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sábado, 1 de agosto de 2026

Homem-Aranha: Sem Volta para Casa

Homem-Aranha: Sem Volta para Casa
Eu esperava mais. Não que esses filmes de super-heróis ainda vão surpreender alguém, mas de qualquer forma pelo custo da produção e pelo tamanho da bilheteria, pensei que seria um filme melhor. Eu me enganei. O filme tem poucas novidades. Na verdade o roteiro se agarra em certas fórmulas que já tinham sido utilizadas há anos. Não está convencido disso? Preste a atenção na cena final no alto da estátua da Liberdade! Parece até mesmo uma sequência repetida dos primeiros filmes do personagem no cinema. Provavelmente a única boa ideia nova venha do fato de termos os 3 atores que interpretaram Peter Parker contracenando juntos. Como o roteiro explora o conceito de multiversos, isso seria tecnicamente possível. Entretanto mesmo com uma boa ferramenta narrativa como essa em mãos, os roteiristas fizeram muito pouco. Os três juntos poderia dar margem a excelentes cenas, mas tudo é desperdiçado. A interatividade entre eles é pequena. Nenhum dos atores convidados (Tobey Maguire e Andrew Garfield) teve uma oportunidade mais ampla de explorar esse encontro inusitado. Nada de substancial surge dessa chegada deles no enredo do filme. Acaba sendo apenas uma curiosidade ver os atores juntos e nada muito além disso.

Outro aspecto interessante que percebi nesse filme é que todos os melhores vilões são da primeira trilogia do Homem-Aranha no cinema. Parece até que os outros filmes não tinham nada a oferecer nesse ponto a essa nova produção. O Duende Verde, o Dr. Octopus, o Homem de Areia, todos vieram dos filmes estrelados por Tobey Maguire. O próprio ator inclusive poderia ter sido melhor aproveitado, mas isso não acontece como já frisei. Os vilões também seguem nessa linha. Eles estão lá, mas o roteiro não sabe direito o que fazer com eles. Agora, de todas as coisas que me decepcionaram nesse novo filme do Aranha, nada se compara com os efeitos digitais. Achei tudo fraco demais. Preste atenção nas cena final. Parece game. Os Aranhas voam de um lado para outro, enfrentam os vilões, mas nada parece ter consistência. Eles não parecem ter massa corporal ou peso. Sua interação com o ambiente é igualmente mal produzida. Ruim demais! Dizem que para enganar o cérebro humano é algo complicado. Dificilmente vemos um personagem digital sem perceber que ele é digital. No caso desse filme a coisa ficou tão sem veracidade que acredito que até mesmo as crianças mais pequenas vão perceber que o herói é na verdade um programa de computador, feito de pixel. Então é isso. Um filme que, pelos números envolvidos, poderia ser muito melhor. Do jeito que ficou é apenas interessante, mas igualmente repetitivo de velhas fórmulas e nada muito original.

Homem-Aranha: Sem Volta para Casa (Spider-Man: No Way Home, Estados Unidos, 2021) Direção: Jon Watts / Roteiro: Chris McKenna, Erik Sommers, baseados nos personagens criados por Stan Lee e Steve Ditko / Elenco: Tom Holland, Tobey Maguire, Andrew Garfield, Benedict Cumberbatch, Jamie Foxx, Willem Dafoe, Alfred Molina, Marisa Tomei / Sinopse: O mundo descobre que Peter Parker é o Homem-Aranha. Depois disso a vida dele se torna um inferno. Procurando por uma saída ele pede ao Dr. Stranger que mude a realidade, para que o mundo esqueça essa informação, só que o feitiço criado para esse fim acaba dando errado, abrindo portas para universos paralelos, de onde chegam vilões extremamente perigosos.

Pablo Aluísio.

sábado, 25 de julho de 2026

Homem-Aranha: De Volta ao Lar

Homem-Aranha: De Volta ao Lar 
Homem-Aranha: De Volta ao Lar (Spider-Man: Homecoming) estreou em 7 de julho de 2017, dirigido por Jon Watts. O roteiro foi escrito por Jonathan Goldstein, John Francis Daley, Jon Watts, Christopher Ford, Chris McKenna e Erik Sommers, baseado nos personagens criados por Stan Lee e Steve Ditko. O elenco principal reúne Tom Holland, Michael Keaton, Robert Downey Jr., Marisa Tomei, Zendaya e Jacob Batalon. A história acontece logo após os eventos de Capitão América: Guerra Civil. Peter Parker retorna ao ensino médio tentando equilibrar sua vida de estudante com suas atividades como Homem-Aranha. Ansioso para provar seu valor aos Vingadores, ele enfrenta Adrian Toomes, o Abutre, um comerciante de tecnologia alienígena que constrói armas poderosas a partir de equipamentos recuperados da batalha de Nova York. Enquanto busca se tornar um verdadeiro herói, Peter aprende importantes lições sobre responsabilidade, humildade e amadurecimento.

A recepção crítica foi extremamente positiva. O The New York Times elogiou o tom leve e divertido do filme, destacando que Tom Holland ofereceu "a interpretação mais convincente do adolescente Peter Parker vista no cinema". O Los Angeles Times ressaltou a habilidade do diretor Jon Watts em equilibrar humor, ação e drama escolar. A revista Variety descreveu o filme como "um dos mais refrescantes filmes de super-heróis dos últimos anos", elogiando principalmente a atuação de Michael Keaton como o Abutre, considerado um dos melhores vilões do Universo Marvel. A crítica também aprovou a decisão de não recontar novamente a origem do herói, concentrando-se em seu crescimento pessoal. O consenso foi amplamente favorável, considerando o longa uma renovação bem-sucedida da franquia.

Embora não tenha recebido indicações ao Oscar, Homem-Aranha: De Volta ao Lar conquistou diversas indicações em premiações voltadas ao cinema popular e aos efeitos visuais. Tom Holland foi amplamente elogiado por capturar simultaneamente o entusiasmo, a insegurança e o humor característicos de Peter Parker nos quadrinhos. Michael Keaton recebeu reconhecimento por construir um vilão complexo e intimidador, cuja identidade proporciona uma das cenas mais memoráveis do filme. Muitos críticos também destacaram a química entre Holland e Robert Downey Jr., que interpreta Tony Stark como mentor do jovem herói. Com o passar dos anos, o filme consolidou-se como um dos melhores recomeços da história do personagem no cinema.

Do ponto de vista comercial, Homem-Aranha: De Volta ao Lar foi um enorme sucesso. Produzido com um orçamento estimado em US$ 175 milhões, arrecadou aproximadamente US$ 880 milhões nas bilheterias mundiais, sendo cerca de US$ 334 milhões nos Estados Unidos e US$ 546 milhões no mercado internacional. O filme foi muito bem recebido pelo público, que elogiou a interpretação de Tom Holland, o humor da narrativa e a integração do Homem-Aranha ao Universo Cinematográfico da Marvel. Seu excelente desempenho garantiu rapidamente duas continuações: Homem-Aranha: Longe de Casa (2019) e Homem-Aranha: Sem Volta para Casa (2021).

Hoje, Homem-Aranha: De Volta ao Lar é considerado um dos melhores filmes do personagem e um dos destaques da chamada Fase 3 do MCU. A atuação de Tom Holland permanece amplamente elogiada por representar com autenticidade o lado adolescente de Peter Parker, enquanto Michael Keaton é frequentemente lembrado como um dos vilões mais marcantes da Marvel. O equilíbrio entre comédia, ação, drama escolar e aventura conquistou tanto críticos quanto fãs, consolidando o filme como uma das adaptações mais fiéis ao espírito dos quadrinhos. Além disso, seu sucesso redefiniu a presença do Homem-Aranha no cinema e fortaleceu sua posição como um dos principais heróis do Universo Marvel.

Homem-Aranha: De Volta ao Lar (Spider-Man: Homecoming, Estados Unidos, 2017) Direção: Jon Watts / Roteiro: Jonathan Goldstein, John Francis Daley, Jon Watts, Christopher Ford, Chris McKenna e Erik Sommers, baseado nos personagens criados por Stan Lee e Steve Ditko / Elenco: Tom Holland, Michael Keaton, Robert Downey Jr., Marisa Tomei, Zendaya e Jacob Batalon / Sinopse: Tentando provar que merece fazer parte dos Vingadores, o jovem Peter Parker enfrenta o perigoso Abutre enquanto aprende que ser um verdadeiro herói exige muito mais do que possuir grandes poderes.

Erick Steve.