sábado, 25 de julho de 2026

O Espetacular Homem-Aranha

O Espetacular Homem-Aranha
O Espetacular Homem-Aranha (The Amazing Spider-Man) foi lançado em 3 de julho de 2012, dirigido por Marc Webb e estrelado por Andrew Garfield, Emma Stone, Rhys Ifans, Denis Leary, Martin Sheen e Sally Field. Reiniciando a franquia após a trilogia de Sam Raimi, o filme apresenta uma nova versão da origem de Peter Parker. Criado pelos tios Ben e May após o desaparecimento misterioso de seus pais, Peter descobre documentos ligados às pesquisas de seu pai na Oscorp. Durante sua investigação, é picado por uma aranha geneticamente modificada e desenvolve habilidades sobre-humanas. Ao mesmo tempo, o cientista Curt Connors transforma-se no monstruoso Lagarto após um experimento fracassado. Enquanto tenta impedir os planos do vilão, Peter aprende que grandes poderes exigem grandes responsabilidades, iniciando sua jornada como o Homem-Aranha.

Quando estreou, O Espetacular Homem-Aranha recebeu uma recepção crítica majoritariamente positiva, embora muitos críticos questionassem a necessidade de um reboot apenas cinco anos após Homem-Aranha 3. O The New York Times elogiou a atuação de Andrew Garfield, afirmando que ele trouxe "inteligência, humor e vulnerabilidade" ao personagem. O Los Angeles Times destacou a excelente química entre Garfield e Emma Stone, considerada um dos maiores pontos fortes da produção. A revista Variety elogiou a direção de Marc Webb por dar um tom mais humano e intimista à história, mas observou que a narrativa repetia muitos elementos já vistos na trilogia anterior. A maioria das críticas também destacou a qualidade dos efeitos visuais e das cenas de ação, especialmente as sequências em primeira pessoa durante os balanços entre os arranha-céus de Nova York. O consenso foi de que o filme representava um recomeço sólido para a franquia.

Na temporada de premiações, o filme não recebeu indicações ao Oscar, mas conquistou diversos prêmios e indicações em cerimônias voltadas ao cinema popular e aos efeitos visuais. Andrew Garfield foi amplamente elogiado por sua interpretação de um Peter Parker mais tímido, inteligente e emocionalmente complexo, enquanto Emma Stone recebeu reconhecimento por sua atuação como Gwen Stacy. Muitos especialistas também destacaram o desempenho de Rhys Ifans como o Dr. Curt Connors, embora alguns considerassem que o Lagarto poderia ter sido mais desenvolvido. Com o passar dos anos, a crítica passou a valorizar ainda mais o filme, especialmente após o sucesso de Garfield em Spider-Man: No Way Home, que renovou o interesse por essa fase da franquia.

Do ponto de vista comercial, O Espetacular Homem-Aranha foi um grande sucesso. Produzido com um orçamento estimado em US$ 230 milhões, arrecadou cerca de US$ 758 milhões nas bilheterias mundiais, sendo aproximadamente US$ 262 milhões nos Estados Unidos e US$ 496 milhões no mercado internacional. O público respondeu positivamente ao novo elenco e à abordagem mais moderna do personagem. O filme também obteve excelente desempenho no mercado de vídeo doméstico e nas plataformas digitais, garantindo a produção de uma sequência lançada em 2014.

Atualmente, O Espetacular Homem-Aranha é visto de forma bastante favorável por grande parte dos fãs. Embora inicialmente tenha sido comparado constantemente à trilogia de Sam Raimi, muitos espectadores passaram a apreciar sua abordagem mais realista, o romance entre Peter Parker e Gwen Stacy e a atuação carismática de Andrew Garfield. A interpretação do ator ganhou ainda mais reconhecimento após seu retorno em Spider-Man: No Way Home, levando muitos críticos a reavaliar positivamente toda a série The Amazing Spider-Man. Hoje, o filme é considerado um dos melhores recomeços de uma franquia de super-heróis e continua sendo bastante popular entre os fãs do personagem.

O Espetacular Homem-Aranha (The Amazing Spider-Man, Estados Unidos, 2012) Direção: Marc Webb / Roteiro: James Vanderbilt, Alvin Sargent e Steve Kloves, baseado nos personagens criados por Stan Lee e Steve Ditko / Elenco: Andrew Garfield, Emma Stone, Rhys Ifans, Denis Leary, Martin Sheen e Sally Field / Sinopse: Após ganhar poderes extraordinários por causa da picada de uma aranha geneticamente modificada, Peter Parker enfrenta o monstruoso Lagarto enquanto investiga o desaparecimento de seus pais e descobre o verdadeiro significado da responsabilidade.

Erick Steve. 

domingo, 19 de julho de 2026

Homem-Aranha 3

Homem-Aranha 3
O filme Homem-Aranha 3 (Spider-Man 3) foi lançado em 4 de maio de 2007, dirigido por Sam Raimi e estrelado por Tobey Maguire, Kirsten Dunst, James Franco, Thomas Haden Church, Topher Grace e Bryce Dallas Howard. No terceiro capítulo da trilogia, Peter Parker vive seu melhor momento como Homem-Aranha e finalmente consegue equilibrar sua vida pessoal e sua carreira como super-herói. Entretanto, tudo muda quando um misterioso organismo alienígena se funde ao seu uniforme, criando o famoso traje negro e despertando seu lado mais arrogante, violento e vingativo. Ao mesmo tempo, Peter enfrenta três grandes ameaças: o Homem-Areia, um criminoso com poderes de manipular areia; Harry Osborn, que assume o legado do Duende Verde em busca de vingança; e Eddie Brock, fotógrafo rival que acaba se transformando no temível Venom. O filme explora temas como perdão, orgulho, vingança e redenção, encerrando a trilogia iniciada em 2002.

Quando foi lançado, Homem-Aranha 3 recebeu uma recepção crítica mista. O The New York Times elogiou a direção visual de Sam Raimi e a qualidade dos efeitos especiais, mas observou que a narrativa sofria com o excesso de personagens e tramas paralelas. O Los Angeles Times destacou a ambição da produção, afirmando que o filme possuía sequências de ação espetaculares, embora seu roteiro fosse menos equilibrado do que o de Homem-Aranha 2. A revista Variety elogiou o espetáculo visual e a interpretação de Thomas Haden Church como Homem-Areia, mas também apontou que o longa tentava desenvolver muitos conflitos simultaneamente. Entre as críticas mais frequentes estavam o tratamento dado ao personagem Venom, considerado subaproveitado, e o tom irregular da história. Ainda assim, a atuação de Tobey Maguire foi bastante elogiada, assim como as impressionantes cenas de ação e os avanços tecnológicos nos efeitos visuais. A recepção geral ficou abaixo da aclamação obtida pelos dois primeiros filmes da trilogia, mas permaneceu positiva em diversos aspectos.

Embora não tenha recebido indicações ao Oscar, Homem-Aranha 3 conquistou diversas indicações em premiações técnicas e populares, especialmente nas categorias de efeitos visuais e filmes de ficção científica. A produção recebeu elogios pelo trabalho da equipe de computação gráfica na criação do Homem-Areia, considerado um dos efeitos digitais mais impressionantes da época. Muitos críticos reconheceram que Sam Raimi manteve seu estilo visual dinâmico e inventivo, principalmente nas sequências envolvendo o traje negro e as batalhas finais. Com o passar dos anos, parte da crítica revisitou o filme de maneira mais favorável, reconhecendo que muitos de seus problemas decorreram da tentativa de acomodar vários vilões em uma única história. Ainda assim, a maioria dos especialistas continua considerando Homem-Aranha 2 o ponto mais alto da trilogia. Mesmo assim, Homem-Aranha 3 permanece como um capítulo importante na evolução do cinema de super-heróis.

Do ponto de vista comercial, Homem-Aranha 3 foi um enorme sucesso mundial. Produzido com um orçamento estimado em US$ 258 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 887 milhões nas bilheterias globais, sendo cerca de US$ 338 milhões nos Estados Unidos e US$ 549 milhões no mercado internacional. Durante seu lançamento, estabeleceu diversos recordes de arrecadação, incluindo uma abertura histórica nos Estados Unidos. O público compareceu em massa aos cinemas, impulsionado pelo enorme sucesso dos dois filmes anteriores. Embora a recepção dos espectadores tenha sido mais dividida do que a das produções anteriores, as cenas de ação, os efeitos especiais e a presença de Venom garantiram enorme interesse do público. Posteriormente, o filme também obteve excelente desempenho em DVD, Blu-ray e plataformas digitais, consolidando-se como um dos maiores sucessos comerciais de 2007.

Atualmente, Homem-Aranha 3 é visto de forma mais equilibrada do que em sua estreia. Muitos fãs passaram a valorizar sua carga emocional, o arco de redenção de Harry Osborn e a impressionante caracterização do Homem-Areia, cuja origem continua sendo considerada uma das melhores sequências da trilogia. Ao mesmo tempo, permanecem as críticas ao excesso de vilões e ao pouco espaço dedicado ao Venom de Topher Grace. Ainda assim, o filme é reconhecido como o encerramento de uma das trilogias mais influentes do cinema de super-heróis, responsável por ajudar a consolidar o gênero no início do século XXI. A direção estilizada de Sam Raimi, a atuação de Tobey Maguire e a memorável trilha sonora de Christopher Young continuam sendo amplamente elogiadas. Quase duas décadas após seu lançamento, Homem-Aranha 3 permanece como uma obra ambiciosa, imperfeita, mas importante na história das adaptações da Marvel para o cinema.

Homem-Aranha 3 (Spider-Man 3, Estados Unidos, 2007) Direção: Sam Raimi / Roteiro: Sam Raimi, Ivan Raimi e Alvin Sargent, baseado nos personagens criados por Stan Lee e Steve Ditko / Elenco: Tobey Maguire, Kirsten Dunst, James Franco, Thomas Haden Church, Topher Grace e Bryce Dallas Howard / Sinopse: Enquanto luta para controlar a influência corruptora de um traje alienígena, Peter Parker enfrenta o Homem-Areia, o vingativo Harry Osborn e o perigoso Venom, aprendendo que o verdadeiro heroísmo depende da capacidade de perdoar e superar o desejo de vingança.

Erick Steve. 

Homem-Aranha 2

Homem-Aranha 2 
O filme Homem-Aranha 2 (Spider-Man 2) foi lançado em 30 de junho de 2004, dirigido por Sam Raimi e estrelado por Tobey Maguire, Kirsten Dunst, Alfred Molina, James Franco, Rosemary Harris e J. K. Simmons. Baseado no personagem criado por Stan Lee e Steve Ditko, o longa acompanha Peter Parker dois anos após os acontecimentos do primeiro filme. Dividido entre sua vida como universitário, fotógrafo e super-herói, Peter começa a perder seus poderes em razão do enorme conflito emocional provocado pela responsabilidade de ser o Homem-Aranha. Enquanto isso, o brilhante cientista Otto Octavius sofre um acidente durante uma experiência de fusão nuclear e transforma-se no perigoso Doutor Octopus, controlado por quatro tentáculos mecânicos dotados de inteligência artificial. Com a cidade ameaçada pelo novo vilão e sua vida pessoal entrando em colapso, Peter precisa decidir se continuará sacrificando sua felicidade em nome de seu dever como herói. O filme aprofunda temas como responsabilidade, culpa, amadurecimento e altruísmo, sendo considerado uma das adaptações mais fiéis do espírito dos quadrinhos.

Quando foi lançado, Homem-Aranha 2 recebeu uma recepção crítica extremamente positiva. O The New York Times destacou que Sam Raimi conseguiu produzir uma sequência "mais rica emocionalmente" que o filme original, elogiando o equilíbrio entre ação espetacular e desenvolvimento dos personagens. O Los Angeles Times afirmou que o longa elevava o padrão dos filmes de super-heróis ao combinar drama humano, humor e efeitos visuais impressionantes. A revista Variety descreveu a produção como "uma sequência rara que supera o original", ressaltando a direção segura de Raimi e a excelente atuação de Alfred Molina como Doutor Octopus. Diversos críticos também elogiaram a interpretação de Tobey Maguire, que apresentou um Peter Parker vulnerável e extremamente humano. A famosa sequência da batalha sobre o trem de Nova York foi imediatamente apontada como uma das melhores cenas de ação da história do cinema de super-heróis. O consenso foi praticamente unânime ao considerar Homem-Aranha 2 uma das melhores adaptações de histórias em quadrinhos já realizadas.

O reconhecimento refletiu-se nas premiações. Homem-Aranha 2 recebeu três indicações ao Oscar, vencendo a estatueta de Melhores Efeitos Visuais. Também foi indicado nas categorias de Melhor Mixagem de Som e Melhor Edição de Som. O filme conquistou ainda diversos prêmios da crítica e foi eleito por várias publicações como um dos melhores longas de 2004. Alfred Molina recebeu inúmeros elogios por sua interpretação de Doutor Octopus, considerado um dos maiores vilões da história dos filmes de super-heróis. Ao longo dos anos, revistas especializadas e críticos passaram a citar o filme como uma referência para o gênero, graças ao equilíbrio entre espetáculo e profundidade emocional. Ainda hoje, muitos o consideram o melhor filme do Homem-Aranha já produzido.

Do ponto de vista comercial, Homem-Aranha 2 foi um enorme sucesso mundial. Produzido com um orçamento estimado em US$ 200 milhões, arrecadou aproximadamente US$ 788 milhões nas bilheterias globais, sendo cerca de US$ 375 milhões nos Estados Unidos e US$ 413 milhões no mercado internacional. O filme estreou quebrando diversos recordes de arrecadação e consolidou a franquia como uma das mais lucrativas da época. O público respondeu de forma extremamente positiva, elogiando principalmente a história emocionante, o desenvolvimento dos personagens e as espetaculares cenas de ação. O sucesso continuou com as vendas de DVD, que bateram recordes, além das exibições na televisão e dos posteriores lançamentos em Blu-ray e plataformas digitais. A excelente recepção comercial confirmou definitivamente o Homem-Aranha como um dos maiores ícones do cinema de super-heróis.

Atualmente, Homem-Aranha 2 é amplamente considerado um dos maiores filmes de super-heróis de todos os tempos. Muitos críticos o colocam ao lado de obras como The Dark Knight e Superman entre os maiores representantes do gênero. Seu retrato do conflito entre vida pessoal e responsabilidade heroica continua sendo apontado como um dos aspectos mais marcantes da adaptação. A direção de Sam Raimi, a atuação de Tobey Maguire e o inesquecível Doutor Octopus de Alfred Molina permanecem como referências para cineastas e fãs. Em retrospectivas recentes, o filme frequentemente ocupa o primeiro lugar entre os filmes do Homem-Aranha já produzidos, sendo celebrado por seu equilíbrio entre emoção, ação e fidelidade ao personagem.

Homem-Aranha 2 (Spider-Man 2, Estados Unidos, 2004) Direção: Sam Raimi / Roteiro: Alvin Sargent, baseado em história de Alfred Gough, Miles Millar e Michael Chabon, inspirada nos personagens criados por Stan Lee e Steve Ditko / Elenco: Tobey Maguire, Kirsten Dunst, Alfred Molina, James Franco, Rosemary Harris e J. K. Simmons / Sinopse: Enquanto enfrenta uma crise pessoal que coloca em dúvida seu destino como Homem-Aranha, Peter Parker precisa impedir que o cientista Otto Octavius, transformado no poderoso Doutor Octopus, destrua Nova York com uma experiência científica fora de controle.

Erick Steve. 

sábado, 11 de julho de 2026

Rebelião em Alto Mar

Rebelião em Alto Mar
Excelente filme. Essa é a terceira versão com essa mesma história. As anteriores contaram com dois mitos do cinema, a primeira com Clark Gable e a segunda com Marlon Brando. A produção dessa terceira versão não deixa a desejar, pois conta com vários nomes de peso em seu elenco. Como é baseado em fatos reais não há maiores diferenças em termos de enredo entre os três filmes. A história se passa no século XVIII. O comandante William Bligh (Anthony Hopkins) da Marinha Real Britânica, recebe a missão de levar o navio HMS Bounty até o Pacífico Sul. Seu objetivo é recolher mudas de Fruta-Pão para levá-las para a Jamaica, onde serão plantadas e usadas como alimentação para a mão de obra escrava que é utilizada nas fazendas daquela colônia.

Antes de embarcar Bligh resolve contratar seu amigo pessoal, Fletcher Christian (Mel Gibson), para ser seu homem de confiança dentro do navio. A viagem começa e durante a navegação o Capitão Bligh informa para sua tripulação que tem a vontade de contornar o Cabo Horn, um lugar terrível, cheio de tempestades, onde vários navios afundaram e homens morreram. Essa é a primeira decisão do Capitão que vai contra a vontade de seus marinheiros. A coisa porém não cessa por aí. Bligh se mostra um tirano, sempre açoitando e torturando os membros do navio pelos menores deslizes de disciplina.

Homem duro, pouco propenso a fazer concessões, o Capitão acaba vendo a situação piorar quando o navio finalmente chega nas paradisíacas ilhas do Taiti. Com lindas praias, frutas e mulheres nativas bonitas (e nuas), sempre prontas para transar com os tripulantes, a disciplina e a moral piora ainda mais. Após ficar algumas semanas nessas ilhas, o Bounty finalmente parte em direção à Jamaica, porém os marinheiros resolvem se revoltar contra o Capitão e seu método de comando. O motim, punido por enforcamento pela lei inglesa, logo se torna incontrolável, tendo como mentor justamente o imediato Christian, a quem o Comandante parecia confiar tanto, por considerá-lo seu amigo leal. A traição é duplamente violenta e mortal.

O elenco conta com grandes nomes. O primeiro deles, central em todos os acontecimentos, é Sir Anthony Hopkins, perfeito como o Capitão que perde o controle da situação do barco ao seu comando. Mel Gibson que trava um verdadeiro duelo de interpretação com Hopkins em cena, obviamente leva uma surra nesse aspecto, pois ele era ainda muito jovem quando atuou no filme. Melhor se sai o ícone do cinema e teatro inglês Laurence Olivier. Quando o filme começa o Capitão do Bounty é levado a uma corte marcial e Laurence interpreta seu superior, um almirante, que preside o julgamento. Daniel Day-Lewis também está na tripulação do navio, com o primeiro imediato do capitão que acaba perdendo seu posto durante a viagem. Não há muito espaço para Lewis brilhar, mas ele cumpre perfeitamente bem seu papel no meio de tantas feras da arte de atuar. Por fim Liam Neeson dá vida a um marinheiro bom de briga, meio animalesco, que se torna um pesadelo para seus superiores enquanto atravessa o Atlântico. Em suma, um filme realmente muito bom, com ótima fotografia, roteiro bem escrito, coeso e um time de atores de primeira linha. Imperdível para cinéfilos em geral.

Rebelião em Alto Mar (The Bounty, Estados Unidos, Inglaterra, 1984) Direção: Roger Donaldson / Roteiro:  Robert Bolt, baseado no livro histórico escrito por Richard Hough / Elenco: Mel Gibson, Anthony Hopkins, Daniel Day-Lewis, Laurence Olivier, Liam Neeson, Edward Fox / Sinopse: No século XVIII o Capitão William Bligh (Anthony Hopkins) é surpreendido por um motim em sua embarcação, o navio da armada inglesa HMS Bounty. Os amotinados liderados por Fletcher Christian (Mel Gibson) tomam o controle do navio alegando não mais suportar a tirania de seu comandante. Filme indicado à Palma de Ouro do Cannes Film Festival. Também indicado ao British Society of Cinematographers na categoria de Melhor Fotografia (Arthur Ibbetson).

Pablo Aluísio.

O Rio do Desespero

Título no Brasil: O Rio do Desespero
Título Original: The River
Ano de Lançamento: 1984
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Mark Rydell
Roteiro: Robert Dillon e Julian Barry
Elenco: Mel Gibson, Sissy Spacek, Scott Glenn, Shane Bailey, Becky Jo Lynch, James Tolkan, Billy Green Bush e Don Hood.

Sinopse:
Tom Garvey e sua esposa Mae vivem com os dois filhos em uma pequena fazenda às margens de um rio no estado do Tennessee. A família luta diariamente para manter viva uma propriedade que pertence aos Garvey há várias gerações, mas enfrenta uma sucessão de dificuldades provocadas pelas enchentes, pela queda dos preços agrícolas e pelas constantes cobranças do banco credor. Quando uma inundação destrói praticamente toda a plantação, Tom vê seu sonho de continuar vivendo da agricultura ameaçado pela possibilidade de perder suas terras. Ao mesmo tempo, um poderoso empresário local tenta convencer diversos agricultores a venderem suas propriedades para um grande empreendimento industrial. Dividido entre preservar suas raízes e garantir o sustento da família, Tom enfrenta decisões cada vez mais difíceis, enquanto a união familiar é colocada à prova diante das adversidades econômicas e naturais. Inspirado em problemas reais vividos pelos agricultores americanos durante os anos 1980, o filme retrata com realismo o declínio da agricultura familiar nos Estados Unidos.

Comentários:
Lançado no final de 1984, O Rio do Desespero integrou um grupo de produções de Hollywood que abordavam a grave crise enfrentada pelos agricultores americanos naquela década. O diretor Mark Rydell buscou imprimir um forte senso de realismo à narrativa, inspirando-se em relatos de fazendeiros que perderam suas propriedades em consequência das enchentes e do endividamento crescente. A crítica americana recebeu o filme de forma dividida. O The New York Times, em crítica assinada por Vincent Canby, elogiou a intenção de retratar a difícil realidade do campo americano e destacou a atuação de Sissy Spacek, indicada ao Oscar de Melhor Atriz, mas observou que o roteiro nem sempre conseguia transformar seu importante conteúdo social em um drama verdadeiramente envolvente. Roger Ebert também ressaltou a sinceridade da produção e a força emocional de diversas cenas familiares, embora tenha considerado que alguns conflitos dramáticos eram excessivamente convencionais. Um dos aspectos mais elogiados foi a magnífica fotografia de Vilmos Zsigmond, que transformou as paisagens rurais em um elemento essencial da narrativa, além da emocionante trilha sonora composta por John Williams. O filme recebeu quatro indicações ao Oscar, incluindo Melhor Atriz, Melhor Fotografia, Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Som, conquistando ainda um Oscar Especial pela edição de efeitos sonoros.

Embora tenha fracassado nas bilheterias norte-americanas, arrecadando cerca de US$ 11,5 milhões contra um orçamento estimado em US$ 18 milhões, O Rio do Desespero conquistou uma reputação muito mais sólida ao longo dos anos. Muitos críticos passaram a considerá-lo uma obra subestimada da década de 1980, especialmente por sua abordagem humanista e pelo retrato sensível da crise agrícola americana. A atuação de Sissy Spacek continua sendo amplamente considerada o ponto alto do filme, enquanto Mel Gibson, em seu primeiro papel protagonista em uma produção hollywoodiana, recebeu avaliações mais variadas, embora muitos reconheçam que sua interpretação contribui para transmitir a honestidade e a determinação do personagem. Em retrospectivas publicadas por revistas especializadas, o longa é frequentemente lembrado como um dos melhores dramas rurais produzidos nos Estados Unidos durante os anos 1980, ao lado de obras como Places in the Heart e Country. Atualmente, O Rio do Desespero é valorizado por sua fotografia deslumbrante, pela trilha musical de John Williams e pela relevância de seus temas, que permanecem atuais ao tratar das dificuldades enfrentadas pelas pequenas propriedades familiares diante das transformações econômicas e sociais.

Erick Steve. 

sábado, 4 de julho de 2026

A Cor da Noite

A Cor da Noite
Um dos grandes fracassos comerciais da carreira de Bruce Willis. Um roteiro confuso, que procura ser sensual sem conseguir, resultando tudo em muita estética cinematográfica, mas pouca qualidade de fato. Ao assistir o filme você ficará com a sensação de estar vendo a uma longa peça publicitária da década de 90, com tudo de ruim que isso possa significar. A fotografia surge saturada e no meio da tentativa de tudo soar chic a coisa desanda, virando uma breguice realmente insuportável. Na época a ruindade do filme foi comentada, mas o que mais chamou a atenção da crítica e do público foram as cenas gratuitas de nudez de Bruce Willis!

Como se não bastasse ser bem ruim a fita, o espectador ainda tinha que aguentar os ataques de ego do peladão Willis! Acredito que ele hoje em dia tenha muita vergonha dessas sequências. E a estória? Do que se trata? Willis interpreta um psiquiatra que fica abalado com o suicídio de uma de suas pacientes. Depois tenta recuperar o equilíbrio com um colega de profissão, porém descobre alarmado que ele foi morto, provavelmente por uma de suas clientes. Enfim, bobagem pura, sendo que esse filme você pode dispensar sem maiores problemas. Mesmo assim conseguiu ser indicado ao Globo de Ouro na categoria de Melhor Canção Original ("The Color of the Night"). Porém depois foi "vencedor" do Framboesa de Ouro na categoria de Pior Filme do Ano! Realmente não houve salvação...

A Cor da Noite (Color of Night, Estados Unidos, 1994) Direção: Richard Rush / Roteiro: Billy Ray, Matthew Chapman / Elenco: Bruce Willis, Jane March, Rubén Blades / Sinopse: A história de um homem mais velho que se envolve sexualmente com uma garota mais jovem.

Pablo Aluísio.

Olha Quem Está Falando

Título no Brasil: Olha Quem Está Falando
Título Original: Look Who's Talking
Ano de Produção: 1989
País: Estados Unidos
Estúdio:  TriStar Pictures,
Direção: Amy Heckerling
Roteiro: Amy Heckerling
Elenco: John Travolta, Kirstie Alley, Bruce Willis, Olympia Dukakis, George Segal, Jason Schaller

Sinopse:
Um casal jovem acaba recebendo a visita da cegonha de surpresa! Assim nasce o bebezinho Mikey (na voz de Bruce Willis) que passa a compartilhar com o espectador os seus pensamentos e visões do novo mundo que se abre ao seu redor.

Comentários:
Foi um dos filmes mais lucrativos dos anos 80. Custou a bagatela de 7 milhões de dólares e nas bilheterias faturou mais de 460 milhões de dólares! Números que realmente surpreendem. E qual era o segredo do sucesso? Simples, colocar os pensamentos de um bebezinho na voz irônica e mordaz de Bruce Willis. Claro, nada de muita acidez, a tônica aqui era meio bobinha mesmo, um típico produto "family friendly", feito para toda a família. Para John Travolta foi um alívio, pois o ator vinha colecionando fracassos por duas décadas e então surgiu esse sucesso estrondoso na carreira. Ele deve ter levantado as mãos aos céus agradecendo a Deus. Caso ficasse mais alguns anos na baixa sua carreira seguramente chegaria ao fim. E Bruce Willis, bem, ele não precisou fazer muitos esforços. Seu trabalho de dublagem foi muito bem feito, porém como ele mesmo disse depois não levou mais de três dias para ficar pronto. Alvo certo, dinheiro no bolso de todo mundo, a má notícia só veio pelo fato de que uma continuação bem ruinzinha iria ser realizada. Essa porém é uma outra história que depois contaremos por aqui. E sobre esse primeiro filme, bom, a coisa pode ser resumida em apenas poucas palavras: bobinho, mas simpático.

Pablo Aluísio.