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sábado, 26 de setembro de 2026

Capitão América: Admirável Mundo Novo

Capitão América: Admirável Mundo Novo 
Eu não sei vocês, mas eu já estou um tanto farto desses filmes de super-heróis da Marvel. É aquele tipo de filme que já saturou demais, entretanto como ainda consegue render boas bilheterias eles vão seguindo em frente, esmigalhando e tirando o último suco desse cana triturada! Aqui temos mais um filme do Capitão América, ou quase isso... Não se trata do personagem original, do Steve Rogers que foi criado por Joe Simon e Jack Kirby na década de 1940 para socar nazistas... nada disso. É outro Capitão América, seu sucessor, um personagem chamado Sam Wilson! Ele tem asas mecânicas e voa... Pois é, temos aqui um Capitão América da cultura Woke! Complicado, mas sigamos em frente...

O filme também traz o Hulk, mas (de novo!) não é o Hulk verde do Stan Lee que estamos acostumados. É o Hulk vermelho, transformação do velho general e agora presidente dos Estados Unidos Thaddeus Ross. Esse personagem é interpretado por um envelhecido e cansado Harrison Ford. Eu sou um espectador de cinema das antigas, que cresceu vendo o Harrison Ford sendo o Han Solo e o Indiana Jones. Aos 82 anos de idade o veterano astro do passado já deveria ter se aposentado. Ele parece muito aborrecido de fazer esse filme, com muita antipatia no rosto. Deveria estar curtindo seus milhões em algum rancho no interior dos Estados Unidos. Chega Ford, vá cuidar dos seus netos nesses anos que lhe restam... você já fez o suficiente na história do cinema. 

Fora isso, nada muito a acrescentar. O roteiro é fraco. O que se salva desse novo e saturado filme da Marvel são os bons efeitos especiais, principalmente quando o Hulk vermelho entra em cena. Aí melhora, mas fique sabendo que tudo termina numa grande pancadaria que parece não ter mais fim. Também pudera, algumas histórias em quadrinhos são exatamente assim. Entre mortos e feridos essa é apenas mais uma produção Marvel de rotina, com tudo de ruim que isso possa significar. 

Capitão América: Admirável Mundo Novo (Captain America: Brave New World, Estados Unidos, 2025) Direção: Julius Onah / Roteiro: Rob Edwards, Malcolm Spellman / Elenco: Anthony Mackie, Harrison Ford, Liv Tyler / Sinopse: Um novo Capitão América precisa enfrentar um novo desafio, nada mais, nada menos do que o Presidente dos Estados Unidos que esconde um grave segredo, ele é na verdade o furioso e perigoso Hulk vermelho! 

Pablo Aluísio. 

sábado, 5 de setembro de 2026

O Incrível Hulk

O Incrível Hulk
Algumas franquias morrem logo em seu nascimento. Foi o caso de Hulk. O primeiro filme dirigido por Ang Lee tinha grande orçamento, muito marketing e promoção, mas afundou de forma desastrosa. A culpa foi do próprio Lee que confundiu as bolas e fez um filme muito chato onde o Hulk (no fundo apenas uma variação de “O Médico e o Monstro” nas próprias palavras de seu criador, Stan Lee) tinha tediosas crises existenciais. O resultado foi horrível pois em um mesmo filme conviviam duas propostas bem diferentes - a de um filme sério tentando passar algo profundo e a de um outro, bem diverso, onde temos um monstro verde, cheio de fúria, destruindo uma cidade com muitos efeitos digitais. Ninguém gostou do resultado, nem o público, nem os fãs e muito menos o estúdio que demitiu todos os envolvidos na produção para literalmente começar do zero tudo de novo. O que era para ser o primeiro filme de uma nova franquia foi pelos ares e deveria ser esquecido. Esse "O Incrível Hulk" é a segunda tentativa de dar certo na adaptação de Bruce Banner / Hulk (Edward Norton), o famoso personagem verde dos quadrinhos. Bem melhor que o primeiro ele abraça sem pudores o universo criado por Stan Lee. Sua vocação para a aventura é um ponto mais do que positivo. Os efeitos estão bem situados dentro do enredo e os vilões são bem arquitetados. Nada como um tremendo erro anterior para consertar todos os problemas no filme seguinte.  "O Incrível Hulk" foi bem certeiro nesse aspecto em seus objetivos.

Na trama acompanhamos o cientista Bruce Banner (Edward Norton, bem à vontade) que por acidente fica exposto a altas doses de raio gama. A exposição a esse agente acaba alterando em nível celular o organismo de Banner que passa a se transformar em um imenso gigante verde, completamente irracional e irascível, que destrói tudo por onde passa. Procurando por uma cura ele vem ao Brasil em busca de ervas medicinais da flora local. Procurando por seu paradeiro o exército americano acaba descobrindo onde ele se encontra e envia agentes treinados para capturá-lo. Para sobreviver ele terá que escapar o mais rápido possível. Pela sinopse já deu para ver que parte do filme foi rodado no Brasil. As nossas favelas, sempre vistas pelos estrangeiros com espanto pelo grau de abandono das populações mais carentes, logo vira um diferencial na condução do filme. Infelizmente os clichês em relação aos latinos também estão todos lá mas não chega às raias da ofensa direta. O que vale a pena em "O Incrível Hulk" é que o espírito dos quadrinhos está em todo o filme, no roteiro, nas cenas e no argumento. Norton compõe uma boa caracterização, mostrando aquela vulnerabilidade que sempre foi a marca registrada de Bruce Banner. O cientista é geralmente retratado como um injustiçado que conta com seu alter ego monstruoso para colocar tudo nos eixos. Essa foi a essência dos quadrinhos que foi resgatada pela produção dessa película. Bom filme no final das contas. Espero que em breve ele tenha novas continuações, principalmente depois do estrondoso sucesso comercial dos Vingadores em 2012, que se tornou a maior bilheteria do ano.

O Incrível Hulk  (The Incredible Hulk, Estados Unidos, 2008) Direção: Louis Leterrier / Roteiro: Louis Leterrier baseado no personagem criado por Stan Lee / Elenco: Edward Norton, Liv Tyler, Tim Roth, William Hurt, Tim Blake Nelson, Ty Burrell, Christina Cabot, Peter Mensah, Lou Ferrigno, Paul Soles, Débora Nascimento / Sinopse: Cientista é exposto a alta doses de raios gama. Procurando por uma cura vai até o Brasil onde passa a ser perseguido pelo exército e demais serviços de inteligência do governo americano. Agora terá que escapar para sobreviver!

Pablo Aluísio.