sábado, 26 de setembro de 2026
Capitão América: Admirável Mundo Novo
Falcão e o Soldado Invernal
Em relação ao Falcão também somos apresentados à sua família, uma irmã em dificuldades financeiras e tudo mais. O Falcão inclusive protagoniza a melhor cena da série, um resgate em pleno ar, tentando tirar de dentro de um avião cargueiro um sujeito que é importante para o governo dos Estados Unidos. A cena é excepcionalmente bem produzida. Cheia de efeitos visuais de primeira linha poderia estar em qualquer filme da Marvel para o cinema sem problemas. Investiram alto, investiram pesado nessa série, uma das grandes apostas da Marvel nesse setor. Só nos resta aguardar para ver se vai dar certo.
Falcão e o Soldado Invernal (The Falcon and the Winter Soldier, Estados Unidos, 2021) Direção: Kari Skogland / Roteiro: Malcolm Spellman, Ed Brubaker / Elenco: Anthony Mackie, Sebastian Stan, Wyatt Russell, Erin Kellyman / Sinopse: O herói voador Falcão está sempre pronto para ajudar a combater o mal, ainda mais depois do desaparecimento do Capitão América. Enquanto isso o Soldado Invernal, um antigo vilão, tenta reconstruir sua vida pessoal de alguma forma.
Pablo Aluísio.
Guia de Episódios - Falcão e o Soldado Invernal:
Falcão e o Soldado Invernal 1.02 - The Star-Spangled Man
O novo Capitão América parece ser um cara legal. Ele não tem a força descomunal do herói original, nem é um super soldado, mas condecorado no passado é considerado o homem ideal para herdar o escudo e o título de Steve Rogers. E isso não quer dizer que seja do agrado de Buck, o Soldado Invernal. Para quem não sabe ele foi o fiel escudeiro do Capitão em um passado distante e fica muito contrariado quando descobre que o escudo será usado pelo novo Capitão América. Pior quando o Falcão, Buck, o Capitão América e outros aliados decidem enfrentar um grupo de super soldados da Hydra. Eles levam uma tremenda surra! Quem poderia imaginar algo assim? / Falcão e o Soldado Invernal 1.02 - The Star-Spangled Man (Estados Unidos, 2021) Direção: Kari Skogland / Roteiro: Michael Kastelein / Elenco: Anthony Mackie, Sebastian Stan, Wyatt Russell.
Falcão e o Soldado Invernal 1.03 - Power Broker
Vejo sinais de desgaste nesse episódio? Sim, vejo. E é muito cedo para isso acontecer, vamos convir. O roteiro agora parece se resumir a colocar os heróis em busca dos soros que transformou seres humanos normais em super soldados e o pior de tudo é que eles parecem estar a serviço da Hydra! Então nesse episódio o Falcão e o Soldado Invernal vão até um laboratório escondido que supostamente teria produzido 20 fracos do soro! Claro que os inimigos também chegam por lá e tudo vai para os ares - explosões por todos os lados! A novidade nesse episódio é a participação da atriz Emily VanCamp no papel de Sharon Carter. Sua personagem pode tanto estar do lado do bem, como do mal. É o que veremos nos proximos episódios. / Falcão e o Soldado Invernal 1.03 - Power Broker (Estados Unidos, 2021) Direção: Kari Skogland / Roteiro: Derek Kolstad / Elenco: Anthony Mackie, Emily VanCamp, Sebastian Stan, Daniel Brühl.
Falcão e o Soldado Invernal 1.04 - The Whole World Is Watching
O soro dos super soldados foi tomado por um grupo de jovens que se dizem revolucionários, que dizem lutar contra o sistema! O Falcão abre uma linha de conversação com a líder deles que se autodenominam "Os Apátridas", só que o novo Capitão América não pensa dessa forma, acha que são meros terroristas e precisam ser detidos de qualquer forma. E durante uma luta, por um lance de sorte, ele acaba pegando um dos frascos com o soro, algo que se tomado o transformará em um super soldado, tal como o Capitão América original. Só que sua sorte está selada quando é filmado por pessoas numa praça, usando o famoso escudo para matar um inimigo. Ele é filmado com o escudo manchado de sangue de sua brutalidade. No mínimo sua imagem pública está destroçada para sempre! / Falcão e o Soldado Invernal 1.04 - The Whole World Is Watching (Estados Unidos, 2021) Direção: Kari Skogland / Roteiro: Derek Kolstad / Elenco: Anthony Mackie, Sebastian Stan, Daniel Brühl.
Falcão e o Soldado Invernal 1.05 - Truth
O novo Capitão América cai em desgraça. Ele perde o escudo e o direito de usar a roupa do Capitão. Também se dá mal em seu julgamento militar, perdendo todos os benefícios a que teria direito. O Falcão também perde, só que suas asas, perdidas numa briga ferrenha. E o Soldado Invernal, ou melhor dizendo, o Buck. Aparece bem boa praça aqui, ajudando na reforma do barco da família do Falcão. O escudo vai parar nas mãos justamente do Falcão e ele começa a treinar com simbólico escudo que um dia pertenceu ao Capitão. Seria o nascimento de um Capirão América negro? Complicado, um veterano super soldado lhe diz que isso seria impossível, por causa do preconceito. Teria ele razão? / Falcão e o Soldado Invernal 1.05 - Truth (Estados Unidos, 2021) Direção: Kari Skogland / Roteiro: Dalan Musson / Elenco: Anthony Mackie, Sebastian Stan, Daniel Brühl.
Falcão e o Soldado Invernal 1.06 - Episódio final sem grandes surpresas de uma série que tem roteiros meramente regulares que são realizados com boa produção. Nesse final o Falcão Negro agora vestido de uma versão negra do Capitão América, enfrenta os super soldados. Tem muita pancadaria e efeitos especiais de primeira, mas é como eu disse, a série não chega a empolgar em momento algum. Eu não me arrependi de assistir, mas dessas séries Marvel que venho acompanhando até agora, essa certamente tem se revelada uma das séries mais fracas. Valeu, mas não recomendo muito. / Falcão e o Soldado Invernal 1.06 (Estados Unidos, 2021) Direção: Kari Skogland / Roteiro: Malcolm Spellman / Elenco: Anthony Mackie, Sebastian Stan, Emily VanCamp.
Pablo Aluísio.
sábado, 19 de setembro de 2026
Capitão América: Guerra Civil
Não, eu não li nenhuma revista da saga Civil War nos quadrinhos. Sei porém de antemão que a trama desenvolvido foi infinitamente mais complexa, com dezenas de outros personagens que simplesmente foram ignorados no filme. É normal, como condensar uma trama extensa, cheia de detalhes, em apenas uma película cinematográfica de duas horas e meia de duração? É impossível. Por isso os roteiristas passaram a tesoura sem dó. Personagens foram descartados e a longa estória mostrada nos quadrinhos foi reduzida a uma fac-símile, um resumão do que foi usado nas revistas. É o preço a se pagar em toda adaptação, seja em relação a livros, seja em relação a HQs.
Como não sou expert em quadrinhos entrei no cinema sem saber de muita coisa a não ser que os Vingadores iriam rachar ao meio, sendo um grupo formado liderado pelo Homem de Ferro e outro pelo Capitão América. Esse formato de enredo onde os super-heróis acabam quebrando o pau entre si mesmos é indiscutivelmente bem sucedido nas bancas. E isso vale para as duas maiores editoras. Se o Superman pode sair no braço com o Batman, porque a turma da Marvel não pode fazer o mesmo? É uma ideia até muito simplista e diria até boba, coisa de adolescente, mas que no final das contas funciona muito bem. De quebra ainda traz a participação do Homem-Aranha numa canja. Assim tudo se torna mesmo irresistível para quem é fã desses personagens.
Dito isso devo dizer que o roteiro de "Captain America: Civil War" não é nenhuma maravilha e começa muito mal. Há excesso de personagens, situações e subtramas. A primeira meia hora do filme é dispersa demais, pouco objetiva, mal escrita, complicada e confusa (pelo menos para quem nunca leu os gibis). O roteiro se mostra vacilante, mal arranjado e sem rumo a seguir. As coisas só melhoram mesmo quando os roteiristas finalmente resolvem enxugar tudo o que vinha acontecendo de forma um tanto aleatória na trama. Sim, há um tratado internacional que quer colocar freios nos Vingadores. Sim, eles não concordam em assinar ou não o tal tratado e sim, eles quebram o pau por essa razão. Quem diria que uma questão de direito internacional público iria ser o estopim dessa guerra entre eles? O resto é curtir a briga entre Homem de Ferro e Capitão América e todos os demais super-heróis (com a sentida ausência do Hulk no meio da briga!).
Assim o filme se revela um pouco problemático, mas ao mesmo tempo divertido, bem pipoca. As lutas andam cada vez mais bem coreografadas e os efeitos especiais são classe A. Em termos de narrativa a única coisa que achei bem esquisito foi a ausência de um vilão melhor, mais bem resolvido. Filme de super-herói sem um vilão bacana - e igualmente espalhafatoso - quase nunca funciona muito bem. De qualquer maneira se você estiver em busca de pura diversão, daquelas bem escapistas, "Civil War" pode funcionar que é uma beleza. Só não vá esperar por cinema como sétima arte. Aqui o que vale mesmo são os sopapos e a pipoca. Uma overdose pop sem culpas. Todo o resto é mero detalhe secundário.
Capitão América: Guerra Civil (Captain America: Civil War, EUA, 2016) Direção: Anthony Russo, Joe Russo / Roteiro: Christopher Markus, Stephen McFeely / Elenco: Chris Evans, Robert Downey Jr., Scarlett Johansson, Don Cheadle, Jeremy Renner, Elizabeth Olsen, Paul Rudd, Emily VanCamp / Sinopse: O grupo de super-heróis dos Vingadores racha ao meio quando um tratado internacional é ratificado por centenas de países ao redor do mundo colocando um freio em suas atividades. O Homem de Ferro concorda com as novas medidas, mas o Capitão América se recusa a concordar com ele. Assim duas equipes antagônicas são formadas dentro dos Vingadores e elas logo entram em conflito.
Pablo Aluísio.
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
Capitão América 2 - O Soldado Invernal
Título no Brasil: Capitão América 2 - O Soldado Invernal
Título Original: Captain America - The Winter Soldier
Ano de Produção: 2014
País: Estados Unidos
Estúdio: Marvel Studios
Direção: Anthony Russo, Joe Russo
Roteiro: Christopher Markus, Stephen McFeely
Elenco: Chris Evans, Samuel L. Jackson, Scarlett Johansson, Robert Redford, Sebastian Stan
Sinopse:
Depois de ser trazido de volta, o Capitão América (Chris Evans) tem novos desafios, entre eles o resgate de um grupo de reféns de um navio sob controle de terroristas e criminosos internacionais. Trabalhando ao lado de Nick Fury (Samuel L. Jackson) e os agentes da SHIELD, o herói tenta se adaptar aos novos tempos até que algo parece ter saído fora do controle. Fury sofre um terrível atentado à sua vida e a organização parece ter sido infiltrada por agentes do mal. Estaria a antiga agência nazista Hidra por trás desses acontecimentos?
Comentários:
No geral foi uma boa surpresa. Há tempos que já venho ficando meio cansado desse tipo de diversão blockbuster. Em minha opinião os filmes de super heróis estão, com seu grande sucesso, asfixiando um pouco o cinema mais sério e comprometido. Mas temos que reconhecer que o cinema americano é antes de tudo uma indústria de massa e filmes como esse precisam existir. Esse aqui até que tenta ser bem mais inteligente que os demais. Tem uma trama mais bem elaborada, um roteiro mais bem escrito, muitas cenas de ação de tirar o fôlego e, é claro, vilões bacanas. O interessante é que o Capitão América nunca foi conhecido por ter uma boa galeria de vilões mas os roteiristas deram um jeito e aqui temos dois bons personagens. O primeiro deles pratica suas vilanices em um nível mais intelectual. Estou em referindo ao papel de Alexander Pierce, interpretado por Robert Redford, que aliás é o responsável por algumas das melhores cenas do filme. O outro faz mais o gênero força bruta, um super soldado tal como o próprio Steve Rogers, só que sem memória, como se fosse um Robocop do universo Marvel. Curiosamente o Capitão passa sufoco, não para vencer os bandidos, mas sim para não ter o filme roubado por Nick Fury - na pele mais uma vez de Samuel L. Jackson. Por que digo isso? Ora, basta assistir ao filme. Fury tem inclusive a melhor cena de ação da película quando é perseguido pelas ruas por falsos policiais que abrem chumbo quente contra seu carro. Outra que quase rouba a cena para si é a agente da SHIELD Natasha Romanoff, interpretada pela bela Scarlett Johansson. Com tantos bons partners o Capitão ficou meio ofuscado mas tudo bem pois quem acabou ganhando mesmo no final das contas foi o espectador. Uma aventura redondinha que, livre das amarras de contar a origem do herói, conseguiu chegar no ponto certo entre o puro entretenimento pipoca e a extrema competência técnica para sua realização. Pode assistir sem maiores receios, a diversão certamente estará garantida.
Pablo Aluísio.
Capitão América 2 - O Soldado Invernal
Título Original: Captain America: The Winter Soldier
Ano de Produção: 2014
País: Estados Unidos
Estúdio: Marvel Studios, Sony Pictures
Direção: Anthony Russo, Joe Russo
Roteiro: Christopher Markus, Stephen McFeely
Elenco: Chris Evans, Frank Grillo, Robert Redford
Sinopse:
Steve Rogers (Chris Evans) ainda se esforça para se adaptar aos novos tempos. Além disso luta para encontrar seu papel nesse mundo moderno, onde as ideologias parecem perder sua força original, se tornando meras peças de oportunismo no quadro político mundial. Se os tempos são outros algo do passado acaba surgindo no caminho do Capitão América, um agente soviético dos tempos da guerra fria chamado Winter Soldier (Sebastian Stan).
Comentários:
Ficou estranho esse título nacional de "Soldado Invernal"! Não soa muito bem, além de criar confusão pois muitos vão confundir com "Soldado Infernal". Enfim, títulos nacionais bizarros não faltam. Esse "Capitão América 2" chega para manter em alta o lucro dos filmes baseados em personagens da Marvel (que nesse aspecto está dando baile nas adaptações da DC Comics). O filme, que custou a bagatela de mais de 100 milhões de dólares, está sendo esperado com ansiedade pelos fãs de quadrinhos. Para cinéfilos em geral o interesse vem da presença de Robert Redford no elenco! Quem diria que esse veterano conceituado iria se envolver em um projeto como esse? Capitão América é um representante máximo do que há de mais comercial em Hollywood atualmente. Em minha forma de ver o tão intelectualizado e cult Redford abriu uma concessão em sua carreira para valorizar um pouco mais o lado industrial da máquina de fazer filmes em Hollywood, já que algo assim em nada iria acrescentar em sua rica e brilhante filmografia. De qualquer forma sua presença já garante o interesse. O filme vai estrear nas telas americanas no dia 10 de abril. Vamos aguardar.
Pablo Aluísio.
quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Capitão América: O Primeiro Vingador
E esse filme não esqueceu esse histórico em seu roteiro. É, como se sabe, também um filme de origens. Assim vemos como surgiu o herói, fruto de uma experiência para criar uma "super soldado". De garoto franzino, ele virou uma máquina de combate. E tem sua personalidade também, com sentimentos patrióticos fora do normal. Inclusive combatendo o nazismo e o fascismo, naquele momento histórico tentando dominar a Europa e o resto do mundo. Agora imagine parar para pensar... faz dez anos que esse filme foi lançado! Como o tempo passa rápido...
Capitão América: O Primeiro Vingador (Captain America: The First Avenger, Estados Unidos,2011) Direção: Joe Johnston / Roteiro: Christopher Markus, Stephen McFeely / Elenco: Chris Evans, Hugo Weaving, Samuel L. Jackson / Sinopse: Steve Rogers, um soldado rejeitado, se transforma no Capitão América após tomar uma dose de um "soro do Super Soldado". Mas ser o Capitão América tem um preço quando ele tenta derrubar um traficante de guerra e uma organização terrorista.
Pablo Aluísio.
Capitão América: O Primeiro Vingador
Capitão América: O Primeiro VingadorAssim desenterraram a velha bandeirona ianque, colocaram uma verniz de politicamente correto em cima do velho soldado e conseguiram vender novamente o (antigo) peixe. E o filme? Dentro do universo dos quadrinhos até que não faz feio, se convertendo em um produto cinematográfico mediano. Não é tão ruim a ponto de estar no mesmo nível que Mulher Gato e Lanterna Verde mas fica longe também de chegar perto do último Batman ou até mesmo de Homem Aranha. Assim fica na média, não surpreende mas também não decepciona. Em termos de direção de arte esperava um pouco mais. Na minha opinião o personagem foi modernizado demais. Além das mudanças em seu vestuário (como a inclusão de um feio capacete), ainda tentaram apagar seu uniforme, pouco se distinguindo dos soldados comuns. Que bobagem! Estariam com vergonha do fato do uniforme do Capitão ser na verdade uma bandeira americana disfarçada? Ora, me poupem. Tragam as estrelas e listras de volta!
Outro ponto a se criticar é a mudança no visual retrô em tudo a que se refere à II Guerra Mundial. As armas - inclusive aviões e tanques - não são nem um pouco compatíveis com às do conflito. Deveriam ter optado por um visual realmente anos 40, até porque até mesmo os fãs dos quadrinhos gostariam de ver algo nesse estilo. Há uma ideologia por trás desse personagem que na minha opinião deve ser mantida (queiram ou não os que não suportam propaganda patriótica norte-americana). O fato é que desvirtuando o personagem se perde sua essência. O filme "Capitão América" tem altos e baixos e duas partes completamente diferentes entre si. O ponto alto do filme acontece em seus primeiros 60 minutos. O personagem não chega a ser muito carismático mas mantém o interesse. O problema do filme é que em seu terço final se rende aos clichês do gênero, se transformando em pirotecnia e correrias descerebradas, tudo mais do mesmo, nada original. Enquanto se mostrou aspectos da origem do herói tudo ia muito bem, depois que partiu para a pancadaria o filme caiu assustadoramente. O vilão também não é grande coisa e cai na velha armadilha de tentar "conquistar o mundo"! Quantas vezes você já viu isso em um filme?! Enfim, Capitão América fica ali no meio termo. Não é ruim mas poderiam ter realizado um produto melhor - e por favor tragam a bandeirona de volta! Assuma a patriotada Tio Sam!
Capitão América: O Primeiro Vingador (Captain America: The First Avenger, Estados Unidos, 2011) Direção: Joe Johnston / Roteiro: Christopher Markus, Stephen McFeely / Elenco: Chris Evans, Hugo Weaving, Samuel L. Jackson / Sinopse: Soldado se torna objeto de experiências do exército americano que busca a criação de um combatente ideal para as guerras.
Pablo Aluísio.
sábado, 5 de setembro de 2026
O Incrível Hulk
Na trama acompanhamos o cientista Bruce Banner (Edward Norton, bem à vontade) que por acidente fica exposto a altas doses de raio gama. A exposição a esse agente acaba alterando em nível celular o organismo de Banner que passa a se transformar em um imenso gigante verde, completamente irracional e irascível, que destrói tudo por onde passa. Procurando por uma cura ele vem ao Brasil em busca de ervas medicinais da flora local. Procurando por seu paradeiro o exército americano acaba descobrindo onde ele se encontra e envia agentes treinados para capturá-lo. Para sobreviver ele terá que escapar o mais rápido possível. Pela sinopse já deu para ver que parte do filme foi rodado no Brasil. As nossas favelas, sempre vistas pelos estrangeiros com espanto pelo grau de abandono das populações mais carentes, logo vira um diferencial na condução do filme. Infelizmente os clichês em relação aos latinos também estão todos lá mas não chega às raias da ofensa direta. O que vale a pena em "O Incrível Hulk" é que o espírito dos quadrinhos está em todo o filme, no roteiro, nas cenas e no argumento. Norton compõe uma boa caracterização, mostrando aquela vulnerabilidade que sempre foi a marca registrada de Bruce Banner. O cientista é geralmente retratado como um injustiçado que conta com seu alter ego monstruoso para colocar tudo nos eixos. Essa foi a essência dos quadrinhos que foi resgatada pela produção dessa película. Bom filme no final das contas. Espero que em breve ele tenha novas continuações, principalmente depois do estrondoso sucesso comercial dos Vingadores em 2012, que se tornou a maior bilheteria do ano.
O Incrível Hulk (The Incredible Hulk, Estados Unidos, 2008) Direção: Louis Leterrier / Roteiro: Louis Leterrier baseado no personagem criado por Stan Lee / Elenco: Edward Norton, Liv Tyler, Tim Roth, William Hurt, Tim Blake Nelson, Ty Burrell, Christina Cabot, Peter Mensah, Lou Ferrigno, Paul Soles, Débora Nascimento / Sinopse: Cientista é exposto a alta doses de raios gama. Procurando por uma cura vai até o Brasil onde passa a ser perseguido pelo exército e demais serviços de inteligência do governo americano. Agora terá que escapar para sobreviver!
Pablo Aluísio.
Hulk
Título Original: Hulk
Ano de Produção: 2003
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures, Marvel Enterprises
Direção: Ang Lee
Roteiro: John Turman, Michael France
Elenco: Eric Bana, Jennifer Connelly, Sam Elliott, Nick Nolte
Sinopse:
Baseado no famoso personagem dos quadrinhos criado por Stan Lee e Jack Kirby, o filme "Hulk" conta a estória de Bruce Banner (Bana), um cientista que acaba sofrendo as consequencias de uma experiência mal sucedida. Após ser exposto a radiação ele se torna um monstro verde enorme conhecido como Hulk, que sai pelas ruas causando destruição e caos. Filme indicado ao prêmio da Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films nas categorias de Melhor Filme de Ficção, Música e Efeitos Especiais.
Comentários:
Com orçamento de 140 milhões de dólares era de se esperar um ótimo filme sobre o Hulk. As expectativas porém não foram cumpridas. O roteiro não é bom, há problemas de timing e o elenco parece deslocado. Um dos grandes erros do estúdio foi contratar o cerebral Ang Lee para dirigir o filme. Não é segredo para ninguém que ele é um cineasta cult por excelência, não recomendado para filmes de cultura pop como esse. Talvez para tentar ser autoral ou algo parecido, Ang Lee encheu o filme de cenas e sequências chatas, sem importância. Nick Nolte divaga olhando para o horizonte... Connelly não sabe como atuar direito em um filme como esse e... tudo parece ir por água abaixo. O mais terrível em Hulk é que ele irritou os mais interessados no filme: os próprios fãs do personagem! Para o público em geral o filme não agradou então era de se esperar que ao menos os fãs saíssem satisfeitos do cinema. Não aconteceu isso. A única coisa boa parece ser os efeitos digitais quando o Hulk resolve encarar seus inimigos. Aos gritos de "Hulk esmaga" ela sai arrebentando com o aparato militar do exército - que seja em animações, seja nos quadrinhos, está sempre atrás do monstro verde. Essas cenas porém só surgem quando o espectador já está de saco cheio do filme, então não vão servir muito de consolo. No geral é isso, o primeiro "Hulk" é uma decepção tão grande quanto o tamanho da fera. Esqueça.
Pablo Aluísio.
Hulk
Título Original: Hulk
Ano de Produção: 2003
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures, Marvel Enterprises
Direção: Ang Lee
Roteiro: John Turman, baseado na obra de Stan Lee
Elenco: Eric Bana, Jennifer Connelly, Sam Elliott, Nick Nolte
Sinopse:
O cientista Bruce Banner (Eric Bana) é exposto a uma forte carga de radiação gama que acaba modificando molecularmente seu organismo, fazendo com que se transforme em um monstro verde, com força bruta descomunal, que passa a ser conhecido como Hulk. Filme indicado ao prêmio da Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films nas categorias de Melhor Filme de Ficção, Atriz (Jennifer Connelly), Música e Efeitos Especiais.
Comentários:
Filme que foi muito aguardado desde o anúncio do projeto mas que acabou decepcionando os fãs de adaptações de heróis da Marvel. Muitos criticaram o roteiro, que deixou de lado o aspecto mais movimentado do personagem para desenvolver uma trama arrastada, chata e metida a intelectual. Na realidade o que aconteceu com "Hulk" foi um erro na escolha do diretor. Ang Lee nunca foi o tipo ideal de cineasta para dirigir um filme como esse. Suas pretensões existenciais estão fora do lugar e o filme, que deveria abraçar a pura porrada sem culpas, acabou errando o alvo, deixando os leitores de quadrinhos a ver navios. Tecnicamente "Hulk" é extremamente bem realizado, mas seu roteiro realmente não combina em nada com o tipo de produção que todos estavam esperando. De bom mesmo apenas o elenco vale a pena pois todos estão bem - até mesmo o Nick Nolte que mais parece ter saído de algum manicômio! No final das contas o filme não foi bem nem de crítica e nem de público e a Marvel decidiu que era hora de recomeçar tudo do zero no que dizia respeito ao personagem no cinema. Esse aqui ficou com fama apenas de ter sido uma tentativa mal sucedida de trazer o monstro verde para as telas de cinema.
Pablo Aluísio.
sábado, 29 de agosto de 2026
O Demolidor
Esse foi justamente o material utilizado por Hollywood para trazer o herói para as telas de cinema. Foi um projeto ambicioso, com orçamento generoso, que tinha como plano virar mais uma franquia de sucesso no cinema americano. Para interpretar o personagem principal o estúdio trouxe Ben Affleck (que seria “premiado” por essa interpretação com um Framboesa de Ouro de pior ator). Elektra, personagem criada pro Frank Miller, também ganhou destaque, sendo interpretada por Jennifer Garner (que infelizmente faria um péssimo filme solo com esse papel depois). Já do lado dos vilões uma dupla de peso, Michael Clarke Duncan (como o Rei do Crime) e Colin Farrell (como o inimigo Mercenário), foram contratados. Tudo parecia ir muito bem. O filme foi lançado em 2003 mas não conseguiu virar a franquia que todos esperavam. A razão? “Demolidor” teve uma bilheteria modesta, morna, bem abaixo da expectativa do estúdio. Não é um filme ruim, longe disso, mas o fato é que o personagem parece funcionar bem melhor no mundo dos quadrinhos. Nas telas a coisa não andou tão bem. De qualquer maneira todos os anos surgem boatos de que Daredevil voltará em nova versão. Já existe até mesmo um roteiro pronto, esperando por aprovação. Será que um dia sairá do papel esse retorno? Só nos resta esperar.
O Demolidor (Daredevil, Estados Unidos, 2003) Direção: Mark Steven Johnson / Roteiro: Mark Steven Johnson, baseado no personagem criado por Stan Lee / Elenco: Ben Affleck, Jennifer Garner, Michael Clarke Duncan, Colin Farrell, David Keith, Jon Favreau, Joe Pantoliano / Sinopse: Matt Murdock (Ben Affleck) é um advogado que esconde a existência de uma identidade secreta. Durante as noites ele incorpora oDemolidor, um herói que limpa as ruas de Nova Iorque da criminalidade.
Pablo Aluísio.
Elektra
No enredo do filme o espectador acaba acompanhando as origens da personagem, desde o começo até sua transformação em uma máquina assassina das artes marciais. A atriz Jennifer Garner ficou bastante empolgada com o filme esbanjando simpatia e otimismo nas entrevistas de promoção. O estúdio também acreditou na produção e fez um lançamento de porte, ocupando mais de três mil salas em sua semana de estréia. Os resultados porém não foram nada animadores. A critica de uma maneira em geral detestou o filme, achando seu roteiro básico demais, com uma sucessão de cenas que não empolgavam o espectador. A atriz também foi considerada inadequada, pouco convincente nas seqüências de luta. Com tantas criticas ruins o filme acabou afundando nas bilheterias, rendendo pouco e virando uma decepção completa. Revisto hoje em dia “Elektra” realmente deixa a sensação de algo de fato não deu muito certo. É uma fita bem vazia para falar a verdade, onde muitas vezes se tenta criar todo um clima para esconder suas falhas de roteiro. Assim como o Demolidor, sua parceira de HQs também ainda não encontrou seu espaço no mundo do cinema. Quem sabe um dia isso venha a acontecer.
Elektra (Idem, Estados Unidos, 2005) Direção: Rob Bowman / Roteiro: Zak Penn, Stuart Zicherman, Raven Metzner, baseados na personagem criada por Frank Miller / Elenco: Jennifer Garner, Goran Visnjic, Will Yun Lee, Cary-Hiroyuki Tagawa, Terence Stamp / Sinopse: O filme narra as origens e lutas da personagem Elektra (Jennifer Garner), uma famosa assassina Ninja criada pelo renomado escritor e desenhista Frank Miller na Marvel.
Pablo Aluísio.
sábado, 22 de agosto de 2026
Thor: Amor e Trovão
Thor Ragnarok
Assim se você curtiu as HQs, provavelmente vai gostar do que verá na tela. Todos os efeitos especiais são muito bons, o que era mesmo de se esperar de uma produção conjunta entre a Marvel e a Disney. Fora isso temos coadjuvantes impagáveis, como o mestre Anthony Hopkins se divertindo bastante com seu Loki travestido de Odin e Jeff Goldblum, como um mestre de cerimônias transgênero, afetado e engraçado. A crítica gostou do filme por ser despretensioso, com um roteiro que flui muito bem. Nada de exageros e excessos de personagens secundários sem importância, o que acaba deixando qualquer filme pesado e enfadonho. No geral é a mais pura diversão, como deve ser sempre que se adapta esses personagens para o cinema. Do contrário tudo fica muito chato e pretensioso. Stan Lee (que também está no filme, em participação especial, uma das últimas antes de falecer) certamente assinaria embaixo desse roteiro.
Thor Ragnarok (Estados Unidos, 2017) Direção: Taika Waititi / Roteiro: Eric Pearson, Craig Kyle / Elenco: Chris Hemsworth, Tom Hiddleston, Cate Blanchett, Mark Ruffalo, Anthony Hopkins, Jeff Goldblum / Sinopse: Enquanto seu mundo está sob forte ataque de forças poderosas, Thor acaba indo parar em um estranho planeta, onde domina a violência, os jogos e a corrupção.
Pablo Aluísio.
Thor: Ragnarok
O enredo é bem simples: a filha mais velha de Odin (Anthony Hopkins), chamada Hela (Cate Blanchett), volta para reivindicar o trono do pai. Ela é a Deusa da Morte, o que significa que está disposta a eliminar qualquer ameaça que surja pela frente. A única força capaz de parar suas ambições seria justamente o Deus do Trovão Thor (Chris Hemsworth), mas ele, por sua vez, está tentado resolver seus próprios problemas, pois foi preso em um estranho planeta, feito gladiador para lutar nas arenas, onde acaba enfrentando, vejam só, o Hulk (Mark Ruffalo)! Parece mesmo estranho, até pueril o enredo, mas foi justamente essa a intenção dos roteiristas. É um roteiro que poderia facilmente ter sido escrito por Stan Lee, com ilustrações de Jack Kirby. O traço desse desenhista aliás foi a fonte de inspiração da direção de arte desse filme, com muitas cores e exageros, típicos dos quadrinhos dos anos 60. Por causa dessa referência histórica e artística, o filme se mantém bem até o final, quando finalmente surge no horizonte o tal Ragnarok, o apocalipse dos deuses! Tudo muito divertido, leve e saboroso! Em nenhum aspecto achei o filme ruim, muito pelo contrário, ele é mais honesto com o verdadeiro Thor original dos quadrinhos do que qualquer outra produção que tenha sido feita com o personagem. Está tudo muito adequado. Assista e se divirta sem culpas.
Thor: Ragnarok (Estados Unidos, 2017) Direção: Taika Waititi / Roteiro: Eric Pearson, Craig Kyle, baseados na obra de Stan Lee / Elenco: Chris Hemsworth, Tom Hiddleston, Cate Blanchett, Jeff Goldblum, Mark Ruffalo, Anthony Hopkins, Karl Urban, Tessa Thompson / Sinopse: A primogênita de Odin está de volta. Exilada por milênios nas sombras, a Deusa da morte Hela quer vingança. Sua intenção é assumir o trono do pai em Asgard, mas para que isso aconteça precisará enfrentar os irmãos Thor e Loki.
Pablo Aluísio.
sábado, 15 de agosto de 2026
Thor - O Mundo Sombrio
Título Original: Thor - The Dark World
Ano de Produção: 2013
País: Estados Unidos
Estúdio: Marvel Studios
Direção: Alan Taylor
Roteiro: Christopher Yost, Christopher Markus
Elenco: Chris Hemsworth, Natalie Portman, Anthony Hopkins, Tom Hiddleston, Stellan Skarsgård, Christopher Eccleston
Sinopse:
Após os eventos do primeiro filme, Thor (Chris Hemsworth) precisa trazer novamente paz para os nove reinos. Seu irmão Loki (Tom Hiddleston) vai para a prisão e Odin (Anthony Hopkins) decide que fará de Thor o seu próximo Rei. O que todos não percebem é que a agora pacificada Askart está prestes a ser invadida por poderosas forças do mal, entidades milenares que desejam levar todo o universo de volta para a era das sombras.
Comentários:
E a Marvel segue sua trilha de grandes sucessos de bilheteria. Agora é a vez da sequência do personagem Thor, uma adaptação da velha mitologia viking para os dias de hoje pelas mãos do talentoso Stan Lee. Certamente é um tipo de filme que exige uma produção mais requintada do que a dos demais personagens Marvel, isso em razão do fato de Thor viver a maior parte do tempo em seu próprio universo, Askart, e isso significar obviamente ter uma direção de arte própria, com figurinos luxuosos e tudo mais. Assim como aconteceu com a sequência do Capitão América, essa segunda aventura de Thor se mostrou mais bem realizada e com roteiro muito mais redondinho do que o primeiro filme da franquia. Os atores do filme original retornaram e a trama flui com mais naturalidade. Além disso, como convém a todo bom filme de super-herói, esse aqui conta com vilões bem interessantes, bacanas mesmo, entre eles o tal de Malekith (Christopher Eccleston), que deseja levar o universo de volta às sombras eternas. Chris Hemsworth continua o mesmo bombadão de sempre, um ator não muito expressivo, mas que pelo menos não compromete. Já Natalie Portman não me convenceu muito. Surge abatida, envelhecida (e o problema não é do seu personagem). Parece que a Portman é daquelas mulheres que não se dão muito bem com a maternidade, perdendo um pouco de sua beleza estética após terem filhos. Isso até seria normal, pena que ela própria não parece lá muito empolgada pelo material. Provavelmente retornou ao seu papel apenas por causa do cachê milionário, até porque convenhamos esse tipo de personagem não deve significar muito para ela, principalmente depois de se consagrar em cena no filme "Cisne Negro". Mas isso é de menor importância pois no final "Thor - The Dark World" cumpre aquilo que prometeu, diversão escapista para fãs de personagens em quadrinhos.
Pablo Aluísio.
sábado, 8 de agosto de 2026
Homem de Ferro 3
Em “Homem de Ferro 3” ele está fora de controle. Como toda celebridade que se preze o astro interferiu em muitos aspectos do roteiro inserindo uma quantidade enorme de piadas sem graça em cada momento. Em certa altura o espectador começa a questionar se está assistindo a um filme de super-herói ou uma comédia boboca cheia de “cacos” inseridos pelo ator principal. Outro problema muito sério desse filme: nenhuma adaptação de quadrinhos funciona sem um grande vilão por trás. Esse aliás sempre foi o segredo do sucesso de todos os filmes da franquia Batman. Infelizmente o Homem de Ferro sempre foi carente nesse aspecto (até nos quadrinhos) e aqui o problema se repete. O tal de Mandarim mais parece um palhaço do que um antagonista de verdade. Fazer de sua participação uma mera escada cômica é seguramente um enorme equívoco. Em suma, “Homem de Ferro 3” é uma terceira seqüência digna de Hollywood: preguiçosa, com atuações negligentes, sem novidades e esbanjando sinais de cansaço por todos os lados. Melhor encerrar a franquia por aqui.
Homem de Ferro 3 (Iron Man 3, Estados Unidos, 2013) Direção: Shane Black / Roteiro: Shane Black, Drew Pearce / Elenco: Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Guy Pearce, Ben Kingsley, Paul Bettany, Rebecca Hall / Sinopse: O milionário industrial Tony Stark (Robert Downey jr) tem que enfrentar um novo vilão ao mesmo tempo em que tenta lidar com inúmeros problemas pessoais e profissionais.
Pablo Aluísio.
Homem de Ferro 2
Homem de Ferro 2Achei que o filme também não cumpriu as expectativas no quesito Efeitos Especiais. Todas as principais cenas com o Homem de Ferro são mostradas à noite onde pouca ou quase nada se vê (geralmente só se consegue visualizar pontos de luz indo de lá pra cá). Os robôs vilões também são outra decepção. Seu visual é completamente ultrapassado e retrô, nada originais. Em relação ao restante do elenco não há muito o que dizer: Gwyneth Paltrow está patética, dando gritinhos nervosos a todo momento, se tornando aborrecida e irritante e Scarlett Johansson entra muda e sai calada (sua dublê até que luta direitinho). Enfim, o diretor Jon Favreau realizou um filme burocrático, quase uma cópia fiel do primeiro (com efeitos especiais inferiores) De maneira geral achei um filme bem clichê, sem nenhum traço de personalidade.
Homem de Ferro 2 (Iron Man 2, Estados Unidos, 2010) Direção de Jon Favreau / Roteiro: Justin Theroux baseado nos personagens criados por Stan Lee / Elenco: Robert Downey Jr, Mickey Rourke, Gwyneth Paltrow / Sinopse: Ivan Vanko (Mickey Rourke) constrói equipamento de última geração para enfrentar o Homem de Ferro (Robert Downey Jr). Seu objetivo é se vingar de uma situação ocorrida com ele no passado.
Pablo Aluísio.
sábado, 1 de agosto de 2026
Homem-Aranha: Sem Volta para Casa
Outro aspecto interessante que percebi nesse filme é que todos os melhores vilões são da primeira trilogia do Homem-Aranha no cinema. Parece até que os outros filmes não tinham nada a oferecer nesse ponto a essa nova produção. O Duende Verde, o Dr. Octopus, o Homem de Areia, todos vieram dos filmes estrelados por Tobey Maguire. O próprio ator inclusive poderia ter sido melhor aproveitado, mas isso não acontece como já frisei. Os vilões também seguem nessa linha. Eles estão lá, mas o roteiro não sabe direito o que fazer com eles. Agora, de todas as coisas que me decepcionaram nesse novo filme do Aranha, nada se compara com os efeitos digitais. Achei tudo fraco demais. Preste atenção nas cena final. Parece game. Os Aranhas voam de um lado para outro, enfrentam os vilões, mas nada parece ter consistência. Eles não parecem ter massa corporal ou peso. Sua interação com o ambiente é igualmente mal produzida. Ruim demais! Dizem que para enganar o cérebro humano é algo complicado. Dificilmente vemos um personagem digital sem perceber que ele é digital. No caso desse filme a coisa ficou tão sem veracidade que acredito que até mesmo as crianças mais pequenas vão perceber que o herói é na verdade um programa de computador, feito de pixel. Então é isso. Um filme que, pelos números envolvidos, poderia ser muito melhor. Do jeito que ficou é apenas interessante, mas igualmente repetitivo de velhas fórmulas e nada muito original.
Homem-Aranha: Sem Volta para Casa (Spider-Man: No Way Home, Estados Unidos, 2021) Direção: Jon Watts / Roteiro: Chris McKenna, Erik Sommers, baseados nos personagens criados por Stan Lee e Steve Ditko / Elenco: Tom Holland, Tobey Maguire, Andrew Garfield, Benedict Cumberbatch, Jamie Foxx, Willem Dafoe, Alfred Molina, Marisa Tomei / Sinopse: O mundo descobre que Peter Parker é o Homem-Aranha. Depois disso a vida dele se torna um inferno. Procurando por uma saída ele pede ao Dr. Stranger que mude a realidade, para que o mundo esqueça essa informação, só que o feitiço criado para esse fim acaba dando errado, abrindo portas para universos paralelos, de onde chegam vilões extremamente perigosos.
Pablo Aluísio.
Homem-Aranha: Longe de Casa
Título Original: Spider-Man - Far from Home
Ano de Produção: 2019
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures, Marvel Studios
Direção: Jon Watts
Roteiro: Chris McKenna, Erik Sommer
Elenco: Tom Holland, Samuel L. Jackson, Jake Gyllenhaal, Marisa Tomei, Jon Favreau, Zendaya
Sinopse:
Finalmente Peter Parker (Holland) vai tirar suas férias na Europa, ao lado de amigos da escola. Ele acredita ser o momento ideal para finalmente conquistar a garota pelo qual está apaixonado, só que a viagem, que deveria ser de diversão e relaxamento, logo se torna uma aventura com monstros e um estranho novo super-herói.
Comentários:
É o filme mais leve já feito sobre esse famoso personagem da Marvel. É quase um filme de adolescentes normais, isso se não houvesse um super-herói entre eles. O roteiro inclusive poderia muito bem ter saído de alguma revistinha em quadrinhos dos anos 60, criada por Stan Lee. É bem na levada comics. Divertido e de certa forma inofensivo, caiu no gosto do público imediatamente. Com quase 1 bilhão de dólares de bilheteria acabou se tornando o maior sucesso do Homem-Aranha nos cinemas. Só que não adianta celebrar muito pois certamente será o fim dessa (terceira) franquia do herói na tela grande. Isso tudo porque houve uma guerra de bastidores envolvendo duas empresas que detém os direitos do personagem. A Marvel tem os direitos para quadrinhos e a Sony tem os direitos para o cinema. Eles chegaram em um acordo de cavaleiros para a inclusão do personagem nos filmes dos Vingadores e depois nessa produção aqui. Só que o acordo chegou ao fim, com acusações de ambos os lados. Com isso é bem provável que o próximo filme do Homem-Aranha seja um reboot, começando do zero (de novo!). E pensar que o cabeça de teia teve seus direitos vendidos lá atrás por um preço abaixo do valor, porque a Marvel estava em crise. Hoje em dia a empresa fatura bilhões no cinema. Se arrependimento matasse...
Pablo Aluísio.

















