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sábado, 10 de janeiro de 2026

O Rapto do Menino Dourado

Título no Brasil: O Rapto do Menino Dourado
Título Original: The Golden Child
Ano de Produção: 1986
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Michael Ritchie
Roteiro: Dennis Feldman
Elenco: Eddie Murphy, J.L. Reate, Charles Dance

Sinopse:
Chandler Jarrell (Eddie Murphy) é um profissional especializado em encontrar crianças perdidas. Ele acaba sendo contratado para localizar um menino muito especial, um garotinho oriental que parece ter poderes incomuns. Filme indicado ao prêmio da Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films na categoria Melhor Filme de Fantasia.

Comentários:
É curioso como em certas ocasiões acabamos criando vínculos emocionais com certos filmes, mesmo que eles passem longe de serem obras primas. Esse "The Golden Child" é um exemplo. Eu me lembro de quando aluguei essa fita VHS, imagine você! Incrível mas certos acontecimentos, por mais banais que sejam, acabam ficando gravados em nossa mente por anos e anos. No caso desse filme provavelmente fiquei com a memória por ter na época comprado um video cassete novo e ele foi um dos primeiros filmes que aluguei para assistir no novo aparelho. Pena que em termos de qualidade o filme não seja grande coisa. É bem produzido, tem uma bonita direção de arte recriando o mundo oriental, mas o roteiro é bem vazio e o enredo não vai para lugar nenhum. Na verdade é um capricho de Murphy que na época colecionava sucessos de bilheteria. Seu costumeiro carisma infelizmente não funciona nessa produção. No geral não chega a ser marcante a não ser que você tenha lembranças como a minha, construída ainda nos saudosos tempos do VHS. Fora isso é de mediano para fraco mesmo.

Pablo Aluísio.

Em Cartaz: O Rapto do Menino Dourado
O filme O Rapto do Menino Dourado estreou nos cinemas em dezembro de 1986, dirigido por Michael Ritchie e estrelado por Eddie Murphy, então no auge de sua popularidade. Misturando comédia, aventura e fantasia, o longa apresentava Murphy como um detetive especializado em crianças desaparecidas que se envolve numa missão mística para salvar uma criança sagrada no Himalaia. O lançamento foi cercado de grande expectativa, pois marcava a tentativa de expandir o humor urbano de Murphy para um território mais fantástico e familiar.

Do ponto de vista comercial, o filme foi um grande sucesso de bilheteria. Com um orçamento estimado em cerca de US$ 25 milhões, O Rapto do Menino Dourado arrecadou aproximadamente US$ 79 milhões nos Estados Unidos e ultrapassou a marca de US$ 100 milhões mundialmente. O resultado confirmou o enorme apelo popular de Eddie Murphy na década de 1980, mesmo em um projeto que fugia um pouco do tom mais agressivo de sucessos anteriores como Um Tira da Pesada.

A recepção crítica em 1986 foi majoritariamente morna a negativa, especialmente quando comparada ao entusiasmo do público. A revista Variety descreveu o filme como “uma fantasia cômica irregular, que depende quase inteiramente do carisma de Eddie Murphy”, apontando que o roteiro tinha dificuldade em equilibrar humor e mitologia. Já o The New York Times observou que o longa era “visual­mente ambicioso, mas narrativamente confuso”, sugerindo que o potencial da premissa não era totalmente explorado.

Outros jornais foram ainda mais diretos em suas avaliações. O Los Angeles Times escreveu que o filme “oscila entre momentos inspirados de comédia e longos trechos sem energia”, enquanto alguns críticos lamentaram a ausência do humor mais ácido característico de Murphy. Por outro lado, houve elogios pontuais aos efeitos visuais e ao exotismo da ambientação, considerados acima da média para uma comédia da época.

Com o passar dos anos, O Rapto do Menino Dourado passou por uma reavaliação moderada, sendo lembrado com carinho por parte do público que cresceu nos anos 1980. As críticas publicadas em 1986 já indicavam que o filme não seria unanimidade, mas seu sucesso comercial demonstrou que a mistura de fantasia e comédia, aliada ao carisma de Eddie Murphy, era suficiente para conquistar as plateias. Hoje, o longa permanece como um exemplo típico do cinema comercial da década, mais celebrado pelo entretenimento do que pelo reconhecimento crítico.