sábado, 4 de abril de 2026

O Predador

O Predador 
O filme O Predador (Predator) foi lançado em 12 de junho de 1987, dirigido por John McTiernan e estrelado por Arnold Schwarzenegger, Carl Weathers, Jesse Ventura, Bill Duke, Sonny Landham e Kevin Peter Hall. A história acompanha um grupo de elite das forças especiais enviado à selva da América Central para resgatar reféns de guerrilheiros. Liderados pelo major Dutch, interpretado por Schwarzenegger, os soldados inicialmente enfrentam inimigos humanos em uma missão aparentemente convencional. No entanto, à medida que avançam pela selva, tornam-se alvo de uma força invisível e extremamente letal. Um a um, os membros da equipe são caçados por uma criatura alienígena altamente tecnológica que utiliza camuflagem e armas avançadas. O filme rapidamente se transforma de um típico longa de ação militar em um intenso thriller de ficção científica e horror. A luta final entre Dutch e a criatura se torna um duelo de inteligência e sobrevivência. O ambiente hostil da selva contribui para a sensação constante de perigo. Assim, O Predador combina ação explosiva com elementos de suspense e terror.

Quando foi lançado, O Predador recebeu uma recepção crítica mista, embora com diversos elogios pontuais. O The New York Times destacou que o filme era “eficiente como entretenimento de ação, mas limitado em profundidade narrativa”. Já o Los Angeles Times reconheceu a habilidade da direção de John McTiernan em construir tensão, afirmando que o filme “se destaca pela maneira como transforma um cenário familiar em algo ameaçador e imprevisível”. A revista Variety comentou que o longa era “um espetáculo de ação sólido, impulsionado pelo carisma de Arnold Schwarzenegger e por uma criatura memorável”. Muitos críticos elogiaram o conceito central do filme, especialmente a ideia de um caçador alienígena enfrentando soldados altamente treinados. No entanto, alguns apontaram que os personagens secundários eram pouco desenvolvidos. A crítica também destacou a mudança de tom do filme, que começa como ação militar e evolui para horror. Essa mistura de gêneros foi vista como interessante, embora nem sempre totalmente equilibrada. Ainda assim, o filme chamou atenção por sua intensidade e originalidade dentro do gênero.

Com o passar do tempo, a recepção crítica se tornou mais positiva, com muitos analistas reavaliando o filme como um clássico cult da década de 1980. Publicações como The New Yorker e outras revistas especializadas passaram a destacar o longa como um exemplo eficaz de cinema de gênero. A criatura alienígena, conhecida como Predador, tornou-se um dos monstros mais icônicos da cultura pop. O design do personagem, aliado aos efeitos especiais inovadores para a época, foi amplamente elogiado. O filme não recebeu grandes prêmios como o Oscar em categorias principais, mas foi indicado ao Oscar de Melhores Efeitos Visuais, evidenciando seu impacto técnico. A performance de Arnold Schwarzenegger também foi reavaliada, sendo vista como essencial para o sucesso do filme. Muitos críticos passaram a apreciar a simplicidade da narrativa, que foca na sobrevivência e no confronto direto entre homem e criatura. A direção de McTiernan também ganhou reconhecimento por sua eficiência e estilo. Assim, o filme conquistou um status mais respeitado ao longo dos anos.

Do ponto de vista comercial, O Predador foi um grande sucesso de bilheteria. Com um orçamento estimado em cerca de 15 milhões de dólares, o filme arrecadou aproximadamente 98 milhões de dólares mundialmente. Nos Estados Unidos, teve uma excelente performance, consolidando Arnold Schwarzenegger como uma das maiores estrelas de ação da época. O público respondeu de forma extremamente positiva à mistura de ação intensa e ficção científica. As cenas de combate e a presença do alienígena geraram forte impacto entre os espectadores. O boca a boca contribuiu para manter o filme em cartaz por várias semanas. Além disso, o longa teve grande sucesso em exibições televisivas e no mercado de vídeo doméstico. O personagem do Predador rapidamente se tornou popular, levando à criação de sequências e produtos derivados. Assim, o filme não apenas foi lucrativo, mas também deu origem a uma franquia duradoura. Seu sucesso consolidou sua posição como um dos grandes filmes de ação dos anos 1980.

Atualmente, O Predador é amplamente considerado um clássico do cinema de ação e ficção científica. O filme é frequentemente citado como um dos melhores trabalhos de Arnold Schwarzenegger e um exemplo marcante do cinema de ação da década de 1980. Sua influência pode ser vista em diversas produções posteriores que exploram o conceito de caça entre humanos e criaturas alienígenas. O design do Predador continua sendo uma referência no cinema e na cultura pop. A estrutura simples, porém eficaz, da narrativa é frequentemente elogiada por sua intensidade. O filme também é lembrado por suas frases marcantes e personagens carismáticos. Ao longo dos anos, conquistou uma base fiel de fãs ao redor do mundo. Novas gerações continuam descobrindo o longa e reconhecendo seu valor. Dessa forma, sua reputação como clássico está plenamente consolidada. O Predador permanece como uma obra essencial dentro do gênero.

O Predador (Predator, Estados Unidos, 1987) Direção: John McTiernan / Roteiro: Jim Thomas e John Thomas / Elenco: Arnold Schwarzenegger, Carl Weathers, Jesse Ventura, Bill Duke, Sonny Landham e Kevin Peter Hall / Sinopse: Durante uma missão na selva, um grupo de soldados de elite se torna alvo de um caçador alienígena invisível e altamente tecnológico, levando a um confronto mortal onde apenas o mais astuto poderá sobreviver. 

Erick Steve. 

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Rhinestone - Um Brilho na Noite

Título no Brasil: Rhinestone - Um Brilho na Noite
Título Original: Rhinestone
Ano de Produção: 1984
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Bob Clark
Roteiro: Phil Alden Robinson
Elenco: Sylvester Stallone, Dolly Parton, Richard Farnsworth

Sinopse:
Jake Farris (Parton) é uma cantora nascida no Tennessee que vai até Nova Iorque para tentar se tornar uma estrela. Contratada por um night club as coisas não se mostram tão simples como ela imaginava. Assim ela decide voltar para sua terra natal, mas é impedida por seu contrato. Para tentar se livrar ela decide fazer uma aposta com o dono do club. Ela treinará um taxista brutamontes chamado Nick (Stallone) para tomar seu lugar. Se o sujeito realmente aprender a cantar ela estará finalmente liberada!

Comentários:
Já que falamos de Sylvester Stallone que tal recordar um de seus filmes menos lembrados? Hoje em dia "Rhinestone - Um Brilho na Noite" é pouco citado, mesmo entre cinéfilos veteranos. A fita já mostra a vontade que Sly tinha em fazer algo diferente na carreira. Assim quando esse roteiro caiu em suas mãos ele deixou a vergonha de lado e abraçou o projeto - agora imagine ver uma comédia em que Stallone tenta soltar o vozeirão ao lado de ninguém menos do que a estrela country Dolly Parton! O humor nasce justamente desse choque de pessoas tão diferentes. Dolly cheia de vida, esbanjando exageros, tanto nos figurinos como no modo de agir contrasta completamente com o jeito rude e fora de ambiente do personagem de Sly. Afinal Stallone interpreta um bronco de Nova Iorque, um taxista que não leva o melhor jeito para a música. O resultado não é grande coisa, mas se salva por alguns poucos momentos realmente divertidos. O curioso é que a recepção fria do filme não mudaria a opinião de Stallone que tentaria voltar para a comédia muitos anos depois com películas como "Oscar" e "Pare, Senão Mamãe Atira!", duas outras bombas da carreira do eterno Rocky Balboa.

Pablo Aluísio.

domingo, 29 de março de 2026

O Amante

O Amante
Liam Neeson interpreta o marido que sempre pensou ter a esposa perfeita. Bonita, bem sucedida profissionalmente, inteligente, ela teria todas as qualidades que um homem gostaria de encontrar em uma mulher. Só que um dia, por mero acaso, ele acaba ouvindo uma mensagem no celular da esposa. Um desconhecido lhe fazia promessas de amor, com pitadas de sensualidade. Obviamente alguém bem íntimo dela. Lógico que algo assim planta a semente da desconfiança em seus pensamentos. Pior acontece quando ele vai até o laptop da esposa e descobre que existe uma pasta chamada "amor" protegida por senha.

O ciúme começa a envenenar sua mente. Após passar dias obcecado, tentando romper a senha, ele finalmente consegue. Dentro da pasta muitas fotos da esposa com o amante, em hotéis, viagens de barco e algumas delas até mesmo de intimidades com o amante. Todas as suas suspeitas são confirmadas e da pior maneira possível! A sua cabeça explode de vez! Por 12 anos a esposa que ele considerava perfeita o traiu com um amante!

Então o marido decide rastrear tudo do caso. Encontra o nome e o endereço do amante e vai até ele. Esse personagem é interpretado pelo "latin lover" Antonio Banderas, que não demora a se mostrar como um grande cafajeste, explorador de mulheres. O plano do marido traído passa a ser de vingança, de matá-lo, mas seria essa a melhor opção? "O Amante" não deixa de ser um filme interessante, que mexe com os instintos masculinos mais primitivos. O homem que descobre ter sido traído por longos anos faz aflorar seus sentimentos mais violentos. É um enredo de basicamente apenas três personagens, o marido, a esposa e o amante. Filme curto que vai direto ao ponto. Poderia ter tido um final mais visceral, porém os roteiristas optaram por algo mais sensato. Afinal não seria bom plantar ideias erradas nas mentes daqueles que viveram a mesma situação do filme.

O Amante (The Other Man, Estados Unidos, 2008) Direção: Richard Eyre / Roteiro: Richard Eyre, Charles Wood / Elenco: Liam Neeson, Antonio Banderas, Laura Linney / Sinopse: Homem que pensava ter o melhor e mais perfeito casamento do mundo descobre que sua esposa teve um amante por longos 12 anos! Obcecado com a traição, ele decide ir atrás do amante, para conhecê-lo, descobrir o que levou sua esposa a trai-lo e talvez matá-lo para lavar sua honra com sangue!

Pablo Aluísio.

sábado, 28 de março de 2026

Mestres do Universo

No passado as coisas funcionavam mais ou menos assim: um filme fazia sucesso no cinema e virava desenho animado ou histórias em quadrinhos. A última fase era virar brinquedo, mas para isso tinha que ser muito popular entre a criançada. Com o personagem He-Man as coisas foram inversas. Primeiro inventaram os brinquedos. Depois com o sucesso de vendas criaram o desenho animado. Por último é que finalmente ganhou uma versão para o cinema. E He-Man fez muito sucesso nos anos 80. O desenho animado era campeão de audiência na TV (inclusive no Brasil), o que consagrou sua adaptação para outros meios, como o cinema.

O curioso é que na época todo estúdio de Hollywood queria esses direitos autorais, mas quem acabou levando a melhor foi a companhia cinematográfica Cannon. Pertencente a dois produtores independentes, eles tinham uma proposta ousada e agressiva de fazer cinema, comprando direitos de personagens populares, para baterem de frente com os grandes estúdios. O problema é que nem sempre eles tinham o dinheiro suficiente para fazer bons filmes. Isso aconteceu também com "Superman IV". Eles compraram os direitos do personagem, mas não tinham fundos suficientes para bancar o filme. O resultado? Filmes B, bem ruins e mal produzidos.

Com He-Man aconteceu a mesma coisa. Eles não tinham os recursos para fazer um bom filme, tanto que desistiram de recriar o mundo, o universo em que He-Man vivia sua aventuras. Ao contrário disso trouxeram todos os personagens para o mundo atual (entenda-se o mundo dos anos 80, nos Estados Unidos). O resultado foi bem fraco, ruim, pífio mesmo. Dolph Lundgren tinha o porte físico para encarnar o herói, mas não sabia representar bem (ele nunca melhorou nesse aspecto) e o único grande ator do filme, Frank Langella, ficou soterrado sob forte maquiagem pois interpretava o vilão Esqueleto. Assim, apesar do tom nostálgico que pode atingir alguns a rever esse filme, o fato é que ele é mesmo bem ruinzinho. Já era fraco nos anos 80 e hoje em dia, com efeitos especiais datados, ficou ainda pior.

Mestres do Universo (Masters of the Universe, Estados Unidos, 1987) Direção: Gary Goddard / Roteiro: David Odell / Elenco: Dolph Lundgren, Frank Langella, Meg Foster, Billy Barty / Sinopse: O herói He-Man (Lundgren) precisa ir até o planeta Terra para salvar um grupo de crianças e adolescentes das garras do vilão Esqueleto (Langella).

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 23 de março de 2026

Cyborg - O Dragão do Futuro

Título no Brasil: Cyborg: O Dragão do Futuro
Título Original: Cyborg
Ano de Lançamento: 1989
País: Estados Unidos
Estúdio: Cannon Entertainment 
Direção: Albert Pyun
Roteiro: Albert Pyun
Elenco: Jean-Claude Van Damme, Deborah Richter, Vincent Klyn, Alex Daniels, Dayle Haddon

Sinopse:
Um lutador que vive em uma América apocalíptica devastada por uma praga que infestou o mundo, matando milhões, encontra uma ciborgue que carrega informações vitais para um grupo de cientistas em Atlanta que está trabalhando na cura da praga. E passam a ser perseguidos por assassinos do futuro.

Comentários:
Esse filme fez muito sucesso nas locadoras brasileiras. Estou me referindo ao comecinho dos anos 90, quando a fita foi lançada por aqui pelo selo América vídeo em VHS. Esse selo lançava no Brasil todos os filmes da companhia Americana Cannon dos produtores da dupla Golan-Globus. O ator Jean-Claude Van Damme realmente se destacou em uma história que eu poderia classificar como uma produção cyperpunk, um estilo de filme que fazia muito sucesso na época. Some-se a isso as lutas bem coreografadas. Curiosamente, o ator Jean-Claude Van Damme reclamou anos depois por causa de seu cachê irrisório nessa produção. Ele já estava se tornando um astro dos filmes de ação, mas não era ainda remunerado de forma adequada. De qualquer maneira, o filme capturou o belga em ótima forma física e em bons momentos, em que demonstrou sua capacidade nas cenas de luta e confronto pessoal. Ele realmente estava em um dos melhores momentos de sua força física. E tinha toda a habilidade técnica para satisfazer os fãs de filmes de artes marciais, tudo mesclado com esse toque futurista underground.

Pablo Aluísio.

sábado, 21 de março de 2026

Fúria Silenciosa

Título no Brasil: Fúria Silenciosa
Título Original: Silent Rage
Ano de Lançamento: 1982
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: Michael Miller
Roteiro: Joseph Fraley
Elenco: Chuck Norris, Ron Silver, Steven Keats, Toni Kalem, William Finley, Brian Libby

Sinopse:
Em uma pequena cidade do Texas, o xerife Dan Stevens enfrenta um caso incomum envolvendo um homem extremamente violento que, após um surto assassino, é capturado e levado a um hospital psiquiátrico. Lá, um grupo de médicos decide realizar um experimento revolucionário para regenerar tecidos humanos, transformando o paciente em uma espécie de ser quase indestrutível. No entanto, o experimento sai do controle, e o homem retorna ainda mais forte, resistente e mortal. Cabe ao xerife Stevens enfrentá-lo em uma batalha desigual, onde força bruta e habilidades marciais podem não ser suficientes para deter uma ameaça aparentemente invencível.

Comentários:
Lançado em 1982, Silent Rage chamou atenção por misturar elementos de filme policial, ação e terror, algo incomum na carreira de Chuck Norris até então. O jornal The New York Times observou essa combinação de gêneros, destacando o tom quase sobrenatural da trama, enquanto a revista Variety comentou sobre o apelo do filme junto ao público fã de ação e artes marciais. Nas bilheterias, o filme teve desempenho modesto, mas encontrou um público fiel ao longo dos anos, especialmente entre admiradores de Chuck Norris. Hoje, Fúria Silenciosa é considerado um título interessante dentro da filmografia do ator, lembrado por sua proposta incomum e por antecipar elementos que seriam explorados posteriormente em outros filmes de ação com antagonistas quase indestrutíveis.

Erick Steve. 

sexta-feira, 20 de março de 2026

Máquina de Guerra

Título no Brasil: Máquina de Guerra
Título Original: War Machine
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos, Austrália
Estúdio: Lionsgate
Direção: Patrick Hughes
Roteiro: Patrick Hughes, James Beaufort
Elenco: Alan Ritchson, Dennis Quaid, Stephan James, Jai Courtney, Esai Morales, Keiynan Lonsdale

Sinopse:
O filme acompanha um grupo de soldados que participa de um intenso programa de treinamento das forças especiais do Exército dos Estados Unidos. Entre eles está o misterioso e experiente soldado conhecido apenas como “81”, um militar marcado por traumas do passado e reconhecido por suas habilidades em combate. Durante o exercício final do treinamento, o que deveria ser apenas uma simulação militar se transforma em uma verdadeira batalha pela sobrevivência. Uma poderosa máquina de origem desconhecida — aparentemente ligada a uma força alienígena — surge no campo de treinamento e começa a atacar os soldados. Isolados, mal equipados e enfrentando um inimigo tecnologicamente superior, os militares precisam improvisar estratégias para sobreviver e impedir que a ameaça se espalhe para o resto do planeta.

Comentários:
O filme foi lançado em 2026, chegando primeiro aos cinemas na Austrália antes de estrear mundialmente no catálogo da Netflix em 6 de março do mesmo ano. A produção mistura ação militar com ficção científica, algo que chamou atenção da crítica especializada. Alguns veículos elogiaram o ritmo acelerado, as cenas de combate e o carisma de Alan Ritchson, enquanto outros apontaram que o roteiro segue fórmulas tradicionais do gênero. No site Rotten Tomatoes, o longa estreou com cerca de 70% de aprovação, indicando uma recepção geralmente positiva entre críticos. Entre o público, Máquina de Guerra teve um desempenho impressionante logo após sua estreia no streaming, acumulando cerca de 39 milhões de visualizações em apenas três dias e liderando o ranking de filmes mais assistidos da Netflix em vários países. O sucesso imediato levantou discussões sobre a possibilidade de uma sequência e consolidou o longa como um dos grandes lançamentos de ação da plataforma em 2026. O filme é visto como um típico blockbuster do streaming — um espetáculo de ação e ficção científica feito para o grande público — e um projeto que pode dar origem a uma nova franquia dentro do catálogo da Netflix. 

Erick Steve. 

quinta-feira, 5 de março de 2026

Os Caça-Fantasmas

Título no Brasil: Os Caça-Fantasmas
Título Original: Ghostbusters
Ano de Lançamento: 1984
Estúdio: Columbia Pictures
País: Estados Unidos
Direção: Ivan Reitman
Roteiro: Dan Aykroyd, Harold Ramis
Elenco: Bill Murray, Dan Aykroyd, Harold Ramis, Sigourney Weaver, Rick Moranis, Ernie Hudson 

Sinopse: 
A história acompanha três cientistas (Peter Venkman, Ray Stantz e Egon Spengler) que, após perderem seus empregos em uma universidade, decidem abrir um negócio inusitado em Nova York: capturar fantasmas. Equipados com mochilas de prótons e muita coragem (e bom humor), eles passam a enfrentar diversas entidades sobrenaturais, incluindo o gigantesco e memorável “Stay Puft Marshmallow Man”.

Sinopse: 
Lançado em 1984, o filme mistura comédia, ficção científica e elementos sobrenaturais de forma inovadora, conquistando rapidamente o público e se tornando um enorme sucesso de bilheteria. O filme se destacou não apenas pelo humor inteligente e pelas atuações carismáticas, mas também pelos efeitos especiais avançados para a época e pela trilha sonora marcante, especialmente a música-tema “Ghostbusters”, de Ray Parker Jr., que se tornou um clássico da cultura pop. O sucesso foi tão grande que gerou uma franquia duradoura, com continuações como Ghostbusters II, o reboot Ghostbusters e a sequência moderna Ghostbusters: Afterlife. Além disso, a marca se expandiu para desenhos animados, brinquedos e jogos, consolidando “Os Caça-Fantasmas” como um fenômeno cultural que atravessa gerações.

Erick Steve. 

quarta-feira, 4 de março de 2026

Brincou com Fogo... Acabou Fisgado!

Título no Brasil: Brincou com Fogo... Acabou Fisgado!
Título Original: Continental Divide
Ano de Produção: 1981
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Michael Apted
Roteiro: Lawrence Kasdan
Elenco: John Belushi, Blair Brown, Allen Garfield, Carlin Glynn, Tony Ganios, Liam Russell

Sinopse:
Ernie Souchak (Belushi) é um jornalista de Chicago que se apaixona por uma mulher com personalidade bem diferente da dele, a pesquisadora de vida animal Nell Porter (Blair Brown). Filme indicado ao Globo de Ouro na categoria de Melhor Atriz (Blair Brown).

Comentários:
Esse filme foi o penúltimo da carreira de John Belushi. Ele queria fazar um tipo de personagem mais romântico, mais sofisticado. Nada a ver com seus personagens grotescos, glutões, que eram os preferidos do público, tanto na TV como no cinema. A mudança não agradou aos fãs e o filme fracassou nas bilheterias. As pessoas acharam chato o filme, sem graça, com Belushi fazendo um papel que para muita gente não tinha nada a ver com ele. Todo mundo sabia que ele tinha problemas com drogas e quando o filme afundou ele acabou afundando junto, exagerando muito no consumo abusivo de cocaína e heroína. Essa combinação fatal o levaria à morte apenas alguns meses depois. Lamentavelmente John Belushi foi encontrado morto após uma overdose de drogas em um hotel barato de Los Angeles. Foi o fim precoce de um dos humoristas mais engraçados da virada dos anos 70 para os 80. Essa produção mais romântica hoje em dia é considerada apenas uma piada sofisticada demais que não foi entendida, nem apreciada. Vale para ver Belushi em um papel diferente. Já que ele morreu tão cedo é uma das poucas amostras do que ele poderia fazer caso lhe dessem papéis diferentes para atuar.

Pablo Aluísio.

terça-feira, 3 de março de 2026

Rapaz Solitário

Título no Brasil: Rapaz Solitário
Título Original: The Lonely Guy
Ano de Produção: 1984
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Arthur Hiller
Roteiro: Bruce Jay Friedman, Neil Simon
Elenco: Steve Martin, Charles Grodin, Judith Ivey

Sinopse:
Quando o tímido Larry Hubbard (Martin) encontra sua namorada na cama com outro homem, ele é forçado a começar uma nova vida como solteiro. Mas como que ele não consegue suportar ficar sozinho ele tenta cortejar a bela Iris, que não é, contudo, interessada nele. Larry começa então a escrever um livro sobre sua experiência como um homem solitário, que torna-se inesperadamente um best-seller da noite para o dia!

Comentários:
Eu falei pouco do Steve Martin até hoje aqui no blog, o que foi um erro de minha parte pois ele sempre foi um comediante genial. É verdade que de uns tempos pra cá a qualidade de seus filmes decaiu bastante mas isso não tira o mérito de seu talento como humorista e showman. A melhor fase do Martin aconteceu justamente nos anos 80 quando ele estrelou uma série de comédias muito criativas e divertidas. Conheci Martin não no cinema daquela época mas sim através de suas fitas que eram lançadas no mercado de VHS. Sempre que havia algo novo dele levava para casa para conferir. Raramente me decepcionava ou não gostava do filme. Martin era realmente um diferencial. Esse "Rapaz Solitário" considero simplesmente genial. Esse é um daqueles filmes que foram injustamente subestimados e acabaram sendo esquecidos. O humor aqui nasce da melancolia da situação em que vive o personagem de Steve Martin que apresenta as dificuldades pelos quais passa um homem solitário nos dias atuais. Tem um roteiro muito bem escrito, tocante mesmo, e consegue arrancar lágrimas e risos na mesma proporção. Também com a assinatura de Neil Simon no texto não poderia ser diferente. "The Lonely Guy" é realmente uma pequena obra prima.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 2 de março de 2026

Um Tira da Pesada II

Título no Brasil: Um Tira da Pesada II
Título Original: Beverly Hills Cop II
Ano de Lançamento: 1987
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Tony Scott
Roteiro: Larry Ferguson, Warren Skaaren
Elenco: Eddie Murphy, Judge Reinhold, John Ashton, Jürgen Prochnow, Brigitte Nielsen, Ronny Cox

Sinopse:
O detetive Axel Foley (Murphy) retorna a Beverly Hills depois que seu amigo, o capitão Andrew Bogomil, é gravemente ferido em um atentado. Determinado a descobrir quem está por trás do crime, Axel se junta novamente aos policiais Billy Rosewood e John Taggart para investigar uma série de assaltos violentos ligados a uma misteriosa organização criminosa. Utilizando seus métodos pouco convencionais e muito humor, Axel tenta desvendar o esquema que envolve uma líder fria e calculista e seu grupo de criminosos altamente organizados.

Comentários:
"Um Tira da Pesada II" foi um grande sucesso de bilheteria, arrecadando mais de 270 milhões de dólares mundialmente e consolidando Eddie Murphy como uma das maiores estrelas de Hollywood nos anos 1980. Embora tenha sido muito popular entre o público, a recepção da crítica foi mais dividida do que a do primeiro filme. O jornal The New York Times destacou o carisma de Eddie Murphy e o ritmo acelerado da direção de Tony Scott, enquanto a revista Variety comentou que o filme apostava mais na ação e no estilo visual do que no humor e na originalidade do roteiro. Ainda assim, o longa manteve a popularidade da franquia e tornou-se um dos filmes policiais mais lembrados da década. No Brasil fez muito sucesso, puxando a popularidade de Murphy às alturas. O ator comediante era uma verdadeira febre, principalmente nas locadoras de vídeo. Seus filmes costumavam ficar entre os mais alugados por meses a fio. Foi, sem dúvida, a fase de ouro da carreira de Eddie Murphy. 

Pablo Aluísio. 

domingo, 1 de março de 2026

Nada em Comum

Título no Brasil: Nada em Comum
Título Original: Nothing in Common
Ano de Produção: 1986
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: Garry Marshall
Roteiro: Rick Podell, Michael Preminger
Elenco: Tom Hanks, Jackie Gleason, Eva Marie Saint, Hector Elizondo, Barry Corbin, Bess Armstrong

Sinopse:
David Basner (Tom Hanks) é um jovem executivo de publicidade muito bem-sucedido, que precisa lidar com uma situação no mínimo delicada, quando é informado que seus pais estão se divorciando, após décadas de casamento.

Comentários:
Tom Hanks surgiu no mundo do cinema como um astro de comédias, um comediante de ofício, gaiato, em filmes como "Despedida de Solteiro" e "Splash - Uma Sereia em Minha Vida". Filmes descompromissados, leves e até, de certo modo, bobinhos. Esse aqui foi seu primeiro filme com um roteiro mais centrado, mais sério, tratando de temas humanos mais profundos. Ainda pode ser considerada uma comédia, porém uma comédia dramática, vamos colocar nesses termos. E isso é curioso porque na época os fãs do ator tiveram uma surpresa e tanto quando chegaram aos cinemas pensando que iriam rir bastante, como nos seus filmes anteriores, e acabaram se deparando com temas pesados como divórcio, velhice, etc. Mesmo assim é um bom filme, sem dúvida. E o Tom Hanks só iria se aprofundar ainda mais no drama, como sua carreira no futuro bem iria demonstrar.

Pablo Aluísio.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Viver e Morrer em Los Angeles

Título no Brasil: Viver e Morrer em Los Angeles
Título Original: To Live and Die in L.A.
Ano de Produção: 1985
País: Estados Unidos
Estúdio: United Artists
Direção: William Friedkin
Roteiro: Gerald Petievich, William Friedkin
Elenco: William Petersen, Willem Dafoe, John Pankow

Sinopse:
Dois policiais de Los Angeles tentam seguir os passos de um perigoso grupo de criminosos envolvidos em tráfico de drogas e outros esquemas ilegais. Um deles é encurralado e morto covardemente. O outro jura e promete vingança pelo sangue derramado do colega, amigo e parceiro.

Comentários:
Mesmo passando por uma grave crise na carreira o diretor William Friedkin conseguiu rodar esse bom policial, ambientado no mundo do tráfico de drogas em Los Angeles durante a década de 1980. O filme tem um roteiro muito bem escrito pelo próprio diretor, baseado na novela policial de Gerald Petievich e consegue prender a atenção do começo ao fim. De certo modo é um herdeiro da linguagem mais cru e realista da década anterior e talvez por essa razão, por não ser um produto meramente pop como "Um Tira da Pesada", por exemplo, não conseguiu fazer o sucesso merecido nas bilheterias. Eu analiso o fracasso comercial dessa fita fazendo um paralelo da mudança de mentalidade entre os públicos da década de 70 e 80. Nos anos 70 havia todo um sentimento de uso do cinema como meio de mudança social, onde os grandes temas em voga na sociedade estavam mais em voga. Já nos ano 80 imperou a fantasia e o pop, principalmente das produções comandadas por Steven Spielberg e todos aqueles que o seguiam esteticamente. Por essa razão " To Live and Die in L.A." não foi tão bem recebido como merecia. O consolo vem do fato de que os anos fizeram jus a esse policial e ele hoje é reconhecido como um dos melhores daquela década. Antes tarde do que nunca.

Pablo Aluísio.

Fúria Mortal

Título no Brasil: Fúria Mortal
Título Original: Out for Justice
Ano de Lançamento: 1991
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros.
Direção: John Flynn
Roteiro: R. Lance Hill
Elenco: Steven Seagal, William Forsythe, Jerry Orbach, Jo Champa, Shareen Mitchell, Gina Gershon

Sinopse:
Gino Felino (Steven Seagal), um policial do bairro do Brooklyn em Nova Iorque, parte em busca dos assassinos de seu melhor amigo que foi morto de forma covarde, em plena luz do dia, diante de testemunhas. E tudo leva a crer que o crime foi de autoria de um chefe da máfia criminosa envolvida com o trafico de drogas nas ruas da cidade.

Comentários:
Depois do sucesso de seus primeiros filmes, o ator e lutador de artes marciais Steven Seagal finalmente assinou um excelente contrato com os estúdios da Warner Brothers. Foi ótimo para a carreira dele, pois esse estúdio sempre foi um dos maiores da indústria cinematográfica dos Estados Unidos. E os filmes ganharam capricho, com excelente produção e roteiros mais bem elaborados, mais bem trabalhados. Esse aqui pode ser considerado um dos bons filmes da carreira dele. Tudo muito bem feito, contando com cenas excelentes de ação e lutas. Tudo que um fã de Steven Seagal queria ver no cinema, aqui havia em doses generosas. O filme acabou fazendo boa bilheteria e nas locadoras de vídeo se tornou um campeão de locações. Steven Seagal estava começando a se destacar entre os heróis de filmes de ação.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Johnny Mnemonic - O Cyborg do Futuro

Título no Brasil: Johnny Mnemonic, o Cyborg do Futuro
Título Original: Johnny Mnemonic
Ano de Produção: 1995
País: Estados Unidos
Estúdio: TriStar Pictures
Direção: Robert Longo
Roteiro: William Gibson
Elenco: Keanu Reeves, Dolph Lundgren, Dina Meyer, Ice-T, Barbara Sukowa, Denis Akiyama

Sinopse:
No ano de 2021, em um mundo devastado, a informação se torna o verdadeiro poder. Johnny Mnemonic (Keanu Reeves) decide entrar em um mundo completamente virtual para localizar dados e informações sobre assuntos e segredos vitais, mas antes vai precisar sobreviver a uma verdadeira caçada dentro do mundo cibernético.

Comentários:
Anos 90. Tempos das fitas VHS, das locadoras de vídeo. Eu me recordo de ter assistido esse filme justamente nessa época. Essa produção sequer foi lançada nos cinemas brasileiros porque fracassou no mercado americano. Assim acabou sendo lançada em nosso país diretamente em vídeo. O curioso é que foi um fracasso na carreira do Keanu Reeves bem em um tempo em que ele estava emplacando vários sucessos de bilheteria! Outra ironia é que me recordo que quando ouvi falar em "Matrix" pela primeira vez o meu primeiro pensamento foi: "Xi, o Keanu Reeves vai embarcar em outra furada, vai fazer um novo Johnny Mnemonic!". Claro, eu estava completamente enganado. "Matrix" foi um fenômeno cinematográfico. De qualquer forma voltando para essa ficção o que posso dizer hoje em dia é que pouca coisa sobrou de bom. O filme continua bem fraco e os efeitos especiais envelheceram tremendamente. São tão datados agora que vão causar um humor involuntário em que for assistir. É a passagem do tempo, passando por cima como um trator. E é bom frisar que quando foi lançado originalmente os efeitos no mundo virtual do filme também não chamavam muito a atenção. Enfim, um momento menor e bem esquecido da filmografia do Keanu Reeves que aqui realmente pisou na bola, em um filme que não resistiu ao tempo. 

Pablo Aluísio.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Desafiando o Assassino

Título no Brasil: Desafiando o Assassino
Título Original: Mr. Majestyk
Ano de Produção: 1974
País: Estados Unidos
Estúdio: United Artists
Direção: Richard Fleischer
Roteiro: Elmore Leonard
Elenco: Charles Bronson, Linda Cristal, Al Lettieri

Sinopse:
Vince Majestyk (Bronson) é um modesto plantador de frutas que acaba virando alvo de um grupo de criminosos por desafiar as regras do sindicato local de trabalhadores rurais ao dar emprego para um grupo de mestiços. O que seus inimigos não sabem é que ele é na verdade um veterano da guerra do Vietnã, perito em armas de grosso calibre, pronto para enfrentar todos os que lhe querem prejudicar.

Comentários:
Mais uma fita de ação com Charles Bronson que na época fez muito sucesso nos cinemas populares, de bairro, que existiam em todo o Brasil. O roteiro é dos mais simples (o que não quer dizer que não seja muito eficiente). Como sempre Bronson interpreta um sujeito que só deseja levar sua vida em paz, cuidando de suas plantações. O problema é que resolvem mexer com ele. Aí não tem jeito, sobra chuva de balas para todos os lados. Usando do velho chavão "Mexeram com o cara errado", o antes pacato e pacífico personagem de Bronson vira um Rambo dos campos. Armado até os dentes passa fogo nos mafiosos que querem lhe explorar. O diretor  Richard Fleischer parece ter um prazer sádico em explodir melancias com rajadas de poderosas metralhadoras. Em seu modo de ver, aquilo era "pura arte cinematográfica"! É curioso que Bronson, que até teve uma carreira bem diversificada nos primeiros anos de carreira, surgindo em praticamente todos os gêneros, tenha a partir dos anos 70 se especializado em filmes mais populares de pura ação. Isso ocorreu principalmente depois que os produtores descobriram que ele poderia se dar muito bem estrelando filmes desse tipo. A partir daí ele deixou de ser um coadjuvante eclético para se tornar um autêntico astro de ação dentro da indústria de cinema dos Estados Unidos. Levou até o fim de sua vida essa escolha. Assista e confira o que dá mexer com o fazendeiro errado.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Uma Saída de Mestre

Título no Brasil: Uma Saída de Mestre
Título Original: The Italian Job
Ano de Produção: 2003
País: Estados Unidos, Inglaterra, França, Itália
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: F. Gary Gray
Roteiro: Troy Kennedy-Martin, Donna Powers
Elenco: Mark Wahlberg, Jason Statham, Donald Sutherland, Edward Norton, Charlize Theron, Fausto Callegarini

Sinopse:

Depois de ser traído e deixado para morrer na Itália, Charlie Croker (Mark Wahlberg) e sua equipe planejam um elaborado assalto, com o objetivo de roubar uma grande fortuna em ouro. O alvo passa a ser justamente aquele que o traiu, seu ex-aliado. Filme premiado no World Stunt Awards.

Comentários:
Esse filme de ação reuniu um elenco e tanto! Realmente admirável. Penso inclusive que se fosse produzido nos dias de hoje não iriam conseguir reunir tantos astros e estrelas famosos do cinema atual. Afinal o cachê de todos eles inflacionou bastante desde 2003, quando o filme foi feito. Outro ponto positivo é que se trata de um filme sobre assalto. Esse é aquele tipo de filme que precisa ter um roteiro muito ruim para não dar certo. O natural mesmo é que acabe rendendo pelo menos um bom enredo, com doses de ação e suspense. A intenção dos ladrões é roubar um enorme carregamento em barras de ouro. O sonho de todo criminoso desse tipo. E para isso eles reúnem um tipo de "experts", cada um na sua area de atuação. Recentemente assistindo ao novo "Velozes e Furiosos" há uma pequena menção a essa produção quando Jason Statham mostra ao The Rock um pequeno carro italiano, um daqueles mini veículos, populares entre os consumidores da Itália. E esses carrinhos acabam sendo também uma das estrelas desse filme, em ótimas cenas de perseguição. Enfim, se você curte esse tipo de action movie, pode assistir sem medo. Vai gostar, seja de uma maneira ou outra.

Pablo Aluísio.

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Mad Max 2

Mad Max 2
Mad Max 2 (Mad Max 2: The Road Warrior) foi lançado em 24 de dezembro de 1981 na Austrália (chegando a outros países em 1982), dirigido por George Miller e estrelado por Mel Gibson, com participações de Bruce Spence, Vernon Wells, Michael Preston e Kjell Nilsson. Situado em um futuro pós-apocalíptico marcado pela escassez de combustível e pelo colapso da civilização, o filme acompanha Max, um ex-policial solitário que vagueia pelas estradas desertas tentando sobreviver. O ponto de partida da narrativa surge quando ele encontra uma pequena comunidade que protege um valioso suprimento de gasolina, tornando-se alvo de uma violenta gangue liderada por um tirano carismático. A partir desse encontro, Max é gradualmente envolvido no conflito entre sobrevivência individual e responsabilidade coletiva, dando início a uma jornada de ação intensa e atmosfera desoladora, sem antecipar o destino final dos personagens.

No momento de seu lançamento internacional, Mad Max 2 recebeu uma aclamação crítica significativa, surpreendendo parte da imprensa que esperava apenas uma continuação de baixo orçamento. O The New York Times destacou a energia visual do filme e sua narrativa quase sem diálogos, observando que a obra funcionava como “uma perseguição cinematográfica contínua, conduzida com precisão extraordinária”. Já o Los Angeles Times elogiou a imaginação visual de George Miller e a construção de um universo convincente com recursos limitados, ressaltando que o diretor transformava ação física em linguagem cinematográfica pura.

A revista Variety descreveu o longa como “um espetáculo de ação feroz e inventivo”, apontando que sua coreografia de perseguições elevava o padrão do gênero. O The New Yorker observou que o filme possuía uma qualidade quase mítica, comparando Max a um cavaleiro solitário em um faroeste futurista. Embora a violência estilizada tenha causado alguma reserva entre críticos mais conservadores, o consenso geral foi claramente positivo, reconhecendo o filme como uma sequência superior ao original e um marco inovador do cinema de ação moderno.

No campo comercial, Mad Max 2 foi um grande sucesso internacional, especialmente considerando seu orçamento modesto de cerca de US$ 4,5 milhões. O filme arrecadou aproximadamente US$ 36 milhões apenas nos Estados Unidos e ultrapassou US$ 100 milhões mundialmente em diferentes relançamentos e mercados. Esse desempenho transformou a produção australiana em fenômeno global, consolidando a carreira internacional de Mel Gibson e garantindo a continuidade da franquia. O sucesso também demonstrou que filmes de ação visualmente inventivos poderiam competir com grandes produções de Hollywood mesmo com recursos limitados.

Com o passar das décadas, Mad Max 2 tornou-se amplamente considerado um dos maiores filmes de ação já realizados. Sua influência estética pode ser vista em inúmeros filmes, videogames e obras de cultura pop que exploram cenários pós-apocalípticos e perseguições motorizadas. Críticos contemporâneos frequentemente destacam a clareza visual das sequências de ação, a narrativa minimalista e a construção de mundo extremamente eficiente. Hoje, o longa é visto não apenas como o ponto alto da trilogia original, mas como uma referência fundamental para o cinema de ação e aventura das décadas seguintes.

Mad Max 2 (Mad Max 2: The Road Warrior, Austrália, 1981) Direção: George Miller / Roteiro: Terry Hayes, George Miller e Brian Hannant / Elenco: Mel Gibson, Bruce Spence, Vernon Wells, Michael Preston, Kjell Nilsson, Emil Minty / Sinopse: Em um deserto pós-apocalíptico dominado pela escassez de combustível, um guerreiro solitário envolve-se na defesa de uma comunidade sitiada por saqueadores violentos, enfrentando escolhas entre sobrevivência individual e solidariedade.

Erick Steve.

O Ajuste de Contas

Título no Brasil: O Ajuste de Contas
Título Original: An Eye for an Eye
Ano de Lançamento: 1981
País: Estados Unidos
Estúdio: Avco Embassy Pictures
Direção: Steve Carver
Roteiro: James Bruner, William Gray
Elenco: Chuck Norris, Christopher Lee, Richard Roundtree, Matt Clark, Mako, Maggie Cooper

Sinopse:
Após o assassinato brutal de seu parceiro por uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas, um policial de San Francisco decide abandonar os métodos legais e buscar vingança por conta própria. Em sua caçada, ele enfrenta assassinos profissionais, corrupção e uma rede internacional de crime, colocando sua própria vida em risco enquanto tenta fazer justiça fora da lei.

Comentários:
Esse filme recebeu diversos títulos no Brasil, entre eles "Olho por Olho", "Justiça Selvagem" e "A Hora da Vingança". Essa produção faz parte da fase inicial de Chuck Norris como astro de ação nos cinemas, ajudando a consolidar sua imagem de justiceiro implacável. Christopher Lee interpreta um dos principais antagonistas, em um raro papel de vilão em filme policial contemporâneo. A trama segue a tradição dos thrillers de vingança populares no início dos anos 1980. O longa mistura artes marciais com ação policial urbana, característica marcante dos filmes de Norris nesse período. Teve bom desempenho comercial e contribuiu para o crescimento da carreira do ator no gênero de ação. Tornou-se presença frequente em exibições de TV e ganhou status cult entre fãs do cinema de ação dos anos 80.

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Pensamentos Mortais

Pensamentos Mortais
Pensamentos Mortais (Mortal Thoughts) foi lançado em 19 de abril de 1991, dirigido por Alan Rudolph e estrelado por Demi Moore, Glenne Headly e Bruce Willis, com participações importantes de John Pankow e Bill Smitrovich. O filme apresenta um suspense psicológico ambientado em uma comunidade operária nos Estados Unidos, concentrando-se na relação intensa entre duas amigas de longa data. A narrativa tem início quando a polícia passa a investigar a morte de um homem violento e abusivo, levando uma das mulheres a ser interrogada por horas enquanto recorda os acontecimentos que antecederam o crime. A partir desse ponto de partida, o longa desenvolve uma atmosfera de tensão crescente, explorando memórias fragmentadas, lealdade emocional e a dificuldade de distinguir verdade, culpa e proteção. O enredo se constrói de forma intimista e subjetiva, evitando revelar antecipadamente as consequências finais da investigação.

No momento de seu lançamento, Pensamentos Mortais recebeu uma reação crítica mista da imprensa americana. O The New York Times destacou o clima psicológico do filme e a tentativa de construir suspense a partir de diálogos e lembranças, elogiando especialmente a presença dramática de Demi Moore. Contudo, o jornal também observou que a narrativa poderia soar excessivamente contida para um thriller. O Los Angeles Times ressaltou a direção discreta de Alan Rudolph, afirmando que o cineasta buscava mais a complexidade emocional das personagens do que reviravoltas típicas do gênero policial.

A revista Variety avaliou o filme como um drama criminal de ritmo lento, dependente sobretudo das atuações centrais para sustentar a tensão. Já o The New Yorker comentou que o longa possuía uma abordagem quase teatral, concentrada nas ambiguidades morais e psicológicas das protagonistas, embora nem sempre alcançasse o impacto pretendido. Parte da crítica considerou que o potencial dramático da premissa era maior do que sua execução, enquanto outros valorizaram o retrato sensível da amizade feminina sob pressão extrema. O consenso geral permaneceu dividido, oscilando entre reconhecimento das atuações e reservas quanto ao suspense.

No aspecto comercial, Pensamentos Mortais teve desempenho moderado nas bilheterias. Produzido com orçamento estimado em cerca de US$ 40 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 18 milhões nos Estados Unidos, com retorno internacional relativamente discreto. O resultado ficou abaixo das expectativas comerciais associadas ao elenco conhecido, especialmente considerando a popularidade crescente de Bruce Willis no início dos anos 1990. Ainda assim, o longa encontrou audiência posterior no mercado de vídeo doméstico e em exibições televisivas, ampliando gradualmente seu alcance junto ao público interessado em thrillers psicológicos.

Com o passar do tempo, Pensamentos Mortais passou por uma reavaliação moderadamente positiva, sendo lembrado mais por suas interpretações do que por seu sucesso inicial. A atuação de Demi Moore costuma ser apontada como um de seus trabalhos dramáticos mais intensos do período, enquanto a dinâmica entre as duas protagonistas ganhou leitura contemporânea ligada a temas de solidariedade feminina e violência doméstica. Embora não seja considerado um clássico do gênero, o filme mantém interesse como exemplo de thriller psicológico intimista do início dos anos 1990 e como registro de um momento específico da carreira de seus atores principais.

Pensamentos Mortais (Mortal Thoughts, Estados Unidos, 1991) Direção: Alan Rudolph / Roteiro: William Reilly / Elenco: Demi Moore, Glenne Headly, Bruce Willis, John Pankow, Bill Smitrovich, Harvey Keitel / Sinopse: Durante o interrogatório sobre a morte de um homem violento, uma mulher revisita lembranças que revelam segredos, lealdades e ambiguidades morais capazes de alterar completamente a percepção dos fatos.

Erick Steve. 

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Jogo Bruto

Jogo Bruto
Raw Deal foi lançado em 6 de junho de 1986, dirigido por John Irvin e estrelado por Arnold Schwarzenegger, ao lado de Kathryn Harrold, Sam Wanamaker, Darren McGavin e Paul Shenar. Inserido no auge do cinema de ação dos anos 1980, o filme apresenta Schwarzenegger como um ex-agente do FBI que vive afastado do serviço após uma missão malsucedida, levando uma rotina aparentemente comum em uma pequena cidade. O ponto de partida da narrativa ocorre quando uma autoridade federal o procura com uma proposta secreta: infiltrar-se em uma poderosa organização criminosa responsável por uma onda de violência e corrupção. Para cumprir essa tarefa, o protagonista precisa assumir uma nova identidade e mergulhar em um ambiente dominado por desconfiança, brutalidade e jogos de poder. A história desenvolve, a partir daí, uma trama de vingança pessoal, lealdade ambígua e confrontos inevitáveis, mantendo o suspense sobre as consequências finais de sua missão.

Na época do lançamento, Raw Deal recebeu uma reação crítica majoritariamente negativa a mista por parte da imprensa americana. O The New York Times considerou o filme previsível dentro das convenções do gênero, observando que a narrativa seguia “um caminho familiar de infiltração e violência estilizada” sem grande profundidade dramática. O jornal reconheceu, contudo, a presença física marcante de Schwarzenegger como elemento central de atração para o público. Já o Los Angeles Times apontou que o longa possuía momentos de tensão eficientes, mas carecia de desenvolvimento mais consistente dos personagens e de maior originalidade na condução do enredo.

A revista Variety descreveu o filme como um produto típico do cinema de ação da década, destacando sequências explosivas e ritmo acelerado, porém criticando a dependência excessiva de clichês narrativos. O The New Yorker observou que a produção parecia construída principalmente para explorar o carisma crescente de Schwarzenegger, mais do que para oferecer um thriller policial realmente complexo. Ainda assim, parte da crítica reconheceu que o filme cumpria sua função como entretenimento direto e violento, adequado ao gosto popular do período. O consenso geral foi de avaliação morna, sem grande entusiasmo crítico, mas também sem rejeição completa dentro do contexto do gênero.

No campo comercial, Raw Deal apresentou desempenho modesto nas bilheterias. Produzido com um orçamento estimado em cerca de US$ 10 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 16 milhões nos Estados Unidos, com resultados internacionais complementando discretamente esse total. Embora não tenha sido um fracasso, o retorno financeiro ficou abaixo de outros sucessos estrelados por Schwarzenegger na mesma década. Mesmo assim, a produção encontrou vida mais longa no mercado de vídeo doméstico e nas exibições televisivas, formatos nos quais muitos filmes de ação dos anos 1980 consolidaram sua popularidade junto ao público.

Com o passar do tempo, Raw Deal passou a ser visto como um título menor, porém representativo, da filmografia de Schwarzenegger e do cinema de ação oitentista. Críticos contemporâneos costumam avaliá-lo como uma obra funcional, marcada por violência estilizada, trilha sonora típica da época e narrativa direta, sem grandes ambições artísticas. Ainda assim, fãs do gênero reconhecem seu valor como exemplo do período em que produções policiais de baixo a médio orçamento exploravam temas de infiltração, vingança e justiça pessoal. Hoje, o filme mantém status de curiosidade cult entre admiradores do ator e do cinema de ação clássico.

Jogo Bruto (Raw Deal, Estados Unidos, 1986) Direção: John Irvin / Roteiro: Gary DeVore e Norman Wexler / Elenco: Arnold Schwarzenegger, Kathryn Harrold, Sam Wanamaker, Darren McGavin, Paul Shenar, Steven Hill / Sinopse: Um ex-agente federal aceita uma missão secreta para infiltrar-se em uma organização criminosa poderosa, assumindo nova identidade e enfrentando perigos que colocam à prova sua lealdade, resistência e desejo de vingança.

Erick Steve.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Rambo - Programado Para Matar

Rambo - Programado Para Matar
O filme Rambo – Programado para Matar (First Blood) foi lançado em 22 de outubro de 1982, marcando a estreia de Sylvester Stallone como John Rambo, personagem que se tornaria um dos maiores ícones do cinema de ação. Dirigido por Ted Kotcheff, o longa é baseado no romance homônimo de David Morrell e apresenta uma abordagem mais dramática e psicológica do que os filmes posteriores da franquia. A história acompanha um veterano da Guerra do Vietnã que, ao retornar aos Estados Unidos, enfrenta rejeição social, traumas profundos e hostilidade institucional. Diferente do estereótipo do herói invencível, Rambo surge inicialmente como uma figura solitária e fragilizada, cuja explosão de violência é resultado direto do abandono e da incompreensão que sofre.

A recepção crítica de Rambo – Programado para Matar foi, em geral, positiva, especialmente por sua seriedade temática. O The New York Times elogiou a performance contida de Stallone, destacando a dimensão humana do personagem e o comentário social sobre o tratamento dado aos veteranos de guerra. O Los Angeles Times ressaltou a direção segura de Ted Kotcheff, que conseguiu equilibrar ação e drama sem glorificar excessivamente a violência. Já a revista Variety apontou que o filme se diferenciava de outras produções de ação da época justamente por seu tom sombrio e crítico, transformando o conflito interno do protagonista no verdadeiro motor da narrativa.

Outros veículos, como o Washington Post, destacaram a força emocional do desfecho e a denúncia implícita da negligência governamental em relação aos ex-combatentes do Vietnã. A crítica reconheceu que, apesar de conter cenas intensas de ação, o filme funcionava principalmente como um drama sobre alienação, trauma psicológico e choque entre indivíduo e autoridade. Com o passar do tempo, essa leitura se consolidou, fazendo com que First Blood fosse reavaliado como uma obra mais complexa do que sua fama posterior poderia sugerir. Muitos analistas contemporâneos apontam o filme como um retrato cru de uma América ainda marcada pelas feridas da guerra.

No aspecto comercial, Rambo – Programado para Matar foi um grande sucesso de bilheteria. Produzido com um orçamento estimado em cerca de US$ 15 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 47 milhões apenas nos Estados Unidos. No mercado internacional, o desempenho também foi expressivo, elevando a arrecadação mundial para cerca de US$ 125 milhões. Esse resultado garantiu não apenas o retorno financeiro, mas também a continuidade da história em diversas sequências, embora estas adotassem um tom cada vez mais voltado para a ação espetacular.

Atualmente, Rambo – Programado para Matar é considerado um clássico do cinema dos anos 1980 e o capítulo mais respeitado da franquia. Críticos e estudiosos destacam que o filme original se distancia do discurso triunfalista comum aos filmes seguintes, oferecendo uma visão amarga sobre guerra, violência e exclusão social. A atuação de Stallone é frequentemente citada como uma de suas melhores, justamente pela contenção emocional e pelo impacto do famoso monólogo final. Hoje, o longa é visto como uma obra fundamental para compreender não apenas o personagem Rambo, mas também o contexto cultural e político dos Estados Unidos no pós-Guerra do Vietnã.

Rambo – Programado para Matar (First Blood, Estados Unidos, 1982) Direção: Ted Kotcheff / Roteiro: Michael Kozoll, William Sackheim e Sylvester Stallone (baseado no romance de David Morrell) / Elenco: Sylvester Stallone, Richard Crenna, Brian Dennehy, Bill McKinney, Jack Starrett, David Caruso / Sinopse: Um veterano da Guerra do Vietnã entra em confronto com autoridades locais após sofrer perseguição e abuso, desencadeando uma caçada implacável que expõe os traumas da guerra, o abuso de poder e o isolamento social.

Erick Steve. 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Willow

Willow
O filme Willow foi lançado nos Estados Unidos em 20 de maio de 1988, com direção de Ron Howard e produção executiva de George Lucas, que também idealizou a história. O elenco principal é liderado por Warwick Davis, em seu primeiro grande papel como protagonista, interpretando o camponês Willow Ufgood, ao lado de Val Kilmer como o espadachim Madmartigan, Joanne Whalley como Sorsha e Jean Marsh como a rainha Bavmorda. A narrativa se inicia em um reino dominado por uma tirana obcecada por uma antiga profecia que anuncia sua queda, quando um bebê nasce com um destino extraordinário. Willow, um membro de um povo pequeno e marginalizado, acaba envolvido nessa trama ao assumir a missão de proteger a criança. O ponto de partida da história estabelece uma clássica jornada de fantasia, misturando magia, aventura e amadurecimento pessoal, sem jamais revelar o desfecho da missão ou o destino final dos personagens.

No momento de seu lançamento, Willow foi recebido pela crítica americana com reações mistas, especialmente por ser comparado diretamente a outras fantasias épicas da época. O The New York Times descreveu o filme como “uma aventura simpática, embora excessivamente familiar”, destacando o carisma de Warwick Davis, mas apontando a previsibilidade da trama. O Los Angeles Times elogiou os efeitos visuais e a ambição do projeto, afirmando que o filme “oferece espetáculo suficiente para encantar o público jovem”. A revista Variety ressaltou o valor de produção elevado e a trilha sonora épica de James Horner, mas observou que a narrativa seguia fórmulas já bem conhecidas do gênero.

Por outro lado, a The New Yorker foi mais severa, comentando que o filme parecia “uma colagem de ideias de fantasia já vistas anteriormente”, sem a força mítica necessária para se destacar. O Washington Post observou que, embora visualmente atraente, Willow carecia de originalidade e profundidade emocional. Val Kilmer, no entanto, foi amplamente elogiado por trazer humor e energia ao filme, sendo apontado como um dos elementos mais memoráveis da produção. No balanço geral, a crítica da época considerou Willow uma obra tecnicamente competente e agradável, porém derivativa, resultando em uma recepção moderada, distante do entusiasmo gerado por outros épicos de fantasia lançados na década.

Comercialmente, Willow teve um desempenho razoável, mas abaixo das expectativas iniciais. Produzido com um orçamento estimado em cerca de US$ 35 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 57 milhões nas bilheterias dos Estados Unidos. No mercado internacional, a arrecadação adicionou cerca de US$ 80 milhões, elevando o total mundial para algo em torno de US$ 137 milhões. Embora não tenha sido um fracasso financeiro, o resultado foi considerado decepcionante para um projeto associado aos nomes de George Lucas e Ron Howard. Esse desempenho acabou afastando, por muitos anos, a possibilidade de uma continuação direta no cinema.

Com o passar do tempo, Willow passou por uma reavaliação crítica significativa. Atualmente, o filme é amplamente considerado um clássico cult da fantasia, especialmente entre o público que cresceu assistindo à obra em VHS e sessões televisivas. A atuação de Warwick Davis ganhou reconhecimento histórico por representar um raro protagonismo de um personagem com nanismo em uma grande produção hollywoodiana. O tom aventureiro, os efeitos práticos e a trilha sonora passaram a ser valorizados como marcas de uma era anterior ao domínio dos efeitos digitais. Hoje, Willow é visto com carinho e nostalgia, sendo reconhecido por seu charme, imaginação e importância cultural dentro do gênero.

Willow (Willow, Estados Unidos, 1988) Direção: Ron Howard / Roteiro: Bob Dolman (história baseada em argumento de George Lucas) / Elenco: Warwick Davis, Val Kilmer, Joanne Whalley, Jean Marsh, Billy Barty, Patricia Hayes / Sinopse: Um camponês relutante é forçado a deixar sua aldeia para proteger uma criança destinada a mudar o destino de um reino, embarcando em uma jornada repleta de magia, perigos e aliados improváveis.

Erick Steve. 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Labirinto

Labirinto
O filme Labirinto (Labyrinth) foi lançado nos Estados Unidos em 27 de junho de 1986, com direção de Jim Henson, criador dos Muppets e uma das figuras mais importantes da fantasia audiovisual do século XX. O elenco é liderado por David Bowie, em uma de suas performances mais icônicas no cinema, interpretando Jareth, o Rei dos Duendes, e por Jennifer Connelly, então ainda muito jovem, no papel de Sarah. Completam o elenco principal diversos personagens criados com animatrônicos e marionetes desenvolvidos pelo Jim Henson’s Creature Shop. A história acompanha Sarah, uma adolescente sonhadora e frustrada com suas responsabilidades familiares, que acidentalmente deseja que seu irmão bebê seja levado por Jareth. Quando percebe as consequências de suas palavras, ela é lançada em um mundo fantástico repleto de criaturas estranhas, desafios e enigmas, sendo obrigada a atravessar um enorme labirinto para resgatar o menino. O ponto de partida do filme estabelece uma jornada de amadurecimento, onde fantasia e realidade se misturam, sem jamais revelar o desfecho dessa aventura.

No momento de seu lançamento, Labirinto recebeu uma reação crítica bastante mista por parte da imprensa americana. O The New York Times descreveu o filme como “visualmente inventivo, mas narrativamente irregular”, destacando o trabalho técnico enquanto questionava a força dramática da história. O Los Angeles Times elogiou a imaginação visual e o design de produção, afirmando que o filme era “um espetáculo artesanal raro em uma indústria cada vez mais dependente de efeitos mecânicos”. Já a revista Variety observou que a obra parecia indecisa quanto ao seu público-alvo, oscilando entre um tom infantil e elementos mais sombrios. Muitos críticos reconheceram o charme singular do universo criado por Jim Henson, mas apontaram dificuldades no ritmo e na construção do roteiro, especialmente para espectadores adultos.

O The Washington Post comentou que o filme possuía “momentos de puro encanto visual”, mas carecia de uma narrativa mais envolvente, enquanto a The New Yorker classificou a produção como “uma fantasia belamente construída que nem sempre encontra uma base emocional sólida”. A atuação de David Bowie dividiu opiniões: alguns críticos elogiaram seu carisma e presença magnética, enquanto outros consideraram o tom exagerado e deslocado. Ainda assim, houve consenso quanto à originalidade estética do filme, com elogios frequentes aos cenários, figurinos e criaturas. No balanço geral da época, Labirinto foi visto como uma obra criativa e ambiciosa, porém falha em alcançar plenamente seu potencial, resultando em uma recepção crítica morna e sem grande entusiasmo imediato.

Comercialmente, Labirinto teve um desempenho abaixo do esperado. Produzido com um orçamento estimado em cerca de US$ 25 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 12,9 milhões nas bilheterias dos Estados Unidos, tornando-se um fracasso comercial inicial. No mercado internacional, a arrecadação ajudou a amenizar as perdas, mas não foi suficiente para transformar o filme em um sucesso financeiro na época de seu lançamento. O resultado decepcionante impactou negativamente os planos de Jim Henson para projetos semelhantes no cinema, reforçando a percepção do estúdio de que fantasias elaboradas desse tipo enfrentavam dificuldades comerciais em meados dos anos 1980. Apesar disso, o filme encontrou uma segunda vida no mercado de vídeo doméstico e nas exibições televisivas ao longo dos anos seguintes.

Nos dias atuais, Labirinto é amplamente reconhecido como um filme cult, sendo muito mais valorizado do que em sua estreia. A obra passou a ser celebrada por sua estética artesanal, pela trilha sonora marcante e pela performance memorável de David Bowie. Críticos contemporâneos frequentemente destacam o filme como um exemplo raro de fantasia autoral dentro do cinema comercial dos anos 1980. A jornada de amadurecimento de Sarah passou a ser reinterpretada sob leituras simbólicas e psicológicas, aumentando o prestígio crítico da obra. Hoje, Labirinto é considerado um clássico cult, frequentemente citado como uma das produções mais queridas e singulares da filmografia de Jim Henson.

Labirinto (Labyrinth, Estados Unidos, Reino Unido, 1986) Direção: Jim Henson / Roteiro: Terry Jones e Jim Henson (história baseada em conceito de Jim Henson, com personagens desenvolvidos pelo Jim Henson Company) / Elenco: David Bowie, Jennifer Connelly, Toby Froud, Shelley Thompson, Brian Henson, Ron Mueck / Sinopse: Uma jovem é forçada a atravessar um mundo fantástico repleto de criaturas e enigmas após fazer um desejo impulsivo, enfrentando desafios que colocam à prova sua coragem, imaginação e senso de responsabilidade.

Erick Steve.

sábado, 24 de janeiro de 2026

Tuff Turf: O Rebelde

Tuff Turf: O Rebelde
Quem é mais jovem provavelmente só conhece o ator James Spader por causa da série "Lista Negra". Porém quem é fã veterano de cinema lembra de outra fase da carreira desse ator. Lembra dos anos 80 quando ele se especializou em fazer papéis de jovens riquinhos e malvados, principalmente nos filmes memoráveis de adolescentes dirigidos pelo genial John Hughes. Pois bem, esse filme "Tuff Turf: O Rebelde" é justamente dessa época. Claro que os melhores filmes sobre rebeldes foram feitos nos anos 1950, mas é aquela coisa, certos nichos cinematográficos resistem ao passar dos anos. Nunca morrem e estão sempre se renovando, de uma maneira ou outra.

Não é dos melhores filmes do Spader nessa fase de sua vida, temos que reconhecer bem isso. Entretanto fez um sucesso considerável no Brasil por ter sido lançado em VHS por aqui pelo selo SBT Vídeos. Isso mesmo, o Silvio Santos entrou no mercado das locadoras de vídeos nos anos 80 e promoveu demais essa fita em seu canal de TV. Talvez justamente por essa razão esse filme tenha ficado tão conhecido entre os jovens brasileiros. No geral é uma fita B que até tem seus bons momentos, mas certamente durante a década de 1980 o James Spader fez coisa muito, mas muito melhor.

Tuff Turf: O Rebelde (Tuff Turf, Estados Unidos, 1985) Direção: Fritz Kiersch / Roteiro: Jette Rinck, Greg Collins O'Neill / Elenco: James Spader, Kim Richards, Paul Mones, Matt Clark / Sinopse: O novo garoto da escola, o novato, deve lutar contra uma gangue de jovens valentões do bairro depois de roubar a garota do líder dasse grupo de delinquentes.

Pablo Aluísio.


Em Cartaz: Tuff Turf - O Rebelde
Tuff Turf – O Rebelde chegou aos cinemas em 1985, dirigido por Fritz Kiersch e estrelado por James Spader, com Kim Richards no papel feminino principal. O filme se insere diretamente na onda de dramas juvenis dos anos 1980, explorando conflitos de classe, violência urbana e romance proibido. A história acompanha um jovem rico que se muda para um bairro dominado por gangues e acaba se envolvendo em confrontos físicos e emocionais que testam sua identidade e seu lugar naquele ambiente hostil.

Do ponto de vista comercial, Tuff Turf teve uma bilheteria modesta, sem alcançar o sucesso de títulos contemporâneos mais populares do gênero, como The Karate Kid ou Footloose. Ainda assim, o filme conseguiu boa circulação nos cinemas de bairro e posteriormente ganhou visibilidade no mercado de vídeo doméstico, onde encontrou um público fiel entre adolescentes e jovens adultos. A trilha sonora, com forte presença de rock e new wave, também ajudou a manter o filme em evidência além de sua passagem inicial pelas salas.

A recepção crítica em 1985 foi predominantemente negativa, embora não totalmente hostil. O The New York Times descreveu o longa como “um drama juvenil previsível, sustentado mais pelo estilo do que pela substância”, observando que a narrativa seguia fórmulas já conhecidas do cinema adolescente da época. Já a Variety comentou que o filme era “energeticamente encenado, mas dramaticamente raso”, destacando que o roteiro não aprofundava de forma convincente os conflitos sociais que propunha abordar.

As atuações, no entanto, receberam atenção especial. James Spader foi citado por alguns críticos como um ator carismático, ainda em início de carreira, capaz de transmitir vulnerabilidade e arrogância ao mesmo tempo. Jornais regionais americanos chegaram a afirmar que Spader “tem presença de astro, mesmo quando o material não o favorece”, enquanto Kim Richards foi vista como adequada ao papel, embora limitada por um roteiro pouco desenvolvido.

Com o passar dos anos, Tuff Turf – O Rebelde passou a ser reavaliado como um típico produto de seu tempo, mais lembrado por sua estética oitentista — figurinos, trilha sonora e clima urbano — do que por seus méritos narrativos. Embora não tenha sido um sucesso crítico nem comercial em 1985, o filme conquistou status de cult menor, especialmente entre fãs de James Spader e do cinema juvenil da década. Hoje, é visto como um retrato cru e estilizado das ansiedades adolescentes daquele período, ainda que preso às convenções de sua época.

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Febre de juventude

Febre de juventude
Não importa se você não viveu aquela época (muito provavelmente não viveu mesmo pois lá se vão mais de 50 anos!) pois certamente vai acabar gostando desse filme muito simpático que mostra o alvoroço que foi a chegada da chamada Beatlemania nos Estados Unidos. A cultura jovem de massa, do histerismo e dos gritinhos, certamente já tinha nascido nos anos 50 com Elvis Presley mas foi mesmo nos anos 60 que houve de verdade uma verdadeira febre de juventude entre a rapaziada que adorava rock ´n´ roll. O catalisador desse movimento foi esse quarteto criado em Liverpool por garotos da classe trabalhadora da cidade. John, Paul, George e Ringo viraram ícones, ídolos e mudaram a música para sempre! O filme porém não mostra os membros da banda e suas apresentações mas sim a reação que acontecia ao redor nos jovens que iam assistir os concertos e sonhavam em um dia encontrar pela frente esses grandes talentos. Essa aliás foi uma das grandes boas ideias do filme pois o espectador é transportado para dentro daquela época, interagindo com os personagens, seus cabelos, suas roupas e seu estilo de vida. Obviamente que muitas das situações soam engraçadas por si só, como por exemplo um dos caras do grupo que compra uma ridícula peruca beatle, mas isso tudo no final das contas acaba fazendo parte da (grande) diversão que é o filme em si.

Aliás o tom é facilmente captado pelo próprio nome original do filme, "I Want Hold Your Hand", uma das músicas mais significativas da explosão do grupo nas paradas americanas, quando em sua primeira excursão pelos Estados Unidos causaram um enorme furor de música e diversão. Por falar em diversão esse foi um projeto muito pessoal do diretor Robert Zemeckis que usou muito de suas próprias lembranças de juventude para recriar o clima que viveu na Nova Iorque de 1964, quando os Beatles por lá passaram. O roteiro foi escrito a quatro mãos com Bob Gale, outro grande fã do grupo britânico. Para completar o trio o aclamado diretor Steven Spielberg resolveu produzir o filme de tão encantado que ficou o enredo. Aliás pense rápido: que outro grande sucesso do cinema esse mesmo trio iria fazer na década seguinte, marcando para sempre o cinema de diversão de Hollywood? Se pensou em "De Volta Para o Futuro" acertou!. Foram eles mesmos que voltando a trabalhar juntos em meados dos anos 80 iriam concretizar umas das trilogias mais bem sucedidas da história de Hollywood. Aqui em "Febre da Juventude" eles parecem ter tido a mesma intenção - voltar no tempo para viver em uma época mágica da história. Aproveite e conheça o filme e tenha a mesma sensação (e o melhor de tudo sem precisar de uma máquina do tempo para isso!).

Febre da Juventude (Wanna Hold Your Hand, Estados Unidos,1978) Direção: Robert Zemeckis / Roteiro: Bob Gale, Robert Zemeckis / Elenco: Nancy Allen, Bobby Di Cicco, Marc McClure / Sinopse: Grupo de jovens americanos faz de tudo para chegar perto de seus ídolos, os Beatles, em sua primeira excursão pelos Estados Unidos.

Pablo Aluísio.

Em Cartaz: Febre de juventude
A comédia Febre de Juventude estreou nos cinemas em abril de 1978, dirigida por Robert Zemeckis e produzida por Steven Spielberg, que à época já era um dos nomes mais influentes de Hollywood. Ambientado em 1964, o filme acompanha um grupo de adolescentes obcecados pelos Beatles tentando de todas as formas assistir à histórica primeira apresentação da banda na televisão americana, no The Ed Sullivan Show. Desde o lançamento, a obra foi percebida como uma celebração nostálgica da juventude e do impacto cultural da Beatlemania.

Em termos de bilheteria, o filme teve um desempenho modesto, ficando aquém das expectativas comerciais. Apesar do prestígio de Spielberg como produtor, Febre de Juventude não se transformou em sucesso de público imediato, em parte por seu elenco pouco conhecido e por seu humor mais delicado e observacional. Ainda assim, conseguiu boa circulação nos Estados Unidos e encontrou maior acolhida em exibições posteriores, especialmente na televisão.

A reação da crítica em 1978 foi amplamente positiva. O The New York Times descreveu o filme como “uma comédia leve, espirituosa e cheia de afeto pela cultura pop dos anos 1960”, destacando seu ritmo ágil e seu olhar carinhoso sobre a adolescência. A revista Time afirmou que a produção era “barulhenta, doce e surpreendentemente inteligente”, elogiando a forma como o filme capturava a histeria coletiva sem ridicularizar seus personagens.

Os críticos também chamaram atenção para o talento emergente de Robert Zemeckis, apontando que sua direção revelava “energia visual e timing cômico incomuns para um estreante”. A influência de Spielberg foi notada no tom otimista e no dinamismo da narrativa, enquanto o roteiro foi elogiado por equilibrar humor físico com comentários sutis sobre identidade juvenil, consumo cultural e idolatria.

Com o passar dos anos, Febre de Juventude passou a ser visto como um clássico cult, especialmente entre fãs dos Beatles e estudiosos do cinema nostálgico americano. Já em 1978, alguns críticos observavam que o filme possuía um charme que poderia crescer com o tempo. Hoje, ele é lembrado como uma obra simpática e significativa, tanto por antecipar a carreira de Zemeckis quanto por representar uma das produções mais pessoais e afetuosas associadas ao nome de Steven Spielberg fora da direção.

sábado, 17 de janeiro de 2026

Ace Ventura:

Título no Brasil: Ace Ventura: Um Detetive Diferente
Título Original: Ace Ventura: Pet Detective
Ano de Lançamento: 1994
País: Estados Unidos
Estúdio: Morgan Creek Entertainment
Direção: Tom Shadyac
Roteiro: Jack Bernstein, Jim Carrey
Elenco: Jim Carrey, Courteney Cox, Sean Young

Sinopse:
Para ser um detetive de animais de estimação, você precisa entender tanto os criminosos quanto os animais. Ace Ventura vai ainda mais longe... Ele se comporta como um animal criminoso. Quando o mascote de um time de futebol (um golfinho) é roubado pouco antes do Superbowl, Ace Ventura é colocado no caso. Agora, quem iria querer roubar um golfinho e por quê?

Comentários:
A primeira vez que ouvi falar em Jim Carrey foi quando esse filme foi lançado no Brasil. Antes disso sua carreira se resumia em pequenas participações em filmes que ninguém viu e enquetes de humor em programas de TV no Canadá. Aqui o comediante chamou atenção por causa de seu humor físico. Afinal ele exagerava nas caras, bocas e caretas. Estava ocupando de certa maneira o trono vazio de Jerry Lewis. E acabou se dando bem nesse aspecto até porque fora a atuação do Carrey nada mais chama a atenção nessa comédia juvenil que no geral é muito fraquinha mesmo. Depois do sucesso desse filme nas locadoras, Jim Carrey finalmente viu as portas de Hollywood se abrirem para ele. Acabaria fazendo tanto sucesso que se tornaria um dos dez maiores salários da indústria cinematográfica dos Estados Unidos. Nada mal para um comediante careteiro! 

Pablo Aluísio.

Em Cartaz: Ace Ventura
A comédia Ace Ventura: Um Detetive Diferente estreou nos cinemas em fevereiro de 1994, dirigida por Tom Shadyac e estrelada por Jim Carrey no papel que o transformaria em uma das maiores estrelas da década. O filme apresenta um detetive excêntrico especializado em casos envolvendo animais, combinando humor físico exagerado, caretas, improviso e um ritmo cartunesco pouco comum no cinema mainstream da época. Desde o lançamento, ficou claro que o longa apostava quase exclusivamente na energia cômica de seu protagonista.

Em termos de bilheteria, o filme foi um grande sucesso comercial. Produzido com orçamento relativamente modesto pela Warner Bros., Ace Ventura arrecadou várias vezes seu custo inicial, tornando-se um dos maiores sucessos do início de 1994. O boca a boca foi decisivo, especialmente entre o público jovem, que respondeu com entusiasmo ao estilo anárquico de Jim Carrey, levando o filme a manter forte presença nas salas por várias semanas.

A reação da crítica na época foi majoritariamente negativa ou cética, contrastando fortemente com o sucesso popular. O The New York Times descreveu o filme como “barulhento, excessivo e dependente demais de caretas”, observando que o humor físico poderia cansar rapidamente. A revista Time comentou que a comédia era “infantil, agressiva e deliberadamente absurda”, embora reconhecesse que Carrey possuía uma presença difícil de ignorar.

Apesar das reservas quanto ao roteiro, Jim Carrey foi amplamente destacado, mesmo por críticos desfavoráveis ao filme. Alguns jornais apontaram que sua atuação era “incontrolável, elástica e singular”, sugerindo que o ator tinha potencial para se tornar um fenômeno cômico. A crítica especializada observou que Ace Ventura funcionava menos como um filme tradicional e mais como uma vitrine para um novo tipo de comediante, fortemente influenciado pelo humor corporal e pela televisão.

Com o passar dos anos, Ace Ventura: Um Detetive Diferente passou por uma reavaliação cultural, sendo hoje visto como um marco da comédia dos anos 1990. Já em 1994, a imprensa reconhecia que, mesmo rejeitado por muitos críticos, o filme havia criado um personagem imediatamente icônico. Seu impacto foi decisivo para consolidar Jim Carrey como estrela global e para definir um estilo de humor que dominaria boa parte da comédia hollywoodiana da década.