No passado as coisas funcionavam mais ou menos assim: um filme fazia sucesso no cinema e virava desenho animado ou histórias em quadrinhos. A última fase era virar brinquedo, mas para isso tinha que ser muito popular entre a criançada. Com o personagem He-Man as coisas foram inversas. Primeiro inventaram os brinquedos. Depois com o sucesso de vendas criaram o desenho animado. Por último é que finalmente ganhou uma versão para o cinema. E He-Man fez muito sucesso nos anos 80. O desenho animado era campeão de audiência na TV (inclusive no Brasil), o que consagrou sua adaptação para outros meios, como o cinema.
O curioso é que na época todo estúdio de Hollywood queria esses direitos autorais, mas quem acabou levando a melhor foi a companhia cinematográfica Cannon. Pertencente a dois produtores independentes, eles tinham uma proposta ousada e agressiva de fazer cinema, comprando direitos de personagens populares, para baterem de frente com os grandes estúdios. O problema é que nem sempre eles tinham o dinheiro suficiente para fazer bons filmes. Isso aconteceu também com "Superman IV". Eles compraram os direitos do personagem, mas não tinham fundos suficientes para bancar o filme. O resultado? Filmes B, bem ruins e mal produzidos.
Com He-Man aconteceu a mesma coisa. Eles não tinham os recursos para fazer um bom filme, tanto que desistiram de recriar o mundo, o universo em que He-Man vivia sua aventuras. Ao contrário disso trouxeram todos os personagens para o mundo atual (entenda-se o mundo dos anos 80, nos Estados Unidos). O resultado foi bem fraco, ruim, pífio mesmo. Dolph Lundgren tinha o porte físico para encarnar o herói, mas não sabia representar bem (ele nunca melhorou nesse aspecto) e o único grande ator do filme, Frank Langella, ficou soterrado sob forte maquiagem pois interpretava o vilão Esqueleto. Assim, apesar do tom nostálgico que pode atingir alguns a rever esse filme, o fato é que ele é mesmo bem ruinzinho. Já era fraco nos anos 80 e hoje em dia, com efeitos especiais datados, ficou ainda pior.
Mestres do Universo (Masters of the Universe, Estados Unidos, 1987) Direção: Gary Goddard / Roteiro: David Odell / Elenco: Dolph Lundgren, Frank Langella, Meg Foster, Billy Barty / Sinopse: O herói He-Man (Lundgren) precisa ir até o planeta Terra para salvar um grupo de crianças e adolescentes das garras do vilão Esqueleto (Langella).
Pablo Aluísio.
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sábado, 28 de março de 2026
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
Johnny Mnemonic - O Cyborg do Futuro
Título no Brasil: Johnny Mnemonic, o Cyborg do Futuro
Título Original: Johnny Mnemonic
Ano de Produção: 1995
País: Estados Unidos
Estúdio: TriStar Pictures
Direção: Robert Longo
Roteiro: William Gibson
Elenco: Keanu Reeves, Dolph Lundgren, Dina Meyer, Ice-T, Barbara Sukowa, Denis Akiyama
Sinopse:
No ano de 2021, em um mundo devastado, a informação se torna o verdadeiro poder. Johnny Mnemonic (Keanu Reeves) decide entrar em um mundo completamente virtual para localizar dados e informações sobre assuntos e segredos vitais, mas antes vai precisar sobreviver a uma verdadeira caçada dentro do mundo cibernético.
Comentários:
Anos 90. Tempos das fitas VHS, das locadoras de vídeo. Eu me recordo de ter assistido esse filme justamente nessa época. Essa produção sequer foi lançada nos cinemas brasileiros porque fracassou no mercado americano. Assim acabou sendo lançada em nosso país diretamente em vídeo. O curioso é que foi um fracasso na carreira do Keanu Reeves bem em um tempo em que ele estava emplacando vários sucessos de bilheteria! Outra ironia é que me recordo que quando ouvi falar em "Matrix" pela primeira vez o meu primeiro pensamento foi: "Xi, o Keanu Reeves vai embarcar em outra furada, vai fazer um novo Johnny Mnemonic!". Claro, eu estava completamente enganado. "Matrix" foi um fenômeno cinematográfico. De qualquer forma voltando para essa ficção o que posso dizer hoje em dia é que pouca coisa sobrou de bom. O filme continua bem fraco e os efeitos especiais envelheceram tremendamente. São tão datados agora que vão causar um humor involuntário em que for assistir. É a passagem do tempo, passando por cima como um trator. E é bom frisar que quando foi lançado originalmente os efeitos no mundo virtual do filme também não chamavam muito a atenção. Enfim, um momento menor e bem esquecido da filmografia do Keanu Reeves que aqui realmente pisou na bola, em um filme que não resistiu ao tempo.
Pablo Aluísio.
Título Original: Johnny Mnemonic
Ano de Produção: 1995
País: Estados Unidos
Estúdio: TriStar Pictures
Direção: Robert Longo
Roteiro: William Gibson
Elenco: Keanu Reeves, Dolph Lundgren, Dina Meyer, Ice-T, Barbara Sukowa, Denis Akiyama
Sinopse:
No ano de 2021, em um mundo devastado, a informação se torna o verdadeiro poder. Johnny Mnemonic (Keanu Reeves) decide entrar em um mundo completamente virtual para localizar dados e informações sobre assuntos e segredos vitais, mas antes vai precisar sobreviver a uma verdadeira caçada dentro do mundo cibernético.
Comentários:
Anos 90. Tempos das fitas VHS, das locadoras de vídeo. Eu me recordo de ter assistido esse filme justamente nessa época. Essa produção sequer foi lançada nos cinemas brasileiros porque fracassou no mercado americano. Assim acabou sendo lançada em nosso país diretamente em vídeo. O curioso é que foi um fracasso na carreira do Keanu Reeves bem em um tempo em que ele estava emplacando vários sucessos de bilheteria! Outra ironia é que me recordo que quando ouvi falar em "Matrix" pela primeira vez o meu primeiro pensamento foi: "Xi, o Keanu Reeves vai embarcar em outra furada, vai fazer um novo Johnny Mnemonic!". Claro, eu estava completamente enganado. "Matrix" foi um fenômeno cinematográfico. De qualquer forma voltando para essa ficção o que posso dizer hoje em dia é que pouca coisa sobrou de bom. O filme continua bem fraco e os efeitos especiais envelheceram tremendamente. São tão datados agora que vão causar um humor involuntário em que for assistir. É a passagem do tempo, passando por cima como um trator. E é bom frisar que quando foi lançado originalmente os efeitos no mundo virtual do filme também não chamavam muito a atenção. Enfim, um momento menor e bem esquecido da filmografia do Keanu Reeves que aqui realmente pisou na bola, em um filme que não resistiu ao tempo.
Pablo Aluísio.
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