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sábado, 10 de outubro de 2026

Quarteto Fantástico: Primeiros Passos

Quarteto Fantástico: Primeiros Passos
Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, lançado nos cinemas em julho de 2025, representa uma nova tentativa da Marvel Studios de levar às telas a equipe de super-heróis criada por Stan Lee e Jack Kirby para os quadrinhos. Dirigido por Matt Shakman, o longa apresenta uma realidade alternativa inspirada visualmente na década de 1960, com arquitetura futurista, tecnologia imaginativa, figurinos coloridos e uma atmosfera que remete à ficção científica clássica. O elenco principal reúne Pedro Pascal como Reed Richards, o Senhor Fantástico; Vanessa Kirby como Sue Storm, a Mulher Invisível; Joseph Quinn como Johnny Storm, o Tocha Humana; e Ebon Moss-Bachrach como Ben Grimm, o Coisa. Ralph Ineson interpreta Galactus, a entidade cósmica que ameaça devorar a Terra, enquanto Julia Garner vive Shalla-Bal, uma versão do Surfista Prateado. A narrativa começa apresentando o cotidiano dos quatro heróis, que já são conhecidos e admirados pela população de seu mundo. Reed e Sue, além de parceiros na luta contra ameaças extraordinárias, estão prestes a enfrentar as responsabilidades da maternidade e da paternidade. Essa dimensão familiar torna-se central quando Galactus surge com a intenção de consumir o planeta e exige um preço pessoal para poupar a humanidade. Diferentemente de outras adaptações anteriores, o filme não gasta muito tempo com a origem dos poderes da equipe, preferindo apresentar os protagonistas já estabelecidos em suas funções. A proposta é combinar aventura cósmica, humor, drama familiar e a estética retrofuturista dos quadrinhos publicados durante a chamada Era de Prata. Produzido por Kevin Feige e lançado pela Marvel Studios em parceria com a Disney, o longa também marcou a introdução oficial do Quarteto Fantástico no Universo Cinematográfico Marvel, depois de anos em que os direitos cinematográficos da equipe estiveram ligados à 20th Century Fox.

A recepção da crítica americana foi majoritariamente positiva, especialmente pela química entre os protagonistas e pela identidade visual da produção. No Rotten Tomatoes, o filme alcançou aproximadamente 86% de aprovação da crítica, com base em mais de quatrocentas avaliações, enquanto a aprovação do público chegou a cerca de 90%. O consenso crítico destacou que a boa sintonia do elenco e o desenho de produção inspirado nos anos 1960 finalmente fizeram justiça à Primeira Família da Marvel. Peter Debruge, da revista Variety, considerou que a nova abordagem funcionava como um recomeço para uma franquia que havia enfrentado dificuldades nas adaptações anteriores. Em sua avaliação, o filme apresentava uma identidade própria e oferecia uma alternativa bem-vinda à necessidade constante de acompanhar dezenas de produções interligadas do universo Marvel. David Rooney, do The Hollywood Reporter, também valorizou a decisão de apresentar uma história relativamente independente, capaz de ser compreendida sem que o espectador precisasse conhecer todos os filmes anteriores do estúdio. Entre os aspectos mais elogiados estavam a direção de Matt Shakman, a fotografia de Jess Hall, o trabalho de cenografia de Kasra Farahani e a trilha sonora de Michael Giacchino. A interpretação de Vanessa Kirby recebeu atenção especial, pois Sue Storm é retratada não apenas como integrante fundamental da equipe, mas como uma personagem com autoridade, inteligência e força emocional. Joseph Quinn também foi apontado como uma presença carismática, acrescentando humor e energia ao papel de Johnny Storm. Nem todos os críticos, entretanto, ficaram inteiramente satisfeitos: algumas avaliações consideraram o roteiro excessivamente convencional, com um antagonista pouco desenvolvido e uma conclusão que recorria a fórmulas conhecidas do gênero. Ainda assim, o conjunto foi recebido como uma das produções mais visualmente distintas da Marvel em vários anos, principalmente por abandonar parte da aparência padronizada que caracterizou muitos filmes anteriores do estúdio. 

Na Europa, a recepção também foi predominantemente favorável, embora os comentários tenham ressaltado algumas limitações dramáticas. O jornal britânico The Guardian elogiou o tom descontraído e a atmosfera retrofuturista, observando que o filme recuperava uma dimensão lúdica do cinema de super-heróis. A crítica destacou a combinação de aventura espacial com elementos de comédia familiar, além da influência visual da televisão e da ficção científica dos anos 1960. A produção foi elogiada por construir uma Nova York alternativa que parece pertencer a outro período histórico, mas que incorpora tecnologias imaginárias, veículos voadores e edifícios monumentais. Essa concepção estética permite que o filme se diferencie de outras histórias de super-heróis ambientadas em cidades contemporâneas. A trilha de Michael Giacchino também recebeu elogios por seu caráter grandioso e melódico, reforçando a ideia de uma aventura espacial clássica. Por outro lado, parte da crítica europeia observou que o desenvolvimento dos antagonistas não acompanha a riqueza visual da produção e que algumas passagens dramáticas poderiam ter sido aprofundadas. O filme não foi concebido como uma cinebiografia nem como uma adaptação de um acontecimento histórico, mas como uma aventura de ficção científica baseada em personagens dos quadrinhos; por isso, seu reconhecimento crítico esteve ligado sobretudo à direção artística, ao elenco e à renovação da franquia. No momento de seu lançamento, a produção ainda não possuía um histórico consolidado de grandes prêmios cinematográficos, e sua relevância era avaliada principalmente pela recepção dos críticos e pelo desempenho nas salas de cinema. O consenso internacional foi de que Matt Shakman havia encontrado uma abordagem mais adequada para os personagens, ainda que a narrativa não estivesse livre de problemas. A combinação de aventura, humor, emoção e referências à cultura visual de meados do século XX foi considerada uma das maiores virtudes da obra.

Comercialmente, Quarteto Fantástico: Primeiros Passos teve uma estreia mundial expressiva. O filme arrecadou aproximadamente US$ 218 milhões em seu primeiro fim de semana, incluindo cerca de US$ 118 milhões nos Estados Unidos e Canadá e US$ 100 milhões nos mercados internacionais. A estreia em primeiro lugar demonstrou que a marca ainda possuía grande capacidade de atrair espectadores, apesar das dificuldades enfrentadas por algumas produções recentes de super-heróis. Ao longo de sua exibição, o longa acumulou aproximadamente US$ 274,3 milhões na América do Norte e US$ 247,6 milhões nos demais territórios, chegando a cerca de US$ 521,9 milhões em bilheteria mundial. O resultado foi importante para a Marvel, embora a análise de sua rentabilidade dependa também do orçamento de produção, dos gastos de divulgação e da parcela da arrecadação efetivamente recebida pelo estúdio. Estimativas publicadas apontaram um orçamento de produção bruto próximo de US$ 230 milhões, com valores líquidos inferiores após incentivos e ajustes financeiros. A campanha promocional apostou na novidade de apresentar uma equipe já estabelecida, em vez de repetir uma longa narrativa de origem, e destacou o visual retrofuturista como um dos principais atrativos para as salas premium. No Brasil, o lançamento também teve desempenho expressivo: em aproximadamente duas semanas, o filme havia atraído cerca de 2,58 milhões de espectadores e arrecadado R$ 54,8 milhões. Esses números indicaram que o interesse do público não se limitava ao mercado americano e que a combinação entre personagens conhecidos, espetáculo visual e uma nova identidade estética funcionava em diferentes territórios. A bilheteria mundial confirmou que o filme era comercialmente relevante, embora não tenha atingido as cifras extraordinárias dos maiores sucessos históricos do Universo Cinematográfico Marvel. Seu desempenho também contribuiu para manter o Quarteto Fantástico no centro dos planos futuros do estúdio.

A importância de Quarteto Fantástico: Primeiros Passos está, sobretudo, na maneira como tenta recuperar a essência da equipe: quatro personagens diferentes que precisam agir como uma família antes de conseguirem funcionar como um grupo de super-heróis. Nas histórias originais de Stan Lee e Jack Kirby, publicadas a partir de 1961, os conflitos domésticos, as divergências de personalidade e a curiosidade científica eram tão importantes quanto as batalhas contra monstros e ameaças cósmicas. O filme de Matt Shakman procura recuperar esse espírito, dando destaque à relação entre Reed e Sue, à impulsividade de Johnny e à humanidade de Ben Grimm. A escolha de ambientar a narrativa em uma realidade alternativa também permite que a produção estabeleça sua própria identidade sem depender diretamente dos acontecimentos de todos os filmes anteriores da Marvel. A estética dos anos 1960 não funciona apenas como decoração: ela evoca uma época em que a exploração espacial, os avanços científicos e a ideia de um futuro tecnológico despertavam grande fascínio popular. Galactus, por sua vez, representa uma ameaça de escala verdadeiramente cósmica, ampliando o horizonte da franquia para além dos conflitos urbanos e das disputas entre heróis e vilões convencionais. O filme também procura equilibrar o espetáculo visual com questões sobre responsabilidade, sacrifício e proteção dos entes queridos. Embora alguns críticos tenham considerado o roteiro menos original do que sua concepção visual, a recepção geral indicou que o longa conseguiu reconquistar parte da confiança do público na adaptação desses personagens. 

Sua contribuição mais duradoura poderá ser a consolidação de uma versão cinematográfica do Quarteto Fantástico capaz de sustentar novas histórias dentro do universo Marvel. Mais do que apresentar uma equipe poderosa, a produção enfatiza que o vínculo entre seus integrantes é sua principal fonte de força. Nesse sentido, o título Primeiros Passos funciona tanto como referência à nova fase da franquia quanto como declaração de intenções: estabelecer uma base emocional e visual para aventuras futuras.

Quarteto Fantástico: Primeiros Passos (The Fantastic Four: First Steps, Estados Unidos, 2025) Direção: Matt Shakman / Roteiro: Josh Friedman, Eric Pearson, Jeff Kaplan e Ian Springer / Elenco: Pedro Pascal, Vanessa Kirby, Joseph Quinn, Ebon Moss-Bachrach, Julia Garner e Ralph Ineson / Sinopse: Em uma realidade retrofuturista inspirada nos anos 1960, Reed Richards, Sue Storm, Johnny Storm e Ben Grimm precisam proteger a Terra de Galactus, uma entidade cósmica que ameaça consumir o planeta. Enquanto enfrentam essa ameaça extraordinária, os quatro heróis também precisam lidar com as responsabilidades familiares e com a difícil decisão que pode determinar o destino da humanidade.

Erick Steve. 

Quarteto Fantástico: Primeiros Passos

Título no Brasil: Quarteto Fantástico
Título Original: The Fantastic Four: First Steps
Ano de Lançamento: 2025
País: Estados Unidos
Estúdio: Marvel Studios
Direção: Matt Shakman
Roteiro: Josh Friedman, Eric Pearson
Elenco: Pedro Pascal, Vanessa Kirby, Joseph Quinn, Ebon Moss-Bachrach, Julia Garner, Ralph Ineson

Sinopse:
Nesta nova adaptação do clássico grupo de super-heróis da Marvel, o Quarteto Fantástico — Reed Richards (Sr. Fantástico), Sue Storm (Mulher Invisível), Johnny Storm (Tocha Humana) e Ben Grimm (Coisa) — enfrenta uma ameaça cósmica de proporções épicas no contexto de um mundo de estética retro-futurista inspirado nos anos 1960. Já consolidados como heróis após seus poderes, eles devem confrontar seres de imenso poder, entre eles Galactus, a entidade devoradora de mundos, e seu arauto Surfista Prateado, enquanto lutam para proteger o planeta e sua própria unidade como “família” de heróis.

Comentários:
Eu curti bastante esse novo filme do Quarteto Fantástico e isso me surpreendeu porque sinceramente pensei que seria bem cansativo, ainda mais depois de tantos filmes, sendo o último lançado, o pior deles. Só que escolheram uma direção de arte vintage, o que eu gosto de chamar de "Futuro do Passado", ou seja, como as pessoas dos anos 60 pensavam que seria o futuro! Ficou ótimo, um clima de Jetsons em cada cena. Até o uniforme dos primeiros quadrinhos foi resgatado, uma atitude ousada, uma vez que poderia passar como algo ultrapassado e até mesmo cafona! Felizmente, ao meu crivo, isso passou longe de acontecer. E o roteiro segue o itinerário de uma boa revista em quadrinhos bem velha, daqueles que você encontra por acaso no porão da casa do seu tio avô! Muita gente pode achar tudo empoeirado, mas penso diferente. Esses filmes com esse tipo de design de produção me soam muito atrativos. Afinal eu sempre fui um grande fã da estética retrô, vintage, em todos os seus menores aspectos e detalhes. 

Pablo Aluísio.