sábado, 9 de maio de 2026

Os Donos da Noite

Título no Brasil: Os Donos da Noite
Título Original: Harlem Nights
Ano de Produção: 1989
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Eddie Murphy
Roteiro: Eddie Murphy
Elenco: Eddie Murphy, Richard Pryor, Danny Aiello, Redd Foxx, Michael Lerner, Della Reese

Sinopse:
Durante a década de 1930, o proprietário ilegal de uma casa de apostas na cidade de Nova York e seus associados devem lidar com forte concorrência, gângsteres e policiais corruptos para permanecer no negócio. Filme indicado ao Oscar na categoria de melhor figurino (Joe I. Tompkins).

Comentários:
Esse filme foi uma verdadeira egotrip do comediante Eddie Murphy. Ele escreveu o roteiro, bancou a produção e como se isso não fosse o suficiente ainda escreveu o roteiro. Praticamente foi tudo feito por ele. E a Paramount, como associada, também deu carta branca para que ele trouxesse excelentes figurinos, cenários, carros de época, etc. É um filme de gângsteres ao velho estilo, mas procurando ser diferenciado. Ao invés de mostrar a histórias de criminosos como Al Capone, Murphy decidiu contar o outro lado da moeda, mostrando membros de gangs do bairro negro do Harlem. O filme foi massacrado pela crítica na época de seu lançamento, mas sinceramente falando acho que a reação desses críticos foi um tanto exagerada. Não considero esse um filme ruim, nem nada do tipo. Ele não peca por falta de qualidade cinematográfica. É um filme normal, OK, sem maiores problemas. E ao contrário do que muitos disseram não foi um fracasso comercial de Eddie Murphy no cinema, fazendo 120 milhões de dólares de bilheteria em um filme que custou meros 30 milhões. Deu lucro e não prejuízo. Assim deixo a dica dessa verdadeira despedida de Eddie Murphy aos anos 80, a década onde ele mais fez sucesso em sua carreira.

Pablo Aluísio.

sábado, 2 de maio de 2026

É Difícil Dizer Adeus

Título no Brasil: É Difícil Dizer Adeus
Título Original: Every Time We Say Goodbye
Ano de Produção: 1986
País: Estados Unidos
Estúdio: TriStar Pictures
Direção: Moshé Mizrahi
Roteiro: Moshé Mizrahi
Elenco: Tom Hanks, Cristina Marsillach, Benedict Taylor, Anat Atzmon, Gila Almagor, Moni Moshonov

Sinopse:
Um piloto norte-americano, de formação protestante, durante a Segunda Guerra Mundial, conhece uma jovem garota judia e se apaixona por ela enquanto está servindo as forças armadas dos Estados Unidos em Jerusalém. Embora suas origens fossem diversas, eles acabam lutando por esse amor, apesar das adversidades.

Comentários:
O filme é uma tentativa de reviver aqueles antigos filmes das décadas de 1940, 1950, onde havia um pano de fundo da guerra e um amor inesquecível entre os dois protagonistas, aqui lutando por um romance que parece fadado a terminar. Entretanto esse casal apaixonado não se rende, fazendo de tudo para continuarem juntos. Será que nesse filme dos anos 80 essa antiga fórmula de fazer cinema ainda funcionou? Olha, o filme é bom, mas há sim uma certa superficialidade envolvida na trama que nem é tão especial como se pensa. Quem for atrás de cenas de ação da guerra, melhor esquecer. A guerra, como já escrevi, é mero pano de fundo. Essa história, apesar de se passar em um período histórico de guerra mundial, se concentra mais na paixão, no amor dos personagens. No fundo é apenas um filme romântico, uma remodelagem de mais uma produção ao estilo Love Story. Se for isso que você estiver buscando, então aproveite bem o filme. Vai ser no mínimo interessante.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Estranhos Vizinhos

Título no Brasil: Estranhos Vizinhos
Título Original: Neighbors
Ano de Produção: 1981
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: John G. Avildsen
Roteiro: Larry Gelbart
Elenco: John Belushi, Dan Aykroyd, Kathryn Walker, Tim Kazurinsky, Tino Insana, Henry Judd Baker

Sinopse:
Earl Keese (John Belushi) é o sujeito normal da vizinhança que descobre que seus novos vizinhos são completamente fora do padrão. Vic (Dan Aykroyd), o novo morador da casa ao lado, não quer saber de nenhuma convenção social careta e leva a vida em seus próprios termos, o que dará origem a várias confusões com Keese, um conservador antigado e fora de moda.

Comentários:
Essa comédia acabou se tornando o último filme da carreira de John Belushi. Como se sabe ele morreu precocemente, por causa de uma overdose de drogas que tomou em um hotel de Los Angeles, enquanto esperava pela aprovação do script que seria seu próximo filme. Nessa última aparição no cinema ele voltou a contracenar com seu velho amigo Dan Aykroyd. Era uma velha parceria que vinha desde os tempos do programa de TV "Saturday Night Live". E o mais curioso de tudo é que os papéis tradicionais se inverteram. Geralmente John Belushi interpretava o sujeito doidão que atormentava a todos e Dan Aykroyd era o careta, o cara de classe média bobão. Nesse roteiro o maluco é Aykroyd, enquanto Belushi é o conservador boboca que só pensa em se livrar os estranhos vizinhos que se mudaram para a casa ao lado. Eu considero um dos melhores momentos de John Belushi no cinema, onde ele teve mesmo chance de atuar bem. Essa fórmula seria repetida em "Meus Vizinhos são um Terror", feito alguns anos depois, mas essa primeira versão é bem mais divertida, pois brinca com o americano médio, meio ignorante, centrado em seus próprios preconceitos e crendices pessoais. Sob esse ponto de vista, como uma divertida crítica social da classe WASP, o filme funciona muito bem.

Pablo Aluísio.

terça-feira, 28 de abril de 2026

A Pequena Loja dos Horrores

Título no Brasil: A Pequena Loja dos Horrores
Título Original: Little Shop of Horrors
Ano de Produção: 1986
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Frank Oz
Roteiro: Howard Ashman
Elenco: Rick Moranis, Steve Martin, Bill Murray, John Candy, James Belushi                                                     

Sinopse: 
Em uma floricultura de Nova Iorque as coisas vão mal. Poucos clientes, quase nenhum faturamento. Até que surge uma estranha planta carnívora que cresce em ritmo assombroso após se alimentar de sangue humano! Não demora e Audrey II acaba virando uma grande atração, atraindo uma nova clientela e gerando altos lucros para a empresa que estava praticamente falida. O preço para esse sucesso porém será bem alto! Adaptação em ritmo de divertido musical do clássico de terror B.

Comentários: 
O primeiro "The Little Shop of Horrors" foi lançado em 1960. Não era um musical mas sim um filme B de horror e fantasia muito bem bolado que ao longo dos anos acabou virando cult. Não era para menos. Dirigido pelo mestre Roger Corman e contando no elenco com um jovem e inexperiente Jack Nicholson em começo de carreira a produção simples era muito carismática e cativante. Vinte e seis anos depois a Warner Bros resolveu bancar um remake daquele saboroso pequeno filme. A temática porém seria bem outra. O tom agora seria de um musical ao velho estilo, com várias sequências onde a música seria a principal protagonista. O enredo continuaria o mesmo mas agora tudo soaria como se o espectador estivesse assistindo a um show na Broadway (ou quase isso). Para dar vida  à planta Audrey II o estúdio investiu na tecnologia dos animatronics, com ótimos resultados (os efeitos de fato não envelheceram em nada, não ficaram datados). Some-se a isso as excelentes participações de humoristas famosos e você terá uma pequena obra prima. O elenco é liderado pelo simpático Rick Moranis (de "Os Caça-Fantasmas" e "Querida, encolhi as Crianças) mas quem rouba o show mesmo é Steve Martin em hilariante papel, a de um dentista sádico e alucinado, misto de motoqueiro dos anos 50 com maluco de plantão que tem enorme prazer em causar muita dor em seus aterrorizados pacientes. O filme é isso, uma saborosa e engraçada diversão para toda a família.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Viagem Insólita

Viagem Insólita 
Infelizmente a série "Vegas" com Dennis Quaid foi cancelada ainda na primeira temporada. Isso me fez lembrar dos bons anos do ator no cinema, principalmente nas décadas de 80 e 90 quando estrelou filmes pra lá de interessantes. Quer um exemplo? Ora, basta lembrar desse sci-fi 80´s chamado "Viagem Insólita". Como não poderia deixar de ser a idéia partiu do mago Steven Spielberg (no auge de sua criatividade artística). Relembrando os clássicos de sua infância o diretor pensou em aproveitar o argumento de "Viagem Fantástica" para captar aquela inocência das ficções do cinema durante as décadas de 50 e 60. O espírito era justamente esse. Atuando como produtor executivo Spielberg acabou designando para a direção o seu pupilo Joe Dante de "Gremlins". Usando do melhor em termos de efeitos especiais da época o filme mostrava um grande projeto de minituarização. O conceito era tão radical que até mesmo uma nave e seu tripulante eram minituarizados para estudo e exploração do corpo de seres vivos. É justamente nesse programa mais do que ousado que entra o tenente Tuck Pendleton (Dennis Quaid).

Os problemas acabam acontecendo quando ocorre um ataque ao laboratório onde as pesquisas estão sendo realizadas. No meio do caos a nave miniatuarizada com Tuck é inserida no corpo de um homem hipocondríaco, inseguro e muito atrapalhado. Assim Tuck fica literalmente dentro do organismo de Jack Putter (interpretado pelo comediante Martin Short). O filme mescla duas linhas narrativas básicas. Numa delas acompanhamos o tenente Tuck em sua expedição de conhecimento do corpo humano. As cenas são extremamente bem realizadas e isso numa época em que efeitos digitais ainda eram experimentais. Na outra linha vamos acompanhando o complicado Jack tentando entender o que se passa com ele! Divertido, bem realizado e hoje em dia com claro sabor nostálgico do cinema dos anos 80, "Innerspace" se torna um ótimo programa em um fim de noite sem nada para assistir na TV. Se ainda não assistiu não perca!

Viagem Insólita (Innerspace, Estados Unidos,1987) Direção: Joe Dante / Roteiro:  Chip Proser, Jeffrey Boam / Elenco: Dennis Quaid, Martin Short, Meg Ryan / Sinopse: Um projeto de minituarização se torna alvo de um ataque terrorista, fazendo com que no meio da confusão uma nave e seu tripulante sejam inseridos dentro do organismo de um sujeito muito atrapalhado.

Pablo Aluísio.

sábado, 25 de abril de 2026

Curtindo a Vida Adoidado

Curtindo a Vida Adoidado
Quando os filmes de John Hughes eram lançados na década de 80 eles nunca eram levados à sério, até porque eram em sua maioria comédias juvenis mostrando aspectos da vida dos jovens daqueles anos. Hoje em dia a obra de John Hughes sofre uma justa revisão e finalmente tem ganho status de bom cinema, realmente relevante. Sim, é cultura pop em essência, mas cultura pop de ótima qualidade. Um exemplo é esse filme que muito provavelmente seja o mais famoso da filmografia de Hughes. 

A estória, muito simpática por sinal, gira em torno de um dia na vida do estudante colegial Ferris Bueller (Matthew Broderick). Cansado da vida entediante da escola ele resolve matar aula. Finge estar doente para seus pais e sai para um dia de curtição ao lado do amigo hipocondríaco Cameron (Alan Ruck) e da namoradinha Sloane (Mia Sara). A partir daí tudo pode acontecer, com o carro do pai de Cameron eles saem por Chicago em busca de divertimento e festa. O filme é até hoje um dos mais queridos do grande público porque foi tão reprisado na Sessão da Tarde que virou um tipo de ícone dos filmes sobre adolescentes - para muitos seria mesmo o melhor filme adolescente de todos os tempos. O roteiro esperto e com clima jovial escrito por John Hughes brinca o tempo todo com a figura carismática de Ferris que desfila na tela vários "pensamentos" profundos, que no fundo apenas mostram a chatice da escola, a escolha por curtir melhor a vida e é claro fazer de bobos todas as autoridades escolares.

É curioso que Hughes tenha captado tantas nuances juvenis em uma comédia tão despretensiosa como essa. No fundo ele apenas adaptou algumas coisas de sua própria vida pessoal. Vivendo em Chicago ele, como todos os estudantes do mundo, também sentia necessidade de uma vez ou outra dar uma escapada do colégio, de seus professores chatos e do tédio avassalador que impera ainda hoje em nosso atrasado e obsoleto sistema educacional. Ferris é jovem, divertido, irônico e só quer mesmo aproveitar o dia da melhor forma possível, mesmo que para isso faça todos os adultos de bobocas. O elenco encontrou em Matthew Broderick não só um talentoso ator como também um tipo ideal para viver o safo Ferris. O elenco de apoio também é destaque e alguns jovens que fariam grande sucesso depois como Charlie Sheen e Jennifer Grey tem pequenos papéis mas bem significativos. Em suma, "Curtindo a Vida Adoidado" é aquilo mesmo que se propõe, uma crônica bem humorada na vida de um estudante colegial dos anos 80. O filme certamente resistiu bem ao tempo e hoje é tão divertido e simpático como foi há 20 anos em seu lançamento.

Curtindo a Vida Adoidado (Ferri's Bueller Day Off, Estados Unidos, 1986) Direção: John Hughes / Roteiro: John Hughes / Elenco: Matthew Broderick, Alan Ruck, Mia Sara, Charlie Sheen, Jeffrey Jones. Jennifer Grey, Charlie Sheen / Sinopse: Ferris Bueller (Matthew Broderick) é um estudante de saco cheio da escola que resolve se fazer passar por doente para matar a aula e sair para um dia em busca de diversão e festa ao lado do amigo e da namorada.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Celular - Um Grito de Socorro

Título no Brasil: Celular - Um Grito de Socorro
Título Original: Cellular
Ano de Produção: 2004
País: Estados Unidos
Estúdio: New Line Cinema
Direção: David R. Ellis
Roteiro: Larry Cohen, Chris Morgan
Elenco: Kim Basinger, Chris Evans, Jason Statham, Jessica Biel

Sinopse:
A vida segue tranquilamente para Ryan (Chris Evans) até o momento em que ele recebe o telefonema desesperado de uma mulher, Jessica Martin (Kim Basinger), que pede por socorro pois está sendo sequestrada. Ela teme pela vida não apenas dela, mas também pela de seu marido e filho. Caberá a Ryan tentar descobrir onde Jessica está, antes que a bateria de seu celular chegue ao fim. Filme indicado na Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films na categoria de Melhor Atriz (Kim Basinger).

Comentários:
Um thriller que pega carona nesse aparelho que faz parte da vida de praticamente todo mundo hoje em dia e as possibilidades que podem surgir de seu uso. O livro que deu origem ao filme inclusive se baseou em um fato real ocorrido em Los Angeles quando uma jovem garota foi sequestrada. O que os criminosos não perceberam era que ela estava com seu celular (na época ainda um dispositivo para poucos) e assim logo entrou em contato com a polícia que saiu na perseguição dos bandidos. Em termos gerais não é um filme ruim, pelo contrário, o qualificaria como boa diversão. Talvez o roteiro tenha sido esticado ao máximo por causa da situação central que vai se estendendo durante praticamente toda a trama. O elenco é interessante pois reúne novatos (como o futuro Capitão América Chris Evans) com veteranos (Kim Basinger, diva dos anos 80, aqui tentando levantar a carreira). Até o elenco de apoio é de luxo, contando com as presenças de Jason Statham e da gracinha Jessica Biel! Uma diversão passageira que vale a pena ser assistida, mas apenas uma única vez pois na segunda já não funcionará mais, por causa da falta de maiores surpresas para o espectador. 

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Um Grito de Liberdade

Título no Brasil: Um Grito de Liberdade
Título Original: Cry Freedom
Ano de Produção: 1987
País: Estados Unidos, Inglaterra
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Richard Attenborough
Roteiro: John Briley
Elenco: Denzel Washington, Kevin Kline, John Matshikiza, Josette Simon, Penelope Wilton, Kate Hardie

Sinopse:
Filme baseado em fatos históricos reais. O jornalista sul-africano Donald Woods (Kevin Kline) é forçado a fugir do país, depois de tentar investigar a morte sob custódia de seu amigo, o ativista negro Steve Biko (Denzel Washington). Filme indicado ao Oscar nas categorias de melhor ator (Denzel Washington), melhor música original e melhor trilha sonora incidental.

Comentários:
Esse filme foi baseado no livro escrito por John Briley. Em suas páginas o autor relembrou parte do crime que foi cometido pelo Estado da África do Sul em relação ao ativista negro Steve Biko e a luta de um jornalista branco em revelar toda a verdade sobre sua morte. Ele foi um nome importante na luta contra o regime racista da África do Sul durante as décadas de 1970 e 1980. Nesse período histórico existiu um regime de Estado que não escondia seu racismo contra pessoas negras, dentro de um país africano! Foi algo realmente impressionante pois a máquina estatal foi conduzida para massacrar os direitos dos negros (que formavam a maioria da população) em favor da parte branca da população (uma pequena parte do país). O resultado, como não poderia deixar de ser, foi o sistemático sistema de violação de direitos humanos e civis, além do cometimento de crimes por parte do aparato estatal. Esse filme é muito bom, muito importante em denunciar tudo o que aconteceu. A consagração veio na indicação de três categorias do Oscar, entre elas a de melhor ator para Denzel Washington. No Globo de Ouro o filme foi ainda indicado ao prêmio de melhor filme do ano no gênero Drama. Poderia ter vencido tranquilamente. É sem dúvida uma obra cinematográfica importante, que inclusive deveria ser exibida em escolas e universidades com mais regularidade. É o cinema em favor das boas causas, denunciando regimes criminosos ao redor do mundo.

Pablo Aluísio.

sábado, 11 de abril de 2026

O Ano que Vivemos em Perigo

Título no Brasil: O Ano que Vivemos em Perigo
Título Original: The Year of Living Dangerously
Ano de Produção: 1982
País: Estados Unidos, Austrália
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)
Direção: Peter Weir
Roteiro: David Williamson, Peter Weir
Elenco: Mel Gibson, Sigourney Weaver, Linda Hunt, Michael Murphy, Paul Sonkkila, Bill Kerr

Sinopse:

Durante uma revolução na Indonésia, na década de 1960, um jornalista acaba se apaixonando por uma mulher americana. No meio do caos e da guerra eles tentam construir uma história de amor. Filme vencedor do Oscar na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante (Linda Hunt).

Comentários:
Esse filme é puro anos 80! Imagine unir em um mesmo elenco dois ícones cinematográficos daquela época (Mel Gibson e Sigourney Weaver) e com eles ainda bem jovens, no auge do sex appeal. A temperatura só poderia ficar alta mesmo. Palmas para o cineasta Peter Weir, um diretor que sempre admirei. Ele foi seguramente um dos diretores mais subestimados dos anos 80, pois fez excelentes filmes, com lindas fotografias, mas nunca conseguiu o reconhecimento que lhe era devido. O roteiro desse filme (também de autoria de Weir) tinha um subtexto político bem elaborado, ético e muito interessante, porém o que se sobressaía mesmo era o casal principal, soltando faíscas em cada cena. Dizem que Gibson e Weaver tiveram um caso durante as filmagens porém tudo foi devidamente abafado porque eles eram comprometidos. Que pena, deveriam ter assumido tudo publicamente, as revistas de fofoca iriam se divertir bastante. Deixando tudo isso de lado é bom reconhecer os méritos do filme como cinema. Um dos destaques mais lembrados veio da marcante atuação da atriz Linda Hunt, aqui interpretando um personagem masculino chamado Billy Kwan. Ela estava plenamente convincente como um homem em cena. Chega a impressionar. Não é a toa que levou o Oscar para casa!. Enfim, um filme bem indicado, com excelentes cenas e bela direção de fotografia. É sem favor algum  uma das produções mais marcantes daquela década. Coisa fina.

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 9 de abril de 2026

O Último Boy Scout

O Último Boy Scout
Tony Scott realizava um cinema muito mais modesto e sem pretensões do que seu irmão famoso. Um exemplo é esse “O Último Boy Scout” (um título nacional simplesmente risível onde o tradutor mistura inglês e português sem nenhum motivo aparente). Com o sucesso de “Duro de Matar” Bruce Willis não tinha outro caminho a seguir a não ser tentar repetir mais cedo ou mais tarde seu maior sucesso de bilheteria. Ele até tentou trilhar um caminho mais condizente com sua veia de ironia e bom humor, deixando o gênero de ação de lado, mas não deu para aguentar por muito tempo pois as propostas milionários se acumulavam na mesa de seu agente. Assim depois dos fracassados “A Fogueira das Vaidades” e “Hudson Hawk – O Falcão Está à Solta”, o velho e bom Willis resolveu embarcar em mais uma fita de ação sem muitas firulas ou perda de tempo. Seu personagem, um detetive em crise, após falhar como agente do serviço secreto, era na realidade um genérico do policial que havia interpretado em “Duro de Matar”.

Para melhorar um pouco a trama superficial Tony Scott resolveu investir um pouco mais no desenvolvimento de seu protagonista mas sem se estender muito sobre isso. Ao seu lado resolveu escalar o ator e comediante Damon Wayans que era bem popular na época. A dobradinha obviamente era outra derivação da dupla de “Máquina Mortífera” que tanto sucesso fazia nas telas. A trama girava em torno de uma stripper que após receber várias ameaças de morte era finalmente assassinada, sem motivo aparente. Indignado pela falta de empenho da policia em desvendar o mistério de sua morte o namorado da vítima, um jogador de futebol aposentado, resolve então se unir ao detetive Joe Hallenbeck (Bruce Willis) para solucionar a morte da garota.  Durante as investigações novas pistas acabam levando a algo muito maior envolvendo um grande esquema de corrupção no mundo dos esportes com vários políticos influentes envolvidos. “O Último Boy Scout” é bem realizado, não há como negar, Tony Scott tinha pleno domínio sobre esse tipo de produção, com muita ação e cenas espetaculares, mas isso não impediu do resultado ser muito descartável e esquecível. Massacrado pela crítica o filme acabou se saindo bem nas bilheterias apesar de tudo o que iria determinar de uma vez por todas os rumos da carreira de Bruce Willis nos anos seguintes.  

O Último Boy Scout – O Jogo da Vingança (The Last Boy Scout, Estados Unidos, 1991) Direção: Tony Scott / Roteiro: Greg Hicks, Shane Black / Elenco: Bruce Willis, Damon Wayans, Chelsea Field, Noble Willingham, Taylor Negron, Danielle Harris, Halle Berry / Sinopse: Detetive e ex-jogador de futebol Americano tentam desvendar a morte da namorada desse, uma stripper que é assassinada de forma misteriosa.

Pablo Aluísio.

sábado, 4 de abril de 2026

O Predador

O Predador 
O filme O Predador (Predator) foi lançado em 12 de junho de 1987, dirigido por John McTiernan e estrelado por Arnold Schwarzenegger, Carl Weathers, Jesse Ventura, Bill Duke, Sonny Landham e Kevin Peter Hall. A história acompanha um grupo de elite das forças especiais enviado à selva da América Central para resgatar reféns de guerrilheiros. Liderados pelo major Dutch, interpretado por Schwarzenegger, os soldados inicialmente enfrentam inimigos humanos em uma missão aparentemente convencional. No entanto, à medida que avançam pela selva, tornam-se alvo de uma força invisível e extremamente letal. Um a um, os membros da equipe são caçados por uma criatura alienígena altamente tecnológica que utiliza camuflagem e armas avançadas. O filme rapidamente se transforma de um típico longa de ação militar em um intenso thriller de ficção científica e horror. A luta final entre Dutch e a criatura se torna um duelo de inteligência e sobrevivência. O ambiente hostil da selva contribui para a sensação constante de perigo. Assim, O Predador combina ação explosiva com elementos de suspense e terror.

Quando foi lançado, O Predador recebeu uma recepção crítica mista, embora com diversos elogios pontuais. O The New York Times destacou que o filme era “eficiente como entretenimento de ação, mas limitado em profundidade narrativa”. Já o Los Angeles Times reconheceu a habilidade da direção de John McTiernan em construir tensão, afirmando que o filme “se destaca pela maneira como transforma um cenário familiar em algo ameaçador e imprevisível”. A revista Variety comentou que o longa era “um espetáculo de ação sólido, impulsionado pelo carisma de Arnold Schwarzenegger e por uma criatura memorável”. Muitos críticos elogiaram o conceito central do filme, especialmente a ideia de um caçador alienígena enfrentando soldados altamente treinados. No entanto, alguns apontaram que os personagens secundários eram pouco desenvolvidos. A crítica também destacou a mudança de tom do filme, que começa como ação militar e evolui para horror. Essa mistura de gêneros foi vista como interessante, embora nem sempre totalmente equilibrada. Ainda assim, o filme chamou atenção por sua intensidade e originalidade dentro do gênero.

Com o passar do tempo, a recepção crítica se tornou mais positiva, com muitos analistas reavaliando o filme como um clássico cult da década de 1980. Publicações como The New Yorker e outras revistas especializadas passaram a destacar o longa como um exemplo eficaz de cinema de gênero. A criatura alienígena, conhecida como Predador, tornou-se um dos monstros mais icônicos da cultura pop. O design do personagem, aliado aos efeitos especiais inovadores para a época, foi amplamente elogiado. O filme não recebeu grandes prêmios como o Oscar em categorias principais, mas foi indicado ao Oscar de Melhores Efeitos Visuais, evidenciando seu impacto técnico. A performance de Arnold Schwarzenegger também foi reavaliada, sendo vista como essencial para o sucesso do filme. Muitos críticos passaram a apreciar a simplicidade da narrativa, que foca na sobrevivência e no confronto direto entre homem e criatura. A direção de McTiernan também ganhou reconhecimento por sua eficiência e estilo. Assim, o filme conquistou um status mais respeitado ao longo dos anos.

Do ponto de vista comercial, O Predador foi um grande sucesso de bilheteria. Com um orçamento estimado em cerca de 15 milhões de dólares, o filme arrecadou aproximadamente 98 milhões de dólares mundialmente. Nos Estados Unidos, teve uma excelente performance, consolidando Arnold Schwarzenegger como uma das maiores estrelas de ação da época. O público respondeu de forma extremamente positiva à mistura de ação intensa e ficção científica. As cenas de combate e a presença do alienígena geraram forte impacto entre os espectadores. O boca a boca contribuiu para manter o filme em cartaz por várias semanas. Além disso, o longa teve grande sucesso em exibições televisivas e no mercado de vídeo doméstico. O personagem do Predador rapidamente se tornou popular, levando à criação de sequências e produtos derivados. Assim, o filme não apenas foi lucrativo, mas também deu origem a uma franquia duradoura. Seu sucesso consolidou sua posição como um dos grandes filmes de ação dos anos 1980.

Atualmente, O Predador é amplamente considerado um clássico do cinema de ação e ficção científica. O filme é frequentemente citado como um dos melhores trabalhos de Arnold Schwarzenegger e um exemplo marcante do cinema de ação da década de 1980. Sua influência pode ser vista em diversas produções posteriores que exploram o conceito de caça entre humanos e criaturas alienígenas. O design do Predador continua sendo uma referência no cinema e na cultura pop. A estrutura simples, porém eficaz, da narrativa é frequentemente elogiada por sua intensidade. O filme também é lembrado por suas frases marcantes e personagens carismáticos. Ao longo dos anos, conquistou uma base fiel de fãs ao redor do mundo. Novas gerações continuam descobrindo o longa e reconhecendo seu valor. Dessa forma, sua reputação como clássico está plenamente consolidada. O Predador permanece como uma obra essencial dentro do gênero.

O Predador (Predator, Estados Unidos, 1987) Direção: John McTiernan / Roteiro: Jim Thomas e John Thomas / Elenco: Arnold Schwarzenegger, Carl Weathers, Jesse Ventura, Bill Duke, Sonny Landham e Kevin Peter Hall / Sinopse: Durante uma missão na selva, um grupo de soldados de elite se torna alvo de um caçador alienígena invisível e altamente tecnológico, levando a um confronto mortal onde apenas o mais astuto poderá sobreviver. 

Erick Steve. 

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Rhinestone - Um Brilho na Noite

Título no Brasil: Rhinestone - Um Brilho na Noite
Título Original: Rhinestone
Ano de Produção: 1984
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Bob Clark
Roteiro: Phil Alden Robinson
Elenco: Sylvester Stallone, Dolly Parton, Richard Farnsworth

Sinopse:
Jake Farris (Parton) é uma cantora nascida no Tennessee que vai até Nova Iorque para tentar se tornar uma estrela. Contratada por um night club as coisas não se mostram tão simples como ela imaginava. Assim ela decide voltar para sua terra natal, mas é impedida por seu contrato. Para tentar se livrar ela decide fazer uma aposta com o dono do club. Ela treinará um taxista brutamontes chamado Nick (Stallone) para tomar seu lugar. Se o sujeito realmente aprender a cantar ela estará finalmente liberada!

Comentários:
Já que falamos de Sylvester Stallone que tal recordar um de seus filmes menos lembrados? Hoje em dia "Rhinestone - Um Brilho na Noite" é pouco citado, mesmo entre cinéfilos veteranos. A fita já mostra a vontade que Sly tinha em fazer algo diferente na carreira. Assim quando esse roteiro caiu em suas mãos ele deixou a vergonha de lado e abraçou o projeto - agora imagine ver uma comédia em que Stallone tenta soltar o vozeirão ao lado de ninguém menos do que a estrela country Dolly Parton! O humor nasce justamente desse choque de pessoas tão diferentes. Dolly cheia de vida, esbanjando exageros, tanto nos figurinos como no modo de agir contrasta completamente com o jeito rude e fora de ambiente do personagem de Sly. Afinal Stallone interpreta um bronco de Nova Iorque, um taxista que não leva o melhor jeito para a música. O resultado não é grande coisa, mas se salva por alguns poucos momentos realmente divertidos. O curioso é que a recepção fria do filme não mudaria a opinião de Stallone que tentaria voltar para a comédia muitos anos depois com películas como "Oscar" e "Pare, Senão Mamãe Atira!", duas outras bombas da carreira do eterno Rocky Balboa.

Pablo Aluísio.

domingo, 29 de março de 2026

O Amante

O Amante
Liam Neeson interpreta o marido que sempre pensou ter a esposa perfeita. Bonita, bem sucedida profissionalmente, inteligente, ela teria todas as qualidades que um homem gostaria de encontrar em uma mulher. Só que um dia, por mero acaso, ele acaba ouvindo uma mensagem no celular da esposa. Um desconhecido lhe fazia promessas de amor, com pitadas de sensualidade. Obviamente alguém bem íntimo dela. Lógico que algo assim planta a semente da desconfiança em seus pensamentos. Pior acontece quando ele vai até o laptop da esposa e descobre que existe uma pasta chamada "amor" protegida por senha.

O ciúme começa a envenenar sua mente. Após passar dias obcecado, tentando romper a senha, ele finalmente consegue. Dentro da pasta muitas fotos da esposa com o amante, em hotéis, viagens de barco e algumas delas até mesmo de intimidades com o amante. Todas as suas suspeitas são confirmadas e da pior maneira possível! A sua cabeça explode de vez! Por 12 anos a esposa que ele considerava perfeita o traiu com um amante!

Então o marido decide rastrear tudo do caso. Encontra o nome e o endereço do amante e vai até ele. Esse personagem é interpretado pelo "latin lover" Antonio Banderas, que não demora a se mostrar como um grande cafajeste, explorador de mulheres. O plano do marido traído passa a ser de vingança, de matá-lo, mas seria essa a melhor opção? "O Amante" não deixa de ser um filme interessante, que mexe com os instintos masculinos mais primitivos. O homem que descobre ter sido traído por longos anos faz aflorar seus sentimentos mais violentos. É um enredo de basicamente apenas três personagens, o marido, a esposa e o amante. Filme curto que vai direto ao ponto. Poderia ter tido um final mais visceral, porém os roteiristas optaram por algo mais sensato. Afinal não seria bom plantar ideias erradas nas mentes daqueles que viveram a mesma situação do filme.

O Amante (The Other Man, Estados Unidos, 2008) Direção: Richard Eyre / Roteiro: Richard Eyre, Charles Wood / Elenco: Liam Neeson, Antonio Banderas, Laura Linney / Sinopse: Homem que pensava ter o melhor e mais perfeito casamento do mundo descobre que sua esposa teve um amante por longos 12 anos! Obcecado com a traição, ele decide ir atrás do amante, para conhecê-lo, descobrir o que levou sua esposa a trai-lo e talvez matá-lo para lavar sua honra com sangue!

Pablo Aluísio.

sábado, 28 de março de 2026

Mestres do Universo

No passado as coisas funcionavam mais ou menos assim: um filme fazia sucesso no cinema e virava desenho animado ou histórias em quadrinhos. A última fase era virar brinquedo, mas para isso tinha que ser muito popular entre a criançada. Com o personagem He-Man as coisas foram inversas. Primeiro inventaram os brinquedos. Depois com o sucesso de vendas criaram o desenho animado. Por último é que finalmente ganhou uma versão para o cinema. E He-Man fez muito sucesso nos anos 80. O desenho animado era campeão de audiência na TV (inclusive no Brasil), o que consagrou sua adaptação para outros meios, como o cinema.

O curioso é que na época todo estúdio de Hollywood queria esses direitos autorais, mas quem acabou levando a melhor foi a companhia cinematográfica Cannon. Pertencente a dois produtores independentes, eles tinham uma proposta ousada e agressiva de fazer cinema, comprando direitos de personagens populares, para baterem de frente com os grandes estúdios. O problema é que nem sempre eles tinham o dinheiro suficiente para fazer bons filmes. Isso aconteceu também com "Superman IV". Eles compraram os direitos do personagem, mas não tinham fundos suficientes para bancar o filme. O resultado? Filmes B, bem ruins e mal produzidos.

Com He-Man aconteceu a mesma coisa. Eles não tinham os recursos para fazer um bom filme, tanto que desistiram de recriar o mundo, o universo em que He-Man vivia sua aventuras. Ao contrário disso trouxeram todos os personagens para o mundo atual (entenda-se o mundo dos anos 80, nos Estados Unidos). O resultado foi bem fraco, ruim, pífio mesmo. Dolph Lundgren tinha o porte físico para encarnar o herói, mas não sabia representar bem (ele nunca melhorou nesse aspecto) e o único grande ator do filme, Frank Langella, ficou soterrado sob forte maquiagem pois interpretava o vilão Esqueleto. Assim, apesar do tom nostálgico que pode atingir alguns a rever esse filme, o fato é que ele é mesmo bem ruinzinho. Já era fraco nos anos 80 e hoje em dia, com efeitos especiais datados, ficou ainda pior.

Mestres do Universo (Masters of the Universe, Estados Unidos, 1987) Direção: Gary Goddard / Roteiro: David Odell / Elenco: Dolph Lundgren, Frank Langella, Meg Foster, Billy Barty / Sinopse: O herói He-Man (Lundgren) precisa ir até o planeta Terra para salvar um grupo de crianças e adolescentes das garras do vilão Esqueleto (Langella).

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 23 de março de 2026

Cyborg - O Dragão do Futuro

Título no Brasil: Cyborg: O Dragão do Futuro
Título Original: Cyborg
Ano de Lançamento: 1989
País: Estados Unidos
Estúdio: Cannon Entertainment 
Direção: Albert Pyun
Roteiro: Albert Pyun
Elenco: Jean-Claude Van Damme, Deborah Richter, Vincent Klyn, Alex Daniels, Dayle Haddon

Sinopse:
Um lutador que vive em uma América apocalíptica devastada por uma praga que infestou o mundo, matando milhões, encontra uma ciborgue que carrega informações vitais para um grupo de cientistas em Atlanta que está trabalhando na cura da praga. E passam a ser perseguidos por assassinos do futuro.

Comentários:
Esse filme fez muito sucesso nas locadoras brasileiras. Estou me referindo ao comecinho dos anos 90, quando a fita foi lançada por aqui pelo selo América vídeo em VHS. Esse selo lançava no Brasil todos os filmes da companhia Americana Cannon dos produtores da dupla Golan-Globus. O ator Jean-Claude Van Damme realmente se destacou em uma história que eu poderia classificar como uma produção cyperpunk, um estilo de filme que fazia muito sucesso na época. Some-se a isso as lutas bem coreografadas. Curiosamente, o ator Jean-Claude Van Damme reclamou anos depois por causa de seu cachê irrisório nessa produção. Ele já estava se tornando um astro dos filmes de ação, mas não era ainda remunerado de forma adequada. De qualquer maneira, o filme capturou o belga em ótima forma física e em bons momentos, em que demonstrou sua capacidade nas cenas de luta e confronto pessoal. Ele realmente estava em um dos melhores momentos de sua força física. E tinha toda a habilidade técnica para satisfazer os fãs de filmes de artes marciais, tudo mesclado com esse toque futurista underground.

Pablo Aluísio.

sábado, 21 de março de 2026

Fúria Silenciosa

Título no Brasil: Fúria Silenciosa
Título Original: Silent Rage
Ano de Lançamento: 1982
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: Michael Miller
Roteiro: Joseph Fraley
Elenco: Chuck Norris, Ron Silver, Steven Keats, Toni Kalem, William Finley, Brian Libby

Sinopse:
Em uma pequena cidade do Texas, o xerife Dan Stevens enfrenta um caso incomum envolvendo um homem extremamente violento que, após um surto assassino, é capturado e levado a um hospital psiquiátrico. Lá, um grupo de médicos decide realizar um experimento revolucionário para regenerar tecidos humanos, transformando o paciente em uma espécie de ser quase indestrutível. No entanto, o experimento sai do controle, e o homem retorna ainda mais forte, resistente e mortal. Cabe ao xerife Stevens enfrentá-lo em uma batalha desigual, onde força bruta e habilidades marciais podem não ser suficientes para deter uma ameaça aparentemente invencível.

Comentários:
Lançado em 1982, Silent Rage chamou atenção por misturar elementos de filme policial, ação e terror, algo incomum na carreira de Chuck Norris até então. O jornal The New York Times observou essa combinação de gêneros, destacando o tom quase sobrenatural da trama, enquanto a revista Variety comentou sobre o apelo do filme junto ao público fã de ação e artes marciais. Nas bilheterias, o filme teve desempenho modesto, mas encontrou um público fiel ao longo dos anos, especialmente entre admiradores de Chuck Norris. Hoje, Fúria Silenciosa é considerado um título interessante dentro da filmografia do ator, lembrado por sua proposta incomum e por antecipar elementos que seriam explorados posteriormente em outros filmes de ação com antagonistas quase indestrutíveis.

Erick Steve. 

sexta-feira, 20 de março de 2026

Máquina de Guerra

Título no Brasil: Máquina de Guerra
Título Original: War Machine
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos, Austrália
Estúdio: Lionsgate
Direção: Patrick Hughes
Roteiro: Patrick Hughes, James Beaufort
Elenco: Alan Ritchson, Dennis Quaid, Stephan James, Jai Courtney, Esai Morales, Keiynan Lonsdale

Sinopse:
O filme acompanha um grupo de soldados que participa de um intenso programa de treinamento das forças especiais do Exército dos Estados Unidos. Entre eles está o misterioso e experiente soldado conhecido apenas como “81”, um militar marcado por traumas do passado e reconhecido por suas habilidades em combate. Durante o exercício final do treinamento, o que deveria ser apenas uma simulação militar se transforma em uma verdadeira batalha pela sobrevivência. Uma poderosa máquina de origem desconhecida — aparentemente ligada a uma força alienígena — surge no campo de treinamento e começa a atacar os soldados. Isolados, mal equipados e enfrentando um inimigo tecnologicamente superior, os militares precisam improvisar estratégias para sobreviver e impedir que a ameaça se espalhe para o resto do planeta.

Comentários:
O filme foi lançado em 2026, chegando primeiro aos cinemas na Austrália antes de estrear mundialmente no catálogo da Netflix em 6 de março do mesmo ano. A produção mistura ação militar com ficção científica, algo que chamou atenção da crítica especializada. Alguns veículos elogiaram o ritmo acelerado, as cenas de combate e o carisma de Alan Ritchson, enquanto outros apontaram que o roteiro segue fórmulas tradicionais do gênero. No site Rotten Tomatoes, o longa estreou com cerca de 70% de aprovação, indicando uma recepção geralmente positiva entre críticos. Entre o público, Máquina de Guerra teve um desempenho impressionante logo após sua estreia no streaming, acumulando cerca de 39 milhões de visualizações em apenas três dias e liderando o ranking de filmes mais assistidos da Netflix em vários países. O sucesso imediato levantou discussões sobre a possibilidade de uma sequência e consolidou o longa como um dos grandes lançamentos de ação da plataforma em 2026. O filme é visto como um típico blockbuster do streaming — um espetáculo de ação e ficção científica feito para o grande público — e um projeto que pode dar origem a uma nova franquia dentro do catálogo da Netflix. 

Erick Steve. 

quinta-feira, 5 de março de 2026

Os Caça-Fantasmas

Título no Brasil: Os Caça-Fantasmas
Título Original: Ghostbusters
Ano de Lançamento: 1984
Estúdio: Columbia Pictures
País: Estados Unidos
Direção: Ivan Reitman
Roteiro: Dan Aykroyd, Harold Ramis
Elenco: Bill Murray, Dan Aykroyd, Harold Ramis, Sigourney Weaver, Rick Moranis, Ernie Hudson 

Sinopse: 
A história acompanha três cientistas (Peter Venkman, Ray Stantz e Egon Spengler) que, após perderem seus empregos em uma universidade, decidem abrir um negócio inusitado em Nova York: capturar fantasmas. Equipados com mochilas de prótons e muita coragem (e bom humor), eles passam a enfrentar diversas entidades sobrenaturais, incluindo o gigantesco e memorável “Stay Puft Marshmallow Man”.

Sinopse: 
Lançado em 1984, o filme mistura comédia, ficção científica e elementos sobrenaturais de forma inovadora, conquistando rapidamente o público e se tornando um enorme sucesso de bilheteria. O filme se destacou não apenas pelo humor inteligente e pelas atuações carismáticas, mas também pelos efeitos especiais avançados para a época e pela trilha sonora marcante, especialmente a música-tema “Ghostbusters”, de Ray Parker Jr., que se tornou um clássico da cultura pop. O sucesso foi tão grande que gerou uma franquia duradoura, com continuações como Ghostbusters II, o reboot Ghostbusters e a sequência moderna Ghostbusters: Afterlife. Além disso, a marca se expandiu para desenhos animados, brinquedos e jogos, consolidando “Os Caça-Fantasmas” como um fenômeno cultural que atravessa gerações.

Erick Steve. 

quarta-feira, 4 de março de 2026

Brincou com Fogo... Acabou Fisgado!

Título no Brasil: Brincou com Fogo... Acabou Fisgado!
Título Original: Continental Divide
Ano de Produção: 1981
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Michael Apted
Roteiro: Lawrence Kasdan
Elenco: John Belushi, Blair Brown, Allen Garfield, Carlin Glynn, Tony Ganios, Liam Russell

Sinopse:
Ernie Souchak (Belushi) é um jornalista de Chicago que se apaixona por uma mulher com personalidade bem diferente da dele, a pesquisadora de vida animal Nell Porter (Blair Brown). Filme indicado ao Globo de Ouro na categoria de Melhor Atriz (Blair Brown).

Comentários:
Esse filme foi o penúltimo da carreira de John Belushi. Ele queria fazar um tipo de personagem mais romântico, mais sofisticado. Nada a ver com seus personagens grotescos, glutões, que eram os preferidos do público, tanto na TV como no cinema. A mudança não agradou aos fãs e o filme fracassou nas bilheterias. As pessoas acharam chato o filme, sem graça, com Belushi fazendo um papel que para muita gente não tinha nada a ver com ele. Todo mundo sabia que ele tinha problemas com drogas e quando o filme afundou ele acabou afundando junto, exagerando muito no consumo abusivo de cocaína e heroína. Essa combinação fatal o levaria à morte apenas alguns meses depois. Lamentavelmente John Belushi foi encontrado morto após uma overdose de drogas em um hotel barato de Los Angeles. Foi o fim precoce de um dos humoristas mais engraçados da virada dos anos 70 para os 80. Essa produção mais romântica hoje em dia é considerada apenas uma piada sofisticada demais que não foi entendida, nem apreciada. Vale para ver Belushi em um papel diferente. Já que ele morreu tão cedo é uma das poucas amostras do que ele poderia fazer caso lhe dessem papéis diferentes para atuar.

Pablo Aluísio.

terça-feira, 3 de março de 2026

Rapaz Solitário

Título no Brasil: Rapaz Solitário
Título Original: The Lonely Guy
Ano de Produção: 1984
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Arthur Hiller
Roteiro: Bruce Jay Friedman, Neil Simon
Elenco: Steve Martin, Charles Grodin, Judith Ivey

Sinopse:
Quando o tímido Larry Hubbard (Martin) encontra sua namorada na cama com outro homem, ele é forçado a começar uma nova vida como solteiro. Mas como que ele não consegue suportar ficar sozinho ele tenta cortejar a bela Iris, que não é, contudo, interessada nele. Larry começa então a escrever um livro sobre sua experiência como um homem solitário, que torna-se inesperadamente um best-seller da noite para o dia!

Comentários:
Eu falei pouco do Steve Martin até hoje aqui no blog, o que foi um erro de minha parte pois ele sempre foi um comediante genial. É verdade que de uns tempos pra cá a qualidade de seus filmes decaiu bastante mas isso não tira o mérito de seu talento como humorista e showman. A melhor fase do Martin aconteceu justamente nos anos 80 quando ele estrelou uma série de comédias muito criativas e divertidas. Conheci Martin não no cinema daquela época mas sim através de suas fitas que eram lançadas no mercado de VHS. Sempre que havia algo novo dele levava para casa para conferir. Raramente me decepcionava ou não gostava do filme. Martin era realmente um diferencial. Esse "Rapaz Solitário" considero simplesmente genial. Esse é um daqueles filmes que foram injustamente subestimados e acabaram sendo esquecidos. O humor aqui nasce da melancolia da situação em que vive o personagem de Steve Martin que apresenta as dificuldades pelos quais passa um homem solitário nos dias atuais. Tem um roteiro muito bem escrito, tocante mesmo, e consegue arrancar lágrimas e risos na mesma proporção. Também com a assinatura de Neil Simon no texto não poderia ser diferente. "The Lonely Guy" é realmente uma pequena obra prima.

Pablo Aluísio.