinopse: Dois amigos de infância acabam criando um mecanismo que permite a transposição de matéria entre universos paralelos. O tempo passa e eles acabam envolvidos em acontecimentos extraordinários que acabarão dando origem a uma equipe de super-heróis, o Quarteto Fantástico. Adaptação para o cinema dos quadrinhos criados por Stan Lee.

Pablo Aluísio.

Quarteto Fantástico (2015)

Título no Brasil: Quarteto Fantástico
Título Original: Fantastic Four
Ano de Produção: 2015
País: Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Canadá
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Josh Trank
Roteiro: Jeremy Slater, Simon Kinberg
Elenco: Miles Teller, Kate Mara, Michael B. Jordan, Jamie Bell, Toby Kebbell
  
Sinopse:
Amigos desde a infância, Reed (Miles Teller) e Ben (Jamie Bell), decidem criar uma máquina revolucionária, que consegue transportar matéria entre dimensões diversas. Assim logo chamam a atenção de um órgão governamental que os leva para um laboratório de última geração. Lá a ideia inicial de Reed é desenvolvida e eles conseguem finalmente criar a ferramenta tecnológica perfeita para essa viagem interdimensional. Os problemas começam quando um grupo deles resolve realizar uma travessia para a outra dimensão sem autorização, o que desencadeia uma série de eventos que mudará suas vidas para sempre. Filme premiado na CinemaCon, EUA.

Comentários:
Desde o seu lançamento esse novo filme sobre o Quarteto Fantástico tem sido massacrado pela crítica e pelos fãs de quadrinhos em geral. Muita coisa foi dita e escrita sobre a produção e por essa razão fui assistir esperando encontrar uma bomba, um verdadeiro abacaxi cinematográfico pela frente. Sinceramente falando não vi nada do que foi tão alardeado por aí. Tudo bem, passa longe de ser uma obra prima ou de ser considerado algum filme marcante. Longe disso. Na verdade é um filme que não vai além do que se vê de forma cotidiana por aí, mas também não desce a níveis abissais em termos de qualidade como foi afirmado por alguns. A maior crítica que faria seria mesmo em relação ao roteiro. Como se trata de um filme de origens percebi que os roteiristas perderam muito tempo com certos detalhes menores, fazendo com que o ritmo da história seja mais lenta do que seria esperado pelos fãs dos personagens. O filme vai avançando e pouca coisa de importante acontece. Como é pequeno (pouco mais de 90 minutos de duração) muita coisa fica pelo meio do caminho. 

Além disso a própria origem deles foi modificada, o que levou muitos dos fãs mais radicais a criarem um tipo de indignação desproporcional com o que se vê na tela. Tudo bobagem. A fita é na média, volto a afirmar. Não chega a decepcionar completamente como foi dito por alguns. Apenas acredito que o próprio Quarteto Fantástico seja algo meio fora de moda nos dias de hoje. Eles foram criados na década de 1960 e na época até poderia ser legal ver um sujeito cujo poder era se esticar, tal como se fosse um homem de borracha. Hoje em dia será que algo assim ainda vai interessar a alguém? O mesmo pode-se dizer do jovem que se torna uma tocha humana e da garota que fica invisível. O único personagem que poderia render algo a mais no cinema atualmente seria justamente a coisa, mas ele surge nesse filme até mesmo apagado, como uma figura soturna e abalada pelo seu próprio destino inglório. Enfim, tudo isso são meros devaneios. A questão principal é que realmente não estamos na presença de algo tão ruim como foi amplamente noticiado desde o seu lançamento. "Fantastic Four" versão 2015 é cinema pipoca plenamente digerível, sem maiores problemas.

Pablo Aluísio.

Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado

Título no Brasil: Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado
Título Original: 4 - Rise of the Silver Surfer
Ano de Produção: 2007
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Tim Story
Roteiro: Don Payne, Mark Frost
Elenco: Ioan Gruffudd, Jessica Alba, Chris Evans, Michael Chiklis, Laurence Fishburne, Julian McMahon
  
Sinopse:
O Sr. Fantástico Reed Richards (Ioan Gruffudd) e a Mulher Invisível Susan Storm (Alba) planejam finalmente se casar. Afinal o mundo passa por um momento de paz e tranquilidade. Seus planos de núpcias porém são interrompidos quando surge nos céus de Nova Iorque um estranho ser, o Surfista Prateado (dublado pelo ator Laurence Fishburne). Ao lado do Tocha Humana (Evans) e da Coisa (Chiklis) eles partem para combater essa nova ameaça. Filme indicado ao prêmio da Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films na categoria de Melhor filme de Ficção do ano.

Comentários:
Sinceramente eu gostei dessa primeira franquia do Quarteto Fantástico que chegou ao fim justamente nessa fita. Durante muito tempo alguns fãs de quadrinhos (sempre eles!) reclamaram muito dessa primeira série de filmes, mas agora devem estar arrependidos depois que foi lançado o novo filme (que foi considerado ruim pela maioria da crítica e público). Pois bem, nessa primeira franquia nada disso havia acontecido. A pura verdade é que o Quarteto Fantástico é um produto pop dos anos 60 com tudo de bom (e ruim também) que isso possa significar. Os heróis desse grupo são datados realmente, porque era parte da mentalidade da época. Os efeitos especiais são bons, isso é inegável e o roteiro conta com a presença desse personagem bem interessante do universo Marvel, o Surfista Prateado. Certa vez assisti a uma entrevista do criador Stan Lee explicando que usava o "The Silver Surfer" para dar voz aos seus pensamentos mais, digamos assim, existencialistas. Faz todo o sentido. No fim, quando chegamos na conclusão que o personagem roubou o filme para si, ficamos com a pergunta na cabeça: será que algum dia haverá uma franquia apenas com ele? Bom, tantos filmes já foram feitos com personagens bem menos relevantes que essa é uma possibilidade bem plausível. Só nos resta aguardar. Enquanto não vem fique com a dica dessa boa produção (caso você ainda não tenha visto). Boa diversão.

Pablo Aluísio.

Quarteto Fantástico (2007)

Título no Brasil: Quarteto Fantástico
Título Original: Fantastic Four
Ano de Produção: 2005
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Tim Story
Roteiro: Mark Frost, Michael France
Elenco: Ioan Gruffudd, Michael Chiklis, Chris Evans, Jessica Alba, Julian McMahon

Sinopse:
Um grupo de astronautas ganha superpoderes depois de uma exposição à radiação cósmica no espaço. Agora deverão usá-los para se opor aos planos de seu inimigo, Victor Von Doom (Julian McMahon). Adaptação das famosas histórias em quadrinhos da Marvel. Indicado ao prêmio Saturn Award na categoria Melhor Filme de Ficção.

Comentários:
Para celebrar os dez anos desse filme a Marvel anunciou recentemente que irá produzir um reboot em 2015 chamado "The Fantastic Four" com novo elenco, direção e produção. Uma boa notícia para os fãs desses heróis carismáticos do universo Marvel. Particularmente sempre gostei dessa galeria de personagens até porque eles são tão "anos 60" que fica complicado não gostar de todo esse clima vintage. E por que são a cara dos 60´s? Pense bem. Aqui temos um quarteto (tal como os Beatles), de uma coletividade de heróis (algo que soava como novidade quando eles foram criados) e contando com uma origem que remete totalmente à corrida espacial travada entre Estados Unidos e União Soviética, tão tipicamente daqueles anos! Mas deixando de lado todas essas observações, o que temos aqui é uma aventura redondinha, bem escrita, que não ofendeu aos fãs dos quadrinhos (que sempre são tão chatos em relação à adaptações para o cinema). Some-se a isso os bons efeitos especiais e a inteligente (e bem adequada) direção de arte e você terá um ótimo entretenimento Marvel. Para quem gosta desse tipo de filme é uma excelente pedida.

Pablo Aluísio.

sábado, 3 de outubro de 2026

O Justiceiro: Em Zona de Guerra

Título no Brasil: O Justiceiro: Em Zona de Guerra
Título Original: Punisher: War Zone
Ano de Lançamento: 2008
País: Estados Unidos
Estúdio: Lionsgate Films
Direção: Lexi Alexander
Roteiro: Nick Santora, Art Marcum
Elenco: Ray Stevenson, Dominic West, Julie Benz

Sinopse:
Frank Castle (Ray Stevenson), conhecido no submundo do crime como "O Justiceiro", acaba se envolvendo bem no meio de uma guerra que está acontecendo entre a máfia e grupos do crime organizado. E essa verdadeira zona de guerra transforma as ruas da cidade em um grande banho de sangue. 

Comentários:
Nessa altura do campeonato eu já assisti a todos os filmes do Justiceiro para o cinema, além da série que começa bem, mas que vai ficando bem ruim conforme os episódios vão passando. Pois bem, esse filme não traz nada de novo ao que já vimos antes nos demais. Provavelmente exagera demais na violência, mas é a tal coisa, não há como fazer um filme com esse personagem que não seja de extrema violência. Faz parte mesmo do conceito dele. Não tem saída. No geral achei o mais cartunesco dos filmes. Esse tem mesmo cara de história em quadrinhos, inclusive o vilão que é bem caricato, com seu rosto retalhado. Os cenários de neon com muitas cores, também demonstram e reforçam bem esse aspecto. De qualquer maneira se você for com expectativas moderadas quem sabe vai até gostar um pouco. No meu caso, no meu julgamento pessoal, achei apenas mais do mesmo. O Justiceiro ainda não ganhou um grande filme. 

Pablo Aluísio.

O Justiceiro (2004)

Título no Brasil: O Justiceiro
Título Original: The Punisher
Ano de Produção: 2004
País: Estados Unidos
Estúdio: Lions Gate Films, Marvel Enterprises
Direção: Jonathan Hensleigh
Roteiro: Jonathan Hensleigh, Michael France
Elenco: Thomas Jane, John Travolta, Ben Foster, Samantha Mathis

Sinopse:
Frank Castel (Thomas Jane) acaba tendo que lidar com a morte de sua esposa e filha. Inconformado pela falta de resultados por parte das autoridades resolve ele mesmo trazer justiça para as ruas da América. Disposto a varrer o crime da sociedade assume a identidade do Justiceiro, para isso porém terá que passar por cima de vilões ricos e poderosos, como o infame Howard Saint (John Travolta), que apesar do nome não tem nada de santo.

Comentários:
Esse personagem de segundo escalão da Marvel ainda não encontrou seu filme definitivo e olha que não foi por falta de tentativas. Embora muitos não gostem devo admitir que até gosto da versão realizada em 1998 com Dolph Lundgren no papel do justiceiro Frank Castle. O problema é que naquela época ainda não havia a moda da transposição dos personagens Marvel para o mundo do cinema. O filme é modesto mas bom, temos que admitir. Já esse aqui contou com um orçamento bem mais generoso, a ponto inclusive de ter um elenco de apoio de luxo com John Travolta brincando de vilão e Ben Foster, ótimo ator, dando uma canja com seu talento. Até achei acertado a escolha de Thomas Jane como o Justiceiro. Ele até pode não ser muito forte fisicamente mas tem cara de durão e poucos amigos, algo conveniente para seu personagem. O filme certamente poderia ter sido bem melhor, com um roteiro mais caprichado e menos apelações em relação aos clichês do gênero mas do jeito que ficou até que não está tão mal, vale a pena dar uma espiada.

Pablo Aluísio.

O Justiceiro (2017)

O Nefflix tem adaptado vários personagens secundários da Marvel em suas novas séries. A maioria delas não me despertou maior curiosidade em conferir, porém essa nova versão do Justiceiro me chamou a atenção. No primeiro episódio já chegamos na conclusão de que tudo foi muito bem adaptado. A saída dos quadrinhos para filmes e séries nem sempre dá muito certo, mas aqui não há maiores críticas a se fazer. O enredo segue sendo o mesmo das HQs. Frank Castle é um homem que precisa superar uma enorme tragédia que aconteceu em seu passado, quando criminosos mataram sua esposa e sua filha, de forma brutal e covarde. Ele sobreviveu e faz da vingança a profissão de fé que moverá sua vida dali em diante.

Nesse primeiro episódio Castle está trabalhando na construção civil. Ele apenas sobrevive um dia de cada vez. Calado e com jeito de poucos amigos, acaba virando alvo de chacotas de outros operários. Uma péssima ideia para eles que nem sabem no que estão se metendo. Pior acontece depois quando resolvem participar de um assalto. Enquanto combinam o crime percebe que Castle está por perto e ouviu tudo. Partem para um acerto de contas e aí... não sobra pedra sobre pedra. O roteiro da série não agride o bom senso do leitor de quadrinhos. Tudo parece muito bem respeitoso com o personagem original. Claro que tudo gira em torno do mesmo tema, a do justiceiro que transforma sua dor em fúria contra os bandidos. É a trajetória da vingança. Sim, é uma fórmula bem gasta e batida, tanto no cinema como nas comics, mas isso no final é o que menos importa. Mesmo uma estória saturada ainda pode render muito bem, caso o roteiro saiba desenvolver bem a história que pretende contar...

O Justiceiro (Estados Unidos, 2017) Direção: Andy Goddard, Tom Shankland, Jeremy Webb / Roteiro: Ross Andru, Gerry Conway / Elenco: Jon Bernthal, Amber Rose Revah, Ebon Moss-Bachrach / Sinopse: Após a morte de sua família,  Frank Castle (Jon Bernthal) decide que é chegada a hora de fazer justiça com as próprias mãos. Adaptação para as telas do personagem de quadrinhos do universo Marvel.

Episódios Comentados: 

O Justiceiro 1.04 - Resupply
Muitas séries da Marvel em parceria com a Netflix estão sendo canceladas. Pouca receptividade do público, baixa qualidade, entre outras coisas, minaram essa parceria. Uma das poucas que ainda não foram canceladas foi essa do "Justiceiro". Penso que os roteiros aqui são um pouco mais caprichados, com os personagens mais bem desenvolvidos, o que se é de admirar já que esse personagem não é de primeiro escalão nos quadrinhos. Ele fica bem atrás de um Homem-Aranha, Homem de Ferro, Hulk, etc. Mesmo assim parece que funcionou nesse formato. Nesse episódio há uma boa cena de ação, já no final, quando o Justiceiro interfere numa operação do FBI para apreender armas contrabandeadas do exterior. Ele está ali não apenas para atrapalhar os agentes federais, mas também para colocar as mãos naquele arsenal. Fora isso, indo pelas beiradas, o roteiro ainda mostra as dificuldades de adaptação de veteranos de volta ao lar. Um deles, completamente traumatizado, só consegue dormir em paz se fizer uma trincheira no quintal de casa! Não é fácil viver agora na paz de um bairro periférico tipicamente americano! Enfim, bom episódio de uma série que ainda tem bastante potencial. / O Justiceiro 1.04 - Resupply (Estados Unidos, 2017) Estúdio: Marvel Studios, Marvel Television, Netflix / Direção: Kari Skogland / Roteiro: Dario Scardapane / Elenco: Jon Bernthal, Ebon Moss-Bachrach, Ben Barnes.

O Justiceiro 1.05 - Gunner
Esse episódio traz um longo flashback. Isso tudo porque na narrativa encontramos Frank Castle contando parte de sua história para um jornalista. Ele volta no tempo e mostra como foi duro seu serviço militar, como quase morreu no campo de batalha. Ao mesmo tempo, no presente, o cerco vai se fechando para o Justiceiro. Pessoas poderosas e influentes querem que ele morra, numa verdadeira operação de queima de arquivo. Ficar vivo será o grande desafio para ele daqui em diante. Destaque para as cenas na floresta, com a batalha sendo travada até mesmo com armas antigas, como flechas! / O Justiceiro 1.05 - Gunner (Estados Unidos, 2017) Direção: Dearbhla Walsh / Roteiro: Gerry Conway, John Romita Sr. / Elenco: Jon Bernthal, Ebon Moss-Bachrach, Ben Barne.

O Justiceiro 1.06 - The Judas Goat  
Frank Castle vai se recuperando da flechada que levou no episódio anterior. A coisa toda é tensa. Ele reencontra um velho amigo, mas que no presente pode muito bem passar para o outro lado, se tornando um traidor. Não há como confiar em ninguém nesse mundo. E não é que ele acaba mesmo caindo numa cilada? Pois bem, eu juro que tentei gostar dessa série, mas não deu. De forma regular acabava ficando entediado ao assistir aos novos episódios. E isso, se tratando de uma série de ação, é para desistir mesmo. Nos Estados Unidos novas temporadas foram contratadas, mas eu vou ficando por aqui. Cansei. Não empolgou, não me fez tornar fã. E como não sou fã dos quadrinhos originais também (nunca li um gibi do Justiceiro) isso contribuiu ainda mais para que eu largasse essa série justamente nesse ponto. Não considerei um perda de tempo assistir esses seis episódios, mas apenas não gostei da série. Acontece. / O Justiceiro 1.06 - The Judas Goat (Estados Unidos, 2017) Direção: Jeremy Webb / Roteiro: Gerry Conway, John Romita Sr. / Elenco: Jon Bernthal, Ebon Moss-Bachrach, Ben Barne.

Pablo Aluísio.

O Justiceiro (1989)

Título no Brasil: O Justiceiro
Título Original: The Punisher
Ano de Produção: 1989
País: Estados Unidos, Austrália
Estúdio: New World Pictures
Direção: Mark Goldblatt
Roteiro: Boaz Yakin
Elenco: Dolph Lundgren, Louis Gossett Jr., Jeroen Krabbé

Sinopse:
Frank Castle (Dolph Lundgren) é um homem honrado e íntegro que acaba vendo sua família ser morta brutalmente e covardemente por um grupo insano de criminosos. Cansado da lentidão dos órgãos oficiais e sua ineficiência em punir os bandidos, ele resolve assumir a identidade de "Justiceiro", para limpar com as próprias mãos as ruas da escória da criminalidade, se tornando assim juiz, júri e executor desses assassinos.

Comentários:
Hoje em dia as adaptações dos personagens da Marvel geralmente envolvem milhões de dólares em mega produções dos principais estúdios de Hollywood. Bom, nos anos 80 a coisa era bem diferente. Veja o caso dessa primeira transposição do personagem Justiceiro ao cinema. Um filme de orçamento bem modesto, realizado com poucos recursos e produzido por um pequeno estúdio (nessa época a New World ainda era pequena e modesta). Para interpretar Frank Castle o ator Dolph Lundgren foi escalado. Não era a primeira vez que ele interpretava um personagem assim, pois não fazia muito tempo tinha encarnado o poderoso He-Man em "Mestres do Universo". O público porém o conhecia muito mais por causa de seu papel marcante do lutador soviético Drago em "Rocky IV". As fitas de Dolph Lundgren nem sempre encontravam espaço nos cinemas brasileiros, mas viravam sucesso de locações dentro do mercado VHS com o selo da Paris Filmes ou da América Vídeo. Assim "The Punisher" acabou seguindo o rastro de "Red Scorpion", lançado pouco antes, fazendo sucesso entre o público fã de fitas de ação estreladas pelo grandalhão de Estocolmo.

Pablo Aluísio.