terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Rambo - Programado Para Matar

Rambo - Programado Para Matar
O filme Rambo – Programado para Matar (First Blood) foi lançado em 22 de outubro de 1982, marcando a estreia de Sylvester Stallone como John Rambo, personagem que se tornaria um dos maiores ícones do cinema de ação. Dirigido por Ted Kotcheff, o longa é baseado no romance homônimo de David Morrell e apresenta uma abordagem mais dramática e psicológica do que os filmes posteriores da franquia. A história acompanha um veterano da Guerra do Vietnã que, ao retornar aos Estados Unidos, enfrenta rejeição social, traumas profundos e hostilidade institucional. Diferente do estereótipo do herói invencível, Rambo surge inicialmente como uma figura solitária e fragilizada, cuja explosão de violência é resultado direto do abandono e da incompreensão que sofre.

A recepção crítica de Rambo – Programado para Matar foi, em geral, positiva, especialmente por sua seriedade temática. O The New York Times elogiou a performance contida de Stallone, destacando a dimensão humana do personagem e o comentário social sobre o tratamento dado aos veteranos de guerra. O Los Angeles Times ressaltou a direção segura de Ted Kotcheff, que conseguiu equilibrar ação e drama sem glorificar excessivamente a violência. Já a revista Variety apontou que o filme se diferenciava de outras produções de ação da época justamente por seu tom sombrio e crítico, transformando o conflito interno do protagonista no verdadeiro motor da narrativa.

Outros veículos, como o Washington Post, destacaram a força emocional do desfecho e a denúncia implícita da negligência governamental em relação aos ex-combatentes do Vietnã. A crítica reconheceu que, apesar de conter cenas intensas de ação, o filme funcionava principalmente como um drama sobre alienação, trauma psicológico e choque entre indivíduo e autoridade. Com o passar do tempo, essa leitura se consolidou, fazendo com que First Blood fosse reavaliado como uma obra mais complexa do que sua fama posterior poderia sugerir. Muitos analistas contemporâneos apontam o filme como um retrato cru de uma América ainda marcada pelas feridas da guerra.

No aspecto comercial, Rambo – Programado para Matar foi um grande sucesso de bilheteria. Produzido com um orçamento estimado em cerca de US$ 15 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 47 milhões apenas nos Estados Unidos. No mercado internacional, o desempenho também foi expressivo, elevando a arrecadação mundial para cerca de US$ 125 milhões. Esse resultado garantiu não apenas o retorno financeiro, mas também a continuidade da história em diversas sequências, embora estas adotassem um tom cada vez mais voltado para a ação espetacular.

Atualmente, Rambo – Programado para Matar é considerado um clássico do cinema dos anos 1980 e o capítulo mais respeitado da franquia. Críticos e estudiosos destacam que o filme original se distancia do discurso triunfalista comum aos filmes seguintes, oferecendo uma visão amarga sobre guerra, violência e exclusão social. A atuação de Stallone é frequentemente citada como uma de suas melhores, justamente pela contenção emocional e pelo impacto do famoso monólogo final. Hoje, o longa é visto como uma obra fundamental para compreender não apenas o personagem Rambo, mas também o contexto cultural e político dos Estados Unidos no pós-Guerra do Vietnã.

Rambo – Programado para Matar (First Blood, Estados Unidos, 1982) Direção: Ted Kotcheff / Roteiro: Michael Kozoll, William Sackheim e Sylvester Stallone (baseado no romance de David Morrell) / Elenco: Sylvester Stallone, Richard Crenna, Brian Dennehy, Bill McKinney, Jack Starrett, David Caruso / Sinopse: Um veterano da Guerra do Vietnã entra em confronto com autoridades locais após sofrer perseguição e abuso, desencadeando uma caçada implacável que expõe os traumas da guerra, o abuso de poder e o isolamento social.

Erick Steve. 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Willow

Willow
O filme Willow foi lançado nos Estados Unidos em 20 de maio de 1988, com direção de Ron Howard e produção executiva de George Lucas, que também idealizou a história. O elenco principal é liderado por Warwick Davis, em seu primeiro grande papel como protagonista, interpretando o camponês Willow Ufgood, ao lado de Val Kilmer como o espadachim Madmartigan, Joanne Whalley como Sorsha e Jean Marsh como a rainha Bavmorda. A narrativa se inicia em um reino dominado por uma tirana obcecada por uma antiga profecia que anuncia sua queda, quando um bebê nasce com um destino extraordinário. Willow, um membro de um povo pequeno e marginalizado, acaba envolvido nessa trama ao assumir a missão de proteger a criança. O ponto de partida da história estabelece uma clássica jornada de fantasia, misturando magia, aventura e amadurecimento pessoal, sem jamais revelar o desfecho da missão ou o destino final dos personagens.

No momento de seu lançamento, Willow foi recebido pela crítica americana com reações mistas, especialmente por ser comparado diretamente a outras fantasias épicas da época. O The New York Times descreveu o filme como “uma aventura simpática, embora excessivamente familiar”, destacando o carisma de Warwick Davis, mas apontando a previsibilidade da trama. O Los Angeles Times elogiou os efeitos visuais e a ambição do projeto, afirmando que o filme “oferece espetáculo suficiente para encantar o público jovem”. A revista Variety ressaltou o valor de produção elevado e a trilha sonora épica de James Horner, mas observou que a narrativa seguia fórmulas já bem conhecidas do gênero.

Por outro lado, a The New Yorker foi mais severa, comentando que o filme parecia “uma colagem de ideias de fantasia já vistas anteriormente”, sem a força mítica necessária para se destacar. O Washington Post observou que, embora visualmente atraente, Willow carecia de originalidade e profundidade emocional. Val Kilmer, no entanto, foi amplamente elogiado por trazer humor e energia ao filme, sendo apontado como um dos elementos mais memoráveis da produção. No balanço geral, a crítica da época considerou Willow uma obra tecnicamente competente e agradável, porém derivativa, resultando em uma recepção moderada, distante do entusiasmo gerado por outros épicos de fantasia lançados na década.

Comercialmente, Willow teve um desempenho razoável, mas abaixo das expectativas iniciais. Produzido com um orçamento estimado em cerca de US$ 35 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 57 milhões nas bilheterias dos Estados Unidos. No mercado internacional, a arrecadação adicionou cerca de US$ 80 milhões, elevando o total mundial para algo em torno de US$ 137 milhões. Embora não tenha sido um fracasso financeiro, o resultado foi considerado decepcionante para um projeto associado aos nomes de George Lucas e Ron Howard. Esse desempenho acabou afastando, por muitos anos, a possibilidade de uma continuação direta no cinema.

Com o passar do tempo, Willow passou por uma reavaliação crítica significativa. Atualmente, o filme é amplamente considerado um clássico cult da fantasia, especialmente entre o público que cresceu assistindo à obra em VHS e sessões televisivas. A atuação de Warwick Davis ganhou reconhecimento histórico por representar um raro protagonismo de um personagem com nanismo em uma grande produção hollywoodiana. O tom aventureiro, os efeitos práticos e a trilha sonora passaram a ser valorizados como marcas de uma era anterior ao domínio dos efeitos digitais. Hoje, Willow é visto com carinho e nostalgia, sendo reconhecido por seu charme, imaginação e importância cultural dentro do gênero.

Willow (Willow, Estados Unidos, 1988) Direção: Ron Howard / Roteiro: Bob Dolman (história baseada em argumento de George Lucas) / Elenco: Warwick Davis, Val Kilmer, Joanne Whalley, Jean Marsh, Billy Barty, Patricia Hayes / Sinopse: Um camponês relutante é forçado a deixar sua aldeia para proteger uma criança destinada a mudar o destino de um reino, embarcando em uma jornada repleta de magia, perigos e aliados improváveis.

Erick Steve. 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Labirinto

Labirinto
O filme Labirinto (Labyrinth) foi lançado nos Estados Unidos em 27 de junho de 1986, com direção de Jim Henson, criador dos Muppets e uma das figuras mais importantes da fantasia audiovisual do século XX. O elenco é liderado por David Bowie, em uma de suas performances mais icônicas no cinema, interpretando Jareth, o Rei dos Duendes, e por Jennifer Connelly, então ainda muito jovem, no papel de Sarah. Completam o elenco principal diversos personagens criados com animatrônicos e marionetes desenvolvidos pelo Jim Henson’s Creature Shop. A história acompanha Sarah, uma adolescente sonhadora e frustrada com suas responsabilidades familiares, que acidentalmente deseja que seu irmão bebê seja levado por Jareth. Quando percebe as consequências de suas palavras, ela é lançada em um mundo fantástico repleto de criaturas estranhas, desafios e enigmas, sendo obrigada a atravessar um enorme labirinto para resgatar o menino. O ponto de partida do filme estabelece uma jornada de amadurecimento, onde fantasia e realidade se misturam, sem jamais revelar o desfecho dessa aventura.

No momento de seu lançamento, Labirinto recebeu uma reação crítica bastante mista por parte da imprensa americana. O The New York Times descreveu o filme como “visualmente inventivo, mas narrativamente irregular”, destacando o trabalho técnico enquanto questionava a força dramática da história. O Los Angeles Times elogiou a imaginação visual e o design de produção, afirmando que o filme era “um espetáculo artesanal raro em uma indústria cada vez mais dependente de efeitos mecânicos”. Já a revista Variety observou que a obra parecia indecisa quanto ao seu público-alvo, oscilando entre um tom infantil e elementos mais sombrios. Muitos críticos reconheceram o charme singular do universo criado por Jim Henson, mas apontaram dificuldades no ritmo e na construção do roteiro, especialmente para espectadores adultos.

O The Washington Post comentou que o filme possuía “momentos de puro encanto visual”, mas carecia de uma narrativa mais envolvente, enquanto a The New Yorker classificou a produção como “uma fantasia belamente construída que nem sempre encontra uma base emocional sólida”. A atuação de David Bowie dividiu opiniões: alguns críticos elogiaram seu carisma e presença magnética, enquanto outros consideraram o tom exagerado e deslocado. Ainda assim, houve consenso quanto à originalidade estética do filme, com elogios frequentes aos cenários, figurinos e criaturas. No balanço geral da época, Labirinto foi visto como uma obra criativa e ambiciosa, porém falha em alcançar plenamente seu potencial, resultando em uma recepção crítica morna e sem grande entusiasmo imediato.

Comercialmente, Labirinto teve um desempenho abaixo do esperado. Produzido com um orçamento estimado em cerca de US$ 25 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 12,9 milhões nas bilheterias dos Estados Unidos, tornando-se um fracasso comercial inicial. No mercado internacional, a arrecadação ajudou a amenizar as perdas, mas não foi suficiente para transformar o filme em um sucesso financeiro na época de seu lançamento. O resultado decepcionante impactou negativamente os planos de Jim Henson para projetos semelhantes no cinema, reforçando a percepção do estúdio de que fantasias elaboradas desse tipo enfrentavam dificuldades comerciais em meados dos anos 1980. Apesar disso, o filme encontrou uma segunda vida no mercado de vídeo doméstico e nas exibições televisivas ao longo dos anos seguintes.

Nos dias atuais, Labirinto é amplamente reconhecido como um filme cult, sendo muito mais valorizado do que em sua estreia. A obra passou a ser celebrada por sua estética artesanal, pela trilha sonora marcante e pela performance memorável de David Bowie. Críticos contemporâneos frequentemente destacam o filme como um exemplo raro de fantasia autoral dentro do cinema comercial dos anos 1980. A jornada de amadurecimento de Sarah passou a ser reinterpretada sob leituras simbólicas e psicológicas, aumentando o prestígio crítico da obra. Hoje, Labirinto é considerado um clássico cult, frequentemente citado como uma das produções mais queridas e singulares da filmografia de Jim Henson.

Labirinto (Labyrinth, Estados Unidos, Reino Unido, 1986) Direção: Jim Henson / Roteiro: Terry Jones e Jim Henson (história baseada em conceito de Jim Henson, com personagens desenvolvidos pelo Jim Henson Company) / Elenco: David Bowie, Jennifer Connelly, Toby Froud, Shelley Thompson, Brian Henson, Ron Mueck / Sinopse: Uma jovem é forçada a atravessar um mundo fantástico repleto de criaturas e enigmas após fazer um desejo impulsivo, enfrentando desafios que colocam à prova sua coragem, imaginação e senso de responsabilidade.

Erick Steve.

sábado, 24 de janeiro de 2026

Tuff Turf: O Rebelde

Tuff Turf: O Rebelde
Quem é mais jovem provavelmente só conhece o ator James Spader por causa da série "Lista Negra". Porém quem é fã veterano de cinema lembra de outra fase da carreira desse ator. Lembra dos anos 80 quando ele se especializou em fazer papéis de jovens riquinhos e malvados, principalmente nos filmes memoráveis de adolescentes dirigidos pelo genial John Hughes. Pois bem, esse filme "Tuff Turf: O Rebelde" é justamente dessa época. Claro que os melhores filmes sobre rebeldes foram feitos nos anos 1950, mas é aquela coisa, certos nichos cinematográficos resistem ao passar dos anos. Nunca morrem e estão sempre se renovando, de uma maneira ou outra.

Não é dos melhores filmes do Spader nessa fase de sua vida, temos que reconhecer bem isso. Entretanto fez um sucesso considerável no Brasil por ter sido lançado em VHS por aqui pelo selo SBT Vídeos. Isso mesmo, o Silvio Santos entrou no mercado das locadoras de vídeos nos anos 80 e promoveu demais essa fita em seu canal de TV. Talvez justamente por essa razão esse filme tenha ficado tão conhecido entre os jovens brasileiros. No geral é uma fita B que até tem seus bons momentos, mas certamente durante a década de 1980 o James Spader fez coisa muito, mas muito melhor.

Tuff Turf: O Rebelde (Tuff Turf, Estados Unidos, 1985) Direção: Fritz Kiersch / Roteiro: Jette Rinck, Greg Collins O'Neill / Elenco: James Spader, Kim Richards, Paul Mones, Matt Clark / Sinopse: O novo garoto da escola, o novato, deve lutar contra uma gangue de jovens valentões do bairro depois de roubar a garota do líder dasse grupo de delinquentes.

Pablo Aluísio.


Em Cartaz: Tuff Turf - O Rebelde
Tuff Turf – O Rebelde chegou aos cinemas em 1985, dirigido por Fritz Kiersch e estrelado por James Spader, com Kim Richards no papel feminino principal. O filme se insere diretamente na onda de dramas juvenis dos anos 1980, explorando conflitos de classe, violência urbana e romance proibido. A história acompanha um jovem rico que se muda para um bairro dominado por gangues e acaba se envolvendo em confrontos físicos e emocionais que testam sua identidade e seu lugar naquele ambiente hostil.

Do ponto de vista comercial, Tuff Turf teve uma bilheteria modesta, sem alcançar o sucesso de títulos contemporâneos mais populares do gênero, como The Karate Kid ou Footloose. Ainda assim, o filme conseguiu boa circulação nos cinemas de bairro e posteriormente ganhou visibilidade no mercado de vídeo doméstico, onde encontrou um público fiel entre adolescentes e jovens adultos. A trilha sonora, com forte presença de rock e new wave, também ajudou a manter o filme em evidência além de sua passagem inicial pelas salas.

A recepção crítica em 1985 foi predominantemente negativa, embora não totalmente hostil. O The New York Times descreveu o longa como “um drama juvenil previsível, sustentado mais pelo estilo do que pela substância”, observando que a narrativa seguia fórmulas já conhecidas do cinema adolescente da época. Já a Variety comentou que o filme era “energeticamente encenado, mas dramaticamente raso”, destacando que o roteiro não aprofundava de forma convincente os conflitos sociais que propunha abordar.

As atuações, no entanto, receberam atenção especial. James Spader foi citado por alguns críticos como um ator carismático, ainda em início de carreira, capaz de transmitir vulnerabilidade e arrogância ao mesmo tempo. Jornais regionais americanos chegaram a afirmar que Spader “tem presença de astro, mesmo quando o material não o favorece”, enquanto Kim Richards foi vista como adequada ao papel, embora limitada por um roteiro pouco desenvolvido.

Com o passar dos anos, Tuff Turf – O Rebelde passou a ser reavaliado como um típico produto de seu tempo, mais lembrado por sua estética oitentista — figurinos, trilha sonora e clima urbano — do que por seus méritos narrativos. Embora não tenha sido um sucesso crítico nem comercial em 1985, o filme conquistou status de cult menor, especialmente entre fãs de James Spader e do cinema juvenil da década. Hoje, é visto como um retrato cru e estilizado das ansiedades adolescentes daquele período, ainda que preso às convenções de sua época.

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Febre de juventude

Febre de juventude
Não importa se você não viveu aquela época (muito provavelmente não viveu mesmo pois lá se vão mais de 50 anos!) pois certamente vai acabar gostando desse filme muito simpático que mostra o alvoroço que foi a chegada da chamada Beatlemania nos Estados Unidos. A cultura jovem de massa, do histerismo e dos gritinhos, certamente já tinha nascido nos anos 50 com Elvis Presley mas foi mesmo nos anos 60 que houve de verdade uma verdadeira febre de juventude entre a rapaziada que adorava rock ´n´ roll. O catalisador desse movimento foi esse quarteto criado em Liverpool por garotos da classe trabalhadora da cidade. John, Paul, George e Ringo viraram ícones, ídolos e mudaram a música para sempre! O filme porém não mostra os membros da banda e suas apresentações mas sim a reação que acontecia ao redor nos jovens que iam assistir os concertos e sonhavam em um dia encontrar pela frente esses grandes talentos. Essa aliás foi uma das grandes boas ideias do filme pois o espectador é transportado para dentro daquela época, interagindo com os personagens, seus cabelos, suas roupas e seu estilo de vida. Obviamente que muitas das situações soam engraçadas por si só, como por exemplo um dos caras do grupo que compra uma ridícula peruca beatle, mas isso tudo no final das contas acaba fazendo parte da (grande) diversão que é o filme em si.

Aliás o tom é facilmente captado pelo próprio nome original do filme, "I Want Hold Your Hand", uma das músicas mais significativas da explosão do grupo nas paradas americanas, quando em sua primeira excursão pelos Estados Unidos causaram um enorme furor de música e diversão. Por falar em diversão esse foi um projeto muito pessoal do diretor Robert Zemeckis que usou muito de suas próprias lembranças de juventude para recriar o clima que viveu na Nova Iorque de 1964, quando os Beatles por lá passaram. O roteiro foi escrito a quatro mãos com Bob Gale, outro grande fã do grupo britânico. Para completar o trio o aclamado diretor Steven Spielberg resolveu produzir o filme de tão encantado que ficou o enredo. Aliás pense rápido: que outro grande sucesso do cinema esse mesmo trio iria fazer na década seguinte, marcando para sempre o cinema de diversão de Hollywood? Se pensou em "De Volta Para o Futuro" acertou!. Foram eles mesmos que voltando a trabalhar juntos em meados dos anos 80 iriam concretizar umas das trilogias mais bem sucedidas da história de Hollywood. Aqui em "Febre da Juventude" eles parecem ter tido a mesma intenção - voltar no tempo para viver em uma época mágica da história. Aproveite e conheça o filme e tenha a mesma sensação (e o melhor de tudo sem precisar de uma máquina do tempo para isso!).

Febre da Juventude (Wanna Hold Your Hand, Estados Unidos,1978) Direção: Robert Zemeckis / Roteiro: Bob Gale, Robert Zemeckis / Elenco: Nancy Allen, Bobby Di Cicco, Marc McClure / Sinopse: Grupo de jovens americanos faz de tudo para chegar perto de seus ídolos, os Beatles, em sua primeira excursão pelos Estados Unidos.

Pablo Aluísio.

Em Cartaz: Febre de juventude
A comédia Febre de Juventude estreou nos cinemas em abril de 1978, dirigida por Robert Zemeckis e produzida por Steven Spielberg, que à época já era um dos nomes mais influentes de Hollywood. Ambientado em 1964, o filme acompanha um grupo de adolescentes obcecados pelos Beatles tentando de todas as formas assistir à histórica primeira apresentação da banda na televisão americana, no The Ed Sullivan Show. Desde o lançamento, a obra foi percebida como uma celebração nostálgica da juventude e do impacto cultural da Beatlemania.

Em termos de bilheteria, o filme teve um desempenho modesto, ficando aquém das expectativas comerciais. Apesar do prestígio de Spielberg como produtor, Febre de Juventude não se transformou em sucesso de público imediato, em parte por seu elenco pouco conhecido e por seu humor mais delicado e observacional. Ainda assim, conseguiu boa circulação nos Estados Unidos e encontrou maior acolhida em exibições posteriores, especialmente na televisão.

A reação da crítica em 1978 foi amplamente positiva. O The New York Times descreveu o filme como “uma comédia leve, espirituosa e cheia de afeto pela cultura pop dos anos 1960”, destacando seu ritmo ágil e seu olhar carinhoso sobre a adolescência. A revista Time afirmou que a produção era “barulhenta, doce e surpreendentemente inteligente”, elogiando a forma como o filme capturava a histeria coletiva sem ridicularizar seus personagens.

Os críticos também chamaram atenção para o talento emergente de Robert Zemeckis, apontando que sua direção revelava “energia visual e timing cômico incomuns para um estreante”. A influência de Spielberg foi notada no tom otimista e no dinamismo da narrativa, enquanto o roteiro foi elogiado por equilibrar humor físico com comentários sutis sobre identidade juvenil, consumo cultural e idolatria.

Com o passar dos anos, Febre de Juventude passou a ser visto como um clássico cult, especialmente entre fãs dos Beatles e estudiosos do cinema nostálgico americano. Já em 1978, alguns críticos observavam que o filme possuía um charme que poderia crescer com o tempo. Hoje, ele é lembrado como uma obra simpática e significativa, tanto por antecipar a carreira de Zemeckis quanto por representar uma das produções mais pessoais e afetuosas associadas ao nome de Steven Spielberg fora da direção.

sábado, 17 de janeiro de 2026

Ace Ventura:

Título no Brasil: Ace Ventura: Um Detetive Diferente
Título Original: Ace Ventura: Pet Detective
Ano de Lançamento: 1994
País: Estados Unidos
Estúdio: Morgan Creek Entertainment
Direção: Tom Shadyac
Roteiro: Jack Bernstein, Jim Carrey
Elenco: Jim Carrey, Courteney Cox, Sean Young

Sinopse:
Para ser um detetive de animais de estimação, você precisa entender tanto os criminosos quanto os animais. Ace Ventura vai ainda mais longe... Ele se comporta como um animal criminoso. Quando o mascote de um time de futebol (um golfinho) é roubado pouco antes do Superbowl, Ace Ventura é colocado no caso. Agora, quem iria querer roubar um golfinho e por quê?

Comentários:
A primeira vez que ouvi falar em Jim Carrey foi quando esse filme foi lançado no Brasil. Antes disso sua carreira se resumia em pequenas participações em filmes que ninguém viu e enquetes de humor em programas de TV no Canadá. Aqui o comediante chamou atenção por causa de seu humor físico. Afinal ele exagerava nas caras, bocas e caretas. Estava ocupando de certa maneira o trono vazio de Jerry Lewis. E acabou se dando bem nesse aspecto até porque fora a atuação do Carrey nada mais chama a atenção nessa comédia juvenil que no geral é muito fraquinha mesmo. Depois do sucesso desse filme nas locadoras, Jim Carrey finalmente viu as portas de Hollywood se abrirem para ele. Acabaria fazendo tanto sucesso que se tornaria um dos dez maiores salários da indústria cinematográfica dos Estados Unidos. Nada mal para um comediante careteiro! 

Pablo Aluísio.

Em Cartaz: Ace Ventura
A comédia Ace Ventura: Um Detetive Diferente estreou nos cinemas em fevereiro de 1994, dirigida por Tom Shadyac e estrelada por Jim Carrey no papel que o transformaria em uma das maiores estrelas da década. O filme apresenta um detetive excêntrico especializado em casos envolvendo animais, combinando humor físico exagerado, caretas, improviso e um ritmo cartunesco pouco comum no cinema mainstream da época. Desde o lançamento, ficou claro que o longa apostava quase exclusivamente na energia cômica de seu protagonista.

Em termos de bilheteria, o filme foi um grande sucesso comercial. Produzido com orçamento relativamente modesto pela Warner Bros., Ace Ventura arrecadou várias vezes seu custo inicial, tornando-se um dos maiores sucessos do início de 1994. O boca a boca foi decisivo, especialmente entre o público jovem, que respondeu com entusiasmo ao estilo anárquico de Jim Carrey, levando o filme a manter forte presença nas salas por várias semanas.

A reação da crítica na época foi majoritariamente negativa ou cética, contrastando fortemente com o sucesso popular. O The New York Times descreveu o filme como “barulhento, excessivo e dependente demais de caretas”, observando que o humor físico poderia cansar rapidamente. A revista Time comentou que a comédia era “infantil, agressiva e deliberadamente absurda”, embora reconhecesse que Carrey possuía uma presença difícil de ignorar.

Apesar das reservas quanto ao roteiro, Jim Carrey foi amplamente destacado, mesmo por críticos desfavoráveis ao filme. Alguns jornais apontaram que sua atuação era “incontrolável, elástica e singular”, sugerindo que o ator tinha potencial para se tornar um fenômeno cômico. A crítica especializada observou que Ace Ventura funcionava menos como um filme tradicional e mais como uma vitrine para um novo tipo de comediante, fortemente influenciado pelo humor corporal e pela televisão.

Com o passar dos anos, Ace Ventura: Um Detetive Diferente passou por uma reavaliação cultural, sendo hoje visto como um marco da comédia dos anos 1990. Já em 1994, a imprensa reconhecia que, mesmo rejeitado por muitos críticos, o filme havia criado um personagem imediatamente icônico. Seu impacto foi decisivo para consolidar Jim Carrey como estrela global e para definir um estilo de humor que dominaria boa parte da comédia hollywoodiana da década.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Cliente Morto Não Paga

Cliente Morto Não Paga
A ideia central até que é bem bolada: pegar dezenas de cenas avulsas de filmes clássicos e depois tentar inserir imagens do ator e comediante Steve Martin interagindo com elas. Uma paródia ao estilo do cinema noir dos anos 40. No começo o espectador se diverte com a imaginação e a originalidade, mas conforme a trama vai avançando você começa a perceber que nada mais faz muito sentido, até cair no vazio completo. Nesse ponto o filme perde o pique e se torna logo enfadonho e cansativo.

O diretor Carl Reiner pode até ser parabenizado pelo que criou, mas a verdade é que o clima de anarquia que ele depois imprimiu ao filme deu a sensação de desleixo e bagunça. Steve Martin teve que contracenar com o nada, dentro de um estúdio, até porque essa é uma fita onde a edição é tudo - da primeira à última cena. Talvez nos dias de hoje, com o avanço da tecnologia, as coisas funcionassem melhor. Já no começo da década de 80 tudo ficou apenas restrito nas boas intenções de seus realizadores e nada mais.

Cliente Morto Não Paga (Dead Men Don't Wear Plaid, Estados Unidos, 1982) Direção: Carl Reiner / Roteiro: Carl Reiner, George Gipe / Elenco: Steve Martin, Rachel Ward, Alan Ladd, entre outros grandes nomes da era de ouro do cinema americano. / Sinopse: Um filme curioso, mesclando cenas de filmes antigos com atores da atualidade, interpretando detetives do passdo.

Pablo Aluísio.

domingo, 11 de janeiro de 2026

Os Irmãos Cara de Pau

Nós éramos felizes nos anos 80 e não sabíamos. A década, que deixou muitas saudades nos tiozinhos e tiozinhas de hoje, foi extremamente rica em termos de cultura pop, embora muito lixo tenha sido produzido em abundância também. De qualquer forma sair da ultra kitsch década de 70 e da influência abrangente dos anos 60 já era um bom começo. A trilha sonora do filme The Blues Brothers (estupidamente traduzida no Brasil como "Os irmãos Cara de pau") demonstra como era rico o cenário musical e cinematográfico daqueles anos distantes. Afinal em que outra década você encontraria uma trilha sonora tão musicalmente maravilhosa em termos de sonoridade como essa? O filme é aquele negócio: comédia ultra exagerada com o  comediante do Saturday Night Live, John Belushi, aqui acompanhado de seu amigo de trupe Dan Aykroyd. A dupla do filme inclusive foi criada para esse famoso programa de humor dos EUA (que ainda está no ar, mesmo depois de tantos anos). 

No programa eles tinham um quadro básico, até mesmo simples, onde apresentavam números musicais vestidos de blueseiros brancos com cara de mau.  Quando se decidiu levar a idéia para a tela grande um novo roteiro foi escrito e o diretor John Landis foi contratado. Novas situações foram criadas e uma estória foi bolada para os dois irmãos. O filme pode até não ter nada demais em termos de roteiro e argumento mas seu charme até hoje é inegável. Quem nunca se divertiu com as aventuras dos irmãos Elwood que atire a primeira pedra! Infelizmente um dia a festa tinha que chegar ao fim... e chegou. John Belushi, o grande mentor do The Blue Brothers, morreu de overdose de drogas em 1982, sem nem ao menos curtir todo o seu merecido sucesso como comediante. Em uma vida de excessos Belushi resolveu experimentar uma mistura de cocaína com heroína, após curtir uma semana de farras em seu apartamento. O coração não aguentou e o humorista faleceu na flor da idade, com uma imensa carreira ainda pela frente que se perdeu para sempre. Foi a primeira grande vítima do sucesso nos anos 80. Não faz mal, trabalhos como esse The Blues Brothers lhe garantiram a imortalidade.

Os Irmãos Cara de Pau (The Blues Brothers, Estados Unidos, 1980) Direção: John Landis / Roteiro: John Landis, Dan Aykroyd / Elenco: John Belushi, Dan Aykroyd, Carrie Fisher, John Candy, Ray Charles, James Brown / Sinopse: Dois imrãos, cantores de blues, decidem ajudar o orfanato onde foram criados. Para isso terão que reunir sua antiga banda, os Blues Brothers.

Pablo Aluísio.

1941 - Uma Guerra Muito Louca

Título no Brasil: 1941 - Uma Guerra Muito Louca
Título Original: 1941
Ano de Produção: 1979
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures, Columbia Pictures
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: Robert Zemeckis, Bob Gale
Elenco: John Belushi, Dan Aykroyd, Treat Williams, Christopher Lee, Toshirô Mifune, John Candy, Nancy Allen

Sinopse:
Durante a Segunda Guerra Mundial os habitantes da Califórnia entram em pânico quando um boato se espalha em todas as cidades. Os rumores dão conta que as cidades da costa oeste serão em breve bombardeadas por uma grande esquadrilha de aviões japoneses. Assim que a falsa notícia se espalha o caos se instala em todos os lugares por causa do iminente ataque!

Comentários:
Ontem citei o comediante John Belushi (1949 - 1982) comentando uma comédia mais recente e isso me fez recordar desse "1941 - Uma Guerra Muito Louca". Belushi como todos sabemos foi cria do programa SNL da TV americana. Lá ele criou tipos inesquecíveis e virou ídolo da juventude que morria de rir com suas performances. Isso obviamente abriu as portas do cinema americano para ele e depois do sucesso de "Clube dos Cafajestes" o comediante estrelou esse filme, considerado o mais ambicioso de sua carreira até então. Dirigido por Steven Spielberg e roteirizado por Robert Zemeckis havia grandes expectativas de que se tornaria um grande campeão de bilheteria. Infelizmente isso não aconteceu. Produção muito cara o filme não conseguiu atrair a atenção do público, mesmo parecendo estar tudo em ordem, com as peças certas. 

O que deu errado? Muito provavelmente o tema (comédia passada em plena II Guerra Mundial) não tenha despertado a atenção do público na época. Afinal o cinema vivia uma outra fase, com filmes de ficção e aventura dominando as atenções. Outro problema vem do próprio roteiro escrito por Zemeckis e seu colega Bob Gale (os mesmos que criariam a franquia "De Volta Para o Futuro" alguns anos depois). Tudo é desorganizado, com excesso de personagens e falta de foco. Não demora muito para o espectador ficar desorientado no meio daquele enredo sem muito pé, nem cabeça. Para piorar as piadas são fracas e a sensação de estar vendo uma comédia sem graça logo domina. Revisto hoje em dia o filme serve apenas como curiosidade. Para relembrar John Belushi e entender que nem mesmo Steven Spielberg, o mago do cinema, era imune ao fracasso.

Pablo Aluísio

sábado, 10 de janeiro de 2026

O Rapto do Menino Dourado

Título no Brasil: O Rapto do Menino Dourado
Título Original: The Golden Child
Ano de Produção: 1986
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Michael Ritchie
Roteiro: Dennis Feldman
Elenco: Eddie Murphy, J.L. Reate, Charles Dance

Sinopse:
Chandler Jarrell (Eddie Murphy) é um profissional especializado em encontrar crianças perdidas. Ele acaba sendo contratado para localizar um menino muito especial, um garotinho oriental que parece ter poderes incomuns. Filme indicado ao prêmio da Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films na categoria Melhor Filme de Fantasia.

Comentários:
É curioso como em certas ocasiões acabamos criando vínculos emocionais com certos filmes, mesmo que eles passem longe de serem obras primas. Esse "The Golden Child" é um exemplo. Eu me lembro de quando aluguei essa fita VHS, imagine você! Incrível mas certos acontecimentos, por mais banais que sejam, acabam ficando gravados em nossa mente por anos e anos. No caso desse filme provavelmente fiquei com a memória por ter na época comprado um video cassete novo e ele foi um dos primeiros filmes que aluguei para assistir no novo aparelho. Pena que em termos de qualidade o filme não seja grande coisa. É bem produzido, tem uma bonita direção de arte recriando o mundo oriental, mas o roteiro é bem vazio e o enredo não vai para lugar nenhum. Na verdade é um capricho de Murphy que na época colecionava sucessos de bilheteria. Seu costumeiro carisma infelizmente não funciona nessa produção. No geral não chega a ser marcante a não ser que você tenha lembranças como a minha, construída ainda nos saudosos tempos do VHS. Fora isso é de mediano para fraco mesmo.

Pablo Aluísio.

Em Cartaz: O Rapto do Menino Dourado
O filme O Rapto do Menino Dourado estreou nos cinemas em dezembro de 1986, dirigido por Michael Ritchie e estrelado por Eddie Murphy, então no auge de sua popularidade. Misturando comédia, aventura e fantasia, o longa apresentava Murphy como um detetive especializado em crianças desaparecidas que se envolve numa missão mística para salvar uma criança sagrada no Himalaia. O lançamento foi cercado de grande expectativa, pois marcava a tentativa de expandir o humor urbano de Murphy para um território mais fantástico e familiar.

Do ponto de vista comercial, o filme foi um grande sucesso de bilheteria. Com um orçamento estimado em cerca de US$ 25 milhões, O Rapto do Menino Dourado arrecadou aproximadamente US$ 79 milhões nos Estados Unidos e ultrapassou a marca de US$ 100 milhões mundialmente. O resultado confirmou o enorme apelo popular de Eddie Murphy na década de 1980, mesmo em um projeto que fugia um pouco do tom mais agressivo de sucessos anteriores como Um Tira da Pesada.

A recepção crítica em 1986 foi majoritariamente morna a negativa, especialmente quando comparada ao entusiasmo do público. A revista Variety descreveu o filme como “uma fantasia cômica irregular, que depende quase inteiramente do carisma de Eddie Murphy”, apontando que o roteiro tinha dificuldade em equilibrar humor e mitologia. Já o The New York Times observou que o longa era “visual­mente ambicioso, mas narrativamente confuso”, sugerindo que o potencial da premissa não era totalmente explorado.

Outros jornais foram ainda mais diretos em suas avaliações. O Los Angeles Times escreveu que o filme “oscila entre momentos inspirados de comédia e longos trechos sem energia”, enquanto alguns críticos lamentaram a ausência do humor mais ácido característico de Murphy. Por outro lado, houve elogios pontuais aos efeitos visuais e ao exotismo da ambientação, considerados acima da média para uma comédia da época.

Com o passar dos anos, O Rapto do Menino Dourado passou por uma reavaliação moderada, sendo lembrado com carinho por parte do público que cresceu nos anos 1980. As críticas publicadas em 1986 já indicavam que o filme não seria unanimidade, mas seu sucesso comercial demonstrou que a mistura de fantasia e comédia, aliada ao carisma de Eddie Murphy, era suficiente para conquistar as plateias. Hoje, o longa permanece como um exemplo típico do cinema comercial da década, mais celebrado pelo entretenimento do que pelo reconhecimento crítico.

domingo, 4 de janeiro de 2026

Um Dia a Casa Cai

Um Dia a Casa Cai
Tom Hanks hoje em dia é um ator respeitado e consagrado em Hollywood. Com dois Oscars no currículo ele certamente é um dos profissionais mais cotados dentro da indústria de cinema americano. Um quadro bem diferente de quando era apenas um comediante escrachado que estrelava comédias como “A Última Festa de Solteiro”, “Splash – Uma Sereia em Minha Vida” e “Quero Ser Grande”. Na década de 1980 Tom Hanks não fazia dramas e nem filmes ditos sérios, pelo contrário, sua carreira era completamente direcionada para as comédias de verão, leves, divertidas, sem muita noção. Foi justamente nessa fase de pura diversão descompromissada que ele estrelou esse divertido “Um Dia a Casa Cai”, uma produção de Steven Spielberg em uma das primeiras parceiras ao lado do ator – parceria essa que daria excelentes frutos no futuro como “O Resgate do Soldado Ryan”. Mas isso ainda era tão distante para Hanks por essa época quanto a Lua. Aqui ele apenas repete seu personagem cômico preferido, a do cara normal, que tenta levar a vida da melhor forma possível mas que acaba se enrolando numa situação absurda e sem sentido.

No caso de “Um Dia a Casa Cai” Tom Hanks interpreta Walter, que ao lado da esposa, resolve comprar uma grande e bela casa por uma pechincha! A casa realmente é das mais bonitas mas por baixo da fachada se encontra um imóvel literalmente caindo aos pedaços! Quem já passou por uma reforma de casa sabe o quanto isso pode ser estressante e fonte de problemas! Sem alternativas Walter (Hanks) e Anna (Shelley Long) resolvem começar a reformar toda a casa – e isso abre margem para muitas situações cômicas, das mais diversas e divertidas que a mente dos roteiristas conseguiram criar. Eles não têm muita grana e por isso ficam dentro do imóvel enquanto a reforma segue em frente (algo pra lá de desaconselhável). Algumas das situações que surgem disso são realmente extremamente engraçadas como a queda da escada principal, onde o personagem de Hanks tem um acesso de riso e fúria que se torna desespero total! Afinal não é fácil gastar tanto dinheiro para colocar aquela casa de pé novamente! Os trabalhadores que vão até o imóvel também são divertidíssimos – os encanadores, por exemplo, andam em carrões, não dão a menor bola para Walter e se comportam como verdadeiros pernósticos! Enfim, um retrato muito bem humorado e sarcástico do modo de vida da classe média americana que passa por vários apuros para morar bem. Depois de rever comédias como essa cheguei numa conclusão: nos anos 80 Tom Hanks certamente não tinha o prestígio que tem hoje em dia mas era seguramente um ator muito mais divertido do que agora! Bons tempos aqueles.
   
Um Dia a Casa Cai (The Money Pit, Estados Unidos, 1986) Direção: Richard Benjamin / Roteiro: David Giler / Elenco: Tom Hanks, Shelley Long, Alexander Godunov, Maureen Stapleton / SInopse: Walter (Tom Hanks) e Anna (Shelley Long) resolvem comprar uma velha mansão por uma verdadeira pechincha. Mal sabiam no pepino que estavam se metendo. A casa caindo aos pedaços necessita de uma reforma urgente – o que dará origem a várias confusões, colocando em risco inclusive o relacionamento do casal.

Pablo Aluísio.


Em Cartaz: Um Dia a Casa Cai
A comédia Um Dia a Casa Cai estreou nos cinemas em março de 1986, dirigida por Richard Benjamin e estrelada por Tom Hanks e Shelley Long. O filme acompanha um jovem casal que compra uma mansão aparentemente perfeita, mas que rapidamente se revela um pesadelo estrutural, transformando a reforma da casa em uma sucessão de desastres cômicos. Lançado em um período em que Tom Hanks consolidava sua imagem como astro da comédia, o longa foi divulgado como uma sátira moderna do sonho da casa própria e dos excessos da classe média americana.

Em termos de bilheteria, o filme teve um desempenho sólido, embora não espetacular. Com um orçamento estimado em cerca de US$ 10 milhões, arrecadou aproximadamente US$ 54 milhões mundialmente, sendo mais de US$ 21 milhões apenas nos Estados Unidos. O resultado foi considerado satisfatório para uma comédia de estúdio e garantiu ao filme uma boa circulação internacional, especialmente após seu lançamento em vídeo doméstico, onde conquistou ainda mais popularidade.

A reação da crítica na época foi mista, com elogios ao humor físico e reservas quanto ao roteiro. O The New York Times escreveu que o filme era “mais uma coleção de esquetes cômicos do que uma narrativa coesa”, destacando que as situações funcionavam melhor isoladamente do que como um todo. Já a revista Variety descreveu o longa como “uma comédia barulhenta, sustentada quase inteiramente pela energia de Tom Hanks”, reconhecendo o carisma do ator como o principal motor do filme.

Outros críticos foram mais severos. Roger Ebert, do Chicago Sun-Times, comentou que “a piada central se repete tantas vezes que perde impacto”, embora tenha elogiado algumas sequências específicas, como a famosa cena da escada. Em contraste, o Los Angeles Times observou que o filme “encontra sua força no exagero e no timing cômico de seu protagonista”, sugerindo que o humor físico remetia às comédias clássicas do cinema americano.

Com o passar dos anos, Um Dia a Casa Cai passou por uma reavaliação crítica positiva, tornando-se um clássico da comédia dos anos 1980. Embora as críticas publicadas em 1986 tenham sido cautelosas, o público manteve o filme vivo na memória popular, especialmente pela atuação de Tom Hanks e por suas cenas icônicas. Hoje, o longa é frequentemente citado como um retrato bem-humorado e exagerado das frustrações da vida adulta, confirmando que seu impacto cultural acabou sendo maior do que a recepção inicial da imprensa indicava.

sábado, 27 de dezembro de 2025

Verão de Fogo

Título no Brasil: Verão de Fogo
Título Original: Summer City
Ano de Lançamento: 1977
País: Austrália
Estúdio: South Australian Film Corporation
Direção: Christopher Fraser
Roteiro: Christopher Fraser
Elenco: Mel Gibson, John Jarratt, Steve Bisley, Debra Lawrance, Philippa Coulthard, Noel Ferrier

Sinopse:
Durante o verão australiano, um grupo de jovens surfistas passa seus dias entre ondas, festas, romances e pequenas transgressões. Enquanto aproveitam a liberdade e a energia da juventude, eles também enfrentam conflitos pessoais, rivalidades e as consequências de decisões impulsivas. Aos poucos, o clima descontraído dá lugar a situações mais sombrias, revelando o fim da inocência e a transição dolorosa para a vida adulta.

Comentários:
O primeiro filme de Mel Gibson para o cinema foi esse filme de verão, uma fita sobre quatro amigos que resolvem viajar pela Austrália em busca da onda perfeita. Os personagens eram surfistas (inclusive Gibson) e o roteiro era, para ser bem educado, completamente primário. Um filme que foi renegado pelo próprio Gibson anos depois. Durante uma entrevista o ator, perguntado sobre seu primeiro filme, foi enfático, descartando a produção, a chamando de ridícula. Realmente o título original era bem adequado, "Summer City", pois esse era inevitavelmente um filme vazio de verão, com surf, praias, garotas e nada mais. Não era mesmo nenhuma obra cinematográfica mais relevante. Se não fosse pela participação de Mel Gibson no elenco esse filme já teria sido esquecido completamente.

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Filmografia Mel Gibson


Filmografia Mel Gibson
Verão de Fogo
The Hero
Mad Max
Tim - Anjos de Aço
Reação em Cadeia
Força de Ataque Z
Gallipoli
Mad Max 2 - A Caçada Continua
O Ano em que Vivemos em Perigo
Rebelião em Alto Mar
O Rio do Desespero
Mrs. Soffel - Um Amor Proibido
Mad Max: Além da Cúpula do Trovão
Máquina Mortífera
Conspiração Tequila
Máquina Mortífera 2
Alta Tensão
Air America
Hamlet
Máquina Mortífera 3
Eternamente Jovem
O Homem Sem Face
Maverick
Coração Valente
O Preço de um Resgate
Teoria da Conspiração
Máquina Mortífera 4
O Troco
O Hotel de Um Milhão de Dólares
O Patriota
Do Que As Mulheres Gostam
Fomos Heróis
Sinais
O Fim da Escuridão
Um Novo Despertar
Plano de Fuga
Os Mercernários 3
Herança de Sangue
Pai em Dose Dupla 2
Justiça Brutal
O Gênio e o Louco
Mate ou Morra
A Força da Natureza
Entre Armas e Brinquedos
Instinto Assassino
Crimes em Hollywood
Panamá
O Jogo da Espionagem
Luta Pela Fé
Ameaça Explosiva
Bandido
Até o Limite
Informante
Rota Sem Saída
O Continental
Cemitério
Monster Summer
Hunting Season

Obs: Em Negrito, Filmes já comentados no Blog. 

Pesquisa: Pablo Aluísio. 

sábado, 20 de dezembro de 2025

Hudson Hawk - O Falcão Está à Solta

Título no Brasil: Hudson Hawk - O Falcão Está à Solta
Título Original: Hudson Hawk
Ano de Produção: 1991
País: Estados Unidos
Estúdio: TriStar Pictures, Silver Pictures
Direção: Michael Lehmann
Roteiro: Bruce Willis, Robert Kraft
Elenco: Bruce Willis, Danny Aiello, Andie MacDowell, James Coburn

Sinopse:
Após passar dez anos na prisão, Hudson Hawk (Bruce Willis) está disposto a endireitar sua vida. Quer arranjar um trabalho honesto para viver em paz. Sua fama porém o persegue e ele começa a ser chantageado por um casal de milionários, que deseja que ele roube algumas das obras de arte do gênio da renascença italiana Leonardo da Vinci. Filme "vencedor" de três "prêmios" do Framboesa de Ouro: Pior Roteiro, Pior Direção e Pior Filme.

Comentários:
Astros de cinema muitas vezes se tornam vítimas de seu próprio ego. Que o diga Bruce Willis que no começo de sua carreira teve a péssima ideia de filmar uma história que ele mesmo havia bolado. Claro que na época ele tinha muita moral nos estúdios e por isso não houve problemas para levantar dinheiro para a realização do filme, o problema é que o enredo era confuso, sem foco e muito fraco. Isso passou claramente para a tela e se tornou bem fácil de perceber para o espectador. A produção não é ruim, longe disso, há até efeitos especiais bem bacanas, além disso a direção de arte é realmente de encher os olhos. O problema é que não se tem uma boa estória para contar - culpa do estrelismo de Bruce Willis. Em vista disso o filme logo se tornou um tremendo fracasso de bilheteria, merecidamente aliás. De bom mesmo, além da produção classe A, temos a presença do veterano James Coburn, ator de tantos westerns do passado. Ele sozinho não consegue salvar a fita do desastre, mas funciona como um paliativo interessante.

Pablo Aluísio.

sábado, 13 de dezembro de 2025

Comando Para Matar

Se algum dia seu filho lhe perguntar como era o cinema de ação da década de 80 eu sugiro que você passe para o garoto esse "Commando". Pegando carona nos sucessos de Stallone o austríaco Arnold Schwarzenegger estrelou em 1985 o filme brucutu da década! Enquanto Stallone ainda se preocupava em armar toda uma situação dramática para desenvolver minimamente seus personagens, os filmes de Scharzennegger não perdiam tempo com esses detalhes. Se Rambo chorava pela perda do Vietnã, o Coronel John de "Commando" simplesmente usava um facão e uma bazuca para colocar ordem no mundo. Nada de sutilezas, filmes testosterona por excelência, porrada pela porrada e nada mais, sem discursos, sem papo furado, só pancadaria sem limites (e coloca sem limites nisso já que o filme de tão exagerado acabou ficando engraçado com os anos pois Arnold Schwarzenegger com apenas uma arma vence praticamente um exército inimigo inteiro no muque! Coisa de louco!). Os filmes de ação dos anos 80 eram assim mesmo, ao estilo "quebra ossos"! Tudo o que se precisava era de uma razão qualquer para se começar a matança desenfreada. 

Nesse "Comando Para Matar" o halterofilista Schwarzenegger mata centenas e centenas de inimigos sem muito esforço (geralmente os mesmos figurantes que morriam e apareciam na cena seguinte para também levar sua cota de balas e cair morto mais uma vez!). Nem preciso dizer que o filme foi mais um grande sucesso na carreira do ator. Para se ter uma ideia "Commando" custou menos de 10 milhões de dólares e rendeu quase sete vezes mais mundo afora! Nada mal. O filme acabou gerando (junto com Rambo) outros pequenos filmes de ação de roteiros semelhantes ao estilo "exército de um homem só". Em sua esteira vieram coisas como "Braddock" (com o baixinho indestrutível e marrento Chuck Norris) e centenas de cópias baratas que enchiam as locadoras (era a época do estouro do VHS no mercado brasileiro e mundial). Hoje em dia muitos atribuem essa overdose de violência no cinema ao momento político em que vivia os EUA. Com um governo ultra direita e republicano no poder (a chamada era Ronald Reagan) não parecia haver qualquer limite para a beligerância norte-americana. Eu acho essa visão um pouco exagerada, no fundo talvez tudo não passe apenas de um nicho de público que os estúdios descobriram na época. Os espectadores pareciam se divertir como nunca ao presenciarem o brutamontes austríaco mandando alguns inescrupulosos para o inferno! Mais anos 80 do que isso impossível! Diversão escapista em suma. 

Comando Para Matar (Commando, Estados Unidos, 1985) Direção: Mark L. Lester / Roteiro: Jeph Loeb, Matthew Weisman / Elenco: Arnold Schwarzenegger, Rae Dawn Chong, Dan Hedaya, Vernon Wells. / Sinopse: Jenny Matrix (Alyssa Milano) é sequestrada por um grupo paramilitar. Um ex-ditador latino-americano tenta usar a garota como meio de troca para que seu pai, o Coronel John Matrix (Arnold Schwarzenegger) mate um rival político que atualmente está no poder em seu país. Como descobrirá depois essa definitivamente não foi uma boa idéia.  

Pablo Aluísio.

sábado, 6 de dezembro de 2025

Fuga Para a Vitória

Título no Brasil: Fuga Para a Vitória
Título Original: Victory
Ano de Produção: 1981
País: Estados Unidos
Estúdio: Lorimar Film Entertainment
Direção: John Huston
Roteiro: Yabo Yablonsky, Djordje Milicevic
Elenco: Michael Caine, Sylvester Stallone, Max von Sydow, Pelé, Bobby Moore, Osvaldo Ardiles, Paul Van Himst,

Sinopse:
Na Segunda Guerra Mundial, um grupo de oficiais nazistas cria um evento de propaganda no qual um time nazista de estrelas jogará contra um time composto por prisioneiros de guerra aliados. Os prisioneiros concordam, planejando usar o jogo como um meio de escapar do campo.

Comentários:
"Fuga Para a Vitória" de 1981 foi um caso curioso dentro da filmografia de Sylvester Stallone. Ele abriu mão de ser o ator principal do filme para ter a oportunidade de trabalhar ao lado do grande mestre do cinema John Huston. Embora já fosse um astro de grandes bilheterias em Hollywood, Stallone não queria perder a oportunidade de ver um dos diretores de cinema mais aclamados da história trabalhando em um set de filmagem. Como mero coadjuvante, ele não teve um papel de destaque dentro do filme, isso coube a Michael Caine, mas o fato de ter ficado em segundo plano não foi visto pelo ator como algo ruim. Além disso duas outras razões o convenceram a fazer o filme: o fato de não ter a responsabilidade do sucesso da produção em seus ombros e a chance de atuar com o Rei do futebol, Pelé! No final de tudo, como ele próprio diria anos depois em entrevistas, valeu bastante a experiência. Lançado em julho de 1981 nos cinemas, "Fuga Para a Vitória" não se tornou um grande sucesso de bilheteria, mas conseguiu gerar lucro para o estúdio. Com orçamento de pouco mais de 10 milhões de dólares consegui render nos cinemas meros 27 milhões. Um bom número, mas nada comparado com os grandes sucessos que Stallone vinha colecionando em sua carreira cinematográfica.

Pablo Aluísio.

sábado, 29 de novembro de 2025

Procurado Vivo ou Morto

Procurado Vivo ou Morto
O holandês Rutger Hauer teve sua dose de fama em Hollywood. Nos anos 80 ele esteve em filmes de sucesso, alguns cult movies como "Blade Runner" e outros de menor expressão. Chegou até mesmo a estrelar seus próprios filmes de ação como esse hoje pouco lembrado "Procurado Vivo ou Morto". É um filme de ação típico da década de 80, diria que poderia até mesmo ser estrelado por um herói de ação como Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger.  Ou quem sabe, até mesmo Chuck Norris. A fórmula era relativamente simples. Os roteiros criavam uma base de enredo para justificar cenas e mais cenas de trocas de tiros com armas pesadas, carros voando em explosões e pancadaria da pesada. Nada muito além disso.

Nesse filme o ator interpreta um ex-agente da CIA chamado Nick Randall. Ele foi literalmente expulso da agência porque sempre usou da truculência sem limites. Agora vive como caçador de recompensas. E para fazer um serviço sujo é contactado justamente pela própria CIA. Ele tem que ir atrás de um terrorista internacional e se possível mandar ele para uma cova rasa no meio da floresta. Um caso de execução sumária, sem pistas, sem provas. E pronto, o roteiro arma todas as situações para muitas cenas de ação e pancadaria. E olha que o Rutger Hauer não se saiu mal, de jeito nenhum. Tinha jeito para a coisa. Entretanto sua veia artística era mais voltada para os dramas, para onde ele retornou após um tempo, voltando para a Europa, se tornando um ator prestigiado.

Procurado Vivo ou Morto (Wanted: Dead or Alive, Estados Unidos, 1986) Direção: Gary Sherman / Roteiro: Michael Patrick Goodman, Brian Taggert / Elenco: Rutger Hauer, Gene Simmons, Robert Guillaume / Sinopse: Caçador de recompensas, sujeito conhecido por sua violência, ex-agente da CIA, é procurado pela agência de inteligência do governo americano para fazer um serviço sujo, por baixo da lei. Sua meta passa a ser caçar um terrorista internacional.

Pablo Aluísio.

Marcado Para a Morte

Título no Brasil: Marcado Para a Morte
Título Original: Marked for Death
Ano de Produção: 1990
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Dwight H. Little
Roteiro: Michael Grais, Mark Victor
Elenco: Steven Seagal, Joanna Pacula, Basil Wallace

Sinopse: 
Steven Seagal interpreta John Hatcher, um agente especial da agência de combate ao narcotráfico (DEA) que tem seu parceiro morto por traficantes em atuação na Colômbia. De volta aos EUA ele procura por vingança contra a morte de seu amigo policial.

Comentários:
O sucesso de "Nico" abriu as portas para uma carreira cinematográfica de Steven Seagal. Aqui ele basicamente faz um genérico de seu primeiro sucesso. O enredo se passa dentro da guerra envolvendo as agências de repressão dos Estados Unidos e o crime organizado colombiano. Na época estava muito em voga a figura de Pablo Escobar, um megatraficante que tinha um poder financeiro e de fogo que impressionava os americanos, tudo fruto de suas vendas de cocaína dentro do mercado consumidor milionário dos EUA. O curioso é que "Marcado Para a Morte" antecipou o que iria acontecer com vários filmes de Seagal nos anos seguintes. A carreira nos cinemas era modesta, com bilheterias boas mas nada excepcionais. Já no mercado de fitas VHS o estouro era certo. Seagal se tornou um campeão de locações pois seus filmes se mostravam adequados para o consumo doméstico. Revisto hoje em dia encontramos todas as características que fizeram a alegria dos fãs de action movies dos anos 80 (embora esse filme tenha sido lançado na década de 90). Cenas de tiroteios, confrontos, lutas e ação! Um entretenimento que soa nostálgico atualmente para muita gente.

Pablo Aluísio

Difícil de Matar

Título no Brasil: Difícil de Matar
Título Original: Hard to Kill
Ano de Produção: 1990
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Bruce Malmuth
Roteiro: Steven McKay
Elenco: Steven Seagal, Kelly LeBrock, William Sadler

Sinopse:
Mason Storm (Steven Seagal) é um tira durão que prefere seguir o estilo "lobo solitário", resolvendo ele mesmo todos os casos que lhe caem nas mãos. Após uma invasão em sua casa, sua mulher é assassinada por um grupo de criminosos. Mason ainda tenta impedir o crime, mas é brutalmente espancado. Após passar vários anos em coma ele finalmente retorna à vida para acertar contas com os assassinos. Todas as pistas apontam para um importante político que resolveu riscar Mason do mapa após ele encontrar provas de sua corrupção.

Comentários:
Segundo filme de Steven Seagal. Depois do sucesso de "Nico - Acima da Lei", dois anos antes, a Warner entendeu que poderia ganhar muito com Seagal, em filmes com orçamentos mais enxutos e muita ação e pancadaria, tudo para cair no gosto do público consumidor desse tipo de filme. A aposta foi certeira. Essas fitas não eram grandes sucessos de bilheteria nos cinemas mas no mercado de vídeo VHS geravam muito dinheiro pois o público mais popular sempre as procuravam para locação. "Hard to Kill" não foge muito da fórmula dos filmes de ação da década anterior (dos anos 1980) e de certa forma é até mesmo uma simplificação do estilo daqueles filmes. Mesmo assim é o produto ideal para um determinado nicho do mercado. O grande destaque do elenco vem com a presença da (ainda) bonita Kelly LeBrock. Considerada um dos símbolos sexuais daquela época ela empresta muito charme ao estilo mais violento e cru do filme.  

Pablo Aluísio.

sábado, 22 de novembro de 2025

Força Destruidora

Título no Brasil: Força Destruidora
Título Original: Forced Vengeance
Ano de Lançamento: 1982
País: Estados Unidos
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)
Direção: James Fargo
Roteiro: James Fargo, Franklin Thompson
Elenco: Chuck Norris, Mary Louise Weller, Michael Cavanagh, David Opatoshu, Bob Minor, Seiji Sakaguchi

Sinopse:
Chuck Norris interpreta Josh Randall, um chefe de segurança de um famoso cassino em Hong Kong que se vê no meio de uma sangrenta conspiração quando organizações criminosas tentam assumir o controle do estabelecimento. Após um ataque brutal aos donos do cassino, Randall se torna alvo dos bandidos e parte em busca de vingança, usando toda sua habilidade em artes marciais para sobreviver em uma cidade tomada por corrupção e violência.

Comentários:
O centro cinematográfico dos filmes de artes marciais sempre foi a cidade de Hong Kong. Então nada mais natural do que Chuck Norris fazer um filme por lá. Isso aconteceu justamente nesse filme. Foi uma das primeiras produções americanas filmadas no Oriente e isso abriu um intercâmbio muito interessante entre a indústria cinematográfica ocidental e sua colega do outro lado do mundo. O filme não fez sucesso amplo de bilheteria nos Estados Unidos, como já era esperado, mas acabou sendo bem apreciado justamente em Hong Kong e outros mercados do Oriente, onde chegaram a se formar filas nas entradas dos cinemas. E para quem entende desse nicho, o filme ainda hoje é considerado um dos melhores já feitos naqueles tempos. Nada mal. 

Pablo Aluísio.