sábado, 8 de agosto de 2026

Homem de Ferro 3

Homem de Ferro 3
Filmes de número 3 sempre são problemáticos. Há uma certa tradição em dizer que geralmente são os piores de várias trilogias (com raras exceções). Infelizmente “Homem de Ferro 3” vem para confirmar essa regra! Poucos pensariam que um filme tão equivocado fosse feito após o sucesso de público e crítica de “Os Vingadores”. A impressão porém é que a Marvel, completamente entupida de dólares, esqueceu de caprichar no produto, entregando praticamente qualquer coisa para os fãs de quadrinhos consumirem. “Homem de Ferro 3” erra em muitos aspectos mas o pior deles é seu roteiro que preguiçosamente tenta dar alguma agilidade a várias cenas de ação mal explicadas que passam a sensação de pura embromação (o espectador ficaria assim distraído do argumento capenga da produção). Outro problema muito visível é a atuação de Robert Downey Jr como Tony Stark. Esse ator tem que sempre estar em rédeas curtas pois caso contrário seus maneirismos e atitudes bobas dominam a cena.
   
Em “Homem de Ferro 3” ele está fora de controle. Como toda celebridade que se preze o astro interferiu em muitos aspectos do roteiro inserindo uma quantidade enorme de piadas sem graça em cada momento. Em certa altura o espectador começa a questionar se está assistindo a um filme de super-herói ou uma comédia boboca cheia de “cacos” inseridos pelo ator principal. Outro problema muito sério desse filme: nenhuma adaptação de quadrinhos funciona sem um grande vilão por trás. Esse aliás sempre foi o segredo do sucesso de todos os filmes da franquia Batman. Infelizmente o Homem de Ferro sempre foi carente nesse aspecto (até nos quadrinhos) e aqui o problema se repete. O tal de Mandarim mais parece um palhaço do que um antagonista de verdade. Fazer de sua participação uma mera escada cômica é seguramente um enorme equívoco. Em suma, “Homem de Ferro 3” é uma terceira seqüência digna de Hollywood: preguiçosa, com atuações negligentes, sem novidades e esbanjando sinais de cansaço por todos os lados. Melhor encerrar a franquia por aqui.

Homem de Ferro 3 (Iron Man 3, Estados Unidos, 2013) Direção: Shane Black / Roteiro: Shane Black, Drew Pearce / Elenco: Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Guy Pearce, Ben Kingsley, Paul Bettany, Rebecca Hall / Sinopse: O milionário industrial Tony Stark (Robert Downey jr) tem que enfrentar um novo vilão ao mesmo tempo em que tenta lidar com inúmeros problemas pessoais e profissionais.

Pablo Aluísio.

Homem de Ferro 2

Homem de Ferro 2
Depois de vários dias hoje finalmente consegui assistir Homem de Ferro 2. Não tive nenhuma surpresa. O filme é praticamente igual ao primeiro com apenas algumas inovações, algumas bem desperdiçadas. O mais gritante foi a falta de aproveitamento de Mickey Rourke no filme. Veja, geralmente em filmes baseados em quadrinhos os vilões acabam roubando o show. Foi assim em Batman e por isso eu esperava que algo parecido acontecesse aqui. Me enganei. Mesmo tendo no elenco um ator de primeira fazendo o vilão nada ou muito pouco foi aproveitado. Mickey tem poucas cenas onde teria oportunidade real de mostrar seu talento. Infelizmente nem mesmo seu confronto com Robert Downey Jr na cena da cela é aproveitada. Enfim, um tremendo desperdício. Se as cenas são tão escassas e vazias não precisava chamar um ator do quilate de Mickey Rourke, qualquer ator comum daria conta do recado. Além disso não gostei de Robert Downey Jr. Esse ator anda extremamente repetitivo em suas atuações, cheio de maneirismos pessoais o que não acrescenta em nada ao filme. Talvez tenha sido os anos de abuso em drogas mas o fato é que Robert não consegue sair do tipo estressadinho, nervosinho, prestes a dar um chilique. Ele já foi bom ator no passado mas depois que saiu a fazer um blockbuster atrás do outro virou um intérprete vazio, repetitivo e o que é pior, muitas vezes ignorando completamente o personagem que está interpretando. No fundo ele só faz um papel sempre, o dele mesmo em cena. Não importa se é o Homem de Ferro ou o Sherlock Holmes, Robert Downey Jr sempre surge como Robert Downey Jr em qualquer filme que faça.

Achei que o filme também não cumpriu as expectativas no quesito Efeitos Especiais. Todas as principais cenas com o Homem de Ferro são mostradas à noite onde pouca ou quase nada se vê (geralmente só se consegue visualizar pontos de luz indo de lá pra cá). Os robôs vilões também são outra decepção. Seu visual é completamente ultrapassado e retrô, nada originais. Em relação ao restante do elenco não há muito o que dizer: Gwyneth Paltrow está patética, dando gritinhos nervosos a todo momento, se tornando aborrecida e irritante e Scarlett Johansson entra muda e sai calada (sua dublê até que luta direitinho). Enfim, o diretor Jon Favreau realizou um filme burocrático, quase uma cópia fiel do primeiro (com efeitos especiais inferiores) De maneira geral achei um filme bem clichê, sem nenhum traço de personalidade.

Homem de Ferro 2 (Iron Man 2, Estados Unidos, 2010) Direção de Jon Favreau / Roteiro: Justin Theroux baseado nos personagens criados por Stan Lee / Elenco: Robert Downey Jr, Mickey Rourke, Gwyneth Paltrow / Sinopse: Ivan Vanko (Mickey Rourke) constrói equipamento de última geração para enfrentar o Homem de Ferro (Robert Downey Jr). Seu objetivo é se vingar de uma situação ocorrida com ele no passado.

Pablo Aluísio.

sábado, 1 de agosto de 2026

Homem-Aranha: Sem Volta para Casa

Homem-Aranha: Sem Volta para Casa
Eu esperava mais. Não que esses filmes de super-heróis ainda vão surpreender alguém, mas de qualquer forma pelo custo da produção e pelo tamanho da bilheteria, pensei que seria um filme melhor. Eu me enganei. O filme tem poucas novidades. Na verdade o roteiro se agarra em certas fórmulas que já tinham sido utilizadas há anos. Não está convencido disso? Preste a atenção na cena final no alto da estátua da Liberdade! Parece até mesmo uma sequência repetida dos primeiros filmes do personagem no cinema. Provavelmente a única boa ideia nova venha do fato de termos os 3 atores que interpretaram Peter Parker contracenando juntos. Como o roteiro explora o conceito de multiversos, isso seria tecnicamente possível. Entretanto mesmo com uma boa ferramenta narrativa como essa em mãos, os roteiristas fizeram muito pouco. Os três juntos poderia dar margem a excelentes cenas, mas tudo é desperdiçado. A interatividade entre eles é pequena. Nenhum dos atores convidados (Tobey Maguire e Andrew Garfield) teve uma oportunidade mais ampla de explorar esse encontro inusitado. Nada de substancial surge dessa chegada deles no enredo do filme. Acaba sendo apenas uma curiosidade ver os atores juntos e nada muito além disso.

Outro aspecto interessante que percebi nesse filme é que todos os melhores vilões são da primeira trilogia do Homem-Aranha no cinema. Parece até que os outros filmes não tinham nada a oferecer nesse ponto a essa nova produção. O Duende Verde, o Dr. Octopus, o Homem de Areia, todos vieram dos filmes estrelados por Tobey Maguire. O próprio ator inclusive poderia ter sido melhor aproveitado, mas isso não acontece como já frisei. Os vilões também seguem nessa linha. Eles estão lá, mas o roteiro não sabe direito o que fazer com eles. Agora, de todas as coisas que me decepcionaram nesse novo filme do Aranha, nada se compara com os efeitos digitais. Achei tudo fraco demais. Preste atenção nas cena final. Parece game. Os Aranhas voam de um lado para outro, enfrentam os vilões, mas nada parece ter consistência. Eles não parecem ter massa corporal ou peso. Sua interação com o ambiente é igualmente mal produzida. Ruim demais! Dizem que para enganar o cérebro humano é algo complicado. Dificilmente vemos um personagem digital sem perceber que ele é digital. No caso desse filme a coisa ficou tão sem veracidade que acredito que até mesmo as crianças mais pequenas vão perceber que o herói é na verdade um programa de computador, feito de pixel. Então é isso. Um filme que, pelos números envolvidos, poderia ser muito melhor. Do jeito que ficou é apenas interessante, mas igualmente repetitivo de velhas fórmulas e nada muito original.

Homem-Aranha: Sem Volta para Casa (Spider-Man: No Way Home, Estados Unidos, 2021) Direção: Jon Watts / Roteiro: Chris McKenna, Erik Sommers, baseados nos personagens criados por Stan Lee e Steve Ditko / Elenco: Tom Holland, Tobey Maguire, Andrew Garfield, Benedict Cumberbatch, Jamie Foxx, Willem Dafoe, Alfred Molina, Marisa Tomei / Sinopse: O mundo descobre que Peter Parker é o Homem-Aranha. Depois disso a vida dele se torna um inferno. Procurando por uma saída ele pede ao Dr. Stranger que mude a realidade, para que o mundo esqueça essa informação, só que o feitiço criado para esse fim acaba dando errado, abrindo portas para universos paralelos, de onde chegam vilões extremamente perigosos.

Pablo Aluísio.

Homem-Aranha: Longe de Casa

Título no Brasil: Homem-Aranha - Longe de Casa
Título Original: Spider-Man - Far from Home
Ano de Produção: 2019
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures, Marvel Studios
Direção: Jon Watts
Roteiro: Chris McKenna, Erik Sommer
Elenco: Tom Holland, Samuel L. Jackson, Jake Gyllenhaal, Marisa Tomei, Jon Favreau, Zendaya

Sinopse:
Finalmente Peter Parker (Holland) vai tirar suas férias na Europa, ao lado de amigos da escola. Ele acredita ser o momento ideal para finalmente conquistar a garota pelo qual está apaixonado, só que a viagem, que deveria ser de diversão e relaxamento, logo se torna uma aventura com monstros e um estranho novo super-herói.

Comentários:
É o filme mais leve já feito sobre esse famoso personagem da Marvel. É quase um filme de adolescentes normais, isso se não houvesse um super-herói entre eles. O roteiro inclusive poderia muito bem ter saído de alguma revistinha em quadrinhos dos anos 60, criada por Stan Lee. É bem na levada comics. Divertido e de certa forma inofensivo, caiu no gosto do público imediatamente. Com quase 1 bilhão de dólares de bilheteria acabou se tornando o maior sucesso do Homem-Aranha nos cinemas. Só que não adianta celebrar muito pois certamente será o fim dessa (terceira) franquia do herói na tela grande. Isso tudo porque houve uma guerra de bastidores envolvendo duas empresas que detém os direitos do personagem. A Marvel tem os direitos para quadrinhos e a Sony tem os direitos para o cinema. Eles chegaram em um acordo de cavaleiros para a inclusão do personagem nos filmes dos Vingadores e depois nessa produção aqui. Só que o acordo chegou ao fim, com acusações de ambos os lados. Com isso é bem provável que o próximo filme do Homem-Aranha seja um reboot, começando do zero (de novo!). E pensar que o cabeça de teia teve seus direitos vendidos lá atrás por um preço abaixo do valor, porque a Marvel estava em crise. Hoje em dia a empresa fatura bilhões no cinema. Se arrependimento matasse...

Pablo Aluísio.

sábado, 25 de julho de 2026

Homem-Aranha: De Volta ao Lar

Homem-Aranha: De Volta ao Lar 
Homem-Aranha: De Volta ao Lar (Spider-Man: Homecoming) estreou em 7 de julho de 2017, dirigido por Jon Watts. O roteiro foi escrito por Jonathan Goldstein, John Francis Daley, Jon Watts, Christopher Ford, Chris McKenna e Erik Sommers, baseado nos personagens criados por Stan Lee e Steve Ditko. O elenco principal reúne Tom Holland, Michael Keaton, Robert Downey Jr., Marisa Tomei, Zendaya e Jacob Batalon. A história acontece logo após os eventos de Capitão América: Guerra Civil. Peter Parker retorna ao ensino médio tentando equilibrar sua vida de estudante com suas atividades como Homem-Aranha. Ansioso para provar seu valor aos Vingadores, ele enfrenta Adrian Toomes, o Abutre, um comerciante de tecnologia alienígena que constrói armas poderosas a partir de equipamentos recuperados da batalha de Nova York. Enquanto busca se tornar um verdadeiro herói, Peter aprende importantes lições sobre responsabilidade, humildade e amadurecimento.

A recepção crítica foi extremamente positiva. O The New York Times elogiou o tom leve e divertido do filme, destacando que Tom Holland ofereceu "a interpretação mais convincente do adolescente Peter Parker vista no cinema". O Los Angeles Times ressaltou a habilidade do diretor Jon Watts em equilibrar humor, ação e drama escolar. A revista Variety descreveu o filme como "um dos mais refrescantes filmes de super-heróis dos últimos anos", elogiando principalmente a atuação de Michael Keaton como o Abutre, considerado um dos melhores vilões do Universo Marvel. A crítica também aprovou a decisão de não recontar novamente a origem do herói, concentrando-se em seu crescimento pessoal. O consenso foi amplamente favorável, considerando o longa uma renovação bem-sucedida da franquia.

Embora não tenha recebido indicações ao Oscar, Homem-Aranha: De Volta ao Lar conquistou diversas indicações em premiações voltadas ao cinema popular e aos efeitos visuais. Tom Holland foi amplamente elogiado por capturar simultaneamente o entusiasmo, a insegurança e o humor característicos de Peter Parker nos quadrinhos. Michael Keaton recebeu reconhecimento por construir um vilão complexo e intimidador, cuja identidade proporciona uma das cenas mais memoráveis do filme. Muitos críticos também destacaram a química entre Holland e Robert Downey Jr., que interpreta Tony Stark como mentor do jovem herói. Com o passar dos anos, o filme consolidou-se como um dos melhores recomeços da história do personagem no cinema.

Do ponto de vista comercial, Homem-Aranha: De Volta ao Lar foi um enorme sucesso. Produzido com um orçamento estimado em US$ 175 milhões, arrecadou aproximadamente US$ 880 milhões nas bilheterias mundiais, sendo cerca de US$ 334 milhões nos Estados Unidos e US$ 546 milhões no mercado internacional. O filme foi muito bem recebido pelo público, que elogiou a interpretação de Tom Holland, o humor da narrativa e a integração do Homem-Aranha ao Universo Cinematográfico da Marvel. Seu excelente desempenho garantiu rapidamente duas continuações: Homem-Aranha: Longe de Casa (2019) e Homem-Aranha: Sem Volta para Casa (2021).

Hoje, Homem-Aranha: De Volta ao Lar é considerado um dos melhores filmes do personagem e um dos destaques da chamada Fase 3 do MCU. A atuação de Tom Holland permanece amplamente elogiada por representar com autenticidade o lado adolescente de Peter Parker, enquanto Michael Keaton é frequentemente lembrado como um dos vilões mais marcantes da Marvel. O equilíbrio entre comédia, ação, drama escolar e aventura conquistou tanto críticos quanto fãs, consolidando o filme como uma das adaptações mais fiéis ao espírito dos quadrinhos. Além disso, seu sucesso redefiniu a presença do Homem-Aranha no cinema e fortaleceu sua posição como um dos principais heróis do Universo Marvel.

Homem-Aranha: De Volta ao Lar (Spider-Man: Homecoming, Estados Unidos, 2017) Direção: Jon Watts / Roteiro: Jonathan Goldstein, John Francis Daley, Jon Watts, Christopher Ford, Chris McKenna e Erik Sommers, baseado nos personagens criados por Stan Lee e Steve Ditko / Elenco: Tom Holland, Michael Keaton, Robert Downey Jr., Marisa Tomei, Zendaya e Jacob Batalon / Sinopse: Tentando provar que merece fazer parte dos Vingadores, o jovem Peter Parker enfrenta o perigoso Abutre enquanto aprende que ser um verdadeiro herói exige muito mais do que possuir grandes poderes.

Erick Steve. 

O Espetacular Homem-Aranha 2

O Espetacular Homem-Aranha 2
O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro (The Amazing Spider-Man 2) foi lançado em 2 de maio de 2014, dirigido por Marc Webb e estrelado por Andrew Garfield, Emma Stone, Jamie Foxx, Dane DeHaan, Sally Field e Paul Giamatti. Na sequência do reboot iniciado em 2012, Peter Parker continua protegendo Nova York enquanto tenta manter sua promessa de se afastar de Gwen Stacy, feita ao falecido Capitão Stacy. Paralelamente, ele investiga o misterioso desaparecimento de seus pais. A situação se complica quando Max Dillon, um tímido funcionário da Oscorp, sofre um acidente e transforma-se no poderoso Electro. Ao mesmo tempo, Harry Osborn retorna à cidade, herda a Oscorp e, desesperado para salvar a própria vida, acaba se transformando no Duende Verde. Peter precisa enfrentar essas novas ameaças enquanto lida com perdas pessoais que mudarão sua vida para sempre.

Quando estreou, O Espetacular Homem-Aranha 2 recebeu uma recepção crítica mista. O The New York Times elogiou o carisma de Andrew Garfield e Emma Stone, afirmando que o relacionamento entre os dois era o verdadeiro coração do filme. O Los Angeles Times destacou a qualidade visual das cenas de ação e dos efeitos especiais, mas criticou o excesso de tramas paralelas e personagens. A revista Variety considerou que o longa apresentava momentos de grande espetáculo, porém sofria por tentar preparar diversos filmes futuros ao mesmo tempo, sacrificando a narrativa principal. Muitos críticos elogiaram a atuação de Jamie Foxx como Electro e a química entre Garfield e Stone, mas apontaram que o roteiro era excessivamente carregado e irregular. O consenso geral foi de que o filme possuía excelentes momentos individuais, embora não alcançasse o equilíbrio narrativo de seu antecessor.

Embora não tenha recebido indicações ao Oscar, O Espetacular Homem-Aranha 2 foi reconhecido em diversas premiações técnicas, especialmente por seus efeitos visuais e sequências de ação. A trilha sonora composta por Hans Zimmer, em parceria com o grupo The Magnificent Six, também recebeu elogios. A morte de Gwen Stacy foi amplamente considerada uma das cenas mais emocionantes já produzidas em um filme do Homem-Aranha, sendo apontada como o ponto alto da obra. Com o passar dos anos, muitos críticos e fãs passaram a reavaliar o filme de forma mais positiva, principalmente após o retorno de Andrew Garfield como Peter Parker em Spider-Man: No Way Home, valorizando aspectos emocionais que haviam sido ofuscados pelas críticas iniciais.

Do ponto de vista comercial, O Espetacular Homem-Aranha 2 foi um sucesso, embora tenha arrecadado menos do que o esperado pela Sony Pictures. Produzido com um orçamento estimado em US$ 200–255 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 709 milhões nas bilheterias mundiais, sendo cerca de US$ 203 milhões nos Estados Unidos e US$ 506 milhões no mercado internacional. Apesar do resultado expressivo, a arrecadação ficou abaixo da obtida pelo primeiro filme da série e aquém das expectativas do estúdio para uma franquia dessa dimensão. Ainda assim, o longa teve bom desempenho em home video e plataformas digitais, mantendo uma base fiel de admiradores.

Atualmente, O Espetacular Homem-Aranha 2 é visto de maneira mais favorável do que em seu lançamento. Muitos fãs passaram a elogiar a interpretação de Andrew Garfield, a forte carga emocional da história e o romance entre Peter Parker e Gwen Stacy, frequentemente considerado o melhor relacionamento romântico já retratado nos filmes do Homem-Aranha. A atuação de Emma Stone continua sendo amplamente elogiada, assim como a direção visual de Marc Webb. Embora ainda seja criticado pelo excesso de subtramas e pela tentativa de construir um universo compartilhado às pressas, o filme conquistou um status de cult entre muitos admiradores do herói e permanece como um capítulo importante da história cinematográfica do Homem-Aranha.

O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro (The Amazing Spider-Man 2, Estados Unidos, 2014) Direção: Marc Webb / Roteiro: Alex Kurtzman, Roberto Orci e Jeff Pinkner, baseado nos personagens criados por Stan Lee e Steve Ditko / Elenco: Andrew Garfield, Emma Stone, Jamie Foxx, Dane DeHaan, Sally Field e Paul Giamatti / Sinopse: Enquanto enfrenta o poderoso Electro e o surgimento do Duende Verde, Peter Parker vive os momentos mais difíceis de sua vida, tendo de escolher entre seu dever como herói e a felicidade ao lado de Gwen Stacy.

Erick Steve. 

O Espetacular Homem-Aranha

O Espetacular Homem-Aranha
O Espetacular Homem-Aranha (The Amazing Spider-Man) foi lançado em 3 de julho de 2012, dirigido por Marc Webb e estrelado por Andrew Garfield, Emma Stone, Rhys Ifans, Denis Leary, Martin Sheen e Sally Field. Reiniciando a franquia após a trilogia de Sam Raimi, o filme apresenta uma nova versão da origem de Peter Parker. Criado pelos tios Ben e May após o desaparecimento misterioso de seus pais, Peter descobre documentos ligados às pesquisas de seu pai na Oscorp. Durante sua investigação, é picado por uma aranha geneticamente modificada e desenvolve habilidades sobre-humanas. Ao mesmo tempo, o cientista Curt Connors transforma-se no monstruoso Lagarto após um experimento fracassado. Enquanto tenta impedir os planos do vilão, Peter aprende que grandes poderes exigem grandes responsabilidades, iniciando sua jornada como o Homem-Aranha.

Quando estreou, O Espetacular Homem-Aranha recebeu uma recepção crítica majoritariamente positiva, embora muitos críticos questionassem a necessidade de um reboot apenas cinco anos após Homem-Aranha 3. O The New York Times elogiou a atuação de Andrew Garfield, afirmando que ele trouxe "inteligência, humor e vulnerabilidade" ao personagem. O Los Angeles Times destacou a excelente química entre Garfield e Emma Stone, considerada um dos maiores pontos fortes da produção. A revista Variety elogiou a direção de Marc Webb por dar um tom mais humano e intimista à história, mas observou que a narrativa repetia muitos elementos já vistos na trilogia anterior. A maioria das críticas também destacou a qualidade dos efeitos visuais e das cenas de ação, especialmente as sequências em primeira pessoa durante os balanços entre os arranha-céus de Nova York. O consenso foi de que o filme representava um recomeço sólido para a franquia.

Na temporada de premiações, o filme não recebeu indicações ao Oscar, mas conquistou diversos prêmios e indicações em cerimônias voltadas ao cinema popular e aos efeitos visuais. Andrew Garfield foi amplamente elogiado por sua interpretação de um Peter Parker mais tímido, inteligente e emocionalmente complexo, enquanto Emma Stone recebeu reconhecimento por sua atuação como Gwen Stacy. Muitos especialistas também destacaram o desempenho de Rhys Ifans como o Dr. Curt Connors, embora alguns considerassem que o Lagarto poderia ter sido mais desenvolvido. Com o passar dos anos, a crítica passou a valorizar ainda mais o filme, especialmente após o sucesso de Garfield em Spider-Man: No Way Home, que renovou o interesse por essa fase da franquia.

Do ponto de vista comercial, O Espetacular Homem-Aranha foi um grande sucesso. Produzido com um orçamento estimado em US$ 230 milhões, arrecadou cerca de US$ 758 milhões nas bilheterias mundiais, sendo aproximadamente US$ 262 milhões nos Estados Unidos e US$ 496 milhões no mercado internacional. O público respondeu positivamente ao novo elenco e à abordagem mais moderna do personagem. O filme também obteve excelente desempenho no mercado de vídeo doméstico e nas plataformas digitais, garantindo a produção de uma sequência lançada em 2014.

Atualmente, O Espetacular Homem-Aranha é visto de forma bastante favorável por grande parte dos fãs. Embora inicialmente tenha sido comparado constantemente à trilogia de Sam Raimi, muitos espectadores passaram a apreciar sua abordagem mais realista, o romance entre Peter Parker e Gwen Stacy e a atuação carismática de Andrew Garfield. A interpretação do ator ganhou ainda mais reconhecimento após seu retorno em Spider-Man: No Way Home, levando muitos críticos a reavaliar positivamente toda a série The Amazing Spider-Man. Hoje, o filme é considerado um dos melhores recomeços de uma franquia de super-heróis e continua sendo bastante popular entre os fãs do personagem.

O Espetacular Homem-Aranha (The Amazing Spider-Man, Estados Unidos, 2012) Direção: Marc Webb / Roteiro: James Vanderbilt, Alvin Sargent e Steve Kloves, baseado nos personagens criados por Stan Lee e Steve Ditko / Elenco: Andrew Garfield, Emma Stone, Rhys Ifans, Denis Leary, Martin Sheen e Sally Field / Sinopse: Após ganhar poderes extraordinários por causa da picada de uma aranha geneticamente modificada, Peter Parker enfrenta o monstruoso Lagarto enquanto investiga o desaparecimento de seus pais e descobre o verdadeiro significado da responsabilidade.

Erick Steve.