sábado, 16 de maio de 2026

O Príncipe das Mulheres

Título no Brasil: O Príncipe das Mulheres
Título Original: Boomerang
Ano de Lançamento: 1992
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Reginald Hudlin
Roteiro: Barry W. Blaustein, David Sheffield
Elenco: Eddie Murphy, Robin Givens, Halle Berry, David Alan Grier, Martin Lawrence

Sinopse:
O filme Boomerang acompanha Marcus Graham, um executivo de publicidade bem-sucedido, elegante e extremamente mulherengo. Acostumado a conquistar mulheres sem se envolver emocionalmente, ele vê sua vida mudar quando uma nova chefe assume a empresa. Inteligente, sedutora e manipuladora, ela passa a tratá-lo da mesma forma que ele sempre tratou suas conquistas amorosas. Enquanto tenta lidar com o orgulho ferido e com os próprios sentimentos, Marcus começa a repensar sua visão sobre relacionamentos e maturidade emocional.

Comentários:
O Príncipe das Mulheres é uma das comédias românticas mais populares da carreira de Eddie Murphy nos anos 1990. O filme combina humor, romance e crítica aos jogos de sedução no ambiente corporativo, apresentando um elenco carismático e elegante. A produção também ajudou a impulsionar a carreira de Halle Berry, ainda em início de trajetória em Hollywood. A direção de Reginald Hudlin traz um estilo sofisticado e moderno para a época, destacando a cultura urbana afro-americana de maneira rara nas grandes produções românticas daquele período. Com diálogos afiados, boa trilha sonora e forte química entre os atores, o filme permanece como uma comédia romântica marcante dos anos 1990.

Erick Steve. 

48 Horas - Parte 2

Título no Brasil: 48 Horas - Parte 2
Título Original: Another 48 Hrs
Ano de Produção: 1990
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Walter Hill
Roteiro: Roger Spottiswoode, Walter Hill
Elenco: Eddie Murphy, Nick Nolte, Brion James, Kevin Tighe, Ed O'Ross, David Anthony Marshall

Sinopse:
O policial Jack Cates (Nick Nolte) está prestes a ser expulso do departamento, por causa de seu jeito violento de lidar com criminosos. Sua única chance de não ser expulso é se unir novamente com Reggie Hammond (Eddie Murphy) que finalmente está saindo da prisão, após cumprir sua pena.

Comentários:
Eddie Murphy havia dirigido o seu filme anterior, chamado de "Os Donos da Noite" e o filme não tinha dado boa bilheteria. Assim a Paramount o pressionou para que ele atuasse em uma nova continuação de "Um Tira da Pesada", só que Murphy não queria interpretar de novo o personagem do detetive Axel Foley. A solução para esse impasse foi a produção da continuação de um outro sucesso do comediante, "48 Horas". É inegável que o primeiro filme foi realmente muito bom. Um filme policial com toques de humor na medida certa, só que essa sequência não trazia nada de novo. Aliás o roteiro era praticamente o mesmo, sem colocar ou tirar quase nenhuma vírgula. Um remake disfarçado! Esse clichê de duplas em filmes policiais já estava desgastado na época. Inútil, sem graça e repetitivo, o filme não foi o fracasso comercial que muitos disseram na época. Ele custou 38 milhões e rendeu nas bilheterias 109 milhões, ou seja, se não foi um sucesso espetacular, tampouco foi um fracasso. Pagou seu custos e trouxe algum lucro para o estúdio. Se comercialmente o resultado foi mediano, artisticamente não há o que celebrar. O filme é realmente um exercício de inutilidade.

Pablo Aluísio.

Um Príncipe em Nova York

Um Príncipe em Nova York
Depois do grande sucesso comercial de "Um Tira da Pesada 2" o ator Eddie Murphy ganhou carta branca do estúdio Paramount. Afinal de contas ele era o astro número 1 do cinema americano na época. Murphy então resolveu apostar nesse "Um Príncipe em Nova York", baseado em seu próprio roteiro, pois lhe daria oportunidade de interpretar vários personagens ao mesmo tempo. Era um velho sonho que ele tinha desde os tempos do SNL. Afinal de contas com o avanço dos efeitos de edição e a primorosa técnica de maquiagem o comediante poderia interpretar qualquer um! Também inovou ao colocar um elenco praticamente todo negro, com nomes que estavam em franca ascensão na época como, por exemplo, Arsenio Hall, que tinha um programa de grande popularidade na TV americana. Além disso chamou um de seus grandes ídolos de infância, o ator James Earl Jones, cuja voz de trovão havia sido usada por George Lucas em "Star Wars" para dublar o vilão Darth Vader. 

Com produção refinada, luxuosa e direção do sempre eficiente e competente John Landis, "Um Príncipe em Nova York" conta em seu roteiro a estorinha do Príncipe Akeem (Eddie Murphy), herdeiro do trono de um distante país africano chamado Zamunda. Ele está em conflito com seu pai, o Rei Jaffe Joffer (James Earl Jones), que deseja que ele se case com uma moça de tradicional família. Sem querer se submeter a um casamento arranjado ele decide ir até a América onde tem a esperança de encontrar, quem sabe, o amor de sua vida. Para isso ele finge ser um pobre estudante africano com a intenção de evitar que sua fortuna e seu status real atraia alguma interesseira. No filme Murphy, como dito, interpreta vários personagens, com maquiagem pesada. Em todos eles (a saber: Clarence, Randy Watson e Saul) se sai muito bem. O problema é que o roteiro não ajuda, o filme é muito meloso para fazer rir realmente. Para Eddie a produção acabou servindo de laboratorio para algo que ele iria usar em filmes futuros, interpretando vários personagens ao mesmo tempo, com resultados bem melhores é bom frisar.

Um Príncipe em Nova York (Coming to America, Estados Unidos, 1988) Direção: John Landis / Roteiro: Eddie Murphy, David Sheffield / Elenco: Eddie Murphy, Arsenio Hall, James Earl Jones / Sinopse: Príncipe africano vai até Nova Iorque para tentar encontrar o amor de sua vida, para isso se faz passar por um jovem estudante pobre.

Pablo Aluísio.

sábado, 9 de maio de 2026

Os Donos da Noite

Título no Brasil: Os Donos da Noite
Título Original: Harlem Nights
Ano de Produção: 1989
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Eddie Murphy
Roteiro: Eddie Murphy
Elenco: Eddie Murphy, Richard Pryor, Danny Aiello, Redd Foxx, Michael Lerner, Della Reese

Sinopse:
Durante a década de 1930, o proprietário ilegal de uma casa de apostas na cidade de Nova York e seus associados devem lidar com forte concorrência, gângsteres e policiais corruptos para permanecer no negócio. Filme indicado ao Oscar na categoria de melhor figurino (Joe I. Tompkins).

Comentários:
Esse filme foi uma verdadeira egotrip do comediante Eddie Murphy. Ele escreveu o roteiro, bancou a produção e como se isso não fosse o suficiente ainda escreveu o roteiro. Praticamente foi tudo feito por ele. E a Paramount, como associada, também deu carta branca para que ele trouxesse excelentes figurinos, cenários, carros de época, etc. É um filme de gângsteres ao velho estilo, mas procurando ser diferenciado. Ao invés de mostrar a histórias de criminosos como Al Capone, Murphy decidiu contar o outro lado da moeda, mostrando membros de gangs do bairro negro do Harlem. O filme foi massacrado pela crítica na época de seu lançamento, mas sinceramente falando acho que a reação desses críticos foi um tanto exagerada. Não considero esse um filme ruim, nem nada do tipo. Ele não peca por falta de qualidade cinematográfica. É um filme normal, OK, sem maiores problemas. E ao contrário do que muitos disseram não foi um fracasso comercial de Eddie Murphy no cinema, fazendo 120 milhões de dólares de bilheteria em um filme que custou meros 30 milhões. Deu lucro e não prejuízo. Assim deixo a dica dessa verdadeira despedida de Eddie Murphy aos anos 80, a década onde ele mais fez sucesso em sua carreira.

Pablo Aluísio.

sábado, 2 de maio de 2026

É Difícil Dizer Adeus

Título no Brasil: É Difícil Dizer Adeus
Título Original: Every Time We Say Goodbye
Ano de Produção: 1986
País: Estados Unidos
Estúdio: TriStar Pictures
Direção: Moshé Mizrahi
Roteiro: Moshé Mizrahi
Elenco: Tom Hanks, Cristina Marsillach, Benedict Taylor, Anat Atzmon, Gila Almagor, Moni Moshonov

Sinopse:
Um piloto norte-americano, de formação protestante, durante a Segunda Guerra Mundial, conhece uma jovem garota judia e se apaixona por ela enquanto está servindo as forças armadas dos Estados Unidos em Jerusalém. Embora suas origens fossem diversas, eles acabam lutando por esse amor, apesar das adversidades.

Comentários:
O filme é uma tentativa de reviver aqueles antigos filmes das décadas de 1940, 1950, onde havia um pano de fundo da guerra e um amor inesquecível entre os dois protagonistas, aqui lutando por um romance que parece fadado a terminar. Entretanto esse casal apaixonado não se rende, fazendo de tudo para continuarem juntos. Será que nesse filme dos anos 80 essa antiga fórmula de fazer cinema ainda funcionou? Olha, o filme é bom, mas há sim uma certa superficialidade envolvida na trama que nem é tão especial como se pensa. Quem for atrás de cenas de ação da guerra, melhor esquecer. A guerra, como já escrevi, é mero pano de fundo. Essa história, apesar de se passar em um período histórico de guerra mundial, se concentra mais na paixão, no amor dos personagens. No fundo é apenas um filme romântico, uma remodelagem de mais uma produção ao estilo Love Story. Se for isso que você estiver buscando, então aproveite bem o filme. Vai ser no mínimo interessante.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Estranhos Vizinhos

Título no Brasil: Estranhos Vizinhos
Título Original: Neighbors
Ano de Produção: 1981
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: John G. Avildsen
Roteiro: Larry Gelbart
Elenco: John Belushi, Dan Aykroyd, Kathryn Walker, Tim Kazurinsky, Tino Insana, Henry Judd Baker

Sinopse:
Earl Keese (John Belushi) é o sujeito normal da vizinhança que descobre que seus novos vizinhos são completamente fora do padrão. Vic (Dan Aykroyd), o novo morador da casa ao lado, não quer saber de nenhuma convenção social careta e leva a vida em seus próprios termos, o que dará origem a várias confusões com Keese, um conservador antigado e fora de moda.

Comentários:
Essa comédia acabou se tornando o último filme da carreira de John Belushi. Como se sabe ele morreu precocemente, por causa de uma overdose de drogas que tomou em um hotel de Los Angeles, enquanto esperava pela aprovação do script que seria seu próximo filme. Nessa última aparição no cinema ele voltou a contracenar com seu velho amigo Dan Aykroyd. Era uma velha parceria que vinha desde os tempos do programa de TV "Saturday Night Live". E o mais curioso de tudo é que os papéis tradicionais se inverteram. Geralmente John Belushi interpretava o sujeito doidão que atormentava a todos e Dan Aykroyd era o careta, o cara de classe média bobão. Nesse roteiro o maluco é Aykroyd, enquanto Belushi é o conservador boboca que só pensa em se livrar os estranhos vizinhos que se mudaram para a casa ao lado. Eu considero um dos melhores momentos de John Belushi no cinema, onde ele teve mesmo chance de atuar bem. Essa fórmula seria repetida em "Meus Vizinhos são um Terror", feito alguns anos depois, mas essa primeira versão é bem mais divertida, pois brinca com o americano médio, meio ignorante, centrado em seus próprios preconceitos e crendices pessoais. Sob esse ponto de vista, como uma divertida crítica social da classe WASP, o filme funciona muito bem.

Pablo Aluísio.

terça-feira, 28 de abril de 2026

A Pequena Loja dos Horrores

Título no Brasil: A Pequena Loja dos Horrores
Título Original: Little Shop of Horrors
Ano de Produção: 1986
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Frank Oz
Roteiro: Howard Ashman
Elenco: Rick Moranis, Steve Martin, Bill Murray, John Candy, James Belushi                                                     

Sinopse: 
Em uma floricultura de Nova Iorque as coisas vão mal. Poucos clientes, quase nenhum faturamento. Até que surge uma estranha planta carnívora que cresce em ritmo assombroso após se alimentar de sangue humano! Não demora e Audrey II acaba virando uma grande atração, atraindo uma nova clientela e gerando altos lucros para a empresa que estava praticamente falida. O preço para esse sucesso porém será bem alto! Adaptação em ritmo de divertido musical do clássico de terror B.

Comentários: 
O primeiro "The Little Shop of Horrors" foi lançado em 1960. Não era um musical mas sim um filme B de horror e fantasia muito bem bolado que ao longo dos anos acabou virando cult. Não era para menos. Dirigido pelo mestre Roger Corman e contando no elenco com um jovem e inexperiente Jack Nicholson em começo de carreira a produção simples era muito carismática e cativante. Vinte e seis anos depois a Warner Bros resolveu bancar um remake daquele saboroso pequeno filme. A temática porém seria bem outra. O tom agora seria de um musical ao velho estilo, com várias sequências onde a música seria a principal protagonista. O enredo continuaria o mesmo mas agora tudo soaria como se o espectador estivesse assistindo a um show na Broadway (ou quase isso). Para dar vida  à planta Audrey II o estúdio investiu na tecnologia dos animatronics, com ótimos resultados (os efeitos de fato não envelheceram em nada, não ficaram datados). Some-se a isso as excelentes participações de humoristas famosos e você terá uma pequena obra prima. O elenco é liderado pelo simpático Rick Moranis (de "Os Caça-Fantasmas" e "Querida, encolhi as Crianças) mas quem rouba o show mesmo é Steve Martin em hilariante papel, a de um dentista sádico e alucinado, misto de motoqueiro dos anos 50 com maluco de plantão que tem enorme prazer em causar muita dor em seus aterrorizados pacientes. O filme é isso, uma saborosa e engraçada diversão para toda a família.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Viagem Insólita

Viagem Insólita 
Infelizmente a série "Vegas" com Dennis Quaid foi cancelada ainda na primeira temporada. Isso me fez lembrar dos bons anos do ator no cinema, principalmente nas décadas de 80 e 90 quando estrelou filmes pra lá de interessantes. Quer um exemplo? Ora, basta lembrar desse sci-fi 80´s chamado "Viagem Insólita". Como não poderia deixar de ser a idéia partiu do mago Steven Spielberg (no auge de sua criatividade artística). Relembrando os clássicos de sua infância o diretor pensou em aproveitar o argumento de "Viagem Fantástica" para captar aquela inocência das ficções do cinema durante as décadas de 50 e 60. O espírito era justamente esse. Atuando como produtor executivo Spielberg acabou designando para a direção o seu pupilo Joe Dante de "Gremlins". Usando do melhor em termos de efeitos especiais da época o filme mostrava um grande projeto de minituarização. O conceito era tão radical que até mesmo uma nave e seu tripulante eram minituarizados para estudo e exploração do corpo de seres vivos. É justamente nesse programa mais do que ousado que entra o tenente Tuck Pendleton (Dennis Quaid).

Os problemas acabam acontecendo quando ocorre um ataque ao laboratório onde as pesquisas estão sendo realizadas. No meio do caos a nave miniatuarizada com Tuck é inserida no corpo de um homem hipocondríaco, inseguro e muito atrapalhado. Assim Tuck fica literalmente dentro do organismo de Jack Putter (interpretado pelo comediante Martin Short). O filme mescla duas linhas narrativas básicas. Numa delas acompanhamos o tenente Tuck em sua expedição de conhecimento do corpo humano. As cenas são extremamente bem realizadas e isso numa época em que efeitos digitais ainda eram experimentais. Na outra linha vamos acompanhando o complicado Jack tentando entender o que se passa com ele! Divertido, bem realizado e hoje em dia com claro sabor nostálgico do cinema dos anos 80, "Innerspace" se torna um ótimo programa em um fim de noite sem nada para assistir na TV. Se ainda não assistiu não perca!

Viagem Insólita (Innerspace, Estados Unidos,1987) Direção: Joe Dante / Roteiro:  Chip Proser, Jeffrey Boam / Elenco: Dennis Quaid, Martin Short, Meg Ryan / Sinopse: Um projeto de minituarização se torna alvo de um ataque terrorista, fazendo com que no meio da confusão uma nave e seu tripulante sejam inseridos dentro do organismo de um sujeito muito atrapalhado.

Pablo Aluísio.

sábado, 25 de abril de 2026

Curtindo a Vida Adoidado

Curtindo a Vida Adoidado
Quando os filmes de John Hughes eram lançados na década de 80 eles nunca eram levados à sério, até porque eram em sua maioria comédias juvenis mostrando aspectos da vida dos jovens daqueles anos. Hoje em dia a obra de John Hughes sofre uma justa revisão e finalmente tem ganho status de bom cinema, realmente relevante. Sim, é cultura pop em essência, mas cultura pop de ótima qualidade. Um exemplo é esse filme que muito provavelmente seja o mais famoso da filmografia de Hughes. 

A estória, muito simpática por sinal, gira em torno de um dia na vida do estudante colegial Ferris Bueller (Matthew Broderick). Cansado da vida entediante da escola ele resolve matar aula. Finge estar doente para seus pais e sai para um dia de curtição ao lado do amigo hipocondríaco Cameron (Alan Ruck) e da namoradinha Sloane (Mia Sara). A partir daí tudo pode acontecer, com o carro do pai de Cameron eles saem por Chicago em busca de divertimento e festa. O filme é até hoje um dos mais queridos do grande público porque foi tão reprisado na Sessão da Tarde que virou um tipo de ícone dos filmes sobre adolescentes - para muitos seria mesmo o melhor filme adolescente de todos os tempos. O roteiro esperto e com clima jovial escrito por John Hughes brinca o tempo todo com a figura carismática de Ferris que desfila na tela vários "pensamentos" profundos, que no fundo apenas mostram a chatice da escola, a escolha por curtir melhor a vida e é claro fazer de bobos todas as autoridades escolares.

É curioso que Hughes tenha captado tantas nuances juvenis em uma comédia tão despretensiosa como essa. No fundo ele apenas adaptou algumas coisas de sua própria vida pessoal. Vivendo em Chicago ele, como todos os estudantes do mundo, também sentia necessidade de uma vez ou outra dar uma escapada do colégio, de seus professores chatos e do tédio avassalador que impera ainda hoje em nosso atrasado e obsoleto sistema educacional. Ferris é jovem, divertido, irônico e só quer mesmo aproveitar o dia da melhor forma possível, mesmo que para isso faça todos os adultos de bobocas. O elenco encontrou em Matthew Broderick não só um talentoso ator como também um tipo ideal para viver o safo Ferris. O elenco de apoio também é destaque e alguns jovens que fariam grande sucesso depois como Charlie Sheen e Jennifer Grey tem pequenos papéis mas bem significativos. Em suma, "Curtindo a Vida Adoidado" é aquilo mesmo que se propõe, uma crônica bem humorada na vida de um estudante colegial dos anos 80. O filme certamente resistiu bem ao tempo e hoje é tão divertido e simpático como foi há 20 anos em seu lançamento.

Curtindo a Vida Adoidado (Ferri's Bueller Day Off, Estados Unidos, 1986) Direção: John Hughes / Roteiro: John Hughes / Elenco: Matthew Broderick, Alan Ruck, Mia Sara, Charlie Sheen, Jeffrey Jones. Jennifer Grey, Charlie Sheen / Sinopse: Ferris Bueller (Matthew Broderick) é um estudante de saco cheio da escola que resolve se fazer passar por doente para matar a aula e sair para um dia em busca de diversão e festa ao lado do amigo e da namorada.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Celular - Um Grito de Socorro

Título no Brasil: Celular - Um Grito de Socorro
Título Original: Cellular
Ano de Produção: 2004
País: Estados Unidos
Estúdio: New Line Cinema
Direção: David R. Ellis
Roteiro: Larry Cohen, Chris Morgan
Elenco: Kim Basinger, Chris Evans, Jason Statham, Jessica Biel

Sinopse:
A vida segue tranquilamente para Ryan (Chris Evans) até o momento em que ele recebe o telefonema desesperado de uma mulher, Jessica Martin (Kim Basinger), que pede por socorro pois está sendo sequestrada. Ela teme pela vida não apenas dela, mas também pela de seu marido e filho. Caberá a Ryan tentar descobrir onde Jessica está, antes que a bateria de seu celular chegue ao fim. Filme indicado na Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films na categoria de Melhor Atriz (Kim Basinger).

Comentários:
Um thriller que pega carona nesse aparelho que faz parte da vida de praticamente todo mundo hoje em dia e as possibilidades que podem surgir de seu uso. O livro que deu origem ao filme inclusive se baseou em um fato real ocorrido em Los Angeles quando uma jovem garota foi sequestrada. O que os criminosos não perceberam era que ela estava com seu celular (na época ainda um dispositivo para poucos) e assim logo entrou em contato com a polícia que saiu na perseguição dos bandidos. Em termos gerais não é um filme ruim, pelo contrário, o qualificaria como boa diversão. Talvez o roteiro tenha sido esticado ao máximo por causa da situação central que vai se estendendo durante praticamente toda a trama. O elenco é interessante pois reúne novatos (como o futuro Capitão América Chris Evans) com veteranos (Kim Basinger, diva dos anos 80, aqui tentando levantar a carreira). Até o elenco de apoio é de luxo, contando com as presenças de Jason Statham e da gracinha Jessica Biel! Uma diversão passageira que vale a pena ser assistida, mas apenas uma única vez pois na segunda já não funcionará mais, por causa da falta de maiores surpresas para o espectador. 

Pablo Aluísio.